Sexta-feira, 8 de Abril de 2005
O GRANDE DERBY DA CIDADE INVICTA

Independentemente do momento de forma de ambas as equipas, a verdade é que um BOAVISTA X FC PORTO é sempre um jogo muito especial para as duas massas associativas. Nesta época, são 3 os pontos que separam "axadrezados" e "azuis-e-brancos" antes de um derby que poderá ser decisivo. À semelhança do que acontecera na primeira volta, o Boavista vem de uma derrota vexante frente ao Sporting e o encontro diante do grande rival poderá marcar, novamente, a reconciliação com o seus adeptos. Esperemos que assim seja... Para ganhar o jogo, o BFC não pode voltar a cometer os "erros de palmatória" do último sábado. A equipa não pode jogar demasiado em função do adversário, mas sim apresentar personalidade, garra e organização defensiva, atributos, aliás, que mostrou no duelo do Estádio do Dragão. Atenção especial devem merecer os lances de bola parada, nomeadamente cantos e livres dos quais resultem cruzamentos para a grande área (os quais têm sido "fatais" para este Boavista versão 2004/2005), ainda para mais quando o FC Porto possui jogadores como Costinha ou Jorge Costa, que, frequentemente, surpreendem os seus adversários. Além disso, o Boavista raramente, neste tipo de situações, costuma ganhar as segundas bolas, "defeito" que deve ser corrigido já amanhã. Quanto ao "onze" que subirá ao relvado do Estádio do Bessa Século XXI, Carlos ocupará o lugar deixado vago por William, no sector defensivo, Ambassa deverá fazer a sua estreia na Superliga, rendendo o também castigado Éder (uma vez que Hélder Rosário, que fora apontado como o provável substituto do central brasileiro, contraiu um traumatismo na perna direita na 2.ª feira, continuando a treinar-se à condição). No lado esquerdo, é possível que Carlos Fernandes regresse à titularidade, por força da desastrada exibição de Milhazes contra a turma sportinguista. Cadú (embora algo infeliz frente ao Sporting) e Nélson serão os "sobreviventes" da defesa "axadrezada". No meio-campo, a dupla Lucas e Tiago manter-se-á, uma vez mais. No ataque, algumas dúvidas. Se Zé Manel é um jogador indiscutível, os ocupantes dos outros três lugares permanecem incertos. Para a função de "playmaker", João Pinto pode regressar ao "onze", substituindo um Toñito muito desinspirado no confronto face à sua antiga equipa. No entanto, não é de todo improvável que Jaime Pacheco reforce a componente defensiva da zona intermediária, podendo fazer alinhar André Barreto (com o médio brasileiro a assumir o papel de distribuidor de jogo, numa estratégia que surtiu efeito no jogo da primeira volta) ou João Pedro (com o jovem futebolista a mover uma marcação individual a Diego, libertando Lucas para missões mais ofensivas). No flanco esquerdo, Diogo Valente tem sido a opção mais consistente (até porque pode constituir um importante auxílio ao lateral-esquerdo), mas, devido ao facto de o número 11 do BFC não ter estado numa noite feliz na derradeira partida (foi, inclusivamente, subsituído ao intervalo), Pacheco pode colocar Zé Manel nesta ala, apostando no experiente Martelinho para o lado oposto. Na frente, apesar de Hugo Almeida ter sido um dos poucos jogadores "axadrezados" que mereceu referências positivas na sequência da "catástrofe" da última jornada, a sua utilização é, neste momento, uma incógnita, pois o esquerdino está ligado contratualmente ao FC Porto. Assim, o nome de Cafú surge como hipótese, ele que apontou o golo que ditou o triunfo no reduto portista. A velocidade do cabo-verdiano poderá ser muito útil para criar perigo, aproveitando a lentidão que parece algo patente nos centrais "azuis-e-brancos", Jorge Costa e Pedro Emanuel (ou Ricardo Costa). Quanto ao FC Porto, não se aguardam grandes mudanças na equipa. A dúvida incide no sistema táctico: 4-4-2 ou 4-3-3. Se Ivanildo é presença quase certa no "onze", já o extremo do outro lado, Quaresma (também poderá jogar Leandro do Bomfim), não tem a titularidade assegurada, devido ao facto de, por via do regresso de Seitaridis ao lado direito da defesa, Bosingwa poder ser utilizado numa posição mais avançada no terreno, com a disposição da equipa a oscilar entre as duas estratégias acima referidas, dependendo das movimentações do ex-Boavista. O posto de lateral-esquerdo deverá ser ocupado por Leandro, se bem que Ricardo Costa seja uma opção a ter em conta. 


Uma vitória do Boavista coloca a nossa equipa na rota da Liga dos Campeões da próxima época, assegurando uma maior tranquilidade ao BFC relativamente à questão do acesso às competições europeias, grande objectivo desta temporada. O FC Porto, por sua vez, precisa de vencer para se manter na luta pelo título. Neste jogo, a "batalha do meio-campo" terá, muito provavelmente, um papel fulcral no seu desfecho. FORÇA BOAVISTA!!!



publicado por pjmcs às 17:35
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