Domingo, 20 de Março de 2005
Penafiel 1 - Boavista 1: O BOAVISTA FEZ NA SEGUNDA PARTE AQUILO QUE SE IMPUNHA DURANTE TODO O JOGO

Penafiel - Nuno Santos; Bruno Amaro, Nuno Diogo, Odair, Wellington e Kelly; Sidney, N'Doye e Wesley (Cassiano, aos 66min); Roberto (Fernando Aguiar, aos 87min) e Edgar Marcelino (Folha, aos 14min)


Treinador: Luís Castro


Boavista – William; Nélson, Cadú, Éder e Carlos Fernandes; Lucas e Tiago; Guga (Cafú, aos 37min), Toñito (André Barreto, aos 79min) e Milhazes (Diogo Valente, aos 50min); Hugo Almeida


Treinador: Jaime Pacheco


O Boavista empatou ontem em Penafiel a uma bola. A exibição "axadrezada" pode sintetizar-se a uma clara antítese entre o primeiro e o segundo tempos: no primeiro, uma actuação péssima, seguida de uma evidente melhoria na etapa complementar, que poderia, muito bem, ter valido a reviravolta no resultado. Jaime Pacheco surpreendeu ao apostar em Milhazes a extremo-esquerdo, regressando Carlos Fernandes ao posto defensivo do mesmo flanco. A verdade é que Milhazes foi uma opção errada, uma vez que o ex-Varzim se apresentou demasiado retraído (não foi um verdadeiro extremo, antes um médio esquerdo) e, aquando das suas subidas no terreno, pouco ou nada acabou por contribuir para iniciar jogadas de perigo. Na outra ala, também Guga esteve demasiado apagado, não ajudando a abrir o jogo ofensivo "axadrezado" na direita. No meio-campo, Lucas e Tiago não conseguiam abrir linhas de passe. Toñito era dos poucos que tentava romper, mas não teve muitas vezes a bola à sua disposição. Nélson sentia algumas dificuldades perante Edgar Marcelino e, depois da saída deste por lesão, diante de Folha. Desta forma se explica a fraquíssima exibição do BFC na primeira parte, que se resumiu a lançamentos longos para Hugo Almeida, não surgindo, porém, alguém nas suas costas, para aproveitar as segundas bolas. Portanto, o Penafiel, apesar de utilizar uma estratégia pouco ou nada arrojada, conseguia (após o quarto-de-hora inicial em que, de destacar, apenas um passe de Lucas a solicitar Hugo Almeida, num lance no qual o fora-de-jogo assinalado deixou muitas dúvidas) o domínio da partida. Chegou mesmo ao golo aos 28min, na sequência de um canto em que a defensiva boavisteira falhou completamente as marcações, permitindo que Nuno Diogo executasse o primeiro cabeceamento e que Odair fizesse, com a coxa direita, o desvio junto da baliza. E este é mais um tento consentido num lance de bola parada por parte do Boavista. Antes do 1-0, já Wesley, na marcação de um livre, obrigara William a uma defesa de grande nível. Aos 37min, constatando a inoperância ofensiva da sua equipa, Pacheco retira o desinspirado Guga, fazendo entrar o irrequieto Cafú. O Boavista acabou por animar ligeiramente. Quase no "cair do pano" da etapa inicial, livre de Nélson na direita, Hugo Almeida, descaído para a esquerda, superioriza-se a Nuno Santos no jogo aéreo, mas não surge ninguém para o desvio vitorioso, acabando a defesa penafidelense por afastar. O intervalo chegava com uma vantagem justa do Penafiel. Na segunda parte, porém, tudo foi diferente. O Boavista entrou com uma grande garra, pressionando a formação da casa nas imediações da sua grande área. Aos 50min, Pacheco, finalmente, trocava Milhazes por Diogo Valente. O ataque do BFC ganhava acutilância. Aos 54min, o Boavista empatava o encontro: na sequência de um canto na direita, após um remate de Lucas que foi interceptado por Wellington, Diogo Valente cruza para perto da baliza de Nuno Santos, Cafú faz o primeiro desvio e Carlos Fernandes acaba por, de cabeça, marcar o 1-1. Os "axadrezados" dominavam completamente o encontro. Lucas subia de rendimento, Toñito aparecia no apoio a Cafú e Hugo Almeida (que ganhou, como de costume, muitas bolas de cabeça), procurando romper por ambos os flancos, Nélson auxiliava mais o ataque pela ala direita e Diogo Valente trazia mais dinâmica, sendo, por vezes, ajudado por Carlos Fernandes (exibição positiva; sem grandes problemas a defender e auxiliando, em algumas ocasiões, principalmente na segunda parte, o ataque "axadrezado"). Poucos minutos após o 1-1, Toñito toca de calcanhar para Nélson, que cruza para grande área, onde Sidney corta a bola com o braço direito. Ficava, por isso, um "penalty" por assinalar. Logo de seguida, Lucas passa a Diogo Valente, este trabalha bem sobre Bruno Amaro, desmarcando Toñito, que, depois de ultrapassar Nuno Diogo, e diante de Nuno Santos, faz um autêntico passe para as mãos do guarda-redes penafidelense. E assim se gorava uma oportunidade flagrante para colocar o BFC em vantagem. Por esta altura, o Penafiel, apesar de estar a jogar em casa, fazia anti-jogo, procurando "cortar" o ritmo ao futebol boavisteiro. No entanto, Sidney e N'Doye (os dois melhores do Penafiel) concediam poucos espaços no meio-campo, obrigando o Boavista a praticar um futebol directo, com lançamentos longos desde o sector defensivo para perto da grande área adversária, solicitando Hugo Almeida. Cafú, Diogo Valente e Toñito tentavam recolher as segundas bolas. Apercebendo-se das dificuldades que a sua equipa sentia, Luís Castro fez a sua segunda alteração, lançando Cassiano para render Wesley (exibição um pouco aquém do esperado). E a formação duriense acabou por beneficiar desta substituição, na medida em que o número 15 dos "rubro-negros" veio animar, de alguma forma, o jogo ofensivo da sua equipa. Pacheco veio, mais tarde, a reagir, substituindo Toñito por André Barreto. Com esta alteração, o treinador do Boavista procurava fazer, com Tiago, a marcação individual a Cassiano e colocar André Barreto a distribuir jogo para o sector ofensivo. O Boavista continuava a tentar atingir a vantagem, enquanto o Penafiel, à semelhança dos seus adeptos, parecia satisfeito com a igualdade. Foi na fase final da partida que Olegário Benquerença começou a cometer erros atrás de erros. Assinalou faltas que não existiram a Cafú e um dos seus assistentes (o do lado da bancada reservada aos sócios penafidelenses) marcou alguns foras-de-jogo a Hugo Almeida que deixaram muitas dúvidas, quando este seguia em excelente posição para almejar a baliza. Aliás, perto do final do encontro, o árbitro não "viu" uma falta "dupla", claríssima, de Nuno Diogo a Diogo Valente, quando este se preparava para cruzar para penetrar pela esquerda da grande área, o que levou à ira e irritação dos boavisteiros presentes na bancada Topo Sul do Estádio 25 de Abril. Ainda assim, o BFC poderia, quase a fechar, fazer o 1-2, por intermédio de Hugo Almeida, que, respondendo a um canto de Diogo Valente, cabeceou, em boa posição, ao lado. O encontro terminava minutos depois, com um empate que se aceita, embora o Boavista tivesse criado, no segundo tempo, ocasiões que lhe poderiam valer a vitória. O BFC, repetindo o que aconteceu em alguns jogos nesta época, foi uma equipa de contrastes. Após uma primeira parte muito sofrível, com mais um golo sofrido numa bola parada, os "axadrezados" conseguiram, finalmente, no segundo tempo, o domínio da partida, pressionando o Penafiel. Jaime Pacheco errou ao apostar em Milhazes, uma vez que, após a entrada de Diogo Valente, a equipa funcionou com muito maior fluidez no ataque.



publicado por pjmcs às 12:02
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