Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2005
Vit. Setúbal 0 X Boavista 0: A PRIMEIRA PARTE ATÉ FOI RAZOÁVEL, MAS A EXIBIÇÃO NA SEGUNDA FOI MUITO FRACA

Vit. Setúbal - Paulo Ribeiro; Manuel José, Auri, Hugo Alcântara e Nandinho (Zé Rui, aos 24min) ; Sandro e Ricardo Chaves; Jorginho e Bruno Ribeiro, Meyong (Igor, aos 81min) e Bruno Moraes 


Treinador: José Couceiro


Boavista – Carlos; Nélson, Hélder Rosário, Cadú e Carlos Fernandes; Lucas (João Pinto, aos 63min), Tiago e João Pedro; Zé Manel, Cafú (Fary, aos 59min) e Diogo Valente (Martelinho, ao intervalo) 


Treinador: Jaime Pacheco


Em primeiro lugar, é importante iniciar esta crónica com uma excelente notícia, embora muito pouco realçada pela Comunicação Social, principalmente quando comparada com situações semelhantes que ocorreram com determinados jogadores de outros clubes, que o jogo de Setúbal trouxe: o regresso de Fary às partidas oficiais. O ponta-de-lança senegalês (jogou cerca de meia-hora) até registou uma exibição positiva, procurando segurar jogo na grande área adversária, na tentativa de abrir espaços para solicitar colegas de equipa. E este foi um dos poucos aspectos animadores que este encontro mostrou. Não é o resultado que está em causa (o empate não é mau de todo), mas sim a exibição muito sofrível que a equipa registou na segunda parte. Fazendo uma retrospectiva daquilo que foi o jogo desde o seu início, convém realçar que a primeira parte até foi razoável (embora longe de se poder considerar boa). Apesar da gritante falta de criatividade no ataque (João Pinto e Toñito no "banco"... e Lucas alguns furos abaixo, em termos de distribuição de jogo, do que havia feito, por exemplo, no duplo confronto com o Nacional) e da inoperância de Cafú (fraco no jogo aéreo, não conseguindo, também, segurar a bola para solicitar as diagonais de Zé Manel e Diogo Valente), o Boavista mostrava organização no seu meio-campo defensivo. Lucas e Tiago trabalhavam muito e bem (como é seu apanágio) e João Pedro cumpria, quase na perfeição, a missão de anular Jorginho. No sector defensivo, Carlos Fernandes, face ao baixo rendimento de Jorginho, tinha uma noite tranquila, podendo, devido ao precioso auxílio do incansável Diogo Valente, funcionar como terceiro central, uma vez que o Setúbal apresentava dois avançados. Hélder Rosário e Cadú, este de regresso ao "onze", mostravam segurança e Nélson, com tem sido habitual, além de defender (se bem que não tivesse muito trabalho, pois Bruno Ribeiro e, depois, Zé Rui praticamente não o incomodavam), tentava lançar o ataque. Destaque, no primeiro tempo, para um bom remate de Zé Manel, quase a abrir o jogo, que passou ligeiramente ao lado da baliza setubalense, e para um cabeceamento em simultâneo de Cadú e Hugo Alcântara, que obrigou Paulo Ribeiro a uma defesa muito apertada. Zé Manel era o melhor em campo., visto que tentava imprimir acutilância ao ataque e, por vezes, almejar a baliza contrária. Eis o resumo da primeira parte. Todavia, o pior estaria para vir e eu, como boavisteiro, até nem tenho grande vontade de me alongar acerca do segundo tempo. A fraca actuação boavisteira começou com duas alterações erradas de Pacheco: a troca de Diogo Valente por Martelinho nunca pareceu acrescentar algo à equipa, antes pelo contrário (ainda por cima colocando o capitão do BFC a jogar no flanco canhoto, quando são por demais evidentes as dificuldades que o veloz extremo-direito tem em utilizar o pé esquerdo para efectuar cruzamentos), deixando Carlos Fernandes mais desapoiado; quando à substituição de Lucas por João Pinto, se a entrada do "artista" se justificava, já o jogador a ser substituído nunca poderia ser Lucas. Se Jaime Pacheco queria arriscar, sem perder o domínio no meio-campo, o futebolista rendido deveria ser João Pedro, porque este, não obstante a boa marcação individual sobre Jorginho nos primeiros 60 minutos, quando teve desempenhar o papel de, juntamente com Tiago, participar na "batalha" do meio-campo, teve problemas. Consequências: o Setúbal passava a controlar o encontro (apesar de o seu criativo não estar, claramente, em noite de grandes brilhantismos), a equipa do Boavista ficava nervosa, passando, quase única e exclusivamente, a aliviar a bola para o meio-campo adversário. Ora, esta situação em nada favorecida João Pinto, jogador que necessita de ter a bola nos seus pés. Por tudo isso, em minha opinião, Jaime Pacheco deveria convencer-se de que João Pinto (ou o outro criativo que tem à sua disposição, Toñito) tem lugar na equipa, a fim de conferir criatividade ao ataque, e que, no meio-campo, a dupla Tiago/Lucas, pela abenegação que ambos os futebolistas mostram, é a mais indicada. Relativamente à frente de ataque, Cafú mostrou, uma vez mais, que não é ponta-de-lança.  



publicado por pjmcs às 16:14
link do post | comentar | favorito

Próximos Jogos

Sp. CovilhãxBoavista

(25/01; 16:00) - 15.ª Jornada

artigos recentes

Boavista FC 2 - 0 Estoril

Santa Clara 3 - Boavista ...

Boavista FC 2 - 0 U. Leir...

SC Freamunde 2 - 0 Boavis...

Boavista FC 1 – 2 SC Beir...

BOAVISTA FC 0 - 2 GUIMARÃ...

Feirense 2 - 0 Boavista F...

Boavista FC 1 - 0 Oliveir...

BOAVISTA FC 1 - 0 LOUSADA

Boavista FC 1 - 1 D. Aves

Imagens Recebidas
Galeria de Imagens
arquivos

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Abril 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Dezembro 2004

Novembro 2004

Outubro 2004

Setembro 2004

Agosto 2004

Julho 2004

Junho 2004

Maio 2004

Abril 2004

Março 2004

Fevereiro 2004

Janeiro 2004

ligações
pesquisar