Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2005
Redenção na Madeira
Na semana que se seguiu à derrota na Luz, as perspectivas dos "axadrezados" não eram, provavalmente, as melhores. O Boavista tinha dois jogos seguidos num dos mais difíceis terrenos portugueses. Eram bastante reais as possibilidades de o BFC ser eliminado da Taça e atrasar-se na luta pelos lugares cimeiros da Superliga. Mas isso não aconteceu. O Boavista mostrou uma enorme personalidade, garra e ambição nos dois encontros com a equipa madeirense. Apostando num meio-campo musculado, com Tiago, Milhazes/João Pedro (na primeira e segunda partidas, respectivamente) e Lucas, este também com a função de distribuir jogo, o Boavista conseguiu fechar os espaços ao Nacional. Na frente, dois extremos a aparecerem, sempre que surgia a oportunidade, nas costas do ponta-de-lança. Não é por acaso que Diogo Valente marcou por duas vezes, ambas com golos de belo efeito. Mas não foi só o número 11, que se tem vindo a evidenciar pela positiva desde que apontou o tento vitorioso frente ao Vit. Guimarães, que se destacou. Lucas mostrou que merece ser titular, sendo um futebolista que combina uma grande capacidade física com técnica e visão de jogo, João Pedro foi uma surpresa muito agradável, Hugo Almeida, no primeiro encontro, foi essencial para ganhar a posse de bola no jogo aéreo, Nélson voltou a revelar grandes potencialidades, Hélder Rosário justificou o lugar no centro da defesa (é um central rápido, que permite, assim, compensar a carência em termos de velocidade de Éder e Cadú) e Carlos revelou, mais uma vez, segurança e maturidade. Além disso, apesar de não ter sido titular em qualquer das partidas, Martelinho, de regresso após lesão, provou que ainda é uma opção válida no plantel, Cafú regresssou aos golos e Zé Manel, de livre, evidenciou, uma vez mais, a sua veia goleadora nesta época (foi nona ocasião em que o ex-Paços de Ferreira marcou nesta temporada, o que, para um médio-ala é um registo muito bom) . Depois de amanhã, na retoma da Superliga, o Boavista vai receber o Gil Vicente, equipa que vem de duas derrotas em casa, mas que, desde a entrada do treinador Ulisses Morais, se tem revelado muito difícil de bater. Procurando repetir o triunfo da primeira volta, Pacheco não deverá, como é óbvio, fazer grandes alterações: a única modificação será, provavelmente, a inclusão de um criativo (Toñito ou João Pinto, fica a dúvida) no lugar de João Pedro. Deste modo, Lucas terá menos liberdade para atacar, mas já não terá a responsabilidade de organizar jogo. De resto, Carlos manterá a titularidade, o quarteto defensivo será o mesmo que iniciou o jogo de 3.ª feira, a dupla Tiago e Lucas não será desfeita, Diogo Valente e Zé Manel continuarão a ser o extremos e Hugo Almeida deverá fazer a sua estreia no Estádio do Bessa Século XXI com a camisola "axadrezada". Esperemos, pois, que os "axadrezados" revelem o mesmo poder de luta, organização e ambição demonstrados no Funchal. FORÇA BOAVISTA!!!


publicado por pjmcs às 15:44
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2 comentários:
De Anónimo a 3 de Fevereiro de 2005 às 00:38
Foram grandes jogos na madeira...
então o último foi 5estralas!
tudo decidido ao ultimo minutoSilent_Heart
</a>
(mailto:migue@r.pt)


De Anónimo a 28 de Janeiro de 2005 às 23:49
é uma vitoria contra o gil que precisamos para manter o animo... mas estou duvidoso... =/Silent_heart
(http://historiasdaminhavida.blog.com/)
(mailto:miguelrules@sapo.pt)


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