Domingo, 9 de Janeiro de 2005
Boavista 2 - Vit. Guimarães 1: VITÓRIA JUSTA COM UMA PRIMEIRA PARTE EXCELENTE E GARRA NOS "DESCONTOS"

Boavista – Carlos; Nélson, Hélder Rosário, Éder e Milhazes; Tiago e André Barreto; Toñito (Lucas, aos 82min), João Pinto (Diogo Valente, aos 71min) e Zé Manel; Felipe Flores (Cafú, aos 71min) 


Treinador: Jaime Pacheco


Vit. Guimarães – Palatsi; Bessa (Romeu, aos 34min), Dragoner, Medeiros e Cléber; Alex, Moreno, Nuno Assis e Djurdjevic (Tiago Targino, aos 75min)


Treinador: Manuel Machado


As dificuldades que o golo vitorioso conseguido no período de descontos reflectem apenas uma das faces da exibição boavisteira no sempre apetecível encontro com o Vit. Guimarães. As dificuldades sentidas e o equilíbrio registados no segundo tempo não previsíveis após aquela que foi, provavelmente, a melhor primeira parte deste Boavista 2004/2005. Apostando numa formação ofensiva e virada para o espectáculo, com, pela primeira vez, Zé Manel, João Pinto, Toñito e Flores a serem tiulares em simultâneo, o que se junta à utilização de dois laterais ofensivos (Nélson e Milhazes), os "axadrezados" produziram um futebol de excelente qualidade nos primeiros 45 minutos, apesar de a equipa vimaranense até ter entrado melhor no jogo, com Silva, na esquerda do ataque minhoto, a ganhar a bola a Nélson, endossando-a para a grande área, Alex deixou passar, sobrando para Luiz Mário, que rematou ao lado. No entanto, a resposta foi quase imediata: Zé Manel, na direita, cruza para a área, Flores não consegue chegar ao esférico, aparecendo André Barreto, que executou, de primeira, um potente remate, que, infelizmente, bateu no avançado chileno. O Boavista era uma equipa pressionante, ganhando superioridade no meio-campo. Toñito e João Pinto combinavam quase na perfeição, Nélson e Milhazes, principalmente o primeiro, auxiliavam frequentemente o ataque, Flores procurava segurar a bola, procurando abrir espaços, de forma a permitir a entrada de algum companheiro. Zé Manel, que não começou bem, ia subindo, aos poucos de produção e André Barreto, neste período, também ajudava a organizar jogo. O Vit. Guimarães, por seu lado, apostava em lançamentos longos de modo a solicitar Silva, que, porém, perdia no duelo com Hélder Rosário. Na equipa minhota, o único elemento que procurava desequilibrar era Luiz Mário. Foi, portanto, com naturalidade que o BFC chegou ao golo, aos 29min: Zé Manel, bem lançado na esquerda por João Pinto (na sequência da marcação rápida de um livre), jogador muito castigado por faltas na primeira parte, uma das quais, perto do limite da grande área, não assinalada de forma incompreensível, entra facilmente na grande área, acabando por ser derrubado por Dragoner (que deveria ter sido expulso, visto que o veloz extremo "axadrezado" se preparava para marcar); foi o próprio Zé Manel quem se encarregou da marcação da grande penalidade, convertendo-a de forma exemplar (rematou para o seu lado direito, enquanto que Palatsi se atirou para o outro lado). Fruto dos maiores espaços que passaram a ser concedidos pelo Guimarães, o Boavista teve mais facilidades até ao final do primeiro tempo, podendo ter aumentado a vantagem. Flores, após uma excelente abertura de Toñito, na esquina da grande área, coloca a bola no interior da mesma, não surgindo ninguém para o remate. Pouco depois, erro imperdoável do chileno: após ter "roubado" a bola junto ao meio-campo, Flores, com Toñito e Zé Manel, desmarcados, respectivamente, nos lados direito e esquerdo, preferiu, com Dragoner pela frente, apostar no remate, que embateu no central húngaro. Perto do intervalo, a melhor jogada do encontro, Milhazes passa a Toñito, que combina com João Pinto, acabando por o espanhol, isolado perante Palatsi, uma vez que deu uma toque a mais na bola, não conseguir executar o remate. O intervalo chegava com uma vantagem justa, mas escassa. No início da segunda parte, o Boavista recuou inexplicavelmente e o Guimarães, como é óbvio, aproveitou para procurar o empate e acabou por o conseguir. Aos 51min, canto na esquerda para os minhotos e Dragoner, completamente livre de marcação, com um desvio, rematou ligeiramente ao lado. O BFC não interpretou este aviso, uma vez que, aos 58min, sofreu mesmo o golo da igualdade, após um canto também na esquerda (que surgiu após dois alívios defeituosos de Zé Manel e Milhazes), por intermédio de Alex, se bem que tenha dado a sensação de que Carlos fora carregado ilegalmente. A equipa do Boavista acusou claramente o tento sofrido e, daí em diante, a segunda parte passou a ser disputada num estilo mais directo, que prejudicava o BFC, face ao maior poderio físico dos jogadores vimaranenses. Todavia, aos poucos, o Boavista foi estabilizando e, aos 65min, após um excelente trabalho de Nélson na direita, Flores efectuou um bom cabeceamento que Palatsi, no entanto, defendeu sem grandes problemas. Aos 71min, saíram João Pinto (muito esforçado, mas, apesar da boa primeira parte, estava a falhar muitos passes na etapa complementar) e Flores para as entradas de Diogo Valente e Cafú. Com esta dupla alteração, Pacheco pretendia abrir o jogo na ala esquerda, passando Toñito a organizar jogo, e conferir maior agressividade ao ataque com a entrada de Cafú. Contudo, as duas entradas não tiveram efeitos imediatos. Nélson, autor de uma grande exibição, com as suas subidas pelo flanco direito, Toñito, que tentava pegar no jogo e Tiago, muito aguerrido na tentativa de fechar os espaços ao ataque vimaranense, procurando, também, lançar o ataque, eram os únicos que se conseguiam destacar nesse período da partida. André Barreto estava nitidamente esgotado e Milhazes sentia dificuldades a defender. Aos 74min, após um lançamento de linha lateral de Milhazes para o interior da área, Tiago ganhou a segunda bola e rematou um pouco ao lado da baliza do Guimarães. O Vit. Guimarães, não obstante a maior percentagem de posse de bola, parecia uma equipa já algo satisfeita com o empate. Aos 84min, na tentativa de fornecer maior agressividade ao meio-campo, para obter o domínio do encontro nos minutos finais, retirou Toñito para lançar Lucas. Se a entrada de Lucas até se justificava (como depois se confirmou), a saída do espanhol é discutível, uma vez que André Barreto, produzia muito menos que o número 10 "axadrezado". O Guimarães ainda ameaçou o golo, com um remate cruzado de Romeu (que saiu pela linha lateral), após defesa incompleta de Carlos a um remate de Cléber. Mas foi o Boavista que voltou à vantagem, de forma, justa, no primeiro minutos dos "descontos": livre a meio do meio-campo boavisteiro cobrado por Carlos para a grande área, a bola sobra para Lucas, que desfere um remate espectacular, ao qual Palatsi respondeu com uma defesa para a frente. Cafú, apesar da atrapalhação, conseguiu colocar o esférico a Diogo Valente, que, com muita calma, não desperdiçou a oportunidade flagrante de que dispôs. O Vit. Guimarães não teve tempo para reagir e o Boavista arrecadou uma vitória que, apesar de muito sofrida, foi justa, atendendo ao futebol praticado na primeira parte e ao equilíbrio da segunda. Já não é primeira vez que o Boavista consegue vencer quando o empate se afigura como o resultado final, o que leva a concluir que não é por mero acaso ou sorte. Como ilações deste encontro, além dos preciosos três pontos num jogo sempre difícil, é possível retirar que o BFC, quando pratica um futebol baseado na circulação rápida da bola, apostando na criatividade de Toñito e João Pinto, consegue proporcionar espectáculo e criar oportunidades de golo e é de elogiar a garra de uma equipa que acredita sempre até ao fim que pode ganhar. VIVA O BOAVISTA!!!


Cerca de uma hora antes de o jogo começar:


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Instantes antes do início:


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Ao intervalo:


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A festa no final...


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publicado por pjmcs às 20:10
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