Domingo, 13 de Fevereiro de 2005
Boavista 3 - Marítimo 2: EXCELENTE EXIBIÇÃO; SOFRIMENTO DESNECESSÁRIO PROPORCIONADO POR ARBITRAGEM BASTANTE INFELIZ

Boavista – Carlos; Nélson, Hélder Rosário, Cadú e Milhazes; Tiago e Lucas; Zé Manel (Cafú, aos 72min), Toñito (João Pedro, aos 80min) e Diogo Valente; Hugo Almeida (André Barreto, aos 88min)



Treinador: Jaime Pacheco


Marítimo– Marcos; Luís Filipe, Tonel, Mitchell van der Gaag e Eusébio; Wênio (Marcinho, aos 76min), Chainho e Silas; Alan, Bibishkov e Manduca (Lobaton, aos 55min)


Treinador: Mariano Barreto


O Boavista arrecadou, esta tarde, três importantíssimos pontos frente a um rival directo, o Marítimo. Mostrando superioridade ao longo de todo o encontro, não se deixando atemorizar quando o Marítimo "reduziu" para 3-2. Destaque óbvio para um jogador que se tem vindo a afirmar como uma das revelações desta Superliga, Diogo Valente, com dois golos (o primeiro dos quais absolutamente soberbo). Quanto a Hugo Almeida, pode afirmar-se que o ponta-de-lança, apesar de denotar alguma lentidão também esteve em plano positivo, ganhando muito jogo de cabeça e podia ter marcado mais cedo, num remate espectacular, de fora da grande área, que passou ligeiramente ao lado da baliza de Marcos. No que concerne à partida propriamente dita, o Boavista entrou de uma forma pressionante, procurando inaugurar o marcador nos minutos iniciais. Zé Manel, praticamente a abrir a partida, após um cruzamento de Diogo Valente, perante Marcos, não teve a calma suficiente para dominar a bola, rematando, de primeira, por cima. Estava dado o aviso e, aos 11 minutos, Zé Manel, com um excelente passe longo, marcando a viragem de flanco, solicita Diogo Valente, que, de primeira, com um remate fantástico, muito bem colocado, faz o 1-0, num golo semelhante ao que o número 11 "axadrezado" apontou frente ao Nacional, na Choupana, no jogo da Superliga. Estava dado o mote para uma exibição de grande qualidade do BFC. No meio-campo, os abenegados Lucas e Tiago ganhavam superioridade, com o primeiro a protagonizar um excelente jogo, pois, além da garra que demonstrou na luta pela posse de bola a meio-campo, subiu muitas vezes pelo flanco esquerdo, arrancado, aliás, um remate que obrigou o guarda-redes madeirense a uma defesa apertada, após um bom trabalho no lado canhoto da grande área. Quanto ao Marítimo, a equipa funchalense só esporadicamente conseguia almejar a baliza do Boavista. Toñito, o criativo "axadrezado" também protagonizava uma actuação positiva, organizando jogo e tentando, por vezes, recorrendo à sua técnica, perfurar a defesa madeirense. No sector defensivo, Cadú e Hélder Rosário mostravam segurança, superiorizando-se no jogo aéreo, Nélson não sentia dificuldades nem com Alan nem com Manduca e aventurava-se, como é seu apanágio, muitas vezes no ataque. No flanco oposto, Milhazes, que até auxiliava bem o ataque, tinha problemas em se posicionar em boas condições. Todavia, as constantes descidas de Diogo Valente evitavam males maiores. Carlos apresentava muita segurança nos cruzamentos e Zé Manel era dos elementos mais esforços. Foi neste quadro que, com naturalidade, o Boavista marcou o segundo golo, quase a fechar o primeiro tempo; passe, de cabeça, de Tiago para a grande área, onde se encontrava Diogo Valente, que, após ultrapassar Marcos, bisa, com o pé direito (o seu pior pé). O intervalo chegava com um justo aplauso à equipa boavisteira. Na segunda parte, o Marítimo tentava controlar o jogo, mas era o BFC que, em contra-ataque, criava mais perigo. Foi no segundo tempo que o árbitro, Duarte Gomes, começava a ganhar protagonismo. Aos 52min, Zé Manel, isolado, sofre, à entrada da grande área, uma carga ilegal de Tonel, que daria direito a um livre muito perigoso e à expulsão do defesa insular. Logo a seguir, já não tem dúvidas em assinalar uma falta sobre Silas, muito duvidosa, que resultava num livre em posição frontal, que Alan, no entanto, não aproveitou, rematando contra a barreira. Aos 60min, o Boavista fazia o 3-0 e pensava-se que resolvia o jogo. Bola em Milhazes, o ex-Varzim cruza para Hugo Almeida, que, com muito espaço, marca o terceiro tento. O Marítimo parecia não conseguir reagir, mas, aos 69min, Silas, rematando sem grande convicção, faz a bola embater em Cadú, traindo, caprichosamente, Carlos. A equipa "verde-rubra", quase sem saber como, reentrava no encontro. E foi a partir desse momento que Duarte Gomes começou, autenticamente, a empurrar o Boavista para as imediações da sua grande área. Pacheco ainda fez entrar Cafú para o lugar do exausto Zé Manel, mas era Diogo Valente o elemento que mais se destacava, conseguindo lançar muitos contra-ataques, alguns dos quais interrompidos, de maneira incompreensível, pela equipa de arbitragem. Na sequência de uma falta que ficou por assinalar a favor do Boavista, Alan penetra na direita do seu ataque, aproveitando a passividade de Milhazes, e faz o 3-2. Porém, o Boavista não "abanou" e, apesar da dualidade de critérios do árbitro, que, frequentemente, assinalava, a favor do Marítimo, livres que resultavam de faltas cometidas sobre jogadores "axadrezados", a formação insular não criava oportunidades para chegar à igualdade. Pacheco lançava primeiro João Pedro e, depois, André Barreto, de modo a cortar as linhas de passe ao Marítimo. O encontro terminava, já um pouco para além dos quatro minutos concedidos por Duarte Gomes, com a justa vitória boavisteira. Frente uma equipa complicada, o Boavista rubricou a melhor exibição da época, notando-se uma melhoria gradual de jogo para jogo nos encontros disputados no Estádio do Bessa Século XXI. Houve triangulações, jogadas ao primeiro toque, incursões de Diogo Valente pela esquerda, em suma, uma grande exibição de uma equipa que não merecia ter sofrido os dois golos, os quais o Marítimo não justificou. VIVA O BOAVISTA!!!


 



publicado por pjmcs às 21:15
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1 comentário:
De Anónimo a 15 de Fevereiro de 2005 às 14:23
afinal o jvp nao faz tanta falta assimgui
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