Domingo, 26 de Outubro de 2008
Boavista FC 1 - 0 Oliveirense

O Boavista regressou às vitórias na II Liga (repetindo o resultado do último fim-de-semana, na Taça), ao bater a Oliveireinse por uma bola a zero. Num Estádio do Bessa, uma vez mais, muito bem composto de público, Sidnei, aos 4 minutos, fixou o resultado final.

Para o duelo frente à turma de Oliveira de Azeméis, Rui Bento apenas efectuou uma alteração relativamente ao triunfo frente ao Lousada, trocando o guarda-redes (entrou Sérgio Leite para o lugar de Trigueira). De resto, o 4-3-3 habitual, com Rui Lima e Pedro Moreira, os médios-interiores, a terem a função de gizar os lances de ataque do Boavista.

Começou bem o Boavista, fortemente apoiado pelos seus adeptos, e numa jogada muito bem construída, pela esquerda: Rui Lima, como é seu timbre, é oportuno a ocupar o espaço vazio neste flanco, coloca em Pedro Moreira, que, com um excelente passe a rasgar, desmarca Sidnei que, cara-a-cara com o guardião Jorge Silva, não perdoa e faz o primeiro e único tento do encontro. Aliás, foi, essencialmente, pela ala esquerda que o BFC continua a colocar o adversário “em sentido”, com um Gilberto extremamente ofensivo e um Sidnei irrequieto, apoiados por Rui Lima. A Oliveirense, por seu turno, apostando numa transição rápida para o ataque (baseada em lançamentos longos), apenas chegava à área axadrezada através de lances de bola parada que resultavam em cruzamentos. No entanto, a defesa do Boavista e o guarda-redes Sérgio Leite conseguiam, com maior ou menor dificuldade, evitar que a Oliveirense criasse perigo.

Após uns 15/20 minutos em que o Boavista surgiu mais pressionante e a praticar um futebol rápido e com boa circulação de bola (explorando bem, como já dito, a faixa canhota), o jogo entrou numa fase de alguma indefinição, com muitos passes falhados e alguma precipitação nas saídas para o ataque. Ainda assim, era à Oliveirense quem, obviamente, competia tentar mudar o rumo do encontro.

No entanto, nos minutos finais, o Boavista (re)surgiu mais forte, tendo, inclusive, uma soberana ocasião para ampliar o marcador. João Tomás (muito castigado por faltas, muitas das quais sem terem sido, sequer, assinaladas) pressiona o lateral-direito contrário e recupera o esférico, coloca em Sidnei, que, após uma excelente combinação com Rui Lima, consegue ganhar a linha de fundo para tirar um cruzamento para o “coração” da área, onde João Tomás, já em desequilíbrio, cabeceia para as mãos de Jorge Silva. A primeira parte terminava pouco depois, com uma vantagem justa no marcador e a sensação de que o BFC tinha o jogo completamente controlado.

A etapa complementar do desafio, porém, acabou por ficar marcada, de certa forma, pela actuação infeliz da equipa de arbitragem. Muitas faltas, quer no meio-campo oliveirense, quer no axadrezado, que ficaram por marcar a favorecer o Boavista e algum excesso de zelo sempre que os jogadores do BFC disputavam de forma mais viril os lances. A Oliveirense, ao colocar dois homens fortes fisicamente na área boavisteira, apostava nos lançamentos longos logo desde o sector defensivo para tentar colocar alguma pressão no último reduto do Boavista e, através de um ressalto ou uma segunda bola, procurar surpreender no ensejo de alcançar o empate. No entanto, a única oportunidade de golo aconteceu no final do primeiro quarto-de-hora do segundo tempo, quando um atacante forasteiro surgiu isolado perante Sérgio Leite, que, todavia, conseguiu travar o remate.

Aos 66 minutos, Rui Bento operou a primeira alteração na equipa, mudando o lateral-direito: saiu Michel para entrar Diogo Fernandes. Logo a seguir, mais duas substituições, lançando François e Fuska, que renderam Sidnei e João Tomás. Com estas trocas, o treinador do Boavista pretendeu dar maior solidez e coesão à equipa, de modo a fechar as linhas de passe ao adversário e, sobretudo, dar maior capacidade na “luta” pelas segundas bolas. E a verdade é que foi bem sucedido nesses objectivos. Adriano passou a ser a referência ofensiva da equipa, jogando numa posição mais central, Rui Lima passou para extremo-esquerdo e Fuska jogava como “falso” extremo-direito, auxiliando Diogo Fernandes a fechar esse flanco. François entrou para médio mais recuado (apostando Rui Bento na sua elevada estatura para impedir que os avançados e médios oliveirenses recebessem as bolas enviadas pelo ar a partir da defesa), subindo Bruno Monteiro para médio-interior esquerdo (poupando-se, assim, do risco de um eventual segundo cartão amarelo) e soltando Pedro Moreira para funções mais ofensivas e de “pressing” aos defesas contrários. E o que é certo é que a Oliveirense, a partir daí, pouco ameaçou a baliza à guarda de Sérgio Leite, pelo que o jogo, nesses 20/25 minutos finais, teve poucas situações de grande destaque. Nos minutos finais, o público boavisteiro, apercebendo-se da importância que poderia ter o seu apoio na fase decisiva do encontro, não se cansou de incentivar a equipa e, assim, impulsionou-a para um último esforço, na tentativa de segurar a vitória. O apito final acabou por chegar e os três pontos, efectivamente, acabaram por ficar no Estádio do Bessa Século XXI. Com este triunfo, o terceiro no campeonato e o quinto em jogos oficiais, o Boavista igualou o Santa Clara e o Sporting da Covilhã no topo da tabela classificativa, com 11 pontos. Na próxima jornada (domingo, às 11h 15min da manhã), a formação às ordens de Rui Bento desloca-se a Santa Maria da Feira, para defrontar o Feirense, que somou até ao momento 8 pontos. Tal como aconteceu, por exemplo, na deslocação ao terreno do Varzim, apelamos à família boavisteira que compareça em muito bom número no Estádio Marcolino de Castro, para apoiar esta equipa rumo à Primeira Liga.



publicado por pjmcs às 22:05
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Domingo, 19 de Outubro de 2008
BOAVISTA FC 1 - 0 LOUSADA

O Boavista apurou-se para a IV eliminatória da Taça de Portugal ao derrotar em casa o Lousada com um golo sem resposta. Rui Lima, aos 35 minutos, protagonizou o momento alto da partida, com um excelente remate de meia-distância que bateu o guarda-redes lousadense.


Para o duelo desta III eliminatória da Taça, Rui Bento manteve o 4-3-3, mas efectuou duas alterações na equipa, isto tendo como ponto de comparação o último encontro da Liga, em Olhão. Pedro Trigueira e Michel, depois das boas actuações frente ao FC Porto, a meio da semana, entraram para a baliza e para o lado direito da defesa, respectivamente.


Os axadrezados entraram muito bem no jogo, mostrando cedo que o objectivo era marcar o mais rápido possível, dominando completamente as operações do encontro. Com um futebol jogado junto ao relvado, procurando circular a bola e abrir espaços pelas alas, o Boavista tentou diversificar o seu jogo, de modo a poder penetrar no último reduto de um adversário que se fechava no derradeiro terço do terreno e que só chegava à área boavisteira em lances de bola parada. Aos 8 minutos, um remate forte de Rui Lima, que levava “selo” de golo, é travado pela cabeça de um defensor da equipa do Lousada e, pouco depois, Sidnei, mais ou menos do mesmo sítio, obriga o guarda-redes contrário a uma defesa difícil para canto. Começava a justificar a vantagem o Boavista, jogando, como já se disse, um futebol muito agradável, com o tridente de meio-campo (que, na primeira parte, se apresentou muito forte na gestão e na circulação da bola) a municiar as faixas (sendo que Rui Lima tinha mais liberdade para subir e para descair, por vezes, para a esquerda), a esquerda com Sidnei apoiado por Gilberto e a direita, essencialmente, com o ofensivo Michel, já que Adriano flectia para o centro nas “costas” de João Tomás.


Aos 19 minutos, Sidnei, desta vez na direita, aproveita uma distracção da defesa do Lousada, na sequência de um lançamento, e, após entrar na área, remata ligeiramente ao lado, levando alguns adeptos a gritar golo.


E foi aos 35 minutos, pouco depois de uma entrada duríssima sem bola de Hélder Cavino sobre Sidnei, que merecia mais que o cartão amarelo que foi exibido, que Rui Lima faz o primeiro e único tento da partida, num remate de fora da área, após passe de Gilberto. Um golo que colocava justiça no marcador, a premiar a única equipa que tinha, até então, procurado alterar o resultado. O Boavista, até ao final do primeiro tempo, continuava a pressionar, mantendo a mesma toada de futebol rendilhado e pelo chão, mas acabava por não ser eficaz no último passe, pelo que o intervalo chegou com o 1-0 no marcador.


A segunda parte começou numa toada mais morna, que acabou por se manter até aos 10 minutos finais. Dois livres em posição frontal, logo a abrir, a penalizar faltas que… não existiram, ajudaram o Lousada a crescer um pouco, obrigando o Boavista a jogar de forma mais cautelosa. Os cartões amarelos a Jorge Silva e Michel, que não se justificavam (atendendo, ainda para mais, a que lances semelhantes no primeiro tempo, protagonizados por defesas do Lousada, não tiveram a mesma acção disciplinar), também contribuíram para isso. Ainda assim, o Boavista mostrou organização a defender, ocupando bem os espaços e fechando as linhas de passe ao adversário. A diferença, relativamente à primeira parte, esteve nos momentos em que a equipa tinha o esférico em sua posse, acabando por arriscar pouco nos passes feitos pela zona central. Michel, dado que Adriano funcionava como um segundo ponta-de-lança, esteve menos ofensivo, dado que o Lousada colocava dois homens no seu flanco (não quis arriscar e… fez bem), fazendo, assim, com que a equipa tivesse menos profundidade e tivesse que canalizar o seu jogo ofensivo pela ala esquerda. Mesmo assim, apesar de praticar um futebol muito menos vistoso, pode dizer-se que a equipa foi inteligente na forma como geria o jogo, dado que a vantagem no marcador era sua e era ao adversário quem competia arriscar. Aos 68 minutos, Rui Bento mexia pela primeira vez, ao substituir João Tomás por Márcio Tarrafa. Abdicava, desta forma, de um elemento mais fixo entre os centrais, para ganhar mais mobilidade e capacidade de jogar com o meio-campo na zona central (onde Adriano se fixava em definitivo), entrando Márcio Tarrafa para o lado direito do ataque. E a verdade é que a equipa conseguia, com estas mudanças, ganhar maior capacidade para confundir as marcações do adversário, o que resultava em mais espaços, não obstante deixar de ter, a “tempo inteiro”, uma referência constante entre os centrais adversários. Pouco depois, o Boavista construía a jogada de maior perigo, até à altura, no segundo tempo, com Sidnei, quando o lance parecia perdido, a ganhar em velocidade ao lateral-direito do Lousada e a penetrar na área, endossando a bola a Adriano, que chega ligeiramente mais cedo que a bola, não conseguindo efectuar o remate nas melhores condições. Ainda assim, o Boavista mostrava que estava melhor e que queria chegar ao segundo golo.


Aos 82 minutos, Rui Bento rende os esgotados Sidnei e Pedro Moreira, entrando Fuska e François. Rui Lima passou para extremo-esquerdo, Bruno Monteiro adiantou-se para médio-interior do mesmo lado, Fuska surge como médio-interior direito, mas mais adiantado que Bruno e com responsabilidades de pegar no jogo, e François aparece como médio mais recuado. Apesar do susto que apanhou aos 85 minutos (remate ao poste da baliza de Trigueira, na sequência de um livre em cima da área, num lance a castigar mais uma falta inexistente: Jorge Silva jogou apenas e só a bola), o Boavista, com um meio-campo mais fresco, mostrava maior capacidade para mexer no jogo, não conseguindo, no entanto, o segundo golo (que daria uma dimensão mais ajustada ao resultado) porque, simplesmente, a sorte não esteve do seu lado. Aos 89 minutos, Rui Lima cruza da esquerda para o segundo poste, onde aparece Márcio Tarrafa a cabecear à barra. O brasileiro oriundo do Sousa FC consegue chegar ao esférico para a recarga, mas, claramente agarrado por um defensor lousadense (grande penalidade que ficou por marcar), cabeceou para defesa complicada do guarda-redes contrário. Pouco depois, Fuska, na direita, com um excelente remate, obriga o guardião do Lousada à defesa da tarde. Na sequência do canto, novamente centro para o segundo poste e novamente cabeceamento à barra, desta feita por intermédio de François. O jogo acabou cerca de 2 minutos depois, com uma vitória justa do Boavista, num encontro marcado por uma primeira parte de alto nível e por um segundo tempo menos vistoso, exceptuando os minutos finais, nos quais o BFC justificou o 2-0.



publicado por pjmcs às 21:04
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