Domingo, 4 de Julho de 2004
A equipa grega ao pormenor
A Grécia é uma equipa conservadora, que faz da boa organização defensiva e da capacidade de os seus médios-defensivos concederem poucos espaços as suas principais armas para resistir ao jogo ofensivo das equipas adversárias. Na defesa, Otto Rehhagel vai apostar nos mesmos jogadores que fizeram todos os encontros do Euro 2004: Seitaridis (lateral-direito), que terá a função de acompanhar todas as movimentações do extremo-esquerdo português (que, ao longo da partida, vai variar entre Figo e Ronaldo), Fyssas (lateral-esquerdo), que fará o mesmo relativamente ao extremo-direito luso, e os dois centrais, Dellas e Kapsis, que procurarão anular Pauleta e tentarão evitar a entrada, na grande área, de jogadores como Deco e Maniche. No meio-campo, face à ausência do criativo Karagounis e à provável entrada de Giannakopoulos, Zagorakis não vai apresentar os habituais movimentos desde o meio-campo até à faixa direita, jogando, durante todo o jogo, no meio-campo, travando um duelo que, certamente, será muito interessante com Maniche, o esforçado Katsouranis vai procurar seguir as movimentações de Deco, enquanto que Basinas terá a função de organizar o jogo no meio-campo helénico. Giannakopoulos vai fechar na esquerda. No ataque, vão estar Vryzas e Charisteas.


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O último jogo de Rui Costa pela Selecção Nacional
Rui Costa anunciou ontem que a final do Euro 2004 marcará a sua despedida da selecção portuguesa. O médio-ofensivo de 31 anos, que desde há algum tempo conquistou o direito de envergar o mítico número 10 da "camisola das quinas", esteve em muitos momentos marcantes para a nossa selecção. Foi ele quem converteu o penalty decisivo, último do desempate pela marcação de grandes penalidades, do jogo com o Brasil, no antigo Estádio da Luz, que valeu a Portugal o segundo campeonato do mundo de juniores consecutivo. O actual jogador do AC Milão marcou aquele golo espectacular, fazendo um bonito chapéu, à República da Irlanda, jogo que valeu o apuramento para o Euro 1996, desmarcou Nuno Gomes, naquele jogo histórico com a Inglaterra, no Euro 2000, que acabou por fazer o 3-2 final, que marcou a fantástica reviravolta portuguesa. Mais recentemente, Rui Costa, no último Portugal X Inglaterra, começou no "banco", mas acabou por entrar no jogo, ainda quando Portugal perdia por 0-1, fazendo o 2-1, já no prolongamento, com um remate fabuloso à entrada da área inglesa. Rui Costa, não obstante já não ter a velocidade e o fulgor de outros tempos, continua a ser um dos grandes jogadores europeus, caracterizando-se pela sua capacidade de "ler" o jogo, executando passes que desmarcam colegas de equipa e, por vezes, surpreendendo tudo e todos, como fez contra a Inglaterra, marcando golos que só ele sabe inventar. Obrigado Rui Costa!


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É hoje o dia da grande final do UEFA Euro 2004!!!
Portugal joga hoje o encontro mais importante na sua história futebolística, diante da Grécia. A selecção helénica, que aposta na boa organização defensiva e no aproveitamento, recorrendo ao contra-ataque, do erro do adversário, deverá alinhar com o seguinte "onze": Nikopolidis; Seitaridis, Dellas, Kapsis, Fyssas; Zagorakis, Basinas, Katsouranis; Giannakopoulos, Charisteas, Vryzas. A nossa selecção, nesta partida absolutamente decisiva, terá de ser compacta no meio-campo, sendo que o organizador de jogo, o "mágico" Deco, deverá ajudar no meio-campo e ir buscar jogo em sectores amis recuados. Os dois centrais portugueses devem estar atentos aos contra-ataques gregos, assim como Miguel deverá estar atento a Vryzas e Nuno Valente fazer o mesmo com Giannakopoulos. No entanto, é importante que os dois laterais portugueses auxiliem no ataque. No meio-campo, Costinha terá de procurar anular Basinas, Maniche terá de superiorizar-se a Zagorakis (excelente jogador, muito esforçado) e Deco deve usar de toda a sua criatividade para "escapar" à forte marcação que Katsouranis vai exercer. Portugal tem de pressionar a selecção grega, fazendo com que esta se "encolha" no último terço do terreno. A "selecção das quinas" deve procurar fazer uma rápida circulação de bola, como fez com a Espanha, a Inglaterra e a Holanda, jogando pelas alas, onde se encontram dois grandes extremos, Figo e Ronaldo, de modo a cruzar o esférico para o ponta-de-lança Pauleta. Portugal tem pode recorrer a jogadas de envolvimento para entrar na grande área grega. O que interessa é que, no final do encontro, a taça seja nossa! FORÇA PORTUGAL!!!


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Sábado, 3 de Julho de 2004
Confrontos anteriores: Portugal 1 X Grécia 2 (Jogo de abertura do Euro 2004) - 12 de Junho de 2004
No jogo de abertura do Euro 2004, Portugal entrou mal concedendo muitos espaços à formação grega que, logo aos 7min, fez o 0-1, por Karagounis. De facto, os helénicos estavam muito melhor distribuídos pelo terreno, conseguindo "partir" a equipa portuguesa. Com um meio-campo forte, com Basinas a marcar Rui Costa, Zagorakis e Giannakopoulos com a função de pressionar a equipa portuguesa e de cortar as linhas de passe à nossa selecção (com Giannakopoulos, nas jogadas de contra-ataque grego, a descair para direita) e um ataque constituído por Charisteas (mais fixo) e Vryzas (mais descaído para a esquerda), a Grécia controlou o encontro até ao intervalo, aproveitando o lateral-direito Seitaridis para subir no terreno face à desinspiração de Simão e à insegurança patenteada por Rui Jorge. Na selecção portuguesa, Rui Costa não vinha buscar jogo ao meio-campo defensivo e, devido à boa organização do meio-campo grego, verificava-se que a dupla Costinha - Maniche se encontrava muito afastada do organizador de jogo do AC Milão. Nos flancos, apenas Figo tentava virar o rumo aos acontecimentos. Portanto, Portugal não conseguia fazer a circulação de bola no meio-campo adversário, fazendo com que Pauleta ficasse desacompanhado. Na defesa, Paulo Ferreira esteve infeliz não só pelo mau passe que originou o primeiro golo grego mas também pelas subidas infrutíferas no terreno (não conseguia tirar bons cruzamentos), Rui Jorge mostrava-se inseguro, Fernando Couto não tinha velocidade para fazer face aos contra-ataques gregos e somente Jorge Andrade revelava algum acerto. Na segunda parte, Scolari substituiu Rui Costa e Simão por Deco e Cristiano Ronaldo e a verdade é que essas alterações melhoraram o jogo ofensivo da equipa. No entanto, no início dessa segunda metade, Seitaridis entrou, pelo lado direito do ataque, ultrapassando Rui Jorge, na grande área portuguesa, sendo derrubado por Ronaldo. Basinas converteu o castigo máximo e deu uma vantagem mais confortável aos helénicos. Portugal ainda tentou pressionar e Scolari fez entrar Nuno Gomes para o lugar de Costinha. Nessa fase da partida, Portugal até teve algum azar desperdiçando algumas oportunidades de golo, mas o tempo começava a escassear e eram necessários dois golos. Ronaldo, já nos descontos, na sequência de um canto apontado na esquerda por Figo, ainda reduziu, num belo golpe de cabeça, para 1-2. Todavia, já era tarde de mais...


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Sexta-feira, 2 de Julho de 2004
A grande final será a reedição do jogo de abertura
No último dia 12 de Junho, numa tarde soalheira, o Estádio do Dragão enchia para o jogo de abertura do Euro 2004, que opunha a nossa selecção (anfitriã da prova) e a Grécia. A partida terminava com uma grande desilusão para nós, portugueses, e complicava imenso a qualificação de Portugal para os quartos-de-final. A verdade é Portugal, desde então, com as modificações feitas por Scolari, ganhou todos os jogos, ficando em primeiro no grupo, acabando por chegar à final. A Grécia, por sua vez, não venceu mais nenhum encontro no grupo A (empatou 1-1 com a Espanha e perdeu 2-1 com a Rússia), mas conseguiu um segundo lugar que lhe valeu uma surpreendente passagem para os quartos-de-final, onde defrontava a campeã europeia, a França. A verdade é que a Grécia ainda causou mais sensação, com um golo de Charisteas que eliminou os gauleses. Apurou-se para as meias-finais, jogando com a favorita República Checa. Na partida de ontem, os checos até começaram melhor, conseguindo o domínio do jogo, perante uma equipa helénica que, mais uma vez, se remetia para o seu sector mais recuado, procurando não conceder espaços. Rosicky podia ter inaugurado o marcador logo aos 2 minutos, disferindo uma espectacular à barra. Três minutos depois, Jankulovski (lateral-esquerdo extremamente ofensivo) rematou, dentro da área, com o pé direito, valendo a grande defesa de Nikopolidis. A partir daí, os jogadores helénicos, apesar de a Grécia manter a mesma toada defensiva, colocaram-se de forma mais correcta no terreno, corrigindo os posicionamentos no meio-campo, de modo a acertar as marcações, e a verdade é que a República Checa não conseguiu chegar com a mesma facilidade à grande área adversária. A Grécia procurava responder em contra-ataque, com Vryzas a descair para a esquerda e Zagorakis, nos lances de ataque, a passar do meio-campo para a ala direita. A República Checa, até ao final do primeiro tempo, continuava a pressionar, a fim de abrir brechas no último terço dos meio-campo grego, com Rosicky a assumir plano de destaque. No entanto, aos 39min, a República Checa perdia, por lesão, a sua maior figura, Nedved, que foi rendido por Smicer. Na Grécia, os laterais Fyssas e Seitaridis não conseguiam subir no terreno. Assim se chegou ao intervalo com um nulo penalizador para os checos. Na segunda parte, a tendência do encontro manteve-se, com República Checa a atacar e com a Grécia a tentar cortar as linhas de passe aos checos, com Zagorakis e Katsouranis a procurarem pressionar o meio-campo checo e Basinas a seguir Rosicky. Karagounis, o criativo grego, também jogava mais recuado no terreno, de forma a vir buscar jogo para lançar os contra-ataques. Aos 71min, Otto Rehhagel substituiu o experiente Basinas por Giannakopoulos, numa tentativa de fornecer mais criaitividade e explosividade ao meio-campo grego. Katsouranis recuou no terreno, Giannakopoulos descaía para esquerda e Zagorakis fechava na direita. Oito minutos depois, Koller, após uma excelente combinação com Rosicky, com Nikopolidis pela frente, rematou ao lado. Até ao final do tempo regulamentar, destaque para Baros, que, após um trabalho individual, em que fez falta ao empurrar Katsouranis, rematou com o pé esquerdo ao lado ao alvo. Além disso, o criativo Karagounis foi admoestado com um cartão amarelo, que o impede de jogar a final com Portugal. No prolongamento, Rehhagel fez entrar Tsiartas para o lugar de Vryzas. Portanto, no meio-campo grego, Karagounis recuou para jogar ao lado de Zagorakis, Tsiartas jogava atrás dos dois homens da frente, Giannakopoulos (que passou a ocupar o lugar de Vryzas) e Charisteas. A verdade é que a Grécia apresentou uma maior frescura física no prologamento, aproveitando esse facto para subir no terreno e assumir o controlo do jogo. Giannakopoulos esteve duas vezes próximo do golo e, na sequência de um canto, no último minuto da primeira parte, Dellas, livre de marcação, cabeceou para o golo de prata grego. Poucos segundos depois o jogo terminou e a Grécia realizava o sonho de ir à final.


publicado por pjmcs às 12:38
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Quinta-feira, 1 de Julho de 2004
O nosso adversário na final: Grécia ou República Checa?
É hoje que se vai conhecer o último finalista do Euro 2004, o qual vai defrontar Portugal na grande final de domingo (dia 4 de Julho), no Estádio da Luz. No Estádio do Dragão, a Grécia (grande surpresa da prova) e a República Checa (apontada por alguns analistas, antes do início da competição, com candidata a arrecadar o troféu) vão discutir a presença numa final que, para a Grécia, seria inédita, enquanto que, para a República Checa, seria a segunda, depois de ter sido derrotada pela Alemanha em 1996, no mítico Estádio de Wenbley (em Londres). Tratam-se de duas equipas antagónicas na sua forma de jogar: por um lado, a formação helénica faz da organização defensiva, com dois laterais extremamente seguros e difícies de ultrapassar (Seitaridis e Fyssas) e com dois centrais de grande qualidade, Kapsis e Dellas, com especial ênfase para este último, a sua principal arma, jogando com um meio-campo que concede poucos espaços e extremamente pressionante (com Basinas, Zagorakis e Karagounis) e dois jogadores ofensivos muito rápidos (Nikolaidis ou Vryzas e Giannokopoulos), que têm a função de auxiliar o ponta-de-lança Charisteas; por outro lado, a selecção checa não é muito forte defensivamente, com um meio-campo direccionado para o ataque (Galasek é o único elemento de características defensivas), praticando um futebol mais bonito, recorrendo à capacidade técnica de jogadores como Poborsky, Nedved, Rosicky e Milan Baros, além disso, a República Checa apresenta outra solução para além da circulação de bola que é bombear o esférico para o "gigante Koller". Os checos possuem um lateral-esquerdo (Jankulovski) extremamente ofensivo, o que possibilita que Nedved possa jogar no centro, a coordenar todo o jogo ofensivo.


publicado por pjmcs às 12:23
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Scolari até 2006
A FPF assegurou ontem a continuidade do técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari no comando da selecção "A" portuguesa até 2006. Deste modo, Scolari vai orientar a "turma das quinas" durante a qualficação para o Mundial 2006, na Alemanha, e, caso Portugal consiga o apuramento para a fase final dessa competição, vai comandar a selecção portuguesa em terras germânicas.


publicado por pjmcs às 12:07
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Estamos na final!!!
É verdade. Parecia um sonho muito difícil de realizar antes do início do Euro 2004 e, principalmente, após o primeiro jogo, com a Grécia. A selecção do nosso orgulho, desta vez, não se viu em desvantagem no marcador e, portanto, pôde realizar uma partida mais inteligente. Portugal não arriscou exageradamente, também não o podia nem devia fazer, mas foi, sem dúvida, a melhor equipa em campo. Ganhou o jogo a meio-campo, onde Maniche e Costinha apresentaram uma incrível capacidade de luta, principalmente o primeiro, que ajudou Miguel no lado-direito da defesa, atacou e conseguiu recuperar muitas vezes o esférico a meio-campo. Deco foi o criativo, o organizador de jogo luso, auxiliando também quer Figo, quer Ronaldo no lado-esquerdo do ataque. Ronaldo, não obstante a sua menor exuberância neste encontro, foi decisivo ao marcar o pirmeiro golo aos 26min e, claro, o seu poder de finta é impressionante. Figo, justamente considerado o melhor em campo, "calou" todas as críticas, fazendo uma fantástica exibição, causando imensas dificuldades a Reiziger e a van Bronckhorst, com destaque para aquele trabalho na direita, em que ultrapassou van Bronckhorst (menos ofensivo do que é costume), rematando, de seguida, com o pé esquerdo, em arco, ao poste da baliza de van der Sar. Maniche, Figo, Deco e Ronaldo foram importantíssimas unidades ofensivas que criavam perigo, realizavam jogadas de envolvimento e coadjuvavam Pauleta, que, no entanto, esteve mais uma vez muito perdulário. Na defesa, Ricardo Carvalho e Jorge Andrade, não obstante este último ter tido a infelicidade de marcar um auto-golo, estiveram muito bem quer no jogo aéreo, quer nos lances junto à relva, conseguindo anular van Nistelrooy. Miguel anulou o perigoso Robben, que acabou por ser substituído, e geriu muito bem o facto de ter visto um cartão amarelo ainda na primeira parte. Além disso, o número 13 da formação das quinas também por algumas vezes participou em lances de ataque. Nuno Valente sentiu algumas dificuldades no primeiro tempo perante Overmars, não foi tão ofensivo com nas partidas anteriores, mas fez um jogo seguro no lado-esquerdo da defesa. Ricardo esteve mais uma vez seguríssimo e soube sair muito bem nos cruzamentos. Foi neste quadro de domínio português que o encontro atingiu o intervalo, com Portugal a vencer por 1-0, se bem que o resultado até fosse escasso para a nossa selecção. A Holanda não conseguia explorar o lado-esquerdo do ataque, Cocu estava a sentir grandes dificuldades na marcação a Deco, van Nistelrooy não tinha a capacidade de se libertar dos dois centrais lusos, Seedorf perdia o duelo com Costinha a meio-campo, Stam e Bouma foram, amiúde, ultrapassados pela velocidade e passes curtos e rápidos dos jogadores portugueses, van Bronckhorst e Reiziger não conseguiam travar Figo e Ronlado, não apresentando a habitual capacidade ofensiva. Na segunda metade, Dick Advocaat fazia entrar Makaay para o lugar de Overmars, pretendendo assim praticar um futebol mais directo, deslocando Seedorf mais para a direita, para fazer face ao facto de o meio-campo português cortar as linhas de passe à Holanda. No entanto, era Portugal que continuava a criar perigo, numa toada mais contra-atacante, aproveitando a lentidão dos centrasi Stam e Bouma. Pauleta, logo no início do segundo tempo, teve uma grande oportunidade para fazer o 2-0 (estava isolado perante van der Sar, mas remantou com pouca força para as mãos do guarda-redes "laranja"), que acabou por surgir aos 57min: num canto, Deco toca curto para Maniche, que, com um reduzido ângulo, executou um fenomenal remate em arco que culminou num golo verdadeiramente inolvidável. Parecia que o jogo estava resovido face aos dois golos de diferença, à superioridade lusa e à falta de criatividade holandesa. Todavia, 5 minutos depois, Jorge Andrade, ao querer cortar uma bola cruzada por van Bronckhorst para van Nistelrooy, fez um chapéu a Ricardo, relançando, deste modo, o encontro. A selecção portuguesa, porém, não estremeceu e Luiz Felipe Scolari, respondendo à entrada de van der Vaart para o lugar de Bouma (Cocu recuou para central), numa tentativa, por parte de Advocaat, de fornecer alguma criativiade ao atauqe holândes, substituiu Ronaldo por Petit, de modo a dar ainda maior capacidade de luta ao meio-campo português, fornecendo maior consistência, concedendo menos espaços aos "laranjas". Assim, Costinha podia jogar mais próximo dos dois centrais, que tinham pela frente dois pontas-de-lança (van Nistelrooy e Makaay). No sector mais ofensivo, Nuno Gomes rendia Pauleta e o ataque ficava com Deco descaído para a direita, Figo continuava na esquerda e Nuno Gomes passava para o centro. Portugal jogava agora em contra-ataques rápidos, apostando em lançamentos longos a solicitar a velocidade de Figo, Deco e do próprio Miguel. Destaque para um excelente "sprint" de Miguel pela direita, aos 77min, que colocou o esférico na área, em Nuno Gomes, que desmarcou Maniche (esteve em todo o lado), o qual rematou para a intercepção de Cocu. Advocaat fazia a última substituição retirando o apagado Robben, fazendo entrar mais um avançado, van Hooijdonk. A Holanda jogava com 3 (!) pontas-de-lança, apostando em lançamentos longos directamente para a área, por Davids e Seedorf. Scolari tinha agora de defender a preciosa vantagem por todos os meios possíveis, numa fase em que a partida entrava nos últimos 5 minutos. Portanto, colocou um terceiro central, Fernando Couto, para o lugar de Maniche, não abdicando, contudo, de contra-atacar sempre que possível. E a verdade é que os 3 centrais portugueses ganhavam no jogo aéreo aos 3 avançados holandeses e Portugal, por Deco, em contra-ataque, podia ter colocado um ponto final na partida: o criativo número 20 ultrapassou Stam em velocidade, mas rematou fraco para a defesa de van der Sar. A Holanda só chegou verdadeiramente a assustar quando Couto, no primeiro minuto de compensação derrubou van Hooijdonk à entrada da área, em posição frontal. Foi o próprio avançado do Fenerbahçe, especialista em bolas paradas, quem marcou o livre, que, felizmente, acabou por embater na barreira Nos restantes minutos de descontos apenas de registar a tentativa desesperada da Holanda em chegar ao empate, através de lançamentos longos, que, no entanto, acabavam por ser cortados pelos centrais ou eram captados por Ricardo. O árbitro Anders Frisk apitou para o final do encontro e o Estádio José Alvalade explodia de alegria: Portugal chegava pela primeira vez à final de uma grande competição. Foi a vitória de uma equipa lutadora, pressionante e explosiva no ataque, fazendo uma boa circulação de bola, jogando pelas alas (servindo-se da capacidade de finta de Figo e Ronaldo), criativa (destaque para Deco, que, apesar de ser um jogador de ataque vem buscar jogo atrás), com um meio-campo lutador (realce para Maniche, um autêntico "box-to-box") e uma defesa segura (Ricardo muito bem nos cruzamentos, Ricardo Carvalho e Jorge Andrade fortes no jogo aéreo e cortaram lances que poderiam trazer bastante perigo, Miguel e Nuno Valente seguros nas laterais). Saiu derrotada uma equipa que nunca conveceu neste torneio, com um seleccionador que apresentou muito pouca coragem ao utilizar um trinco e dois recuperadores de bolas no meio-campo, jogando apenas com um avançado, quando tinha 4 ao seu dispôr. A Holanda, durante o Euro 2004, usou e abusou da criatividade do extremo-esquerdo Robben. Quanto este era anulado, como aconteceu ontem, a formação holandesa não tinha outra alternativa a não ser recorrer a "balões" para colocar o esférico na grande área adversária. Portugal apurou-se justamente para a final do Euro 2004 e, qualquer que seja o resultado da mesma, consegue a melhor classificação de sempre em competições internacionais, conciliando a beleza do seu futebol com uma enorme capacidade de luta e pressão. VIVA PORTUGAL!!!


publicado por pjmcs às 12:02
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