Terça-feira, 15 de Março de 2005
Boavista 2 - Belenenses 0: "AXADREZADOS" IMPÕEM RITMO MUITO ELEVADO DURANTE QUASE TODO O JOGO; EQUIPA "RESPIRA" SAÚDE

Boavista – William; Nélson, Cadú, Éder e Milhazes; Lucas e Tiago; Guga (Diogo Valente, aos 68min), Toñito (João Pinto, aos 62min) e Zé Manel; Hugo Almeida (Cafú, aos 79min)



Treinador: Jaime Pacheco


Belenenses – Marco Aurélio; Amaral, Wilson, Pelé e Sousa; Marco Paulo (Rodolfo Lima, aos 57min), Rui Ferreira e Andersson (José Pedro, aos 86min) e Juninho Petrolina; Lourenço (Catanha, aos 57min) e Paulo Sérgio 


Treinador: Carlos Carvalhal


O Boavista arrencadou ontem três importantes pontos, que lhe permitem igualar o Sp. Braga no terceiro lugar da Superliga, ultrapassando o Sporting e colocando-se a quatro pontos do líder, o Benfica, e a somente um do FC Porto, o segundo classificado. Ainda o encontro não tinha começado e já havia uma surpresa: William regressava ao posto de guarda-redes, rendendo Carlos, que se sentava no "banco". De resto, outras alterações: Guga entrava para extremo-direito, passando Zé Manel para a esquerda (se bem que o ex-pacense, amiúde, aparecesse no flanco oposto, como aconteceu, aliás, no lance do primeiro golo), Toñito assumia o papel de criativo/organizador de jogo, Milhazes recuperava, como já se esperava, o seu lugar como lateral-esquerdo e Éder voltava ao centro da defesa, fazendo dupla com Cadú. Quanto ao Belenenses, Carvalhal, menos ousado do que em encontros anteriores, apostava em três médios mais defensivos, com Rui Ferreira na marcação a Toñito e Marco Paulo a ajudar a fechar o lado direito da defesa lisboeta. Junimho Petrolina era encarregado de estabelecer a ligação com os dois rápidos homens da frente (missão que apenas conseguiu cumprir em alguns períodos da segunda parte). A partida começava e cedo se percebia que o Boavista surgia como uma equipa extremamente pressionante no ataque, conseguindo impor o seu futebol, fazendo com rapidez e eficiência as transições defesa - meio-campo - ataque. Hugo Almeida era a referência no ataque, permitindo ganhar muitas bolas no jogo aéreo e abrir espaços e solicitando as diagonais de Guga e Zé Manel e, também, o abenegado Lucas. Foi, por isso, natural que o BFC tivesse inaugurado o marcador logo aos 6 minutos, por intermédio de Guga. Após um alívio deficiente de William, que colocou a bola em Lourenço, Zé Manel recupera, ainda no meio-campo do Boavista, o esférico. O número 7 "axadrezado" efectua uma das arrancadas que lhe são características e cruza para a grande área, visando Hugo Almeida. No entanto, Wilson ganha de cabeça ao avançado do BFC. No entanto, Guga, vindo de trás, consegue aproveitar a segunda bola e dispara, de primeira, não dando quaisquer hipóteses a Marco Aurélio. Impulsionada pela vantagem no marcador, a equipa do Boavista funcionava muito bem, principalmente do meio-campo para a frente. Era frequente ver Guga juntar-se a Hugo Almeida no centro do ataque, surgindo Zé Manel (com Milhazes a subir pela esquerda), Lucas ou Nélson (de volta às exibições de grande qualidade) no flanco direito. No sector defensivo, Milhazes (que precipitou em algumas ocasiões, que, porém, não são suficientes para considerar que a sua actuação não foi positiva) desdobrava-se entre o lado esquerdo da defesa e meio-campo, sendo auxiliado por Tiago. Aliás, Lucas foi o melhor em campo, tendo estado, por assim dizer, em todo o lado: defendia, recuperava bolas no centro do terreno, ajudando a lançar os ataques do BFC e apoiava o ataque, aparecendo na ala direita. Também Toñito, o criativo da equipa conseguia pegar no jogo "axadrezado" e organizar o futebol no ataque. O Belenenses, por sua vez, sendo uma equipa não muito rápida, que aposta na circulação de bola, sentia imensas dificiuldades face ao intenso ritmo que prevalecia. O Boavista não dava quaisquer espaços a jogadores como Juninho Petrolina ou Andersson. Como consequência disso, Lourenço e Paulo Sérgio eram dois jogadores completamente desacompanhados. O Boavista tentava o segundo golo. Hugo Almeida, após cruzamento de Nélson, em boa posição, cabeceava para as mãos de Marco Aurélio. Guga, solicitado pelo número 77, surgiu nas imediações da grande área adversária, mas perdeu tempo de remate. Lucas, do "meio da rua", procurou surpreender com um remate que o guardião belenense defendeu, agarrando o esférico com alguma dificuldade. Zé Manel, aproveitando a ausência de Marco Aurélio, que saíra da sua grande área para tentar efectuar um corte, remata cruzado, com reduzido ângulo, acabando Pelé (defesa-central excessivamente faltoso, com a complacência do árbitro) por interceptar, de cabeça. Do Belenenses, o melhor que se viu foi um remate enrolado de Andersson, na sequência de um livre apontado por Juninho, e um cabeceamento de Pelé, que passava ao lado da baliza boavisteira. William teve uma primeira parte tranquila. O intervalo chegava com a clara sensação de que a vantagem do BFC era demasiado curta para o que havia ocorrido ao longo do primeiro tempo. A segunda parte tinha o seu início sem substituições por parte de Pacheco e Carvalhal. O Boavista mantinha a mesma toada. Pressionava cada vez mais e podia ter resolvido a partida logo a abrir a etapa complementar. Aos 48min, Zé Manel, na direita, cruza para a grande área, Hugo Almeida não consegue chegar à bola e Toñito falha o desvio com o pé esquerdo. Praticamente de seguida, canto cobrado por Guga na direita, Zé Manel efectua o primeiro cabeceamento, Marco Aurélio defende e Hugo Almeida, com o guarda-redes brasileiro batido, remata forte, mas Pelé desvia com o pé direito. O treinador do Belenenses tentava animar o ataque da sua formação, lançando Catanha e Rodolfo Lima para os lugares de Lourenço e Marco Paulo. Juninho Petrolina descaía para a direita, o que viria a causar algumas dificuldades a Milhazes. Pacheco respondia, fazendo entrar João Pinto para render Toñito, cujas qualidade exibicional e influência na equipa haviam diminuído na segunda parte. Entretanto, o Boavista tinha mais uma oportunidade: Zé Manel (outra grande exibição; muito esforçado, fez frequentemente uso da sua velocidade para criar perigo), penetrava, pela esquerda, na grande área, e diante de Marco Aurélio, a tentativa de puxar a bola para o seu melhor pé, o direito, permitia o corte a Wilson. Pacheco realizava mais uma alteração, trocando Guga por Diogo Valente, numa subsitiuição que apresentava dois objectivos: por um lado, refrescar o ataque, por outro lado, auxiliar Milhazes na esquerda, libertando Tiago para as suas funções no meio-campo. E a verdade é que o esquerdino cumpriu o que lhe fora pedido. No entanto, o Belenenses atravessava o seu melhor período na partida. Pela primeira vez, conseguia causar algum receio nas bancadas do Estádio do Bessa Século XXI. Catanha, que trouxe mais incómodos à defesa do Boavista que Lourenço, ganha espaços e endossa o esférico a Rodolfo Lima, que remata cruzado ao lado. Pouco depois, Nélson falha o alívio de cabeça, Cadú desorienta-se, mas Catanha e Rodolfo Lima acabam por se atrapalhar mutuamente, sobrando a bola para William. No entanto, é de destacar que a equipa do Boavista melhorou nas bolas paradas defensivas, talvez fruto das saídas mais arrojadas de William (em comparação com Carlos) e/ou do regresso de Éder, mais forte no jogo aéreo que Hélder Rosário. Voltando ao jogo, Jaime Pacheco apercebendo-se da fatiga evidenciada por Hugo Almeida e da nova ordem da partida, com um Belenenses menos tímido, retirava o poderoso avançado e lançava o rápido Cafú. O cabo-verdiano, se bem que, por vezes, não apresentasse grande lucidez, conseguia causar grandes embaraços aos dois centrais belenenses, ajudando a "prendê-los" nas imediações da área. Lucas era, por esta altura, um elemento fulcral, cortando linhas de passe ao ataque do Restelo e iniciando os contra-ataques "axadrezados". Quanto a João Pinto, apesar de não ter conseguido organizar jogo, fruto da maior pressão da turma do sul do país, merece nota positiva na medida em que ajudou no meio-campo defensivo (efectou, aliás, um corte importante a Juninho Petrolina, o que lhe valeu um aplauso vindo das bancadas) e, também, de alguma forma, a reter o jogo, algo que o Boavista, em momentos da segunda parte, fez de forma muito inteligente. Carvalhal ainda fez entrar José Pedro, mas este, de regresso ao Bessa, nada acrescentou. A partida aproximava-se do final e o BFC procurava esboçar alguns contra-ataques. Contudo, William esteve quase a manchar uma actuação postiva e segura: o guarda-redes camaronês saiu para agarrar a bola, mas hesitou e teve de dominar o esférico com os pés. Quanto tudo parecia resolvido, o emblemático guardião, ao invés de aliviar a bola para fora, acaba por perdê-la para Rodolfo Lima, tendo de recorrer à falta. Após alguma confusão na linha lateral, o Belenenses, aproveitando a ausência de William, que ainda se dirigia para a sua baliza, marca rapidamente o livre, Éder corta de cabeça, mas o esférico sobra para Rui Ferreira. No entanto, Lucas recupera o esférico, endossa-o a Zé Manel, que lança Cafú. Este, após uma grande insistência, acabando por ganhar o duelo com Pelé, entra na grande área e é puxado por este último. Grande penalidade óbvia. O Boavista assegurava a vitória e Zé Manel, com toda a serenidade, remata a bola para o seu lado direito, enganando Marco Aurélio, que se atirou para a esquerda. O jogo terminava com uma vitória justíssima do BFC. Foi o prémio à garra, à ambição de uma equipa que, estando ainda em construção, tem evoluído imenso. Foi, por assim dizer, uma exibição à Boavista dos melhores tempos de Jaime Pacheco. VIVA O BOAVISTA!!!



publicado por pjmcs às 19:56
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