Domingo, 30 de Novembro de 2008
Boavista FC 2 - 0 U. Leiria

 

 

João Tomás - em grande!O Boavista regressou às vitórias com um belo triunfo sobre a União de Leiria. João Tomás foi a figura do jogo, ao apontar os dois golos. Importantes estes três pontos para recolocar a equipa na luta pelos lugares cimeiros e, também, para devolver o entusiasmo a uma massa associativa que desde o início da época tem estado com a equipa.
 
Rui Bento alterou não só alguns jogadores que compuseram o onze inicial, bem como o sistema táctico. Os axadrezados jogaram de início num 4-4-2, com dois homens rápidos na frente, Adriano e Sidnei, apoiados por um meio-campo com Ivan Santos na direita, Rui Lima na esquerda e Pedro Moreira no centro, com Bruno Monteiro ligeiramente mais recuado. Na defesa, destaque para o regresso de Zâmbia, ocupando o lado direito, e para a estreia de François (rendendo o lesionado Renato Santos), que fez dupla com Bruno Pinheiro no eixo.
 
Num encontro entre dois clubes que, na temporada transacta, disputaram o campeonato principal do futebol português (e que acabaram ambas por descer de divisão, não obstante tenham protagonizado carreiras bastante diferentes – o Leiria desceu porque fez uma má época, enquanto que o Boavista foi atirado para o segundo escalão fora das quatro linhas), os jogadores do BFC entraram com vontade de ganhar o mais rápido possível a bola e começarem a dominar o jogo. No entanto, talvez porque a formação do Lis tinha um meio-campo reforçado, contra dois homens do Boavista no miolo, a transição pelas zonas interiores não saía, pelo que era pelas alas, onde Ivan e Rui Lima contavam com o apoio dos laterais, bastante ofensivos, que o Boavista saía a jogar para o ataque. Faltava, todavia, maior acerto nos cruzamentos. Outra via para os axadrezados chegarem, mais rápido, ao ataque consistia em, explorando a velocidade dos dois avançados, apostar em lançamentos mais longos. A defesa do Leiria, muito experiente, acabava por conseguir anular essa forma de transição, embora, algumas vezes, recorrendo a faltas não assinaladas pelo árbitro Pedro Proença (um lance em que Luiz Carlos salta apoiado em Adriano, o que resultaria num livre muito perigoso em posição frontal, é o exemplo mais gritante disso mesmo).
 
Desta forma, apesar de ser a equipa mais forte, o Boavista não conseguia criar grandes ocasiões de golo. Quanto ao Leiria, a despeito de se ter mostrando uma equipa muito competitiva, não incomodava o guarda-redes Sérgio Leite. O nulo no marcador ao intervalo podia considerar-se um resultado justo, face à ausência de lances de grande perigo, embora o sinal mais fosse axadrezado.
 
Na segunda parte, tudo foi diferente para melhor. Para muito melhor.
 
O Boavista entrou mais pressionante, jogando com as suas linhas média e atacante mais adiantadas no terreno. O adversário sentiu, assim, mais dificuldades para iniciar a sua manobra ofensiva, acabando, amiúde, por afastar o esférico de qualquer maneira. Sidnei, com uma diagonal nas costas da defesa, esteve perto de, perante o guarda-redes Fernando, inaugurar o marcador. E eis que, aos 54 minutos, Rui Bento faz a primeira substituição, uma mudança que viria a revelar-se decisiva. Saía Ivan Santos (que esteve muito esforçado e, no primeiro tempo, sobretudo na fase inicial, tentou emprestar alguma criatividade e espontaneidade ao sector ofensivo) e entrava João Tomás, que, por não se encontrar a 100% fisicamente, começou o encontro no banco. Voltou, desta forma, o Boavista ao habitual 4-3-3, colocando, assim, mais gente na frente, empurrando ainda mais o Leiria para o seu último reduto. Rui Lima passava do flanco esquerdo para uma zona ligeiramente mais interior, fazendo parelha com Pedro Moreira no apoio ao tridente da frente e subindo de produção. Quem subiu de produção, também, foram os Sidnei e Adriano, agora a jogar mais junto da linha lateral, combinando com os laterais Gilberto e Zâmbia, respectivamente. Além disso, com a entrada do internacional português, o Boavista ganhou maior capacidade física e no jogo aéreo, podendo, assim, em caso de necessidade, apostar num futebol mais directo, obtendo mais frutos disso.
 
Minuto após minuto, notava-se que o golo estava cada vez mais perto e que, muito provavelmente, seria na baliza junto ao Topo Norte, isto é, para onde o Boavista atacava. E a verdade é que, aos 65 minutos, quebrava-se, finalmente, a resistência leiriense. Após mais uma diagonal, Sidnei recebe, na meia-lua da área, uma bola endossada por Pedro Moreira e desmarca Adriano, que, descaído para a esquerda, centra de pé direito para João Tomás. O número 9 axadrezado, quando parece ter tudo para desviar o esférico para dentro da baliza, é autenticamente atropelado por Patrick. Grande penalidade clara, em que o mesmo João Tomás, com um remate colocado para a esquerda do guardião leiriense, não deu quaisquer hipóteses. O Boavista ganhava, justamente, vantagem e passava a ser da União de Leiria a responsabilidade de pegar no jogo e fazer mais para justificar outro resultado.
 
Apesar de ter subido no terreno e começado a jogar de forma pressionante, a verdade é que os forasteiros pouco ou nada fizeram, daí em diante, para chegar ao empate. Apenas um lance aos 77 minutos, na sequência de um canto. È certo que a bola acaba por ir ao poste, mas também não convém esquecer que essa jogada é marcada por uma carga evidente sobre Sérgio Leite na pequena área, sendo o guarda-redes do BFC impedido de se reerguer pelos jogadores adversários. Incrível como não foi assinalada falta. Mas, fora essa situação, era o Boavista quem, em contra-ataque, criava mais perigo. Sidnei, novamente numa diagonal, acabou por surgir uma vez mais perante Fernando, no entanto, o reduzido ângulo, bem como o facto de ter de rematar com o pior pé, o direito, impediram o extremo-esquerdo brasileiro de fazer o 2-0 e resolver o jogo.
 
O encontro acabou por ficar resolvido cerca de 10 minutos depois, em cima dos 90. Pouco depois de Márcio Tarrafa ter rendido Sidnei, João Tomás, depois de recuperar o esférico na grande área contrária, protagoniza o melhor momento não só da partida, como também do campeonato, ao apontar aquele que foi, até agora, sem dúvida, o golo mais bonito desta Liga. Um chapéu perfeito a Fernando, com um único toque a “picar” a bola, levou o Bessa ao rubro pela certeza dos três pontos e, principalmente, por ter acabado de assistir a um instante de verdadeira genialidade. Logo de seguida, Fuska entrava para o lugar do esforçadíssimo Adriano, ainda a tempo de disputar os dois últimos minutos de um encontro que terminava sob o som da ovação dos adeptos axadrezados.
 
Uma vitória importantíssima, perante um adversário difícil. Pela excelente segunda parte, cheia de garra, competitividade e querer, a equipa mostrou aos boavisteiros estar completamente recuperada dos recentes desaires, devolvendo a esperança e a motivação a toda a família axadrezada. O Boavista soma, agora, 14 pontos, ao fim da 10.ª jornada, colando-se ao Feirense no 7.º lugar, a 5 pontos do líder Olhanense e a 4 do 2.º classificado, o Santa Clara, adversário no próximo encontro, nos Açores.
 

 

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Onze Inicial 
79 Sérgio Leite
13 Zâmbia
15 François
4 Bruno Pinheiro
7 Gilberto
10 Ivan Santos
8 Pedro Moreira
27 Bruno Monteiro
23 Rui Lima
80 Adriano
19 Sidnei
 
Suplentes
1 Pedro Trigueira
2 Diogo Leite
9 João Tomás
14 Benvindo
18 Rodrigo Fuska
35 Márcio Tarrafa
77 Diogo Fernandes
 
Disciplina – cartões amarelos
François, aos 52 min
Sérgio Leite, aos 78 min
 
 
Substituições
Ivan Santos por João Tomás, aos 54 min
Sidnei por Márcio Tarrafa, aos 89 min
Adriano por Fuska, aos 90+1 min

 



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Domingo, 23 de Novembro de 2008
SC Freamunde 2 - 0 Boavista FC

O Boavista somou a terceira derrota consecutiva na Liga Vitalis, ao ser derrotado por duas bolas a zero em Freamunde, num jogo de futebol globalmente fraco, em que o nulo seria, provavelmente, o castigo mais justo para o pouco que as duas equipas produziram. Mereciam, claramente, mais e melhor os adeptos boavisteiros, que, uma vez mais, compareceram em muito bom número em mais uma deslocação fora de casa. A eficácia, aliada ao aproveitamento de erros defensivos, acabou por fazer a diferença no resultado final.

 
Para este encontro, Rui Bento operou duas alterações no onze, entrando Fuska e Sidnei (regressado após lesão) para os lugares do lesionado Pedro Moreira e de Márcio Tarrafa, respectivamente. O esquema táctico, esse, manteve-se, com um 4-3-3 em que Rui Lima e Fuska eram os homens mais adiantados no meio-campo, jogando atrás de um trio com instruções para ir trocando de posição durante a partida.
 
O Boavista até começou melhor, com uma oportunidade flagrante para abrir o marcador. Com um passe de cerca de 30 metros, Rui Lima desmarca Sidnei, que, após passar pelo guarda-redes, acaba por rematar fraco (permitindo a intercepção para canto), dado ter ficado com um ângulo reduzido para alvejar a baliza. Parecia que o BFC ia impor o seu futebol e dominar o jogo, mas… puro engano. Rapidamente o encontro mergulhou numa toada morna, demasiado morna, com muita bola pelo ar, pouca imaginação a meio-campo e escassíssimos lances junto das duas áreas. Tacticamente, o Boavista era uma equipa confusa. Os dois extremos (Sidnei e Adriano) muitas vezes apareciam no mesmo flanco ou permaneciam em zonas mais interiores, o que dificultava não só o desdobramento para o ataque (os dois laterais, amiúde, subiam sem ter linhas de passe à sua frente), como também as transições defensivas (dado que não havia quem acompanhasse as subidas dos laterais adversários, criando uma situação de inferioridade numérica nas alas). O meio-campo também mostrava desorganização: Rui Lima, frequentemente, era obrigado a descair para a esquerda e Bruno Monteiro era forçado a desempenhar um duplo papel – distribuir jogo e tentar recuperar bolas, dado que era o único elemento no sector com capacidade para cumprir tarefas mais defensivas. O resultado era evidente: equipa demasiado previsível a sair a jogar e falta de cobertura na zona central em frente aos centrais, o que, juntamente com o pouco apoio dado aos laterais (como já referido), expunha o sector defensivo ao ataque adversário. E, com isto, o Boavista acabou por sofrer um golo perfeitamente escusado…
 
Os axadrezados, até ao intervalo, ainda tentaram esboçar uma reacção, mas a boa vontade de João Tomás (muito trabalhador e forte no jogo aéreo) e de Sidnei não era suficiente para “remar contra a maré”.
 
A segunda parte começou com um Boavista mais pressionante, embora nem sempre com grande lucidez, mas, fazendo lembrar o que aconteceu na deslocação ao terreno do Varzim, foi o adversário quem marcou, mais uma vez aproveitando um erro defensivo. 2-0 no marcador e um rude golpe para uma equipa que tentava reagir à desvantagem. Foi, então, que o Rui Bento mexeu na equipa. Primeiro aos 60 minutos, ao fazer sair Adriano (que esteve numa manhã muito infeliz, tendo, inclusive, desperdiçado uma soberana ocasião para marcar, logo a seguir ao 2-0), para entrar Márcio Tarrafa. Pouco depois, nova substituição, com Ivan Santos a render Diogo Fernandes. O Boavista, mantendo o 4-3-3, passou a jogar com Gilberto no lado direito da defesa e Rui Lima no lado esquerdo, Ivan Santos como extremo-direito e Márcio Tarrafa a fazer dupla com Rodrigo Fuska no meio-campo, ligeiramente à frente de Bruno Monteiro. E a verdade é que, apesar do natural desânimo com o resultado e que o passar do tempo acentuava, o Boavista arrancou, nos vinte minutos finais, para o seu melhor período no encontro, graças à nova dinâmica trazida por Ivan e Márcio. A equipa passou a jogar de forma mais organizada também (tendo os dois extremos mais fixos no seu flanco) e, canalizando o jogo por ambos os flancos, conseguiu, finalmente, construir jogadas coerentes e situações de penetração na área, faltando, no entanto, maior discernimento na hora do último passe e do cruzamento. Acabou, todavia, por ser demasiado tardia a reacção da equipa, fazendo, quando o tempo escasseava, aquilo que deveria ter começado a produzir desde o início. O anti-jogo por parte dos jogadores do Freamunde, com perdas de tempo excessivas, para as quais os três minutos de compensação dados pelo árbitro Paulo Costa foram, claramente, muito curtos, também acabou por dificultar, ainda mais, uma tarefa que já era quase impossível. O jogo terminava com o 2-0 no marcador, que, ainda assim, não demoveu os muitos boavisteiros presentes em Freamunde (sempre inexcedíveis no seu apoio) de, novamente, aplaudirem a equipa, mostrando, apesar de tudo, que estão com ela até ao fim da época. E que, naturalmente, acreditam que este momento negativo pode acabar já no próximo jogo, em casa contra a União de Leiria (próximo domingo às 15 horas). Um jogo no qual pedimos aos boavisteiros que compareçam em grande número, como tendo acontecido, dando mais uma prova inequívoca de que este clube é grande não só no seu palmarés, como também na gente que o segue.
 
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SC Freamunde 2 - Boavista FC 0
(Nelson, aos 19 min; Bock, aos 57 min)
 
 
Onze Inicial 
79 Sérgio Leite
77 Diogo Fernandes
3 Renato Santos
4 Bruno Pinheiro
7 Gilberto
18 Rodrigo Fuska
27 Bruno Monteiro
23 Rui Lima
80 Adriano
9 João Tomás
19 Sidnei
 
Suplentes
1 Pedro Trigueira
10 Ivan Santos
13 Zâmbia
14 Benvindo
15 François
26 Djibril Djaló
35 Márcio Tarrafa
 
Disciplina – cartões amarelos
Bruno Monteiro, aos 22 min
Bruno Pinheiro, aos 30 min
Diogo Fernandes, aos 44 min
João Tomás, aos 78 min
 
Substituições
Adriano por Márcio Tarrafa, aos 60 min
Diogo Fernandes por Ivan Santos, aos 70 min
 

 



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Domingo, 16 de Novembro de 2008
Boavista FC 1 – 2 SC Beira-Mar

 

O Boavista sofreu a primeira derrota em casa esta época para o campeonato, ao perder 1-2 com o Beira-Mar, num jogo em que tudo parecia correr de feição após a primeira parte, quando os axadrezados venciam por 1-0 e pareciam ter o encontro controlado. Uma segunda parte com muita infelicidade à mistura acabou por ditar o decepcionante resultado naquela que foi, provavelmente, a melhor assistência da temporada no Estádio do Bessa Século XXI.

 
Para a partida com a formação aveirense, Rui Bento manteve o 4-3-3, com apenas uma alteração no onze que começou o último jogo, com o Guimarães: saiu o lesionado Sidnei e entrou Márcio Tarrafa. Esta mudança acrescentou uma nuance à manobra ofensiva da equipa, dado que Tarrafa, não sendo um extremo de raiz como Sidnei, procurava, com a bola controlada, flectir para o centro, abrindo espaço na esquerda para aparecer Rui Lima, na tentativa de aproveitar o seu bom pé esquerdo para cruzar.
 
O encontro começou com numa toada relativamente morna, essencialmente disputado a meio-campo e com alguns passes falhados de parte a parte. O Beira-Mar, mais vocacionado para o jogo directo, procurava surpreender a defensiva da casa com passes longos para as costas da defesa, enquanto que o Boavista, com dificuldades para impôr o seu futebol (feito de circulação de bola, com o esférico sempre junto ao relvado), não conseguia fazer a transição para o ataque a partir do corredor central (os forasteiros colocavam imensa gente de cariz defensivo no sector intermediário), apostando, assim, nas subidas dos laterais e nos passes do central Renato Santos para sair para o ataque. Foram, pois, 15/20 minutos em que as duas equipas se “estudaram” mutuamente, sem grandes riscos.
 
Pouco a pouco, porém, o Boavista começou a tomar conta do jogo e, com isso, a fazer descer as três linhas do Beira-Mar, ganhando, dessa forma, mais tempo e espaço para pensar e construir o jogo desde trás. Falhava, no entanto, o último passe, aquele que permitiria colocar o esférico em boas condições de ser cruzado para a área. Por isso, o domínio que o BFC começou a conquistar não se reflectia, até aos 10 minutos finais, em oportunidades claras de golo.
 
Foi, precisamente, à entrada para esse período que Rui Lima, após boa combinação na esquerda com Márcio Tarrafa, consegue penetrar na grande área, pela esquerda, mas acaba por rematar à figura do guarda-redes Palatsi. Estava, mesmo assim, dado o mote para o Boavista crescer e pressionar e foi isso que aconteceu até ao intervalo. Com os dois laterais a funcionar praticamente como segundos extremos, o Boavista conseguia dar largura ao seu futebol e, com isso, circular a bola no último terço do terreno. Em cima dos 45 minutos, concretizava-se, finalmente, o domínio: Diogo Fernandes, desmarcado na direita por Adriano, centra com “conta, peso e medida” para a cabeça de João Tomás, que, contudo, é desviado do caminho da bola por Artur. Grande penalidade justíssima (fica a dúvida sobre se o defesa aveirense não deveria ter visto o cartão vermelho, dado que João Tomás estava em posição extremamente favorável para marcar), que o próprio João Tomás converteu em golo, com um remate colocado para o lado esquerdo de Palatsi, que, apesar de ter adivinhado o lado, não conseguiu chegar à bola. O Intervalo chegava pouco depois, mas com um reparo a fazer ao árbitro Duarte Gomes: o jogo não deveria ter sido interrompido quando o Boavista estava, já na metade contrária do terreno, a sair para um contra-ataque que poderia ter sido muito perigoso. Ficava a sensação, no tempo de descanso, de que o Boavista estava melhor e que tinha tudo para gerir a vantagem e arrecadar os três pontos.
 
A verdade é que a segunda parte começou com um Boavista mais forte e mais próximo do golo que o Beira-Mar. Uma excelente incursão de Márcio Tarrafa pela esquerda, que entrou na área, mas acabou por ver o lance não ter a sequência correcta, parecia indiciar que o 2-0 seria uma questão de tempo. Dois erros de cálculo de Palatsi, primeiro perante João Tomás, depois diante de Adriano, que saiu de forma hesitante da área para tentar aliviar a bola, acabaram por não ser aproveitados, desperdício que acabou por custar caro ao Boavista. Com o passar dos minutos, o Beira-Mar, não tanto por praticar um futebol de qualidade (porque isso nunca aconteceu), mas sim pela presença física que colocou no último terço do terreno, foi crescendo e empurrando os axadrezados para terrenos mais recuados, sem nunca, no entanto, ameaçar a baliza à guarda de Sérgio Leite. Aos 68 minutos, Rui Bento mexeu pela primeira vez na equipa, tentando refrescar o ataque. Saía Márcio Tarrafa e estreava-se Djibril Djaló, sem isso implicar uma mudança em termos tácticos, já que Djibril ia ocupar o flanco esquerdo do ataque. No entanto, esta substituição acabava por implicar a presença, a tempo inteiro, de Rui Lima no meio-campo, dado que Djibril não tem a tendência que tinha Márcio Tarrafa para flectir para o centro.
 
O Beira-Mar, todavia, empatava praticamente de seguida, num lance de grande felicidade para os aveirenses e que começou de uma forma bastante duvidosa: o árbitro Duarte Gomes assinalou primeiro pontapé-de-baliza, mas, depois, alterou a decisão e decidiu marcar pontapé-de-canto. Na sequência dessa bola parada, o defesa Kanu acabou por se superiorizar no jogo aéreo e bater Sérgio Leite, que ainda tocou na bola. A formação axadrezada acusou o rude golpe e passou por uma fase de grande desorientação, que o Beira-Mar aproveitou. Aos 77 minutos, Fary apareceu sozinho na grande área e acabou por materializar a reviravolta no marcador, perante um Sérgio Leite sem qualquer hipótese de travar o remate. Ainda assim, no meio de tanta infelicidade boavisteira, é destacar a excelente atitude do avançado senegalês, que, após ser aplaudido quando entrou em campo, pediu desculpa à massa adepta boavisteira pelo golo marcado. E o jogo acabou praticamente aí, já que faltou discernimento ao Boavista para lutar por, pelo menos, um ponto. Rui Bento ainda lançou Ivan Santos para o lugar de Gilberto (substituição que já estava preparada antes do segundo tento aveirense), passando Rui Lima para lateral-esquerdo e Ivan Santos a jogar atrás de João Tomás, mas pouca coisa de relevante aconteceu nos minutos que faltavam. De referir, também, que a actuação do trio de arbitragem contribuiu para a inexistência de motivos de interesse nos últimos minutos da partida, ao assinalarem faltas completamente inexistentes alegadamente cometidas por jogadores do Boavista, quebrando, assim, o ritmo de jogo. Apesar da desilusão evidente nas hostes axadrezadas, o muito público que compareceu no Estádio do Bessa Século XXI brindou, como tem sido hábito, a sua equipa com uma forte ovação, prova de que o campeonato ainda é longo e os boavisteiros acreditam nesta equipa. Mostremos, assim, que esta derrota não nos abalou com uma grande presença de boavisteiros no próximo jogo, em Freamunde, domingo às 11h 15 min da manhã.
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Boavista FC 1 – SC Beira-Mar 2
(João Tomás, aos 45+1 min; Kanu, aos 70 min; Fary, aos 77 min)
 
 Onze Inicial 
79 Sérgio Leite
77 Diogo Fernandes
3 Renato Santos
4 Bruno Pinheiro
7 Gilberto
8 Pedro Moreira
27 Bruno Monteiro
23 Rui Lima
80 Adriano
9 João Tomás
35 Márcio Tarrafa
 
Suplentes
1 Pedro Trigueira
2 Diogo Leite
10 Ivan Santos
14 Benvindo
15 François
18 Rodrigo Fuska
26 Djibril Djaló
 
Substituições
Márcio Tarrafa por Djibril Djaló, aos 68 min
Gilberto por Ivan Santos, aos 79 min

 



publicado por pjmcs às 21:41
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Domingo, 9 de Novembro de 2008
BOAVISTA FC 0 - 2 GUIMARÃES

O Boavista perdeu no Bessa com o Guimarães por duas bolas a zero, encerrando, assim, a participação na Taça de Portugal desta época. Trata-se de um resultado extremamente injusto, penalizando a equipa que teve mais oportunidades de golo e que durante mais tempo dominou o jogo. Destaque, além da boa exibição dos axadrezados, para o apoio incessante dos adeptos boavisteiros, do primeiro ao último minuto, mostrando, uma vez mais, que a grandeza deste clube está não só no seu palmarés rico, como também em quem o segue.


Para o encontro inaugural da IV eliminatória da Taça, Rui Bento manteve o tradicional 4-3-3, com algumas alterações relativamente à deslocação a Santa Maria da Feira, a começar na baliza, onde Pedro Trigueira (à semelhança do que havia acontecido no anterior duelo para a Taça, com o Lousada) assumiu a titularidade. Na defesa, Bruno Pinheiro e Diogo Fernandes renderam Jorge Silva (lesionado) e Michel, respectivamente, no centro e no lado direito da defesa. De resto, tudo igual aos últimos encontros, mas com uma pequena nuance: os dois extremos trocaram um com o outro, jogando Adriano quase sempre na esquerda e Sidnei quase sempre na direita.


O encontro entre o 9.º e o 3.º classificado no principal campeonato da temporada transacta começou com um Boavista forte, desinibido e pressionante, surpreendo um Guimarães que pouco mais podia fazer que tentar fechar-se no seu último terço e aliviar de qualquer forma o esférico. Com transições rápidas para o ataque, quer através de passes dos dois centrais, quer através de iniciativas pelas alas (e, nesse aspecto, Gilberto e Diogo Fernandes foram preciosos apoios aos extremos), contando, também, com o dinamismo dos dois médios mais ofensivos, Rui Lima e Pedro Moreira, o Boavista crescia minuto atrás de minuto, chegando, inclusive, a empolgar os seus adeptos com o bom futebol produzido e, obviamente, com as ocasiões de golo construídas. O Guimarães procurava responder com lançamentos longos para o ataque, apostando no poderio físico da sua linha avançada, mas, fora uma situação de cruzamento, pouco conseguiu fazer. O Boavista, por seu lado, mostrava classe, logo desde o sector defensivo (em que os seus jogadores procuravam sair a jogar com consistência desde zonas recuadas, ao invés de despacharem a bola de qualquer maneira), e, nos 20 minutos finais do primeiro tempo, pode até dizer-se que massacrou a formação minhota. A sorte, contudo, nada queria com o Boavista, dado que criou as oportunidades de golo que, em princípio, deveriam ser suficientes para construir uma vantagem, por que não dizê-lo, confortável. João Tomás, com um espectacular golpe de cabeça após livre na direita de Diogo Fernandes, Adriano, que por pouco não conseguiu o desvio quando se isolou perante Nilson (após assistência de cabeça de João Tomás), e Sidnei, que, fazendo uso da sua velocidade, penetrou na área e rematou ligeiramente ao lado, tiveram pertíssimo de abrir o marcador e levar o Bessa ao delírio. O intervalo chegava com um tremendo sabor a injustiça, dado o avassalador caudal ofensivo dos axadrezados.


A segunda metade da partida começou com muito maior equilíbrio, com alguns passes falhados de parte a parte e, talvez em consequência disso, uma maior aposta, por parte do Boavista, em saídas rápidas para o ataque com lançamentos mais longos, de forma a apostar na velocidade dos extremos. O treinador dos minhotos, sensivelmente decorridos 10 minutos desde o reatamento, decidiu efectuar alterações na equipa, aproveitando a primeira substituição do desafio, passando a jogar com dois homens na frente. Esta mudança coincidiu com o período (único) em que o Guimarães esteve mais forte no jogo, pressionando mais o Boavista e ganhando mais bolas em zonas avançadas do terreno. Esse período culminou no primeiro tento do encontro, na sequência de um canto, com Gregory, com muita felicidade à mistura (e fica a dúvida sobre se Pedro Trigueira não sofreu uma carga faltosa do defesa vimaranense), a cabecear para o fundo das redes. Apesar de ser a melhor fase dos visitantes no encontro, a verdade é que o golo surgiu no primeiro remate perigoso que os minhotos fizeram.


A equipa do Boavista, no entanto, reagiu muito bem ao golo sofrido e voltou a pegar no jogo. E a verdade é que, quase de seguida, na sequência de um livre na esquerda cobrado por Rui Lima, Renato Santos cabeceou à barra. A prova, se tal fosse preciso, que o Boavista criava o maior número de oportunidades, mas era o Guimarães quem acabava por concretizar.


Aproveitando o recuo do Guimarães, novamente a jogar em contra-ataque, Diogo Fernandes surgia, na direita, praticamente com um segundo extremo-direito, permitindo a Sidnei aparecer em diagonais no apoio directo a João Tomás.


Contudo, aos 77 minutos, o Boavista sofreu o 0-2, por intermédio de Fajardo, num lance em que a equipa forasteira acabou por, de uma forma quase cínica, por praticamente resolver uma eliminatória que não mereceu, de todo, passar.


Rui Bento, ainda assim, procurou mostrar à equipa que discutir o jogo ainda era possível, ao lançar, de uma só vez, dois jogadores, logo a seguir ao segundo tento minhoto. Entraram Fuska e Márcio Tarrafa para os lugares dos esgotados Rui Lima e Pedro Moreira, numa tentativa clara de, nos derradeiros fôlegos da partida, refrescar o meio-campo e, com isso, conseguir um caudal ofensivo que ainda permitisse alentar esperanças no prolongamento. E a verdade é que Márcio Tarrafa, numa das primeiras ocasiões em que teve a bola nos pés, protagonizou um dos mais bonitos lances do encontro, ao fintar três opositores, rematando para defesa difícil de Nilson, após penetrar na grande área.


Sem mais lances de grande destaque até final, apesar de o Boavista nunca ter baixado os braços e deixado de lugar, o encontro terminou com o 0-2 no marcador, ganhando a equipa que menos justificou e mais sofreu. Sublinhando a bravura e a irreverência da equipa, que jogou completamente descomplexada, os adeptos boavisteiros brindaram os seus jogadores com uma fantástica ovação, ao som de um arrepiante “Boavista! Boavista!”. Porque o azar não castiga sempre aqueles que merecem o sucesso, esta actuação da equipa faz-nos todos acreditar que o futuro, no campeonato, poderá ser risonho. Muito risonho.


O próximo jogo é, novamente, no Estádio do Bessa Século XXI, diante do Beira-Mar, pelas 15 horas. Contamos com o excelente apoio que a massa associativa tem dado a esta equipa, de modo a que o público seja o 12.º jogador em mais uma batalha rumo à Primeira Liga.



publicado por pjmcs às 10:28
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Domingo, 2 de Novembro de 2008
Feirense 2 - 0 Boavista FC

O Boavista perdeu por duas bolas a zero no terreno do Feirense, um resultado que, apesar de não ter sido um grande jogo de futebol, foi claramente injusto para a turma axadrezada. Esta deslocação dos comandados de Rui Bento a Santa Maria da Feira fica marcada, pela positiva, por mais uma fantástica presença de boavisteiros (cerca de 1500), que estavam, claramente, em maior número que os adeptos do clube local, e, pela negativa, pela desastrosa actuação da equipa de arbitragem chefiada por Bruno Paixão. O lance do segundo golo, no qual existe uma falta clara de um jogador do Feirense sobre Diogo Fernandes, é o exemplo mais gritante disso mesmo.

Rui Bento não efectuou quaisquer alterações no onze inicial, mantendo, desta forma, o 4-3-3, em oposição ao 4-4-2 utilizado pela formação adversária.

Os primeiros 10/15 minutos da partida não tiveram momentos de grande destaque: bola essencialmente disputada na zona do meio-campo, as defesas a anularem com tranquilidade as iniciativas ofensivas contrárias, em suma, as duas equipas a acertarem as marcações e a procurar “conhecer-se”, de modo a detectar eventuais pontos fracos do opositor. Desde cedo, o Feirense mostrou que ia apostar num futebol directo, explorando, sobretudo, a ala esquerda (o flanco direito do Boavista apresentava-se menos reforçado no aspecto defensivo que o esquerdo, dado que quer Pedro Moreira, quer Adriano têm mais tendência para procurar zonas mais interiores do campo, em comparação com Sidnei e Rui Lima). O Boavista, por seu lado, procurava circular o esférico e ensaiar variações de flanco (a fim de criar desequilíbrios e espaços), mas o último passe acabava por não sair nas melhores condições. As constantes faltas cometidas pelos defensores feirenses (sobretudo sobre João Tomás) que não eram assinaladas eram uma dificuldade adicional que impedia o Boavista de chegar com perigo à área adversária. No entanto, à passagem dos 17 minutos, um bom cruzamento de Gilberto, na esquerda, a visar a cabeça de João Tomás e que apenas foi travado pela cabeça de um defesa da equipa da casa, acabou por ser o sinal que os axadrezados precisavam para começar a crescer e a tomar conta do jogo. E foi isso mesmo que aconteceu. A equipa passou a pressionar mais à frente, o Feirense já não conseguia sair para o contra-ataque e, aos 25 minutos, o BFC criou uma soberana ocasião para marcar: Gilberto, com um excelente passe a rasgar, desmarca Adriano, que, perante o guardião contrário, “pica” a bola e por muito pouco não consegue inaugurar o marcador – o esférico passou a centímetros do poste. Estava, todavia, dado o mote e, até final do primeiro tempo, o Boavista foi sempre, ou quase sempre, superior a uma equipa que apenas ameaçava em lances de bola parada. Ao intervalo, ficava a convicção de que os axadrezados tinham um bom resultado (porque não dizê-lo? a vitória) ao seu alcance. Apesar de o Feirense estar a jogar em casa, o Boavista mostrava ter mais argumentos no futebol jogado.

Na segunda parte, o Boavista entrou ainda mais forte do que no final da primeira. Isto porque um dos aspectos mais importantes no jogo ofensivo da equipa começava a ser conseguido: criar desequilíbrios pelas faixas (sobretudo pela esquerda, onde Sidnei surgiu verdadeiramente endiabrado após o reatamento). Duas boas oportunidades de golo, no quarto-de-hora inicial da etapa complementar do desafio, pareciam fazer crer que a vantagem no marcador seria, somente, uma questão de tempo. No primeiro lance, Pedro Moreira, após boa desmarcação pela direita, ganha a linha de fundo, já na grande área, e passa para trás a solicitar Adriano, que, no entanto, remata para defesa segura do guarda-redes contrário. Na segunda situação, Sidnei, após uma boa variação de flanco feita por Adriano, finta o lateral-direito contrário e cruza ao segundo poste, onde surgiu João Tomás, que, todavia, já cabeceia em desequilíbrio. Logo a seguir a essa jogada, Rui Bento opera a primeira substituição da equipa, entrando Ivan Santos para o lugar de Adriano, numa tentativa de maior frescura e alguma irreverência à ala direita do ataque.

Só que, quando nada o fazia prever, é o Feirense quem, completamente contra a corrente do jogo, se adianta no marcador. Livre na esquerda com a bola a ser colocada imediatamente na área e, aproveitando a confusão, Luciano introduz o esférico na baliza à guarda de Sérgio Leite. Rude golpe para a formação boavisteira, que, mesmo assim, não acusou o toque e tentou prosseguir com a toada pressionante, não obstante muitos lances continuarem a ser mal ajuizados pela equipa de arbitragem, com claro prejuízo para a formação da cidade Invicta. Aos 56 minutos, Rui Bento decidiu trocar de lateral-direito, com Diogo Fernandes a render Michel (que já tinha um cartão amarelo, pelo que o treinador do BFC não quis, e bem, correr riscos). Meia-dúzia de minutos depois, porém, mais uma grande contrariedade para o Boavista: Sidnei, um dos principais dinamizadores do ataque, saía lesionado, entrando para o seu lugar Márcio Tarrafa. Sidnei esse que, momentos antes, teria uma possibilidade soberana oportunidade para marcar, ao surgir isolado diante do guarda-redes, não fosse o lance ter sido (mal) anulado pelo árbitro-assistente, que sanciou um alegado fora-de-jogo. Tarrafa entrava para médio-interior esquerdo (mas com liberdade para aparecer perto do tridente ofensivo e para pegar no jogo) e Rui Lima regressava à posição onde jogou grande parte da sua carreira: extremo-esquerdo.

Contudo, aos 73 minutos, novamente sem ter feito nada que o justificasse, o Feirense amplia a vantagem no marcador e, praticamente, encerra o encontro. Após uma falta clara, como já referido, sobre Diogo Fernandes, a bola sobra para Serginho, que, com um pontapé feliz, remata sem hipóteses para Sérgio Leite. Perante tantas adversidades, a equipa do Boavista, naturalmente, não mais conseguiu reagir de uma forma consistente, jogando, a partir daí, como é costume dizer-se, “mais com o coração do que com a cabeça”. O jogo acabou por chegar ao fim sem mais lances de grande destaque, com um resultado que não espelha, de forma alguma, aquilo que se passou sobre o relvado do Estádio Marcolino de Castro. Mais uma vez, à semelhança do que aconteceu na Póvoa de Varzim e na reacção ao Desportivo das Aves, o resultado menos favorável não impediu a ovação que a imensa assistência boavisteira, incansável no apoio à equipa durante os 90 minutos, dispensou aos seus atletas, como que a sublinhar a garra dos jogadores e a injustiça do resultado. Uma demonstração, afinal, de que todos acreditamos no sucesso desta época.

O próximo compromisso oficial do Boavista tem lugar no próximo sábado, pelas 20 h 30 min, com a recepção ao Guimarães, em duelo a contar para os 16 avos-de-final da Taça de Portugal. Um jogo no qual, estamos certos, a massa associativa boavisteira vai voltar a estar de “mãos dadas” com a equipa.



publicado por pjmcs às 21:30
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