Segunda-feira, 30 de Agosto de 2004
Boavista 1 - Nacional 0

Boavista - William; Frechaut, Hélder Rosário, Éder e Carlos Fernandes; Tiago e André Barreto; Guga (Cafú, aos 87min), João Pinto (Lucas, aos 81min) e Zé Manel; Felipe Flores (Martelinho, ao intervalo)

Treinador: Jaime Pacheco

Nacional - Hilário; Patacas, Fernando Cardozo, Ávalos e Rondinelli; Cléber Monteiro, Bruno (Marcelo, aos 75min) e Gouveia; Nuno Viveiros (Ferreira, aos 72min), Adriano e Serginho Baiano

Treinador: Casimiro Mior

O Boavista iniciou ontem a sua participação na Superliga 2004/2005 com uma vitória por 1-0 com o Nacional. Frente a uma equipa que apenas tentou o empate, não criando perigo na grande área "axadrezada", o BFC não realizou uma exibição extraordinária, é um facto, mas também não deixa de ser verdade que jogou o suficiente para ter vencido a formação madeirense de uma forma mais tranquila. Com um meio-campo forte (André Barreto e Tiago superiorizaram-se, claramente, a Bruno e Gouveia), o Boavista dominou o jogo na primeira parte. A equipa boavisteira procurou, sobretudo, explorar os flancos, com os dois laterais, Carlos Fernandes e Frechaut, em posição adiantada no terreno, auxiliando, respectivamente, Zé Manel e Guga. O lado esquerdo apresentou-se mais esclarecido no primeiro tempo, com Zé Manel a realizar uma exibição ao (grande) nível daquelas que fazia ao serviço do Paços de Ferreira. Apostando, nos primeiros 20 minutos da partida, em lançamentos longos desde a defesa, a prestação "axadrezada" neste período foi modesta, com o ponta-de-lança Flores, face à sua baixa estatura, completamente "perdido", melhorando quando começou a colocar a bola junto ao relvado, solicitando a capacidade técnica de jogadores como João Pinto. Aos 33min, o Boavista cria a primeira grande oportunidade para inaugurar o marcador: João Pinto trabalha muito bem na esquerda, endossando o esférico a Carlos Fernandes, que cruzou o esférico para Zé Manel, que, perante Hilário, cabeceou por cima. Aos 43min, Frechaut cruzou para a grande área, para um cabecamento de João Pinto que Hilário defendeu com dificuldade; Flores recuperou a bola, rematando com o pé esquerdo, acabando o esférico por sobrar para André Barreto, que, com a baliza escancarada, acabou por rematar ao lado. Ao intervalo, Jaime Pacheco fez uma substituição que foi preponderante para o desfecho do encontro: saiu Flores, entrou Martelinho. A segunda parte começou e os efeitos dessa alteração foram imediatos: Martelinho abriu o jogo ofensivo da equipa no flanco direito e Guga, agora a ponta-de-lança, acrescentou capacidade de luta e poder no jogo aéreo ao centro do ataque. A equipa do Boavista apresentou uma maior organização no ataque e, aos 57min, chegou, finalmente, ao golo: grande arrancada de Zé Manel na esquerda, cruzando para a grande área, onde Martelinho, de primeira, com um ângulo reduzido, efectuou um bonito remate para o fundo da baliza de Hilário. Estava feito o 1-0, que premiava a única equipa que tinha procurado desfazer a igualdade. A partir desse momento, os "axadrezados" começaram a jogar em contra-ataque e, aos 74min, Guga, na grande área nacionalista, retirou a bola a Bruno, ficando a poucos metros da baliza insular, rematando inacreditavelmente ao lado, quando tinha tudo para fazer o 2-0. O Nacional, no último quarto-de-hora da partida, ainda tentou, de forma desesperada, chegar ao empate, mas os lançamentos longos terminavam sempre nas mãos de William ou na cabeça de um dos dois centrais boavisteiros. Em contra-ataque, quase no "cair do pano", o Boavista podia ter, mais vez, resolver o jogo, com Cafú, lançado por Martelinho, a entrar na grande área, tentando fazer um passe para Zé Manel. Patacas interceptou esse passe, mas a bola sobrou para Lucas, que efectou um cruzamento muito largo para Zé Manel. O encontro terminou com a vitória "axadrezada", prémio justo para a única equipa que não quis o empate. De salientar também o péssimo comportmento de alguns jogadores do Nacional (Ávalos, Serginho Baiano e Ferreira), que mostraram uma falta de "Fair-Play" absolutamente lamentável. 

William - não teve muito trabalho.

Frechaut -ganhou o duelo com Serginho Baiano, valendo-se do seu poder no jogo aéreo. Procurou subir muitas vezes pelo seu flanco

Hélder Rosário - mais uma actuação segura. Anulou o perigoso Adriano, superiorizando-se quer no jogo aéreo, quer nos lances disputados junto ao relvado. Foi importante nos últimos minutos da partida, ao iniciar os contra-ataques "axadrezados".

Éder - teve uma tarde tranquila, intervindo de forma bem sucedida sempre que era necessário. No entanto, com a bola nos pés, mostrou alguma precipitação, principalmente na primeira parte.

Carlos Fernandes - grande exibição. Nuno Viveiros nunca lhe deu muito trabalho e, portanto, subiu amiúde pelo corredor esquerdo, sendo uma preciosa ajuda a Zé Manel. Nos momentos finais, não deixou Marcelo "brilhar".

Tiago - nunca vira a cara à luta, o que lhe permite recuperar muitas vezes a bola no meio-campo. Fez uma boa abertura, aos 17min, a desmarcar Flores, que, porém, não a aproveitou da forma desejada.

André Barreto - é um verdadeiro "todo-o-terreno". Juntamente com Tiago, lutou muito no meio-campo. A sua visão de jogo, permite-lhe colocar o esférico em boas condições no ataque. No deu quaisquer espaços aos jogadores nacionalistas, aquando do "pressing" final da turma insular.

Guga - atrapalhou-se muitas vezes, o que lhe prejudicou a actuação. Melhorou quando passou para o centro, lutando muito. Teve, aos 74min, uma grande oportunidade de golo, que desperdiçou inexplicavelmente.

João Pinto - procurou sempre a bola, de modo a organizar o jogo ofensivo da equipa. Jogou descaído para a esquerda a fim de aproveitar a insegurança de Patacas. Efectuou um bom remate, a meio do primeiro tempo, que passou perto da baliza de Hilário.

Zé Manel - foi o melhor em campo. Muito rápido e com grande poder de finta, causou grandes estragos no lado esquerdo do ataque. Foi do seu pé esquerdo que saiu o cruzamento para o tento de Martelinho.

Felipe Flores - desiludiu. Muito lento, pressionou muito pouco o sector defensivo do Nacional. O estilo de jogo da equipa na primeira parte (apostou nos cruzamentos para a grande área) também não o beneficiou, uma vez que o jogo aéreo não é, claramente, a sua especialidade. Todavia, aos 43min, causou perigo na área nacionalista, ao recuperar a bola após um cabeceamento de João Pinto.

Martelinho - marcou um "golaço". Abriu o jogo ofensivo do Boavista na direita, dando mais profundidade no ataque. A melhoria da produção "axadrezada" na segunda parte, deu-se muito à sua entrada no jogo. Mostrou que ainda é uma opção válida.

 

Lucas - entrou na tentativa de cortar a linhas de passe ao Nacional. Cumpriu essa missão.

 

Cafú - entrou para refrescar o ataque e ainda causou algumas dificuldades a Ávalos. Também ajudou a defender.

 

 


publicado por pjmcs às 12:43
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