Equipas prováveis:
Boavista - William; Hélder Rosário, Ricardo Silva, Cissé e Mário Silva; Tiago; Ricardo Sousa e Kazmierczak; Zé Manel, Roland Linz e Grzelak
Treinador: Zeljko Petrovic
Outros convocados: Khadim, Bessa, Fernando Dinis, Essame, Lucas, Zairi e Fary
Académica - Pedro Roma; Sonkaya, Litos, Medeiros e Lino; Pavlovic, Roberto Brum e Alexandre; Miguel Pedro, Gyano e Hélder Barbosa
Treinador: Prof. Manuel Machado
Outros convocados: Douglas, Káká, Vítor Vinha, Paulo Sérgio, Nuno Piloto, Filipe Teixeira, Sarmento, Nestor Alvarez e Dame N'Doye
O Boavista recebe, hoje à noite, a Académica, num duelo de grandes tradições no primeiro escalão do futebol nacional, face ao historial dos dois emblemas. Depois da inesperada derrota, na última terça-feira, em Setúbal, os "axadrezados" vão querer redimir-se e procurar repetir a excelente actuação frente ao Benfica. Os "estudantes", por sua vez, apesar de ainda não terem ganho, registaram uma melhoria exibicional no seu derradeiro compromisso (empate 1-1 com o Belenenses, em Coimbra).
Para o encontro de hoje, é bastante provável que Zeljko Petrovic opere algumas mudanças na equipa, no sentido de dar maior criatividade à manobra ofensiva do Boavista. Nesse sentido, Ricardo Sousa surge como uma hipótese muito consistente, rendendo Lucas. O BFC passaria, assim, a actuar num 4-3-3 com nuances diferentes das que apresentou nas três primeiras partidas do campeonato, uma vez que, quando tiver a bola, é Ricardo Sousa que sobe no terreno para jogar no apoio ao ponta-de-lança Linz, ficando Kazmierczak com menos liberdade para os movimentos de ruptura sem bola. Além disso, passaria a ser pedida uma maior capacidade de sacrifício a Zé Manel, que teria de auxiliar o lateral-direito nas tarefas defensivas, já que o flanco direito deixaria de contar com o "suporte" conferido por Lucas Quando a posse do esférico for perdida para o adversário, será essencial que Ricardo Sousa seja tacticamente disciplinado e recue para o vértice direito do meio-campo, de modo a impedir que a Académica disponha de tempo e espaço para construir o seu jogo de forma apoiada. A outra possível mudança poderá passar pela inclusão de Bessa (lateral-direito de raiz, mais ofensivo do que Hélder Rosário), o que implicaria a saída de um dos centrais (Ricardo Silva ou Cissé), que não se destacaram pela positiva em Setúbal, passando Hélder Rosário para o eixo defensivo, ou, mesmo, do próprio Hélder Rosário.
Quanto à Académica, face à ausência de Gelson (que actuou como segundo ponta-de-lança, nas "costas" de Gyano, frente ao Belenenses), é provável que o prof. Manuel Machado (que gosta que as suas equipas controlem o sector intermediário do terreno) opte por mudar o 4-2-3-1 para um 4-3-3 com um meio-campo reforçado pela entrada de Alexandre (médio incansável na luta pela recuperação da bola) ou de Nuno Piloto. No entanto, também não é de descartar a possibilidade de o técnico academista lançar o criativo Filipe Teixeira (que, assim, seria o responsável pela organização do jogo ofensivo da formação coimbrã) ou Nestor Alvarez, que actuaria com funções semelhantes às de Gelson, no apoio a Gyano. Na frente, Hélder Barbosa e Miguel Pedro são dois extremos rapidíssimos e irreverentes (à atenção, portanto, da defensiva boavisteira) e Gyano deverá ser a referência, muito embora possa ser relegado para o "banco", caso Manuel Machado, jogando no 4-3-3 atrás referido, se decida pela inclusão de um avançado mais móvel (Nestor Alvarez). Dame N'Doye, avançado muito possante, também "espreita" a titularidade.
Num encontro que se antevê de grande dificuldade, não só devido aos bons valores que existem no plantel da Académica, mas também face à inteligência táctica de Manuel Machado, que, jogando fora de casa, procura sempre dar consistência a meio-campo às suas equipas, para, depois, lançarem perigos e oportunos contra-ataques (foi, precisamente, o que aconteceu quando o Boavista recebeu, na época passada, o Nacional - anterior equipa do treinador minhoto), a "Pantera" terá de ter a mesma atitude competitiva do último desafio disputado em casa, sabendo fechar os espaços ao adversário e sair para o ataque com transições rápidas e eficazes. Terá de corrigir os erros cometidos em Setúbal, procurando explorar ambas as faixas na sua iniciativa ofensiva e apresentar criatividade no meio-campo, ao invés de recorrer a lançamentos longos directamente para o ponta-de-lança, o que facilitaria imenso a tarefa aos dois centrais academistas (e Litos - um regresso muito especial ao Bessa - é um especialista no jogo aéreo). Além disso, os elementos do sector defensivo terão de apresentar uma total concentração durante os 90 minutos da partida, já que o golo sofrido na terça-feira resultou de uma desatenção generalizada da defesa. Não esquecer, também, que muito do jogo ofensivo da Académica passa pelos dois extremos (Hélder Barbosa e Miguel Pedro) e, portanto, será essencial que a sua zona de acção seja encurtada ao máximo, de modo a impedir que os mesmos penetrem na grande área ou tirem cruzamentos para o ponta-de-lança (Gyano/Nestor/Dame). Caso a Académica jogue no 4-2-3-1 dos últimos encontros, o Boavista terá de ter muita atenção às segundas bolas (já que, nesse esquema, a Académica joga com um avançado móvel nas "costas" de um ponta-de-lança mais fixo).
Para terminar, apesar de a hora do jogo não ser muito convidativa, o Notícias do Bessa apela aos boavisteiros que compareçam em excelente número no Estádio do Bessa Século XXI, a fim de apoiarem a equipa num duelo em que a conquista dos três pontos é extremamente importante.
FORÇA BOAVISTA!!!
Sp. CovilhãxBoavista
(25/01; 16:00) - 15.ª Jornada
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