Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2005
Boavista 2 - Gil Vicente 2 - ANTIJOGO COM A COMPLACÊNCIA DO ÁRBITRO DITAM PERDA DE PONTOS INJUSTA

Boavista – Carlos; Nélson, Hélder Rosário (Cafú, aos 84min), Éder e Carlos Fernandes; Lucas, João Pedro e André Barreto (João Pinto, aos 15min); Zé Manel, Hugo Almeida e Diogo Valente 


Treinador: Jaime Pacheco


Gil Vicente – Paulo Jorge; Tonanha, Gregory, Ezequias e Nuno Amaro; Ednilson, Braima, Luís Coentrão e Casquilha (Paulo Costa, aos 82min); Nandinho (Fábio Januário, aos 90min) e Carlos Carneiro (Luís Tinoco, aos 93min)


Treinador: Ulisses Morais


É verdade que um jogo de futebol constuma ser dividido em duas partes de 45min (um pouco mais tendo em conta os descontos). Todavia, é mais correcto considerar que o jogo do passado domingo teve uma primeira parte que correspondeu aos 15 minutos iniciais e a segunda, que "principiou" com a entrada de João Pinto, marcou um intenso domínio do Boavista. Começando pela "primeira parte", convém salientar o receio demonstrado por Jaime Pacheco, que, a jogar em casa, apostou em três médios-defensivos, deixando os dois criativos do plantel no "banco". O BFC entrou mal no encontro, não conseguindo fazer a ligação entre o meio-campo e o ataque (André Barreto, que teria, à partida essa função denotava uma gritante apatia). Consequência disso, o Gil Vicente, que apostava no empate, foi convidado a tentar alvejar a baliza de Carlos e, aos 13min, após um lance de bola parada, a defesa foi, mais uma vez, ingénua, não aliviando uma segunda bola que se encontrava na grande área ao alcance dos defesas, e Gregory, aproveitando a oportunidade que lhe fora concedida, inaugurou o marcador. A desvantagem teve o condão de espicaçar a equipa "axadrezada", que reagiu e, impulsionada pela substituição de André Barreto por João Pinto, começou a praticar um futebol mais fluido, com mais circulação de bola, procurando solicitar o ponta-de-lança. Foi neste período que o Gil Vicente iniciou as ridículas e exageradas perdas de tempo, principalmente por parte do seu guarda-redes Paulo Jorge, o tal que, literalmente, partiu a perna direita a Fary, tudo com a colaboração do sr. Pedro Henriques (quem não se lembra do BFC X Sporting da época 2002/2003, em que o mesmo protagonista prejudicou, de forma clara e grosseira, o nosso clube). O árbitro da partida, na segunda parte, em várias ocasiões, chegava mesmo a virar costas ao guarda-redes do Gil Vicente, quando este demorava na marcação dos pontapés-de-baliza! Voltando ao jogo propriamente dito, o Boavista dominava e, até ao final dos 45 minutos iniciais, destaque para duas situações: à meia-hora de jogo, após um excelente trabalho individual de João Pinto, descaindo para direita e cruzando para Hugo Almeida, que, de cabeça, rematou por cima; pouco depois, cruzamento de Diogo Valente e Zé Manel, de primeira, remata às malhas laterais da baliza barcelense, dando, inclusive, no imediato, a sensação, na bancada, de que tinha sido o golo do empate. O intervalo chegava com a clara ideia de que a vantagem gilista não ia durar muito mais. E era verdade. O Boavista entrou ainda mais pressionante na segunda parte e, aos 53min, chegou com naturalidade ao 1-1. Num livre indirecto, Diogo Valente deu um pequeno toque para colocar o esférico em Zé Manel, que rematou forte para uma defesa complicada de Paulo Jorge; na sequência do canto, que foi marcado curto, para Hélder Rosário, que, imitando Zé Manel, executou uma remate pujante, que Paulo Jorge defendeu para a frente, aproveitando João Pinto para regressar aos golos no Estádio do Bessa. Era mote ideal para o "grande artista", que foi o melhor em campo. O Boavista, galvanizado pelo tento, encostou completamente o Gil Vicente ao últimos terço do seu meio-campo, equipa que, mesmo tendo sido anulada a sua vantagem no marcador, não alterou absolutamente nada na sua postura negativa. Não se percebe por que razão estas formações defendem o "pontinho" com "unhas e dentes" e, na conferência de imprensa pós-jogo, o seu treinador tem o desplante de afirmar que apostou numa atitude ofensiva. Terminado este aparte, de realçar a grande oportunidade que o Boavista teve para perfazer a "reviravolta": Diogo Valente isola-se na direita, mas, perante Paulo Jorge, face à necessidade de puxar a bola para o seu pé esquerdo, não consegue desfeitear o guarda-redes gilista; no entanto, Hugo Almeida recupera o esférico, temporiza muito bem, solicitando Nélson, que, vindo de trás, remata caprichosamente à barra; João Pinto, em desequilíbrio, não aproveita a ausência de Paulo Jorge da baliza do Gil Vicente e remata por cima. Advinhava-se o segundo golo "axadrezado". No meio-campo, João Pedro, após uma primeira parte em que revelou grande dificuldades, melhorava a sua produção e Lucas, um verdadeiro lutador, procurava auxiliar o ataque. Nélson funcionava praticamente com um segundo extremo-direito. Na frente, Os dois extremos tentavam seguir nas costas de Hugo Almeida. Este último, embora mostrando alguma lentidão, tudo fazia para abrir espaços na defesa adversária. João Pinto era o motor deste Boavista, vindo, algumas vezes, buscar jogo a sectores mais recuados, o que agradava à massa associativa do BFC que foi assistir ao encontro. Todavia, perante este cenário, em que o Boavista asfixiava o Gil Vicente, eis que a equipa barcelense, ardilosa, no único ataque que efectou na segunda parte, regressa, injustamente, à liderança do marcador: Nandinho, na direita, com a lentidão e a passividade de Carlos Fernandes, cruza para Carlos Carneiro, que, livre de marcação, cabeceia para o interior da baliza do BFC. O avançado gilista, nos festejos do segundo golo, provoca de forma inaceitável os boavisteiros presentes na Bancada Nascente, imitando os seus colegas Luís Coentrão, Casquilha e Paulo Jorge na boçalidade e grosseiria que os caracteriza, principalmente o primeiro. Jaime Pacheco arrisca trocando Hélder Rosário por Cafú, substituição que já estava preparada antes do segundo tento gilista. Quando se pensava que os jogadores do Boavista iam acusar o "balde de água fria", estes mostraram todo o seu carácter e continuaram a pressionar. Cafú, na sua primeira intervenção na partida, em muito boa posição, desperdiça incrivelmente o 2-2. No entanto, este viria quase de seguida, por intermédio de Hugo Almeida: Carlos Fernandes, redimindo-se do lance do golo gilista, coloca a bola na grande área e Hugo Almeida, revelando o seu instinto de ponta-de-lança, remata com o seu pé preferido, o esquerdo, para repor a igualdade. O Boavista ainda tentou, com o forte apoio do público, chegar ao 3-2, mas dois factores houve que o impediram: os escassos 5 minutos de compensação dados pelo árbitro (que, na prática, até foram menos, face às perdas de tempo dos jogadores do Gil Vicente nos "descontos" e a atitude dos futebolistas do clube de Barcelos, que, na marcação de um canto aos 93min, tentaram, junto da linha lateral, fazer passar os poucos minutos que faltavam, defendendo o 2-2 como se de uma vitória se tratasse. Contudo, no "pressing" final, o Boavista, bombeando a bola para a grande área, tentava o golo que lhe daria os 3 pontos, mas Éder, precipitado, efectuava um cabeceamento que não veio a trazer qualquer problema à defesa gilista. De recordar que, após o 2-2, Ulisses Morais, o treinador que afirmou que o empate "sabia a pouco" fez duas substuições que nada acrescentavam em termos tácticos, com os jogadores substituídos a demorarem bastante tempo para abandonarem o relvado. Tal atitude só realça a pequenez dos responsáveis de equipas como o Gil Vicente. Assim, o máximo que clubes como esse conseguirão será continuar a lutar para escapar à despromoção. O encontro terminava pouco depois. Apesar do resultado negativo, a equipa do BFC saía do relvado sob um forte aplauso dos seus adeptos, justo, diga-se. Como aspectos positivos, fica a força mental da equipa do Boavista, que sempre acreditou, não obstante as contrariedade, e o bom futebol praticado após o primeiro golo do Gil Vicente e que se prolongou pelo resto da partida. João Pinto mostrou a Jaime Pacheco que continua a possuir a classe e a genialidade que sempre o caracterizaram. Fica, uma vez mais, o destaque para a garra desta equipa, que continua nos lugares cimeiros da Superliga. No entanto, as falhas defensivas continuam e, se o Boavista quiser lutar por objectivos mais ambiciosos nesta temporada (leia-se apuramento para a Liga dos Campeões ou mesmo o título), tem de as corrigir. Para terminar, a crítica que se impõe à arbitragem. O árbitro da partida foi complacente para com o antijogo do Gil Vicente e tenho a certeza que, se o adversário da equipa barcelense fosse outro, com maior poder, esta veria, logo nos minutos iniciais, cartões amarelos atrás de cartões amarelos. VIVA O BOAVISTA!!! 



publicado por pjmcs às 15:55
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