Domingo, 21 de Novembro de 2004
FC Porto 0 - Boavista 1: EXTRAORDINÁRIA VITÓRIA DO BOAVISTA!!!

FC Porto – Vítor Baía; Seitaridis, Jorge Costa, Pedro Emanuel e Areias; Costinha, Bosingwa e Maniche; Quaresma (Hugo Almeida, aos 56min), McCarthy e Derlei (Hélder Postiga, aos 77min)



Treinador: Victor Fernández



 


Boavista – Carlos; Hélder Rosário, Cadú, Éder (Martelinho, ao intervalo) e Milhazes; Frechaut, Tiago e André Barreto (João Pinto, aos 64min); Toñito, Cafú e Diogo Valente (Zé Manel, ao intervalo)



 


Treinador: Jaime Pacheco


 


O Boavista redimiu-se da melhor maneira do resultado de Alvalade, sendo a primeira equipa visitante a ganhar no Estádio do Dragão. Apresentando muita organização no seu meio-campo defensivo, com os seus centro-campistas a fecharem as linhas de passe ao FC Porto, o BFC não concedia espaços ao seu rival. Jaime Pacheco surpreendeu tudo e todos ao deixar João Pinto e Zé Manel no banco e ao dar a titularidade a Carlos. Os "axadrezados" apostavam num meio-campo combativo, capaz, por intermédio de André Barreto e, principalmente, Frechaut, de lançar, em velocidade, os três homens da frente. Além disso, A.Barreto constituía uma preciosa ajuda a Milhazes, que acabou por não ter grandes problemas para travar Quaresma. Fruto da excelente estratégia desenhada por Pacheco, o FC Porto não criava uma única oportuindade para colocar minimamente em causa o zero que se regista no "placard" da formação anfitriã. Assim, os campeões da Europa ficavam cada vez mais nervosos e McCarthy, ao agredir por duas (!) vezes Milhazes, num comportamento que pode, quiçá, adequar-se a outros desportos que não, seguramente, o futebol, foi justamente expulso. O intervalo chegava pouco tempo depois, com um Boavista a ganhar, progressivamente, confiança e um nulo correcto no marcador. Ao intervalo, Pacheco trocava o inexperiente Diogo Valente por Zé Manel e colocava Martelinho a lateral-direito, rendendo Éder, passando Hélder Rosário para o eixo da defesa, numa tentativa de fornecer maior capacidade ofensiva a esse flanco. E conseguiu-o. Toñito jogava mais apoiado pelo defesa-direito, o que resultava numa melhoria evidente da exibição do espanhol, que chegou a marcar, num lance invalidado por um alegado fora-de-jogo (que não existiu). Face à deslocação de Bosingwa para a direita do ataque portista, eram concedidos mais espaços no meio-campo, sector onde o Boavista sempre foi superior, e o BFC conseguia circular a bola com tranquilidade. Poderia, inclusive, ter inaugurado o marcador, não fosse o árbitro assistente, para além do já referido tento de Toñito, ter anulado duas jogadas em que Zé Manel ficava isolado perante Baía, assinalando dois foras-de-jogo inexistentes. O FC Porto, por sua vez, limitava-se a executar lançamentos longos desde a defesa, esperando que um ressalto ou uma descoordenação defensiva boavisteira permitissem o golo aos "azuis-e-brancos". Perante este cenário, Jaime Pacheco acreditou que podia vencer o encontro e substituiu André Barreto por João Pinto. Se o Boavista perdia alguma segurança no seu lado-esquerdo da defesa, permitindo que Bosingwa tivesse mais espaços, ganhava maior criatividade no ataque. Até ao final do jogo, o FC Porto só por uma vez ameaçou chegar ao golo: numa desconcentração quase geral da defesa "axadrezada", Hugo Almeida, em posição frontal, remata forte para uma espectacular intervenção de Carlos, que fez a sua estreia a titular e, num ambiente complicadíssimo, nunca vacilou. Do outro lado, praticamente de seguida, um passe a rasgar para Cafú obriga Baía a sair, acabando por aliviar a bola de forma deficiente. Martelinho tentou, de longe, aproveitar a ausência do guarda-redes portista da baliza, remantando, no entanto, ligeiramente ao lado. O final aproximava-se a passos largos e, já em período de compensações, Frechaut, o patrão de meio-campo, grande actuação do internacional português no lugar onde rende mais, desmarca Cafú (o melhor em campo pela entrega que demonstrou), que, perante Baía, faz o único golo da partida. Pouco depois, o jogo terminava com o Boavista a conseguir uma brilhante vitória, que premiou a equipa mais objectiva no ataque e mais organizada no seu sector mais recuado. Destaque, para além dos já citados Cafú, Frechaut, Carlos e Toñito (que, no segundo tempo, evidenciou toda a sua técnica aliada à rapidez no flanco direito do ataque), Milhazes, que travou, de forma impecável Quaresma e Hélder Rosário (imperial quer a lateral-direito, quer a defesa-central). Portanto, os jogadores do Boavista e a sua equipa técnica, com Pacheco à cabeça, estão completamente de parabéns pela maneira como o BFC, vindo de uma pesada derrota, conseguiu jogar de forma serena e inteligente em casa do campeão europeu, arrecadando uma vitória feliz, é certo, mas que acaba por se ajustar. VIVA O BOAVISTA!!!



publicado por pjmcs às 19:57
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4 comentários:
De Anónimo a 22 de Novembro de 2004 às 22:08
estes porcos o que merecem é que se deixe de comprar jornais desportivos... eu pelo menos já não compro. e acho que muitos deviam fazer o mesmo...

quanto a descrição... grande promenor :D
continua com o bom trabalho! [[]]Silent_Heart
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(mailto:miguelrules@sapo.pt)


De Anónimo a 22 de Novembro de 2004 às 17:35
grande vitória! Se na sexta ganharmos ao Beira Mar, já somos líderes! hehe


Parabéns pelo blog e continua com o bom trabalho!

A INVICTA TEM MAIS ENCANTO VESTIDA DE PRETO E BRANCOPortland
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(mailto:devil_portland@iol.pt)


De Anónimo a 22 de Novembro de 2004 às 15:03
na reaslidade o titulo ainda é mais porco:
"trabalhar pro benfica"lostintranslation
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(mailto:ggg@hotmail.com)


De Anónimo a 22 de Novembro de 2004 às 14:57
nao sei se reparaste, na imprensa do dia a seguir ao jogo...inacreditável...
título do jogo era mais ou menos assim - "ajudar o benfica"
a bola dizia- pedir ao bfc para jogar futebol é o mesmo que pedir a um pobre que nos empreste dinheiro"

dói-lhes tanto!!!lostintranslation
</a>
(mailto:ggg@hotmail.com)


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