Quinta-feira, 21 de Abril de 2005
Vit. Setúbal 1 X Boavista 0: QUANDO A EQUIPA NÃO JOGA FUTEBOL E A ARBITRAGEM (SÓ) PREJUDICA, A DERROTA É INEVITÁVEL

Vit. Setúbal - Moretto; Éder, Auri, Hugo Alcântara e Nandinho; Manuel José (Igor, aos 70min), Sandro e Ricardo Chaves; Jorginho (Hélio, aos 118min), Bruno Ribeiro e Meyong (Zé Rui, aos 112min)


Treinador: José Rachão


Boavista – Carlos; Martelinho, Hélder Rosário, Cadú e Carlos Fernandes (Éder, aos 53min); Lucas, João Pedro e Tiago; Toñito (João Pinto, aos 62min); Cafú e Zé Manel (Hugo Almeida, aos 25min) 



Treinador: Jaime Pacheco


A arbitragem foi péssima uma vez que Jorginho, quando o Boavista ainda vencia por 0-1, agrediu, com uma cotovelada, João Pedro, que, por sua vez, acabou por ser expulso devido ao excesso de zelo do árbitro Olegário Benquerença (que também já mostrou o duplo amarelo a João Pinto, em Moreira de Cónegos, de maneira igualmente exagerada). Além disso, não se percebe como é que o juiz da partida decidiu expulsar Tiago, quando não conseguia (nem ele nem nenhum dos seus auxiliares) constatar o movimento que o 66 do BFC realizou com a perna directa, atingindo Jorginho, pois a elevada concentração de jogadores no local não permitia tal observação. As incidências do encontro foram claramente influenciadas pelas decisões de Olegário Benquerência. Todavia, e porque o Vit. Setúbal não realizou uma portentosa exibição (basta reparar na atitude receosa e algo medrosa que os comandados de José Rachão mostraram contra apenas 9 futebolistas contrárias), uma fatia muito significativa da responsabilidade na "débacle" da passada 4.ª feira pertence, uma vez mais, a Jaime Pacheco. Tem sido norma nesta época a gritante falta de ambição com que a equipa se apresenta nos jogos fora de casa. Mais "escandaloso" é verificar que não falta qualidade a este plantel, o que ficou patente nos minutos finais da partida, em que, com as limitações naturais de quem joga com menos 2 jogadores, o BFC até colocou o Setúbal "em sentido". Por que razão o Boavista não pressionou desde o início da partida. Porque é que se preocupou em demasia com marcações individuais num estádio onde poderia impor o seu futebol. Porque é que o futebol dos "axadrezados" não evolui (ao contrário da sensação que, por exemplo, as recepções a Marítimo, Belenenses e FC Porto deixaram), mantendo um estilo de jogo exacerbamente directo? Outra das questões prende-se com o "onze" utilizado. Jaime Pacheco tem revelado uma enorme incoerência nas oportunidades dadas aos elementos do plantel. Por um lado, não perdoou algumas exibições menos conseguidas de Diogo Valente (que até tinha assumido um plano de destaque), André Barreto, Nélson e o próprio João Pinto (é um facto que não tem correspondido às expectativas, mas não deixa de ser verdade que as oportunidades que lhe são concedidas são escassas; tentou, quando entrou, dinamizar o futebol da equipa em Aveiro e em Setúbal); por outro lado, tem sido "complacente" para com determinados jogadores (Milhazes, Hugo Almeida, citando dois exemplos), que, nos últimos jogos, não foram nada felizes. Porém, continuam a dispor de oportunidades atrás de oportunidades. Além disso, verifica-se que, desde há algumas partidas, Hélder Rosário não está na plenitude da condição física, continuando, contudo, a jogar (para quê a contratação de Ambassa, se o camaronês teve uma única ocasião para competir, contra o Marítimo, para a Taça?). O futebol praticado, nos recentes jogos com Estoril, Penafiel, Sporting, Beira-Mar e Vit. Setúbal (nos últimos tempos, apenas Belenenses e FC Porto foram excepções pela positiva) foi desgarrado, feio, bisonho, mediocre até e Pacheco nada fez para o alterar, quando tinha obrogação e condições para o fazer. A Taça já deixou de ser uma possibilidade, na Superliga, em somente 4 meses, a vantagem para o Vit. Guimarães (6.º classificado) foi reduzida de 11 para 1 ponto e uma equipa que até tinha a possibilidade de se intrometer na luta pelo título corre sérios riscos de ficar, novamente, de fora das competições europeias. É urgente que a equipa técnica faça uma reflexão acerca dos erros cometidos ultimamente e altere radicalmente alguns aspectos ao nível do modelo de jogo e a estratégia utilizados. 



publicado por pjmcs às 20:59
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