Domingo, 3 de Abril de 2005
Boavista 0 - Sporting 4: ESTRATÉGIA MAL DELINEADA POR JAIME PACHECO E LUCÍLIO BAPTISTA DITAM RESULTADO CATASTRÓFICO

Boavista – William; Nélson, Cadú, Éder e Milhazes (Cafú, aos 61min); Tiago e Lucas; Zé Manel, Toñito (João Pinto, aos 67min) e Diogo Valente (Martelinho, ao intervalo); Hugo Almeida



Treinador: Jaime Pacheco


Sporting – Ricardo; Rogério, Beto, Polga e Rui Jorge (Tello, aos 81min); João Moutinho, Rochemback, Pedro Barbosa (Carlos Martins, aos 74min) e Hugo Viana; Sá Pinto e Liedson (Mota, aos 84min) 


Treinador: José Peseiro


O Boavista voltou a sofrer uma derrota inaceitável frente ao Sporting. E, outra vez, mais que o mérito da formação lisboeta, contribuiram os erros tácticos, ao nível do modelo de jogo, de Jaime Pacheco e a arbitragem verdadeiramente ardilosa para Lucílio Baptista, árbitro com o qual o Boavista nunca se deu bem (quem não se recorda daquele pseudo-penalty em Setúbal, corria o ano de 2000, em que o jogador sadino sofreu falta claramente fora da grande área), que perdoou faltas atrás de faltas aos sportinguistas (mormente a Rochemback, jogador que denota uma agressividade exacerbada quando defronta o Boavista). Numa partida precedida por um minuto de silêncio, que foi convertido num aplauso (justíssimo), honrando Sua Santidade, o Papa João Paulo II, falecido minutos antes do início do encontro, apesar de o Boavista até se ter aproximado, primeiro, da área adversária, cedo se notou que o BFC jogava demasiado em função do adversário, com marcações individuais à maior parte da equipa do Sporting. Resultado: espaços concedidos à manobra ofensiva do opositor, uma desorganização total. No ataque, os extremos não conseguiam abrir nos flancos, Hugo Almeida (um dos poucos que se conseguiu salvar da hecatombe), apesar de ganhar bastantes lances no jogo aéreo, não era devidamente apoiado. Toñito perdia-se em individualismos, Lucas e Tiago estavam verdadeiramente desorientados. Assim, o Sporting aproveitou para apontar dois tentos, sem ter feito muito para o justificar. Aos 19min, Liedson isola-se na grande área, perante a passividade de Milhazes (como é que Pacheco continua a apostar no ex-Varzim a titular?!), remata sem hipóteses para William. Aos 28min, na sequência de um canto, Beto, sem marcação, cabeceia "à vontade" para o fundo das redes. Mais um golo sofrido num lance de bola parada... O Boavista ainda tentou reagir, por intermédio de Hugo Almeida: o avançado emprestado pelo FC Porto, de costas voltadas para a baliza, consegue fazer a rotação e, sem deixar cair a bola, remata forte para uma defesa complicada de Ricardo. O intervalo chegava sem mais nenhuma jogada de realce. Ao intervalo, Pacheco, procurando dar mais velocidade ao ataque, troca Diogo Valente por Martelinho. Duas observações a fazer: a perder por 0-2, o treinador do BFC esperou pelo intervalo para reagir; a permanência de Milhazes em campo é incomprensível (em desvantagem, por que razão Pacheco não fez sair o lateral-esquerdo, entrando, na mesma, Martelinho, recuando Diogo Valente no seu corredor?). O Boavista entrou mais pressionante na segunda parte e poderia ter reduzido aos 55min, quando, após um canto cobrado por Zé Manel, Éder cabeceou na direcção da baliza, mas, em cima da linha de golo, Rui Jorge intercepta de cabeça. Logo a seguir, um dos lances fulcrais do jogo: Zé Manel é claramente empurrado por Rogério na grande área. O árbitro nada "viu" e não assinalou uma grande penalidade que poderia relançar o jogo e galvanizar a equipa do Boavista e o (muito) público presente no estádio. Pacheco, entretanto, faz duas alterações num espaço de 6 minutos: primeira, sai Milhazes (finalmente...) e entra Cafú (Nélson troca de flanco e Martelinho recua para lateral-direito); segunda, Toñito (péssima exibição) é rendido por João Pinto (que, no entanto, nada veio a acrescentar). Aos 68min, Lucílio Baptista assinala uma grande penalidade muitíssimo duvidosa devido a um alegado derrube de Éder a Sá Pinto. O central brasileiro vê o segundo amarelo (não se entendeu a exibição do primeiro cartão, na primeira parte) e Liedson converte, com dificuldade, o castigo máximo. O jogo ficava resolvido. Seguiu-se um arrastar quase penoso até ao final. O Sporting, através de Carlos Martins, que entrou a subsitituir Pedro Barbosa, isoltado diante de William, fez o 0-4. O Boavista ainda tentou, sem grande clarividência, marcar um golo que amenizasse o humilhante resultado. A terminar esta crónica, gostaria de realçar a falta de nível e de "fair-play" da maioria dos jogadores do Sporting (o inevitável Liedson, um verdadeiro especialista na "arte" de simular faltas, Pedro Barbosa e Sá Pinto, aquele que protagonizou um dos episódios lamentáveis do futebol português, são os que justificam mais críticas), que, ganhando, procuraram, também, vexar os seus adversários, mostrando a sua já conhecida boçalidade e grosseria.



publicado por pjmcs às 12:40
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