Sábado, 18 de Setembro de 2004
Boavista 1 - Vit. Setúbal 1

Boavista - William; Frechaut (Cafú, aos 60min), Cadú, Éder e Carlos Fernandes; Lucas, Tiago (Toñito, aos 75min) e André Barreto; Martelinho, Guga e Zé Manel


Treinador: Jaime Pacheco


Vit. Setúbal - Marco Tábuas; Éder, Auri, Hugo Alcântara e Nandinho; Sandro, Manuel José (Pedro Oliveira, aos 85min) e Ricardo Chaves; Jorginho, Meyong (Igor, aos 80min) e Zé Rui (Bruno Ribeiro, aos 78min)


Treinador: José Couceiro


O Boavista empatou ontem 1-1 com o Vit. Setúbal, resultado manifestamente injusto para o que se passou em campo. Os "axadrezados" entraram dominantes no encontro, com André Barreto, Tiago e Lucas a superiorizarem-se no meio-campo a Manuel José, Ricardo Chaves e Sandro. Estes três médios conseguiam fazer a transposição para o ataque sempre com o esférico junto ao relvado. Lucas cumpria também a função de organizador de jogo e esteve muito bem no capítulo do passe. O Boavista trocava muito bem a bola perto da grande área sadina, proporcionando um bom espectáculo ao público que compareceu em razoável número no Estádio do Bessa Século XXI. Aos 13min, Martelinho, respondendo a um passe longo de Tiago, isolou-se na esquerda da grande área do Setúbal, remantando fraco com o pé canhoto para as mãos de Marco Tábuas. Dois minutos depois, um lance que começou novamente num passe longo de Tiago foi parar à cabeça de André Barreto, assistindo Martelinho, que, outra vez isolado, conseguiu marcar, rematando com a parte exterior do seu melhor pé, o direito. O BFC manteve a mesma toada ofensiva e, aos 19min, surgiu a melhor jogada da partida: excelente passe de André Barreto para Zé Manel, "enganando" Nandinho, o ex-pacense flectiu para o centro e endossou a bola para Lucas, que fez a abertura a solicitar Martelinho, que desta vez não bateu Marco Tábuas. Aos 25min, uma jogada individual de Guga, que fez um "túnel" a Hugo Alcântara, rematando cruzado para uma defesa difícil de Marco Tábuas. Na sequência do canto, o Boavista "ganhou" um lançamento na direita, exectuado rapidamente por Carlos Fernandes, que colocou a bola em Lucas, com o ex-academista a cruzar, perto da linha final, para Guga, que não conseguiu responder. Contudo, Zé Manel apareceu junto à pequena área e, com a baliza aberta, desperdiçou o 2-0, rematando por cima. O Vit. Setúbal só conseguiu reagir nos últimos 10 minutos da primeir parte. Aos 37min, um contra-ataque setubalense colocou Jorginho em muito boa posição, mas William conseguiu defender. Na recarga, Meyong rematou por cima. O intervalo chegava com a vantagem "axadrezada". Ficava a sensação, porém, que o Boavista, com uns excelentes 35min inciais de jogo, podia ter aumentado a diferença no marcador. No segundo tempo, o Boavista recuperou o domínio do encontro, empurrando o Vit. Setúbal para o último terço do seu meio-campo. A nossa equipa voltava a trocar bem a bola e, aos 52min, Guga endossou a bola a Zé Manel, que, com pouco espaço, na esquerda da grande área, cruzou para Frechaut, que rematou enrolado, gerando confusão na área sadina, com Hugo Alcântara a salvar o segundo golo do BFC. Todavia, contra a corrente do jogo, o Vit Setúbal chegou ao empate: Manuel José, na sequência de um livre na direita (a castigar um derrube de Carlos Fernandes a Jorginho), cruzou para a área boavisteira, Hugo Alcântara, na esquerda, de cabeça, assistiu Jorginho, que, fugindo à marcação de Cadú, cabeceou com êxito para a baliza de William. O Boavista acusava o tento sofrido e deixou de controlar o encontro no quarto-de-hora que se seguiu ao empate. Jaime Pacheco ainda fez entrar Cafú para o lugar de Frechaut, passando Martelinho para lateral-direito, Guga para extremo do mesmo lado e Cafú para ponta-de-lança, mas a verdade é que o número 17 não acrescentou nada, bem pelo contrário, falhou muitos passes e não foi  a referência do ataque boavisteiro. No entanto, o Vit. Setúbal foi uma equipa inconsequente no ataque. Tiago acabou por sair lesionado e entrou Toñito para o seu lugar. Lucas recuou no terreno e Toñito passou a ser organizador de jogo. A entrada do espanhol em campo trouxe mais clarividência ao Boavista, que recuperou o domínio do encontro. O BFC jogava de forma mais directa, face ao pouco tempo que restava até ao final da partida, colocando a bola rapidamente nas alas, tirando cruzamentos aos quais nem Guga nem Cafú conseguiam responder da melhor maneira. Aos 81min, Zé Manel, na marcação de um livre, efectuou um remate forte, que foi ligeiramente desviado por um jogador sadino, com a bola a passar muito perto do poste direito da baliza de Marco Tábuas. Poucos minutos depois, Toñito rematou, descaído para a direita, cruzado, porém, Cafú não conseguiu o desvio vitorioso e o esférico passou, mais uma vez, perto do poste direito. O Vit. Setúbal só respondia com lançamentos longos, desde a defesa, para o ataque, aproveitando os espaços concedidos devido ao balanceamento ofensivo do BFC. Aos 86min, Jorginho obrigava William a uma defesa bastante complicada. O Boavista tentava desesperadamente o 2-1, colocando rapidamente a bola na grande área. No entanto, os defesas sadinos superiorizavam-se quase sempre no jogo aéreo. A partida terminou com o Vit. Setúbal a perder tempo, tentando segurar o precioso pontinho. O árbitro da partida, Sr. Jorge Sousa, não obstante não ter cometido nenhum erro grave, fez uma má actuação, evidenciado uma gritante dualidade de critérios, marcando muitas faltas inexistentes aos jogadores "axadrezados". Apesar do empate, o Boavista, com a melhor exibição da época, mostrou que sabe praticar futebol de grande qualidade, mesmo sem contar com a grande estrela da equipa, João Pinto. O Vit. Setúbal dependeu sobretudo de Jorginho no ataque.  Falta ao BFC uma referência no ataque, que seja forte no jogo aéreo, de modo a aproveitar as muitas oportunidades de golo que renovado Boavista cria, dispondo, finalmente, de jogadores que combinam capacidade de luta com técnica.


William - actuação segura. Impediu por duas vezes que Jorginho marcasse, com duas defesas de grande nível. Sem culpas no golo sofrido.


Frechaut - Zé Rui não lhe criou grandes dificuldades. No entanto, revelou alguma lentidão a atacar. A meio da primeira parte, fez um corte infeliz que colocou a bola em Jorginho, que, felizmente, não conseguiu passar por Éder. Falta-lhe confiança.


Cadú - a falha de marcação a Jorginho no golo do empate manchou uma exibição que, até então, estava a ser segura. Não deu grandes espaços a Meyong. Nunca complicou.


Éder - jogou, como nos dois jogos anteriores, livre e não teve grandes problemas a defender. Contudo, esteve francamente mal no capítulo do passe longo.


Carlos Fernandes - Jorginho, quando descaía para a direita, causava-lhe alguns problemas. Todavia, teve mais uma exibição positiva e integrava amiúde o ataque no último quarto-de-hora da partida.


Lucas - fez uma grande exbição. Auxiliou quer Frechaut, quer Martelinho a fechar o lado-direito da defesa, atacou muito por esse flanco, trabalhou muito no meio-campo e, durante, 75min, foi o organizador de jogo. Fez uma boa abertura para Martelinho, aos 18min, que não culminou em golo.


Tiago - mais uma exibição esforçada. "Vigiou" Jorginho quando este estava no centro. Recuperou muitas bolas no meio-campo e, na primeira parte, efectuou alguns passes longos de qualidade. Saiu lesionado.


André Barreto - mais uma excelente actuação. Jogou mais descaído para esquerda, auxiliando Zé Manel a atacar no flanco canhoto. Também recuperou muito jogo e conseguiu fazer a transposição para o ataque de forma quase sempre eficaz. Mostrou alguns pormenores que deliciaram a plateia.


Martelinho - foi o melhor em campo. Nos 20 minutos inicias apareceu por três vezes com perigo, marcando o golo "axadrezado" nas segunda ocasião, fazendo muit bem o movimento da direita para o centro, fugindo aos defesas sadinos. Realizou a última meia-hora a lateral-direito e preencheu todo o corredor, atacando e defendendo sem dificuldades. Está em muito forma, algo que não aconteceu na época passada.


Guga - foi a referência no ataque durante a primeira hora de jogo e conseguiu abrir espaços na defesa sadina. Jogou com a equipa, tentou ele próprio chegar ao golo aos 25min, numa jogada indivual que culminou num remate cruzado com muito perigo, e serviu Zé Manel, aos 51min, para um cruzamento do ex-pacence que terminou no pé direito de Frcahut. Desceu de rendimento quando passou para extremo-direito, mas, face à capacidade ofensiva de Martelinho, actuou, na fase final da partida, como segundo ponta-de-lança.


Zé Manel - fez mais um bom jogo, participando nas jogadas de envolvimento ofensivo da equipa e fazendo uso da sua rapidez para penetrar pela esquerda. Falhou o golo aos 28min, mas, aos 81min, na sequência de um livre, rematou com muito perigo à baliza de Marco Tábuas.


Cafú - entrou mal no encontro. Falhou muitos passes, nunca conseguiu superiorizar-se no jogo aéreo nem fez uso da rapidez que o caracteriza para abrir entrar na grande área sadina.


Toñito - trouxe mais lucidez à equipa, começando a esplanar o seu futebol depois de alguns minutos de adaptação ao jogo. Efectuou um remate cruzado, a solicitar o desvio de Cafú, que levou grande perigo e, quase no final da partida, fez o que quis do lateral-direito Éder, cruzando para a grande área, numa jogada em que o Boavista acabou por conquistar um canto.



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Sexta-feira, 17 de Setembro de 2004
Antevisão do Boavista X Vit. Setúbal

Equipas prováveis:


Boavista - William; Frechaut, Cadú, Éder e Carlos Fernandes; Tiago e André Barreto; Martelinho, Toñito e Zé Manel; Guga


Treinador: Jaime Pacheco


Vit. Setúbal - Marco Tábuas; Éder, Hugo Alcântara, Auri e Nandinho; Sandro, Manuel José e Ricardo Chaves; Jorginho, Meyong e Zé Rui


Treinador: José Couceiro


O Boavista joga recebe hoje o Vit. Setúbal, às 21h 30min, numa partida entre 2 das 3 equipas que venceram os dois primeiros encontros da Superliga. Portanto, caso os "axadrezados" vençam, ocuparão um dos dois primeiros lugares da Superliga ao fim desta 3.ª jornada, aplicando-se o mesmo à equipa sadina se estes saírem ganhadores do confronto de hoje. Jaime Pacheco depara-se com duas baixas importantes na equipa, João Pinto e Hélder Rosário, ambos expulsos em Barcelos, que deverão ser substituídos, respectivamente, por Toñito e Cadú. Há ainda a realçar o facto de Éder, que saiu "tocado" do treino matinal de ontem, estar em dúvida, podendo ser rendido, caso não recupere, por Jorge Silva ou por Carlos Fernandes, que, não obstante ser lateral-esquerdo, também pode ocupar a posição de central, uma vez que é um jogador alto (1,88m de altura). Aliás, o ex-belenense foi testado no centro, fazendo dupla com Cadú. A confirmar-se esta opção, será Milhazes a preencher o lado-esquerdo da defesa. José Couceiro, por sua vez, deverá manter o "onze" que alinhou de início na vitória do último domingo frente ao Sporting. Voltando ao Boavista, Pacheco vai voltar ao 4-2-3-1, colocando Martelinho a extremo-direito, sendo Lucas (também poderá ser André Barreto) sacrificado. Na defesa, Frechaut encarregar-se-á da marcação ao rápido Zé Rui, Cadú ocupar-se-á de Meyong, enquanto o outro central (Éder, Carlos Fernandes ou Jorge Silva) ficará livre, procurando impedir que Jorginho penetre na grande área, ajudando a "dobrar" o lateral-esquerdo (Carlos Fernandes ou Milhazes), sempre que este se "aventurar" no ataque. O referido lateral-esquerdo terá de estar muito atento às movimentações de Jorginho e Manuel José, pois qualquer um dos dois pode, em situações de ataque sadino, procurar avançar pelo flanco direito. No meio-campo, os dois jogadores boavisteiros terão ambos uma dupla função: por um lado, Tiago, além de, como é habitual, recuperar jogo no meio-campo, terá de "vigiar" Jorginho, sempre que este estiver no centro, de modo a que o criativo futebolista brasileiro não tenha espaços; por outro lado, André Barreto (ou Lucas, pois o ex-academista este em muito bom plano frente ao Gil Vicente) tem a função de fazer a tranposição defesa-ataque e, também, dever estar atento a Manuel José (que, amiúde, se desloca do meio-campo para o flanco direito do ataque setubalense), auxiliando o defesa-esquerdo do BFC a fechar o corredor canhoto. Na frente, Toñito assumirá o papel de organizador de jogo, procurando escapar à marcação de Sandro, optando por distribuir a bola pelos extremos ou por jogadas ao primeiro toque com o ponta-de-lança Guga, de modo a abrir espaços na defesa sadina. O jogador espanhol pode, também, ele próprio tentar alvejar a baliza adversária recorrendo ao seu poder de finta. Zé Manel e Martelinho, os dois extremos, têm a função de cruzar para Guga, podendo aparecer um dos dois na grande área, respondendo a cruzamentos do lado oposto. Em suma, no ataque, o Boavista pode recorrer a cruzamentos e jogadas de envolvimento ofensivo (com rápidas trocas de bola, colocando o esférico em Guga junto ao relvado para que este possa entrar na grande área, utlizando o seu poder de finta). FORÇA BOAVISTA!!!



publicado por pjmcs às 12:47
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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2004
Éder em dúvida; Guga totalmente recuperado
O treino matinal de hoje do Boavista trouxe uma boa e uma má notícia para Jaime Pacheco. A má notícia prende-se com o facto de Éder ter sofrido uma lesão na perna esquerda, durante a peladinha. Deste modo, o central brasileiro pode não estar disponível para o jogo com o Setúbal. Para a partida da amanhã, o treinador "axadrezado" afinal pode contar com o avançado Guga, que debelou a entorse no pé direito, tendo treinado sem limitações.


publicado por pjmcs às 13:57
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Quarta-feira, 15 de Setembro de 2004
Boavista FC X VFC Setúbal
Os sócios do BFC têm entrada livre no jogo de depois da amanhã, frente ao Vit. Setúbal, no Estádio do Bessa Século XXI, desde que tenham as quotas em dia (pelo menos até ao último mês de Agosto), devendo exibir o respectivo cartão de associado à entrada do estádio. Além disso, cada sócio têm direito a adquirir 1 ou 2 bilhetes de acompanhante, que custam 3 euros cada.


publicado por pjmcs às 16:51
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Duda é um jogador livre
Depois de ter visto o seu pedido de rescisão por justa causa (alegava salários em atraso) indeferido pela Comissão Paritária da LPFP, Duda, através do seu advogado, Carlos André, chegou a acordo com a Administração da BFC, Futebol, SAD para a rescisão do seu contrato, que terminava no final desta época. Deste modo, o extremo-direito é um jogador livre, podendo porcurar clube.


publicado por pjmcs às 12:05
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Terça-feira, 14 de Setembro de 2004
Bruno Valentim nos Jogos Paralímpicos
O Boavista vai ter um atleta na comitiva que vai representar Portugal nos Jogos Paralímpicos. Chama-se Bruno Valentim e vai competir na modalidade de Boccia BC4. Bruno Valentim é Campeão Mundial e Nacional e Vencedor da Taça do Mundo. O Notícias do Bessa deseja as maiores felicidades a este atleta bem como a todos os outros desportistas que integram a comitiva portuguesa nos referidos Jogos.


publicado por pjmcs às 13:03
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Guga em dúvida para a recepção ao Vit. Setúbal
height=70 src="http://boavistafc.blogs.sapo.pt/arquivo/guga_8-thumb.jpg" width=52 border=0> O avançado Guga sofreu ontem, na sessão vespertina, uma entorse no pé direito. Deste modo, a utlização do número 8 do BFC na partida de 6.ª feira pode estar em causa. Hoje ficar-se-á a conhecer a gravidade da lesão do jogador brasileiro. O espanhol Toñito realizou treino condicionado, uma vez que se ressentiu da inflamação da coxa. Todavia, o médio-ofensivo deverá ser opção para Jaime Pacheco no encontro com a equipa sadina.


publicado por pjmcs às 12:57
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Segunda-feira, 13 de Setembro de 2004
Próximo Jogo
Boavista FC X Vitória FC Setúbal - Sexta-feira, 17 de Setembro de 2004, às 21h 30min.
Estádio do Bessa Século XXI.

O Boavista, moralizado pelo excelente arranque da época, vai receber o Vitória de Setúbal, em jogo a contar para a 3.ª jornada da Superliga. A equipa sadina também venceu os dois primeiros encontros desta competição, destacando-se, naturalmente, o triunfo de ontem (2-0) sobre o Sporting. O Vit. Setúbal apresenta um ataque rápido, que assenta na criatividade de Jorginho, de modo a servir os dois homens da frente (nos dois confrontos dos setubalenses, alinharam de início Meyong e Zé Rui). O nosso clube não pode contar com João Pinto e Hélder Rosário, ambos explusos em Barcelos, se bem que a ausência do primeiro seja manisfestamente injusta. Toñito e Cadú deverão fazer a suas estreias no "onze" inicial do Boavista.


publicado por pjmcs às 12:22
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Sábado, 11 de Setembro de 2004
Gil Vicente 0 - Boavista 1

Gil Vicente - Paulo Jorge; Nandinho (Fábio Januário, aos 65min), Rovérsio e Nuno Amaro (Paulo Costa, aos 54min); Carlitos, Braima, Luís Coentrão e Jorge Ribeiro; Fábio (Mauro, aos 81min) e Júlio César


Treinador: Luís Campos


Boavista - William; Frechaut, Hélder Rosário, Éder e Carlos Fernandes; Tiago e André Barreto (Cadú, aos 61min); Lucas, João Pinto e Zé Manel (Martelinho, aos 65min); Guga (Toñito, aos 87min)


Treinador: Jaime Pacheco


O Boavista voltou a vencer nesta Superliga, desta feita no novo Estádio Cidade de Barcelos, derrotando a sempre difícil equipa do Gil Vicente, por 1-0. Jaime Pacheco surpreendeu, ao colocar, de início, Lucas no lugar de extremo-direito. Assim, o Boavista, não obstante perder poder de finta e de aceleração, ganhava capacidade de luta e maior segurança defensiva. Quanto estava a defender, face aos dois pontas-de-lança gilistas, os "axadrezados" passavam para um 3-4-3, com Frechaut como terceiro central, com a função de marcar Júlio César, Hélder Rosário encarregava-se da marcação a Fábio e Éder ficava solto. Lucas teria de fechar na direita, além de, quando o Boavista passava para o ataque, ocupar o flanco direito do mesmo. A estratégia boavisteira resultou, uma vez que apenas Júlio César criava algum perigo, sendo que Jorge Ribeiro quase nunca conseguiu ultrapassar Lucas e Carlitos foi sempre demasiado lento para bater o seguro Carlos Fernandes. O Boavista jogava mais na expectativa, recorrendo amiúde a lançamentos longos desde a defesa para os três homens da frente, e a verdade é que, aos 5min, numa dessas jogadas o nosso clube este pertíssimo do golo, naquele que, provavelmente, foi o lance mais bonito da partida: Carlos Fernandes, com um passe longo, colocou a bola no ataque; Guga, de cabeça, "ganha-a" e endossa-a a João Pinto, que, de primeira, desfiriu um espectacular remate que embateu, caprichosamente, no poste esquerdo da baliza de Paulo Jorge. O Boavista podia ter criado mais pergio minutos depois, outra vez por João Pinto, que, lançado em velocidade, entrou na grande área barcelense, No entanto, quando tentou colocar o esférico no pé direito, surgiu um defesa do Gil Vicente, que, mais rápido, conseguiu a intercepção. Os "galos" ainda tentavam responder, mas o melhor que conseguiram foi um remate cruzado de Júlio César. André Barreto e Tiago, mais uma vez esforçados, cortavam as linhas de passe ao ataque da formação da casa. Pouco depois da meia-hora de encontro, o Boavista, num período em que dominava o jogo, trocando a bola no meio-campo adversário, teve mais outra ocasião: Zé Manel tirou, na direita, um cruzamento tenso, ao qual respondeu Guga, de cabeça, obrigando Paulo Jorge a efectuar uma grande defesa. Na sequência do canto, Hélder Rosário rematou de primeira com o pé direito, Paulo Jorge fez uma defesa incompleta, mas Éder não foi suficientemente rápido para realizar a recarga. O Gil Vicente respondia de seguida com um bom remate, de fora da área, por intermédio de Carlitos. Na sequência do pontapé de baliza que se seguiu, William bateu a bola com força, sobrevoando a defesa gilista e Zé Manel, aproveitando o adiantamento dos centrais, fazendo uso da sua rapidez, isolou-se perante Paulo Jorge e disparou para o único tento da partida, que premiava a equipa mais lúcida no ataque. Chegava o intervalo com a vantagem "axadrezada". No reatar da partida, duas oportunidades para cada lado: primeiro para o Gil Vicente, com um cruzamento de Júlio César, Éder falhou o corte, mas, felizmente, não surgiu nenhum jogador gilista para cabecear; quase de seguida, numa falta a castigar uma entrada sobre Guga, Zé Manel tocou curto para Carlos Fernandes, que rematou forte para o desvio de Paulo Jorge. Numa altura em que o Boavista jogava com mais tranquilidade, aproveitando a vantagem no marcador para trocar a bola no ataque, o árbitro da partida decidiu expulsar João Pinto: o juiz do encontro entendeu que a pisadela do número 12 "axadrezado" a Luís Coentrão foi intencional. Exagerado, levando em conta que o mesmo Luís Coentrão, na primeira parte, pisou o pé esquerdo de Carlos Fernandes, sendo punido com um cartão amarelo. Logo de seguida, Hélder Rosário, colocando a mão na bola, foi, também ele, de forma desnecessária, expulso. De repente, o Boavista, que controlava o jogo, via-se reduzido a 9 jogadores e tinha pela frente a difícil tarefa de manter o golo de vantagem. Pacheco substituiu André Barreto por Cadú, para reorganizar a defesa. No meio-campo, Tiago e Lucas tinham a árdua tarefa de fechar os caminhos para a baliza de William. Na frente, o treinador do BFC não abdicava de dois homens, Guga e Zé Manel. Porém, o Gil Vicente não conseguia criar perigo em jogadas junto ao relvado, recorrendo a cruzamentos para a grande área, que acabavam sempre nas mãos de William ou na cabeça de um dos centrais. A formação barcelense começou a desesperar e, consequência desse facto, também terminou com 9 jogadores: primeiro Luís Coentrão, que agrediu Tiago, e Braima, com duas entradas por trás (a segunda foi mesmo violenta). O Boavista ganhava confiança e podia agora gerir a vantagem, sem se livrar, no entanto, de um grande susto, Júlio César, mais uma vez, penetrou pela esquerda, servindo Mauro, que rematou desageitadamente por cima. Entretanto, Jaime Pacheco tinha refrescado o ataque com Martelinho a entrar para o lugar de Zé Manel e, 20 minutos depois, foi Toñito a render Guga. O primeiro foi muito importante, ao aliviar a pressão gilista, partindo para contra-ataques e gerindo muito bem a posse de bola. Aliás, quase no final do jogo, o Boavista podia ter feito o 2-0, com uma combinação entre, precisamente, Martelinho e Toñito, com este último a rematar para a defesa de Paulo Jorge. O encontro terminava com a vitória justa da equipa mais esclarecida no ataque e que sobe aguentar a pressão adversário quando tinha menos 2 futebolistas em campo. O Gil Vicente foi uma formação dura, quiçá violenta. Fábio Januário deveria ter sido expulso, já no tempo de compensação, por ter pontapeado Lucas.


William - não teve muito trabalho. Evidenciou segurança nos cruzamentos e, na única vez em que foi testado, realizou uma grande defesa a um remate que, traiçoeiramente, foi desviado por Paulo Costa.


Frechaut - não esteve bem. Foi ultrapassado muitas vezes por Júlio César. No entanto, soube manter a serenidade e ganhou a maioria dos lances que disputou de cabeça.


Hélder Rosário - estava a ter uma actuação tranquila, anulando Fábio. Contudo, podia ter comprometido seriamente a vitória boavisteira ao ter sido expulso de forma desnecessária.


Éder - mais uma vez não teve de realizar marcações individuais. Foi sempre um jogador sereno, intransponível no jogo áereo.


Carlos Fernandes - mais uma exibição segura. Anulou com relativa facilidade Carlitos e ainda procurou fazer alguns lançamentos longos para o ataque. Bom remate, na sequência de um livre, no início do segundo tempo.


Tiago - muito esforçado, como é seu timbre, lutou muito e ajudou, quando o Boavista estava em inferioridade numérica, a fechar as linhas de passe ao ataque gilista.


André Barreto - não se destacou como nos jogos anteriores na transposição para o ataque. No entanto, contribuiu para a consistência do meio-campo "axadrezado"


Lucas - é verdade que não tem o poder de finta e de aceleração necessários a um extremo, mas procurou estar praticamente em todo o lado. Fechou no lado direito, anulando Jorge Ribeiro, tentou ajudar no ataque e destacou-se no período da inferioridade numérica do BFC. Lançou alguns contra-ataques. Correu muito, merecendo o título de melhor em campo.


João Pinto - nos 50 minutos em que esteve em campo, foi o jogador que procurou organizar o ataque, distribuindo a bola por Zé Manel ou Guga e tentando, ele próprio, chegar ao golo. Esteve próximo desse objectivo aos 5min, com um remate ao poste. Acabou por ser expulso, num lance que o árbitro exagerou.


Zé Manel - mais uma grande exibição, marcando o golo numa excelente desmarcação, rematando com força para o fundo das redes. Na primeira parte, ainda tirou um bom cruzamento para a cabeça de Guga. As suas arrancadas causavam imensas dificuldades à defesa barcelense.


Guga - ganhou muitos lances de cabeça. Muito móvel, tentou sempre ganhar a bola e, quando esta estava em sua posse, tentou recorrer ao seu poder de finta. Foi muito castigado por faltas, à semelhança do que aconteceu com João Pinto.


Cadú - entrou para o centro da defesa e, na sua estreia com a camisola "axadrezada" na Superliga, mostrou que é muito forte no jogo aéreo.


Martelinho - entrou para refrescar o ataque no período crítico do jogo para o BFC. A verdade é que ainda conseguiu algumas vezes sair em contra-ataque. Quando a igualdade numérica foi restabelecida, conseguiu iniciar jogadas de circulação do esfércio no meio-campo adversário. Serviu Toñito, num lance do qual poderia ter resultado o 2-0.


Toñito - teve pouco tempo. Pacheco lançou-o no encontro a fim de segurar a bola. Poderia ter chegado ao golo na sequência de uma combinação com Toñito.


 


 



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Sexta-feira, 10 de Setembro de 2004
Antevisão do Gil Vicente X Boavista

Equipas prováveis:


Gil Vicente - Paulo Jorge; Nandinho, Marcos António, Rovérsio e Nuno Amaro; Carlitos, Braima, Luís Coentrão e Jorge Ribeiro; Fábio e Júlio César


Treinador: Luís Campos


Boavista - William; Frechaut, Hélder Rosário, Éder e Carlos Fernandes; Tiago e André Barreto; Martelinho, João Pinto e Zé Manel; Guga


Treinador: Jaime Pacheco


O Boavista, na segunda jornada da Superliga, tem hoje um teste difícil em Barcelos, frente ao Gil Vicente, às 21h 30min. A formação gilista, que chegou a "assustar" o Sporting, ao apontar 2 golos em pleno Estádio José Alvalade, vai, em princípio, alinhar de início com 2 avançados, Fábio e Júlio César, apoiados pelos dois extremos, Carlitos e Jorge Ribeiro. O meio-campo, face às ausências de Casquilha e Rui Baião, não deverá apresentar um típico organizador de jogo, mantendo as duas unidades de "combate", Braima e Luís Coentrão. Quanto ao Boavista, não deverá alterar muito a estrutura que saiu vencedora frente ao Nacional, realizando uma única alteração: sai Flores (desinspirado frente à turma madeirense), entrando Martelinho (marcou o golo que deu o triunfo ao BFC na primeira jornada) ou Toñito (não pôde defrontar os insulares devido a lesão), passando Guga a ocupar a posição de ponta-de-lança, fazendo com que o Boavista ganhe capacidade de luta e mais poder no jogo aéreo no centro do ataque. Para fazer face aos dois pontas-de-lança gilistas, Frechaut poderá deslocar-se para terceiro central, Martelinho (ou Toñito) recua para lateral-direito, Zé Manel muda de flanco e João Pinto ocupa o lugar de extremo-esquerdo. Ou seja, o 4-2-3-1 pode, quando o BFC estiver a defender, passar para 3-4-3 ou, quando estiver a atacar, passar para 4-2-4. No meio-campo, Tiago e André Barreto têm a função de lutar pela posse de bola, lançando-a no ataque, quer para os dois extremos, quer para João Pinto. FORÇA BOAVISTA!!!


 


 



publicado por pjmcs às 11:52
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