Domingo, 10 de Abril de 2005
Boavista 1 - FC Porto 0: DOIS "DERBIES", DUAS VITÓRIAS!!!

Boavista – Carlos; Martelinho, Hélder Rosário, Cadú e Carlos Fernandes; Lucas, Tiago (João Pedro, aos 80min) e André Barreto; Toñito (João Pinto, aos 70min); Zé Manel (Guga, aos 84min) e Cafú


Treinador: Jaime Pacheco 


FC Porto – Vítor Baía; Seitaridis (Quaresma, aos 58min), Jorge Costa, Pedro Emanuel e Ricardo Costa; Costinha, Ibson e Diego (Bomfim, aos 77min) ; Bosingwa, Hélder Postiga (Luís Fabiano, aos 69min)


Treinador: José Couceiro


O Boavista voltou a derrotar o FC Porto, pelos mesmos números do jogo da primeira volta, mostrando, claramente, que é uma equipa superior. A formação "axadrezada" que entrou em campo foi uma antítese daquela que defrontara o Sporting. Não só pelas alterações realizadas (entraram Carlos, Hélder Rosário, Martelinho, Carlos Fernandes, André Barreto e Cafú, saíram William, Éder, Nélson, Milhazes, Diogo Valente e Hugo Almeida), mas também, e sobretudo, pela disposição diferente que apresentou. Foi uma equipa compacta, marcando à zona e jogando num 4-4-2 com um trio formado por Tiago (com a missão de seguir Diego), Lucas (trabalhou muito, desambulando entre o centro e o lado direito, onde constituiu um importante auxílio a Martelinho, participando, também, na manobra ofensiva da equipa por este flanco) e André Barreto (o melhor em campo, na minha opinião, pela postura aguerrida que evidenciou e pela capacidade de, em alguns momentos da partida, principalmente após o golo, organizar jogo, revelando alguns pormenores de grande qualidade). No ataque, dois homens rápidos apoiados por Toñito. Quanto ao FC Porto, nenhuma surpresa. Bosingwa alinhou na ala direita do ataque, Ricardo Costa foi o lateral-esquerdo. A turma portista jogou num 4-3-3. O Boavista entrou melhor no encontro, ganhando superioridade no centro do terreno. Praticamente a abrir Cafú, respondendo a uma boa incursão de Martelinho (ontem a lateral-direito, função que cumpriu, valendo-se da sua experiência), que colocou a bola em Lucas, aproveitando este para cruzar para a grande área, onde o cabo-verdiano efectou um bom cabeceamento, que, no entanto, Baía segurou. O FC Porto, "obrigado" a ganhar sob pena de se afastar, de forma quase irremediável, do título, tentou pegar no jogo, mas não teve grandes resultados práticos. Se é verdade que, durante a primeira parte, os "azuis-e-brancos" até tiveram maior tempo de posse de bola, o meio-campo "axadrezado" conseguiu fechar as linhas de passe ao ataque adversário. E, por isso, a equipa das Antas apresentou pouca profundidade ofensiva. Apenas Ivanildo e Postiga tentavam animar o jogo dos ainda campeões nacionais e europeus. O Boavista procurava sair para ataques rápidos, apostando em Cafú e Zé Manel para explorar a lentidão da defensiva contrária. Realce, ainda, para um cabeceamento perigoso de Toñito, na sequência de um cruzamento de André Barreto. Num período de sensivelmente 15 minutos, entre os 25min e os 40min, o BFC sentiu algumas dificuldades, não pelo que o FC Porto fazia, mas pelo facto de Carlos Fernandes revelar algum nervosismo (o que obrigava Cadú a ter de fechar o lado esquerdo da defesa, trazendo algum desequilíbrio a este sector) e de Toñito não conseguir fazer a transposição para o ataque de forma eficiente. Nesta fase, destacou-se Cafú, que lutou imenso, tentando fazer subir a equipa. Já o seu companheiro, Zé Manel, não tinha a inspiração de outras partidas. Todavia, o Boavista acabou por reequilibrar o jogo. Martelinho, após o ímpeto inicial de Ivanildo, encontrou a "fórmula" para fechar o lado direito da defesa e ajudar o ataque, os dois centrais, constantemente postos à prova pelos livres de que o FC Porto dispunha, superiorizavam-se no jogo aéreo e, com a bola nos pés, não complicavam. Carlos, de regresso à titularidade, mostrava uma total segurança, segurando todos os remates que os jogadores portistas conseguiam direccionar para a baliza. O Boavista acabava o primeira tempo de forma relativamente tranquila. As duas equipas reentraram em campo sem alterações. O Boavista regressava ao encontro de forma mais desinibida, subindo no terreno. Carlos Fernandes, aos poucos, ganhava serenidade, Martelinho era um lateral (ainda) mais ofensivo, Toñito apresentava um maior sentido prático. Aos 52 minutos, o momento alto da partida: na sequência de um livre na direita do ataque boavisteiro, a castigar uma falta de Ivanildo sobre Martelinho, Lucas cruza para a grande área, onde Cadú, superiorizando-se aos seus marcados, efectua um cabeceamento muito bem colocado, batendo Vítor Baía. Era a explosão de alegria nas bancadas do Estádio do Bessa Século XXI. O Boavista recebia, deste modo, uma "injecção" de confiança e, durante um período relativamente largo após o golo, conseguiu trocar a bola, de forma segura, no meio-campo do FC Porto. André Barreto era um dos que mais se evidenciava, tendo, aos 61min, arrancado um remate que passou por cima da baliza de Baía. Couceiro reagia, lançando Quaresma para o lugar do inofensivo Seitaridis. Bosingwa recuava para a posição anteriormente ocupada pelo grego. Previam-se, assim, mais dificuldades para a ala esquerda dos "axadrezados". Entretando, Pacheco substituía Toñito, com muitas queixas, por João Pinto, procurando refrescar o ataque. E conseguiu-o. JVP entrava com garra, sendo encarregado de pressionar e travar o último reduto portista. Face às dificuldades que Zé Manel apresenta em defender, tendo visto, inclusive, um cartão amarelo por falta sobre Quaresma, Pacheco decidiu colocar o abnegado Cafú a fechar o flanco canhoto, ficando Zé Manel e João Pinto como unidades mais avançadas da equipa. E o cabo-verdiano, uma vez mais, não virou a cara à luta e impediu Bosingwa de funcionar como um segundo extremo-direito do FC Porto. Além disso, mesmo tendo pouco espaço, conseguiu algumas incursões por aquela ala, o que levou a que Jorge Costa e Pedro Emanuel recorressem à falta. José Couceiro limitava-se a trocar de ponta-de-lança, lançando Luís Fabiano. E esta substituição acabou por beneficiar o... Boavista, uma vez que o avançado brasileiro denotou uma gritante apatia, em constraste com Postiga. Pouco depois, o treinador ex-Setúbal esgotava as substituições, trocando um intranquilo Diego (que já tinha visto um cartão amarelo ) por Bomfim, que absolutamente nada veio a acrescentar. Por esta altura, o FC Porto "despejava" a bola para as imediações da área, com Cadú e Hélder Rosário a conseguirem cortar. Carlos, por sua vez, cumpria sempre que era chamado a intervir. O tempo passava e os adeptos do BFC acreditavam cada vez mais na vitória. Tiago saía, lesionado, e entrava João Pedro, que não acusou a sua inexperiência e manteve a estabilidade no meio-campo. Quase de seguida, Zé Manel era rendido por Guga, que passava para o flanco esquerdo, permitindo a Cafú voltar a uma posição mais central no terreno. Aos 88min, João Pinto é violentamente pontapeado por Pedro Emanuel. O árbitro mostrou um cartão amarelo claramente complacente para o central portista. Nos quatro minutos de compensações, o Boavista soube resistir ao pressing final do FC Porto. No primeiro minuto dos descontos, Ivanildo, na sequência de um livre em posição frontal, rematava ao lado. Respirava-se de alívio no Bessa, mas maior susto estaria para vir, já após os 94min, quando os sócios do BFC pediam o final do encontro, quando Quaresma, na esquerda, cruza para Costinha, que remata ao lado. Aí terminava, finalmente, o jogo. O Boavista conseguia uma importantíssima vitória, que reforça as ambições de alcançar algo mais que o apuramento para a Taça UEFA. Os "axadrezados" foram uma equipa inteligente, funcionando com um bloco (precisamente o que faltara frente ao Sporting), mostrando personalidade e garra. O trio do meio-campo, pelas razões acima mencionadas, merece um especial destaque, bem como Cafú (não parou durante o jogo), Martelinho (contem com ele...), Carlos, Cadú e Hélder Rosário. Quanto ao FC Porto, foi uma equipa triste e pouco ambiciosa, ficando, com este resultado, praticamente afastada da revalidação do campeonato. O BFC, nos dois "derbies" da Invicta, foi uma equipa mais organizada, mais objectiva e mais tranquila, merecendo, indiscutivelmente, a conquista dos 6 pontos postos em jogo nos dois clássicos "tripeiros". Se tivesse jogado assim com o Sporting... VIVA O BOAVISTA!!!



publicado por pjmcs às 13:16
link do post | comentar | favorito

Próximos Jogos

Sp. CovilhãxBoavista

(25/01; 16:00) - 15.ª Jornada

artigos recentes

Boavista FC 2 - 0 Estoril

Santa Clara 3 - Boavista ...

Boavista FC 2 - 0 U. Leir...

SC Freamunde 2 - 0 Boavis...

Boavista FC 1 – 2 SC Beir...

BOAVISTA FC 0 - 2 GUIMARÃ...

Feirense 2 - 0 Boavista F...

Boavista FC 1 - 0 Oliveir...

BOAVISTA FC 1 - 0 LOUSADA

Boavista FC 1 - 1 D. Aves

Imagens Recebidas
Galeria de Imagens
arquivos

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Abril 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Dezembro 2004

Novembro 2004

Outubro 2004

Setembro 2004

Agosto 2004

Julho 2004

Junho 2004

Maio 2004

Abril 2004

Março 2004

Fevereiro 2004

Janeiro 2004

ligações
pesquisar