Terça-feira, 31 de Julho de 2007
Boavista 0 - FC Porto 3

Como começou:

Como terminou:

Substituições: Essame por Fleurival, aos 36min; Gajic por Bosancic e Bruno Pinheiro por Marcelão, ao intervalo;  Grzelak por Hugo Monteiro, aos 68min; Laionel por Edgar, aos 71min; Rissut por Fary, aos 80min

 

O Boavista perdeu frente ao rival FC Porto por três golos sem resposta, no primeiro encontro do BFC 2007/2008 no Estádio do Bessa Século XXI. Apesar de a actuação "axadrezada" ter sido, globalmente, fraca (deixando a ideia clara de que ainda há muito trabalho pela frente para Jaime Pacheco e restante equipa técnica), a verdade é que os números da derrota foram manifestamente exagerados: o FC Porto foi, essencialmente, uma equipa eficaz, usando o futebol directo para construir os três tentos perante uma defensiva boavisteira que precisa, como tem sido notório, de grande "afinação". Além disso, nos 20/25 minutos iniciais da segunda parte (altura em que o BFC surgiu mais desenvolto em termos ofensivos e mais simples nos seus processos), um remate espectacular, de fora da área, de Diakité à barra e uma grande penalidade clara que o árbitro não assinalou (naquela que foi, aliás, uma das jogadas melhor construídas em todo o encontro - Bosancic desmarcou, com grande qualidade, Mário Silva, que cruzou com "conta, peso e medida" para o "coração" da área, onde Linz foi agarrado por João Paulo) poderiam ter invertido o rumo dos acontecimentos.

Mas o que é que falhou mais para o resultado ser tão desnivelado? O que falhou no Boavista? Faltou, sobretudo, profundidade em termos ofensivos: o Boavista foi, sensivelmente até ao último quarto-de-hora (altura em que o maior tempo de preparação do FC Porto veio ao de cima, o que explica, por exemplo, o lance do terceiro golo), a equipa com mais tempo de posse de bola e a maior parte do tempo de jogo disputou-se no meio-campo do FC Porto. No entanto, os dois extremos do BFC pouco abriram nas alas (Grzelak e Laionel jogaram quase sempre em diagonais para zonas interiores; Laionel subiu de produção na segunda metade do encontro, jogando mais "encostado" à linha, naquele que foi o melhor período do Boavista - mas acabou por ser substituído), o que fez com que os muitos cruzamentos efectuados pelos "axadrezados" fossem sempre demasiado longe da linha de fundo, criando, assim, pouco perigo para a baliza portista. Além disso, esse facto fez com que Rissut, na primeira parte, muitas vezes tivesse que fazer todo o corredor direito, o que concedeu muito espaço a Mariano González (que cruzou à-vontade para que Hélder Postiga, num erro de marcação de Bruno Pinheiro, cabeceasse sozinho para o primeiro golo do encontro).

Outro dos problemas do Boavista prendeu-se com o facto de o ponta-de-lança ter surgido sempre demasiado desapoiado na frente. Linz não é, claramente, um avançado capaz de jogar muitas vezes de costas para a baliza e abrir espaços para as diagonais dos extremos (algo em que Pacheco gosta de apostar), mas é, sim, um finalizador, que requer, portanto, extremos bem abertos nas faixas, capazes de cruzar da linha de fundo, e um criativo no apoio directo. Ora, quer Gajic, na primeira parte, quer Bosancic, na segunda, jogaram demasiado recuados e descaídos para a esquerda, actuando como médios-interiores esquerdos em vez de verdadeiros organizadores de jogo, o que lhes retirou capacidade para pautar o jogo ofensivo "axadrezado". O Boavista jogou quase sempre, e erradamente, com as diagonais dos extremos e os médios-interiores a descaírem para as alas, quando, face às características do seu ponta-de-lança, deveria ter jogado com os extremos bem abertos e os médios-interiores a efectuar movimentos mais verticais de modo a surgirem no apoio ao ponta-de-lança e no aproveitamento das segundas bolas. Foi por tudo isto que o Boavista não conseguiu "rentabilizar" o maior tempo de posse de bola e não foi tão eficaz como o FC Porto. E, depois, claro, os erros defensivos ditaram que os escassos ataques do FC Porto resultassem em três golos. Já foi referida a falha que deu origem ao primeiro; no segundo, Tarik surgiu livre de marcação a aproveitar a segunda bola para marcar (desatenção de Ricardo Silva); no terceiro, novamente Tarik, Bosancic perdeu a bola em posição comprometedora e Tarik, naturalmente mais rápido que o central Marcelão, não teve dificuldades para marcar, perante um Boavista que, nessa altura, já só contava com três defesas.

Apesar da pesada derrota e dos números bastante negativos da pré-época boavisteira, o plantel do Boavista para esta nova temporada parece contar com alguns bons valores (embora seja notória a falta de um ponta-de-lança capaz de se assumir como alternativa a Linz). Todavia, a equipa precisa de crescer em termos tácticos e na sua dinâmica ofensiva e, obviamente, melhorar a sua organização defensiva - poderá ser que Marcelão, que, com apenas dois treinos, teve uma actuação relativamente positiva, ajude a resolver esses problemas defensivos...

Análise individual:

Jehle - Acabou por ser uma noite ingrata para o guarda-redes do Liechtenstein, que sofreu três golos sem grandes culpas e numa noite na qual, em boa verdade, não teve grande trabalho.

Rissut - Foi bastante ofensivo e empreendor pelo flanco direito, permitindo que essa faixa "existisse" em termos atacante na primeira parte, já que, nessa etapa do desafio, Laionel esteve "perdido" em campo. No entanto, foi precisamente isso que o "traiu": as constantes incursões pela direita, onde, frequentemente, teve que improvisar e tentar criar soluções, recorrendo ao drible, para tentar dar profundidade ofensiva, acabaram por conceder muitos espaços a Mariano González no primeiro tempo, o que resultou, por exemplo, no primeiro golo do encontro. Na segunda parte, fruto da colocação de Laionel junto à linha lateral e da entrada de Fleurival (mais eficiente no apoio ao ataque do que Essame), foi menos solicitado em termos ofensivos, o que lhe permitiu ter uma actuação mais segura defensivamente. Contudo, foi batido por Lino no lance que acabou por originar o segundo golo portista. Precisa, assim, de tentar controlar o seu "ímpeto" em termos ofensivos, de modo a conceder menos espaços pelo seu flanco. Ainda assim, mostrou, uma vez mais, apontamentos interessantes ao nível técnico.

Ricardo Silva - A sua exibição acabou por ficar "manchada" pela desatenção que permitiu a Tarik aproveitar a segunda bola no lance do 0-2, mas a verdade é que esteve globalmente bem. Embora ainda continue a mostrar alguma lentidão, compensou imenso com a serenidade com que se impôs no jogo aéreo e conseguiu um ou outro corte importante.

Bruno Pinheiro - Também viu a sua actuação ser prejudicada por um erro que acabou por dar origem a um golo do FC Porto: no lance do primeiro golo, deixou que Hélder Postiga aparecesse sozinho de marcação para emendar o cruzamento de Mariano González. Ainda assim, perante um adversário mais cotado, Bruno Pinheiro não teve receio em abordar os lances e, por isso, teve, para um jogador com apenas 20 anos, alguns apontamentos positivos.

Mário Silva - Foi o melhor do sector defensivo, ao não conceder grandes espaços aos seus opositores. De facto, "limpou" quase sempre com eficácia a sua zona de acção e, ao contrário que aconteceu, por exemplo, em Freamunde, deu um importante auxílio ao ataque. É o "dono" natural do lado esquerdo da defesa.

Essame - Acabou por sair lesionado na primeira metade do desafio após um choque com Castro. Nos 36 minutos em que esteve em campo, até nem esteve mal, ao mostrar vontade de ganhar jogo a meio-campo e de auxiliar a iniciativa ofensiva da equipa. Aliás, foi do seu pé direito que surgiu a primeira oportunidade digna de registo do Boavista. No entanto, raramente apostou em subir no terreno, "preferindo" descair para a direita, o que retirou capacidade para o Boavista fazer a bola progredir no terreno.

Diakité - Foi um dos melhores do Boavista. Jogou, uma vez mais, como "vértice" mais recuado do meio-campo, destancando-se, sobretudo, com a bola nos pés, ao fazer aquilo que se pede a um "trinco": soltar o esférico rapidamente. E, de facto, mostrou velocidade de execução ao receber a bola e passá-la quase imediatamente para os companheiros das alas. Em suma, parece assumir-se, cada vez mais, como um dos indiscutíveis no meio-campo do BFC.

Milan Gajic - Foi a sua exibição menos positiva ao serviço do Boavista. Demasiado recuado e descaído para a esquerda, teve pouco espaço para pegar na bola, ler o jogo e organizar, com passes e aberturas, o jogo ofensivo "axadrezado". Mostrou que tem de ser mais rápido a executar (a influência do futebol sérvio, mais lento que o português, foi visível), o que lhe permitirá jogar em espaços mais recuados. Ainda assim, numa e noutra ocasião, revelou alguns bons atributos em termos técnicos, ao fazer uso do seu poder de finta e bom controlo de bola. Mas precisa, claramente, de acelerar o seu jogo e de, já agora, jogar em terrenos mais interiores e, simultaneamente, adiantados.

Laionel - A primeira meia-hora de jogo foi para esquecer, uma vez que esteve "perdido" em campo: apareceu excessivas vezes em terrenos interiores, ao invés de procurar dar profundidade ao flanco direito. Melhorou de produção no quarto-de-hora final da primeira parte e no segundo tempo, mas, mesmo assim, exagerou, por vezes, nas iniciativas individuais. No entanto, a qualidade técnica está lá (foi algumas vezes travado em falta, de forma dura, por Marek Cech)... só precisa de ganhar maior consistência em termos tácticos.

Roland Linz - Não teve o apoio devido e raramente foi servido em boas condições, o que o impediu de mostrar grande coisa neste jogo. Todavia, mostrou pouca mobilidade, o que também não contribuiu para que o Boavista ganhasse profundidade em termos ofensivos.

Grzelak - Esteve melhor a defender, no apoio a Mário Silva, do que a atacar. Tal como o seu colega de sector Edgar, ainda não está na plenitude das suas capacidades em termos físicos, o que faz com que não consiga criar espaços e zonas de penetração recorrendo ao seu poder de finta, acabando por se "refugiar" em zonas mais interiores do terreno.

Fleurival - Tal como Diakité, foi um dos melhores elementos da equipa. Actuando como médio-interior direito, a sua entrada deu maior capacidade empreendedora ao meio-campo, uma vez que subiu mais que Essame e arriscou mais no passe, tentando lançar o ataque. Além disso, mostrou consistência em termos defensivos. Voltou, assim, a ganhar "pontos" na luta por um lugar no "onze".

Marcelão - Para quem tinha sido apresentado na véspera (ao final da tarde) e só tinha efectuado um treino com a equipa, pode dizer-se que os 45 minutos em que esteve em campo foram animadores. Apesar de ter perdido em velocidade para Tarik no lance do segundo golo do FC Porto, Marcelão deixou alguns apontamentos positivos, como a serenidade com que encarou cada lance, a eficácia na disputa da bola no jogo aéreo e a rapidez com que, sem "inventar", despachava a bola em zona perigosa. Parece ter tudo para "agarrar" um lugar na equipa.

Bosancic - Jogou a segunda parte inteira e, tal como Marcelão, tem pouco tempo de trabalho com a equipa (chegou na última terça-feira e fez a sua estreia em Freamunde). À semelhança do que aconteceu com Gajic, jogou demasiado recuado e descaído para a esquerda e mostrou, igualmente, alguma lentidão no seu ritmo de jogo (o que, por exemplo, levou a uma perda de bola que acabou por resultar no terceiro golo). Ainda assim, efectuou gizou alguns passes e aberturas que evidenciaram que tem, claramente, qualidade e capacidade para se assumir como "playmaker" da equipa. É um jogador a ver com mais atenção e tempo de jogo.

Hugo Monteiro - Entrou com vontade criar desequilíbrios, mas continua a pecar pelo excesso de individualismo, que o leva a não soltar a bola na altura em que é mais oportuno. Por isso, acabou por ser inconsequente nas suas acções.

Edgar - Jogou os 20 minutos finais, altura em que o Boavista se começou a ressentir em termos físicos e a perder o domínio do encontro para o FC Porto. Ainda assim, tentou criar desequilíbrios com uma ou outra incursão pelo flanco direito. Mas ainda lhe falta velocidade...

Fary - Apenas 13 minutos em campo, numa fase em que a equipa do Boavista denotava o menor tempo de preparação relativamente à do FC Porto, não lhe permitiram mostrar serviço.

 

O próximo jogo de apresentação do Boavista vai realizar-se novamente no Estádio do Bessa Século XXI, amanhã (quarta-feira, dia 1 de Agosto, em que o Boavista comemora os 104 anos de existência), pelas 20 horas, diante do Nelas (equipa que milita na 2.ª Divisão Nacional).



publicado por pjmcs às 14:31
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Sexta-feira, 27 de Julho de 2007
Marcelão é o defesa-central que faltava

 O Boavista apresentou, finalmente, o defesa-central que o Dr. João Loureiro havia prometido. É o brasileiro Marcelão, de 26 anos, oriundo do Vila Nova de Goiás (actual primeiro classificado do Grupo 10 da Série C do Brasileirão), onde foi companheiro, na época de 2006, de Laionel. Com 1,89m e 84 kg, Marcelão faz da sua compleição física uma arma importante nos duelos com os avançados adversários e no jogo aéreo. Além disso, outra das suas especialidades é a marcação de livres, como é possível verificar no seguinte vídeo http://uk.youtube.com/watch?v=MG75WSCn2Lc, relativo ao primeiro jogo do Vila Nova de Goiás na actual edição da Série C do Brasileirão (no terreno do Grémio Jaciara, partida que o Vila Nova venceu por 1-0, com um golo de Marcelão). O novo concorrente de Bruno Pinheiro, Ricardo Silva e Léo Tambussi na luta por um lugar no "onze" do BFC conta, também, com uma passagem pelo todo-poderoso Barcelona.

Com a contratação de Marcelão (que poderá jogar alguns minutos no jogo de apresentação, amanhã, diante do FC Porto), ficam consumadas as 4 aquisições que João Loureiro prometera a Jaime Pacheco aquando da apresentação do plantel (Gajic, Diakité, Rissut e, agora, Marcelão), podendo o plantel do Boavista vir a ser reforçado com mais dois jogadores (as tais duas "cerejas" de que o presidente do BFC falou) - um deles deverá ser o lateral-esquerdo Brayan Angulo. O outro dependerá da reunião entre presidente e treinador do Boavista, onde Pacheco fará uma avaliação do plantel.  



publicado por pjmcs às 22:02
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Quinta-feira, 26 de Julho de 2007
Freamunde 1 - Boavista 0

Equipa na 1.ª Parte

Equipa na 2.ª Parte

O Boavista perdeu, ontem à noite, pela segunda vez nesta pré-temporada, no jogo de apresentação do Freamunde (equipa recém-promovida à Liga Vitalis). Foi um encontro no qual o futebol praticado foi de fraquíssima qualidade, devido a vários factores: a confusão em termos tácticos do BFC em ambas as metades do desafio (com vários jogadores fora de posição, como Gajic, Grzelak, Laionel, Diakité e Rissut, uma equipa sem extremos de raiz na primeira parte e sem médios com características defensivas na segunda), a excessiva dureza (a roçar a brutalidade no caso da entrada de Barbosa sobre Grzelak, que culminou na expulsão dos dois futebolistas) do Freamunde e a péssima actuação dos dois árbitros-assistentes (sobretudo do assistente do lado sul, que, no melhor período do Boavista - os 15 minutos finais, cortou praticamente todas as jogadas de ataque "axadrezadas", assinalando foras-de-jogo absolutamente inacreditáveis).

É difícil, portanto, fazer uma grande análise acerca deste Freamunde X Boavista. Na primeira parte, o Boavista dispôs-se num 4-4-2, que visava, basicamente, com lançamentos longos desde a defesa (aspecto em que a turma boavisteira abusou no primeiro tempo) e as aberturas de Gajic (sem qualquer dúvida, o melhor jogador em campo de ambas as equipas), explorar a velocidade de Kifuta e Fary. Quanto ao meio-campo, se Fleurival foi eficaz nas recuperações de bola e na entrega rápida para Mário Silva ou Gajic (visto que, desta vez, o internacional de Guadalupe jogou descaído para a esquerda), Essame, apesar de muito batalhador, errou a esmagadora maioria dos passes, impedindo, assim, uma boa transição defesa-ataque pela direita. Ainda na direita, Marquinho foi inoperante em termos ofensivos (recorreu demasiadas vezes a cruzamentos atrasados, sem grandes consequências) e Rissut, claramente fora de posição, foi mais um terceiro médio do que, propriamente, um extremo. Na frente, Kifuta lutou e correu imenso, mas mostrou pouco quando tinha o esférico nos pés, enquanto que Fary, com péssimas recepções de bola e pouca capacidade para criar desequilíbrios, foi muito fácil de anular por parte da defensiva freamundense. Ainda assim, foram do Boavista as duas primeiras oportunidades da primeira parte, tendo ambas começado no pé esquerdo de Gajic: na primeira, um cruzamento em que Kifuta obrigou o guarda-redes da casa a defender para canto; na segunda, uma excelente abertura do sérvio que "encontrou" Fary em muita boa posição no interior da área - o senegalês, no entanto, não fez mais do que rematar à figura do guardião freamundense. No entanto, foi o Freamunde que, sem ter feito muito por isso, marcou o primeiro e único golo da partida. Aproveitando a lentidão de Ricardo Silva, Bock isolou-se perante Carlos e não enjeitou a possibilidade de marcar.

O Boavista apresentou-se com um dispositivo táctico diferente na segunda metade da partida: um 4-2-3-1, com algumas nuances - Laionel jogava nas "costas" de Linz, mas, quando a equipa tinha a bola, abria na direita, tentando combinar com Hugo Monteiro de modo a dar superioridade ao BFC nesse flanco, Grzelak era o médio mais recuado, sendo encarregue de recuperar bolas e de partilhar com Bosancic (que se estreou pelo Boavista) a responsabilidade de distribuir jogo e Diakité fazia dupla com Bruno Pinheiro no centro da defesa, sendo o responsável pela primeira fase de construção de jogo. No entanto, o Freamunde aproveitou os factos de Diakité não ser defesa-central de raiz (o que explica as dificuldades no posicionamento) e de o sector intermediário "axadrezado" não ter elementos com características defensivas para gizar dois perigosos contra-ataques, que Milton, todavia, apenas com Jehle pela frente, não conseguiu concretizar em golo.

O Boavista acabou por mostrar algum futebol no quarto-de-hora final da partida, já depois da expulsão de Grzelak, carrilando o seu jogo pelo flanco direito, para onde flectia Laionel e onde também apareciam Hugo Monteiro ou Edgar. No entanto, inexplicavelmente, o árbitro-assistente assinalava quase sempre fora de jogo, anulando (mal) inclusive, um golo a Linz, após assistência de Laionel.

Em suma, um mau teste do Boavista, que, esperemos nós, se tenha devido sobretudo ao facto de os muitos dos jogadores terem jogado fora de posição. No entanto, é evidente a necessidade de reforçar o sector defensivo...

Análise individual:

Carlos - Não teve grande trabalho, mas acabou por sofrer o único golo da partida... sem culpas, no entanto.

Marquinho - Regressou à sua posição (lateral-direito), mas a verdade é que foi, simplesmente, inconsequente nas suas acções. Tentou explorar o flanco direito, mas nunca com grande profundidade, uma vez que nunca procurou a linha de fundo para cruzar. A defender, o Freamunde não lhe deu grande trabalho, mas, aqui e ali, voltou a evidenciar as já conhecidas dificuldades no posicionamento.

Ricardo Silva - Também não teve grande trabalho, mas acabou por ver a sua actuação "manchada" pela falta de velocidade que mostrou no lance do golo.

Bruno Pinheiro - Único totalista na pré-época do Boavista, parece ser intenção clara de Jaime Pacheco dar traquejo ao jovem central, frente a adversários poderosos fisicamente. Pode dizer-se que teve uma actuação relativamente positiva, uma vez que esteve bem sempre que chamado a intervir. No entanto, o facto de os contra-ataques do Freamunde terem sido conduzidos pelo lado de Diakité (seu companheiro no eixo da defesa no segundo tempo) não o iliba totalmente de responsabilidades.

Mário Silva - Foi o melhor elemento do sector defensivo, procurando transmitir alguma serenidade aos companheiros da defesa. Bem no jogo aéreo e impecável no desarme, a sua exibição apenas pecou pelo pouco atrevimento em termos ofensivos.

Rissut - Alternou entre as funções de médio-ala direito e de médio-interior, tendo sido visível o pouco à-vontade nessas posições. Ainda assim, mostrou alguns bons pormenores em termos técnicos e tentou, em algumas ocasiões, fazer uma eficaz transição defesa-ataque pelo seu flanco. 

Essame - Jogou ao lado de Fleurival no meio-campo e, apesar de ter lutado imenso, o que lha valeu algumas recuperações de bola, a verdade é que, uma vez com o esférico nos pés, não lhe conseguiu dar o melhor destino, errando muitos passes.

Fleurival - Esteve bem melhor que o companheiro no centro do meio-campo. Também recuperou bastantes vezes o esférico, ganhou quase sempre no choque (graças à sua compleição física) e mostrou rapidez de execução ao soltar, sempre sem grandes hesitações, a bola para Gajic e Mário Silva. Mais uma actuação positiva do ex-jogador do Tours.

Milan Gajic - Apesar de ter jogado mais descaído do que está habituado, a verdade é que, uma vez mais, mostrou boa visão de jogo e precisão no seu pé esquerdo na hora de efectuar o passe. Não fez grandes incursões pelo flanco esquerdo, é certo, pelo facto de não ser um extremo de raiz, mas foi Gajic quem gizou as principais jogadas de ataque do Boavista, que, no entanto, nem Fary nem Kifuta souberam aproveitar.

Kifuta - Rápido e muito batalhador, ganhou bastantes vezes os duelos individuais no último reduto freamundense. No entanto, acabou por não dar a devida sequência aos lances, mostrando-se algo atabalhoado com a bola nos pés. Esteve, ainda assim, bem melhor que Fary-

Fary - Uma exibição fraquíssima. Mal na recepção da bola, inofensivo no choque e inconsequente com a bola nos pés. Parece ser, cada vez mais, apenas a 3.ª opção para o posto de ponta-de-lança.

Jehle - Duas boas defesas marcaram uma actuação segura e serena do internacional do Liechtenstein.

Gilberto - Jogou, tal como acontecera em Lousada, a lateral-direito e voltou, graças aos seus espiríto de sacrifício e abnegação, a cumprir. "Limpou" com eficácia todas as iniciativas da turma da casa pelo seu flanco. No entanto, ter-lhe-á faltado, a exemplo do que aconteceu com Mário Silva, algum atrevimento em termos ofensivos.

Diakité - Actuou como defesa-central e notou-se, claramente, que não está habituado a jogar nessa posição. Evidenciou deficiências no posicionamento, actuando demasiado adiantado no terreno, relativamente àquilo que um verdadeiro central deve fazer. Ainda assim, foi no seu pé esquerdo que começaram todas as iniciativas ofensivas do BFC na segunda parte.

Nuno Pinto - No seu primeiro jogo nesta pré-época, teve uma noite para esquecer. Não foi eficaz nas suas acções em termos ofensivos e foi, a defender, tvárias vezes batido pelo flanco direito do Freamunde.

Bosancic - Fez a sua estreia pelo Boavista e o facto de ter actuado algo recuado (formando uma dupla de médios-defensivos com Grzelak) tirou-lhe espaço para assumir, convenientemente, a organização do jogo ofensivo do Boavista. No entanto, mostrou alguns atributos no capítulo do passe. A observar melhor.

Grzelak - Esteve menos de meia-hora em campo (fruto da sua expulsão) e, tal como aconteceu a Bosancic, o facto de ter actuado como médio-defensivo retirou espaço à sua criatividade. Mesmo assim, fica como aspecto positivo nunca ter virado a cara à luta na tentativa de recuperar jogo a meio-campo.

Laionel - Pecou por algum excesso de individualismo, além de que a colocação nas "costas" de Linz o prejudicou. No entanto, numa e noutra ocasiões, voltou a mostrar que é extremamente evoluído tecnicamente.

Edgar - Teve mais sentido de jogo colectivo do que Laionel, o que lhe valeu ser, de todos os extremos "axadrezados" que estiveram em campo, aquele que se exibiu em melhor nível. Ainda não está, todavia, na sua melhor condição física, o que leva a que não perca alguns duelos em velocidade com os defensores adversários.

Roland Linz - Esteve em melhor nível se compararmos com o que fez em Lousada. Lutou mais, tentou vir atrás buscar jogo, ou seja, mostrou maior mobilidade. Contudo, como ponta-de-lança típico de área que é, não teve grandes oportunidades para brilhar.

 

Carlos, Bruno Pinheiro, Fary, Fleurival, Mário Silva, Ricardo Silva, Essame, Gajic, Rissut, Kifuta e Marquinho - a equipa que iniciou o encontro

 

Bosancic: a estreia do sérvio ao serviço do BFC

Jehle em exercícios de "aquecimento": a luta pela baliza com Carlos será "feroz"

 

Também o Dr. João Loureiro marcou presença no jogo de Freamunde...

Hugo Monteiro - Esteve melhor que, por exemplo, em Vizela, uma vez que tentou dar profundidade ao seu flanco, em vez de se perder em diagonais inconsequentes. Combinou bem com Laionel na fase final da partida, o que permitiu construir o lance que deu o golo ao Boavista... que, todavia, haveria de ser anulado.


publicado por pjmcs às 15:24
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Domingo, 22 de Julho de 2007
Lousada 1 - Boavista 2

Como começou

 

Como terminou

 

Substituições: Linz por Kifuta, aos 56min; Grzelak por Edgar e Gajic por Essame, aos 65min; Rissut por Gilberto, aos 68min; Laionel por Hugo Monteiro e Fleurival por Fary, aos 72min

 

O Boavista conseguiu a sua primeira vitória nesta pré-época, ao derrotar o Lousada (equipa que milita na 2.ª Divisão Nacional), fora de casa, por duas bolas a uma. Foi um encontro com duas partes bem distintas.

Na primeira, os "axadrezados", apesar de o adversário ser mais fraco que o Vizela, denotaram uma evolução ao nível dos processos de jogo relativamente ao encontro anterior. Maior dinâmica a meio-campo, onde Gajic mostrou, uma vez mais, ser dotado de uma boa visão de jogo "acompanhada" por um excelente pé esquerdo, Diakité um "esteio" em termos defensivos (fortíssimo no jogo aéreo e rápido a entregar a bola aos companheiros de sector ou ao lateral-esquerdo Marquinho) e Fleurival, possante, com constante abnegação na luta pela posse de bola e combinando muito bem com a ala direita. A ala direita foi, aliás, o principal corredor pelo qual o BFC carrilou o jogo ofensivo na primeira parte (também devido ao facto de Marquinho, um dextro, ter jogado a lateral-esquerdo). Rissut, em estreia pelo Boavista, e Laionel mostraram velocidade e grande capacidade técnica no drible, o que lhes permitiu criar desequilíbrios, contando, também, com a colaboração de Fleurival. Aliás, a maioria dos lances de perigo no primeiro tempo foi construída a partir de incursões de Rissut pelo flanco direito, com a contribuição da velocidade de Laionel (que criou imensos problemas ao lateral-direito lousadense, que "castigou" Laionel com duas faltas duríssimas), triangulações envolvendo Fleurival e aproveitando, também, os passes de Gajic. A jogada do primeiro golo é um exemplo disso mesmo: Rissut abre para Laionel, este coloca em Fleurival, que vê a diagonal de Rissut, o qual recebe o esférico e remata, de fora da área, sem hipóteses para o guarda-redes da formação anfitriã. Um belo golo do lateral-direito ex-Fluminense. O segundo golo também "nasceu" no lado direito. Laionel foi, uma vez mais, travado em falta e Gajic, com um cruzamento perfeito, marca o livre para o "coração" da grande área, onde aparece Fleurival a desviar de cabeça para o interior das redes lousadenses. Destaque, também, quando o resultado ainda registava um nulo, para um passe de Rissut para Linz, que, frente-a-frente ao guarda-redes, rematou com pouca convicção e desperdiçou, assim, a possibilidade de inaugurar o marcador. No entanto, o lance no qual a bola entrou, pela primeira vez, na baliza do Lousada surgiu a partir de um cruzamento de Grzelak, lançado por Gajic, na esquerda: Linz, à "boca" da baliza, emendou um cabeceamento de Laionel. Todavia, o árbitro da partida anulou o tentou "Axadrezado", numa decisão que deixou algumas dúvidas. 

Em jeito de conclusão, nota muito positiva para o Boavista no primeiro tempo, embora, na fase inicial da partida, a defensiva boavisteira tenha apanhado dois "sustos", ambos na sequência de lances de bola parada, nos quais o Lousada aproveitou duas falhas de marcação: no primeiro, valeu a elasticidade de Carlos; no segundo, o facto de o jogador lousadense não ter conseguido o desvio em cima da linha de golo. A rever, portanto, por parte da equipa técnica, a forma como a equipa se dispõe nos livres e cantos adversários.

A segunda parte, todavia, foi bastante diferente, apesar de o BFC ter começado com a mesma equipa. A etapa complementar principiou, praticamente, com o golo do Lousada. Marquinho foi batido na esquerda, permitindo ao adversário uma situação muito favorável de cruzamento. O centro surgiu e, sozinho, Oséias não fez mais que empurrar o esférico para dentro da baliza boavisteira. O 1-2 acabou por retirar algum discernimento à equipa do Boavista, que, talvez fruto do cansaço nesta fase precoce da época, não conseguiu voltar a impor o seu futebol. Assim, na segunda parte, pouco futebol se viu, com demasiada bola pelo ar e muita luta. Ainda assim, o Boavista podia ter ampliado o marcador por duas vezes. Na primeira, Gajic, com um excelente passe a rasgar, desmarcou Linz, que, no entanto, não foi suficientemente lesto e, em posição muito favorável para marcar, se deixou antecipar pelo central lousadense. Na segunda, já na fase final do encontro, Kifuta, lançado por Fary, ganha em velocidade a um dos centrais do Lousada e remata perigoso para defesa difícil do guardião do Lousada. Pelo meio, mais um golo anulado ao Boavista, desta feita a Kifuta. Desta vez, a decisão do árbitro não deixou dúvidas. 

A produção ofensiva do Boavista subiu um pouco nos minutos finais da partida, graças às incursões de Edgar (uma vez mais, foi-se soltado à medida que o tempo avançava) pela esquerda, abrindo espaço às subidas de Marquinho. No entanto, tais iniciativas foram insuficientes para criar situações de perigo.

Em suma, o Boavista deixou, neste jogo, uma imagem mais positiva relativamente ao encontro em Vizela, apesar da segunda parte pobre em termos exibicionais (que é compreensível dado o pouco tempo de preparação da equipa). Diakité, Fleurival (embora um "trinco" de origem, tem tido um registo positivo como médio-interior direito) e Gajic parecem assumir-se como unidades importantes no meio-campo. Laionel, por sua vez, revela-se, cada vez mais, uma das boas surpresas deste novo Boavista e Rissut, por seu lado, mostrou que tem condições para conquistar a titularidade do lado direito da defesa do Boavista.

Análise individual:

Carlos - Ainda não se encontra na sua melhor forma em termos físicos, mas, ontem à tarde, exibiu-se num nível superior em comparação com o encontro em Vizela. Deu um "ar da sua graça" quando foi chamado a intervir, na primeira parte, a desviar, com a mão esquerda, um cabeceamento bastante perigoso. Sem culpas no lance do golo lousadense.

Rissut - Fez a sua estreia ao serviço do Boavista e foi um dos melhores em campo. Sem grande trabalho a defender, fez, com Laionel, uma dupla bastante interessante no flanco direito do ataque do Boavista. Mostrou qualidade técnica, bom controlo de bola e inteligência em termos tácticos, ao explorar, com diagonais, os espaços vazios no último reduto do Lousada. Marcou um grande golo, num remate forte e colocado de fora da área, após, desmarcado por Fleurival, ter fintado um dos defesas do Lousada. É um reforço que promete.

Ricardo Silva - Esteve mal no passe, ao exagerar nos passes longos para o ataque, mas tal facto não é suficiente para deixar de considerar a sua actuação positiva. Em boa verdade, não teve muito trabalho, mas mostrou, como é seu tímbre, segurança e capacidade de liderança no sector defensivo.

Bruno Pinheiro - Bem melhor do que no jogo em Vizela. É certo que a sua compleição física algo frágil (parece não ter, ainda, a massa muscular suficiente para ganhar no choque com os avançados adversários numa primeira liga), mas, por outro lado, mostrou que é um central promissor: esteve imperial no jogo aéreo e revelou qualidade em termos técnicos na forma como soltava a bola, para companheiros no meio-campo, no passe. A rever.

Marquinho - Teve a missão ingrata de actuar no flanco contrário ao seu melhor pé, o que lhe criou dificuldades na tentativa de explorar, da melhor maneira, os espaços criados por Grzelak, primeiro, e Edgar, depois. Em termos defensivos, voltou a exibir as dificuldades do costume no posicionamento, deixando, por isso, antecipar-se em algumas situações. Além disso, foi mal batido no lance que acabou por resultar no jogo do Lousada.

Diakité - Parece impor-se como uma das unidades fulcrais da equipa. Novamente a actuar com as funções de "vértice" mais recuado do meio-campo, fez, tal como em Vizela, aquilo que se lhe pedia: ganhou todos os lances pelo ar e, junto ao relvado, "varreu" toda a sua zona de acção e com a bola nos pés, soltou-a sempre com rapidez para os companheiros de sector ou para o lateral-esquerdo Marquinho.

Fleurival - Jogou outra vez como médio-interior direito e a verdade é que se deu bem nessa posição, ao combinar muito bem com a dupla que fez "estragos" pela ala direita. Possante e muit aguerrido, nunca virou a cara à luta, recuperando imensas bolas, valendo-se da sua compleição física. Tem como óbice para jogar nessa posição o facto de não ser um jogador muito criativo, mas compensa isso com a sua garra e capacidade para participar em triangulações com Rissut e Laionel. O golo foi como que o corulário da sua (boa) actuação.

Milan Gajic - Tal como aconteceu em Vizela, mostrou, em várias ocasiões, que é um futebolista refinado e capaz de organizar o jogo ofensivo da equipa. Pediu muitas vezes a bola e, com o esférico nos seus pés, gizou algumas aberturas e passes a rasgar de grande qualidade, além de o cruzamento para o segundo golo ter sido preciso. Além disso, consegue, tal como Grzelak e Laionel, criar desequilíbrios no um-para-um. Ganhou, mais uma vez, terreno na luta pelo lugar de "playmaker" da equipa.

Laionel - Repetiu os excelentes apontamentos evidenciados no encontro anterior. Combinou muito bem com Rissut e Fleurival e deu grande profundidade ao flanco direito da equipa. Irrequieto e muito rápido, apenas foi travado pelo flanco esquerdo do Lousada em falta. De facto, foi muito castigado por entradas duras.

Roland Linz - Esteve bastante desinspirado. Desta vez, não pode "queixar-se" da falta de oportunidades. Mostrou quase sempre pouca convicção na abordagem aos lances, o que explica que tenha desperdiçado algumas ocasiões de golo.

Grzelak - Mais uma actuação em bom nível, como é seu costume. Ainda precisa de algumas "afinações" no capítulo do cruzamento, mas conseguiu criar desequilíbrios graças à sua capacidade para manter o esférico na sua posse em espaços reduzidos. Com diagonais, abriu espaço para as subidas de Marquinho e combinou bem com Gajic.

Kifuta - Esteve num plano mais positivo que Linz, uma vez que mostrou maior capacidade de lutar pela recuperação do esférico (efectou um "pressing" mais eficaz e intenso, o que valeu mais recuperações de bola no último reduto contrário) e mais velocidade. Apesar dos seus 19 anos, é forte fisicamente, o que lhe permite enfrentar sem receios o choque com os centrais adversários. É, também ele, um jogador a rever.

Edgar - Começou algo discreto, mas foi subindo de produção com o decorrer do encontro. Tal como Carlos, ainda está algo pesado, mas parece caminhar "a passos largos" para sua melhor forma. Com algumas incursões pela esquerda, foi abrindo espaços para as subidas de Marquinho, que, no entanto, não tiveram a melhor conclusão por parte do lateral brasileiro.

Essame - Jogou, outra vez, mais adiantado no terreno que na época passada, com a responsabilidade de distribuir jogo para o sector ofensivo. É certo que entrou na fase do encontro que a bola era pior "tratada", mas, ainda assim, deixou alguns apontamentos positivos, ao desmarcar, com boas aberturas, os companheiros das alas.

Gilberto - Entrou para jogar com defesa-direito e pode dizer-se que cumpriu. Não foi tão ofensivo como Rissut, mas, nos 35 minutos em que esteve em campo, deu a ideia de que pode ser uma solução de recurso para o lado direito da defesa.

Hugo Monteiro - Não teve muito tempo nem oportunidades para mostrar serviço. No entanto, sempre que solicitado, mostrou um pouco mais de objectividade e sentido de jogo colectivo que no encontro em Vizela. Todavia, é, dos 4 extremos do plantel, aquele que está mais longe da titularidade.

Fary - Também esteve pouco tempo em campo. Jogou nas "costas" de Kifuta e destacou-se numa abertura que fez para o seu companheiro da frente de ataque e que, por pouco, Kifuta não conseguiu concretizar em golo.

 

O "onze" inicial: "Rafa" Grzelak, Milan Gajic, Carlos, Linz, Marquinho, Diakité, Fleurival, Bruno Pinheiro, Laionel, Rissut e Ricardo Silva

 

Carlos em exercícios de "aquecimento"... titular do Boavista ano e meio depois

5-contra-5: um exercício habitual poucos minutos antes do início de cada jogo

 

Linz recria-se com a bola... com Rissut a observar

Rissut numa estreia feliz em partidas ao serviço do Boavista

Gilberto, Hugo Monteiro, Edgar e Kifuta preparam-se para entrar no jogo

 

Kifuta e a marcação do central adversário... em mais uma estreia no Boavista

 

O próximo compromisso de carácter particular do Boavista tem lugar em Freamunde, frente à equipa local (recém-promovida à Liga Vitalis), na próxima quarta-feira às 20 horas.



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Sábado, 21 de Julho de 2007
Brayan Angulo perto do Boavista

O jovem colombiano Brayan Angulo (faz 18 anos no próximo dia 2 de Novembro) deverá reforçar, nos próximos dias, o flanco esquerdo da defesa do Boavista (apenas problemas burocráticos parecem atrasar a apresentação do sul-americano). Apesar de ter apenas 17 anos, Angulo foi lançado na equipa principal do América de Cali (um dos principais clubes colombianos), tendo sido um dos jogadores mais utilizados na época de 2006. Tal facto valeu-lhe a chamada para a selecção principal da Colômbia, contabilizando 8 internacionalizações pelos "AA" (sendo, portanto, um dos mais jovens futebolistas de sempre a representar a selecção "A" colombiana), embora não tenha sido convocado para a Copa América. A confirmar-se este negócio, Brayan Angulo jogará, por uma temporada, no Boavista, por empréstimo da InverFútbol (que adquiriu o passe do esquerdino ao América de Cali). Ficaria, assim, a faltar um defesa-central para fechar o plantel do BFC para 2007/2008, podendo, no entanto, haver a contratação de mais jogador (um ponta-de-lança ou um médio).

Brayan Angulo (à esquerda) em acção pelo América de Cali



publicado por pjmcs às 13:44
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Quinta-feira, 19 de Julho de 2007
Vizela 2 - Boavista 1

Equipa da primeira parte

Equipa da segunda parte

O Boavista perdeu, ontem à tarde, em Vizela, naquele que foi o primeiro jogo dos "axadrezados" nesta pré-época. Apesar da derrota (com dois golos que revelaram a necessidade de reforçar o sector defensivo "axadrezado"), o Boavista deixou, aqui e ali, alguns apontamentos positivos, ainda para mais tendo em conta que o plantel apenas leva 10 dias de trabalho. Diakité, pela eficácia no jogo aéreo e capacidade de colocar a bola, sem perder tempo, nos companheiros de equipa do meio-campo ou da ala esquerda, Laionel, pela irreverência que mostrou, procurando sempre ter a bola, arriscando o um-para-um e animando, assim, o jogo ofensivo boavisteiro, e Milan Gajic, porque tentou pegar na condução da iniciativa ofensiva boavisteira, revelando boa visão de jogo e precisão no passe, foram os elementos mais em destaque na equipa do BFC, dando, desta forma, algum ânimo às hostes "axadrezadas". Nota-se, no entanto, que ainda há muito trabalho pela frente: a descoordenação táctica do meio-campo (com Fleurival e Diakité a ocuparem o mesmo raio de acção e Gajic a ter de se desdobrar entre a posição de interior-esquerdo e as "costas" de Edgar e Fary) no final do encontro é um exemplo disso mesmo. Todavia, viu-se, na equipa, uma maior preocupação em jogar o esférico junto ao relvado (ao invés do jogo directo que, muitas vezes, predominou na época passada), explorando as alas: algumas combinações pelo flanco esquerdo (primeiro com Mário Silva, Grzelak e Essame e, depois, com o mesmo Mário Silva, Gajic e, quando descaía para esse flanco, Laionel), as diagonais de Edgar e as iniciativas do Laionel constituem os pontos mais positivos da exibição de ontem do Boavista. Pela negativa, há a realçar a lentidão dos dois centrais, a fraca capacidade posicional de Marquinho e as lacunas no último passe (Linz, na primeira parte, raramente foi servido em boas condições).

O golos do encontro surgiram na segunda parte. O Boavista abriu o marcador logo aos 40 segundos, com uma entrada, de rompante, de Ricardo Silva, que, de cabeça, deu o melhor seguimento a um canto de Laionel (canto esse que resultou de uma iniciativa do extremo brasileiro pela direita). O Vizela repôs a igualdade aos 20 minutos da segunda parte, aproveitando uma falha de marcação de Marquinho na esquerda, e, aos 34 minutos, consumou a "reviravolta" no marcador, com um golo algo bizarro, em que o jogador do Vizela aproveitou uma bola largada por Carlos.

Análise individual aos jogadores do Boavista:

Peter Jehle - Jogou a primeira parte e a verdade é que não teve grande trabalho. Mostrou segurança nos cruzamentos.

Marquinho - Alternou o melhor com o pior. Esteve impecável no jogo aéreo e mostrou grande vontade, participando, sobretudo na primeira parte, em muitos dos ataques do Boavista. No entanto, revelou as já tradicionais dificuldades no posicionamento, que valeram, como já foi dito, o golo do empate ao Vizela.

Ricardo Silva - Elemento mais experiente do sector defensivo, foi muitas vezes solicitado pelos companheiros de sector para surgir, juntamente com Diakité, na primeira fase de construção de jogo. Errou alguns passes, é certo, mas cumpriu razoavelmente bem essa tarefa. A defender, revelou alguma lentidão (nota-se que ainda precisa de mais jogos nas pernas para atingir a sua melhor condição física), mas compensou essa lacuna com um sentido posicional irrepreensível, além de ter sido importante nas "dobras" que efectuou ao seu colega no eixo da defesa, Bruno Pinheiro. Foi ele que apontou o golo do BFC.

Bruno Pinheiro - Não teve, claramente, uma tarde feliz. Se, no jogo aéreo, não se lhe podem apontar falhas, a verdade é que perdeu muitas vezes nos duelos físicos com os elementos do sector mais adiantado dos vizelenses, além de ter revelado algumas hesitações sempre que tinha a bola nos pés.

Mário Silva - Ao contrário de Marquinho, não concedeu grandes veleidades ao flanco direito do ataque da formação da casa. Participou em algumas triangulações, combinando bem com Grzelak e, na segunda parte, com Gajic. Além disso, "encostou" no centro da defesa em algumas ocasiões, dando um importante auxílio a Bruno Pinheiro. Uma actuação segura, em suma, do capitão boavisteiro.

Diakité - Foi, como referido logo no início desta análise, um dos melhores em campo. Imperial no jogo aéreo (ganhou todos os duelos de cabeça, colocando a bola, quase sempre, em companheiros do meio-campo ou do ataque), mostrou ser uma opção de qualidade para o "vértice" mais recuado do meio-campo. Raramente errou um passe e revelou bom sentido táctico. Desceu de produção na segunda parte, uma vez que, fruto da "coexistência" em campo com Fleurival (jogador com características similares), foi, por vezes, obrigado a subir no terreno, sentido-se, claramente, menos à vontade. Parece ser um dos reforços mais importantes deste Boavista 2007/2008.

Gilberto - Jogou como médio-interior direito e mostrou ser um jogador extremamente raçudo. Nunca deu por perdido um lance, o que lhe valeu várias recuperações de bola. Deu, também, uma importante ajuda a Marquinho (compensando as frequentes subidas do lateral brasileiro). No entanto, mostrou pouca imaginação e criatividade sempre que tinha a bola nos pés, apostando quase sempre no passe curto para Hugo Monteiro ou Diakité.

Essame - Jaime Pacheco colocou-o nas funções de médio-interior esquerdo, mas com liberdade para jogar no apoio ao trio da frente. Flectiu, várias vezes, para o flanco esquerdo (aproveitando as diagonais interiores de Grzelak) e, regra geral, os seus passes foram direccionados para Grzelak e Mário Silva. Teve uma actuação globalmente positiva, embora tenha revelado pouco esclarecimento no último terço do terreno, conclusindo com soluções erradas algumas iniciativas ofensivas do BFC.

Hugo Monteiro - Demasiado individualista, "agarrou-se" excessivamente à bola. Se, numa ou noutra situação, conseguiu desequilibrar, a verdade é que não mostrou nem a objectividade nem a velocidade suficientes para dar profundida ofensiva ao flanco direito "axadrezado". Terá de melhorar o sentido de jogo colectivo se quiser ser opção regular para Jaime Pacheco.

Roland Linz - Teve uma tarde algo ingrata, uma vez que raramente foi servido em boas condições. Lutou muito, mas pouco mais foi possível ver.

Grzelak - Entrou mal na partida, não conseguindo fazer uso da sua capacidade no drible para criar espaços. No entanto, acabou por subir de produção, mostrando alguns dos atributos que fizeram dele um dos melhores jogadores do Boavista na temporada transacta. Ajudou Mário Silva a fechar o flanco esquerdo e criou alguns desequilíbrios no flanco direito vizelense no último quarto-de-hora da primeira parte, que, no entanto, não foram devidamente aproveitados por Essame.

Carlos - Ainda está longe da melhor condição física, o que ficou bem patente no lance do segundo golo vizelense, em que, depois de largar uma bola, não foi suficientemente lesto para se antecipar à recarga.

Fleurival - Jogou como médio-interior direito e, após uma período inicial em que se revelou algo desorientado, acabou por registar uma actuação positiva. A sua compleição física é um argumento muito importante nos duelos a meio-campo, o que lhe permitiu algumas recuperações de bola. Acabou por se soltar na fase final do jogo, surgindo no apoio ao ataque na tentativa de restabelecer a igualdade no desafio. É um jogador a rever.

Milan Gajic - Nos 45 minutos em que esteve em campo, deixou apontamentos muito positivos. Não teve receio em assumir a condução do jogo ofensivo do Boavista, emprestando maior visão de jogo ao meio-campo "axadrezado". Tem um bom pé esquerdo, que lhe permitiu gizar algumas aberturas de qualidade. Exagerou, por vezes, nas iniciativas individuais, perdendo algumas bolas em zona comprometedora, o que lhe valeu uma chamada de atenção por parte de Pacheco.

Laionel - uma agradável surpresa. Muito irrequieto, pediu imensas vezes o esférico, arriscando nos duelos individuais com os laterais adversários, recorrendo à sua velocidade e poder de finta. Foi um dos melhores em campo, embora tenha que, em algumas situações, saber soltar a bola mais cedo. Ganhou pontos na "corrida" por um lugar no "onze".

Edgar - Ainda está algo pesado, mas nota-se que a qualidade... está lá. Não explorou muito as faixas, preferindo actuar nas "costas" do ponta-de-lança Fary, procurando, com diagonais (recorrendo à sua qualidade técnica para evitar o desarme), criar desequilíbrios. No entanto, precisa de mais velocidade para ser realmente perigoso nesses movimentos de ruptura.

Fary - Foi melhor servido que Linz, mas, ainda assim, não teve grandes oportunidades para mostrar serviço. Mostrou, surpreendentemente, pouca mobilidade e não teve grande discernimento sempre que tinha a bola nos pés.

O onze "axadrezado" que iniciou a partida (da esquerda para a direita: Hugo Monteiro, Grzelak, Bruno Pinheiro, Diakité, Gilberto, Linz, Essame, Marquinho, Ricardo Silva, Jehle e Mário Silva)

Jaime Pacheco, momentos antes do início do encontro

Edgar

Rafal Grzelak em acção

Mourtala Diakité, no seu primeiro jogo ao serviço do Boavista, um dos melhores em campo

Gajic, Laionel, Fleurival, Edgar e Fary preparam-se, ao intervalo, para entrar no jogo

Milan Gajic

 

Laionel, uma das boas surpresas, até agora, da pré-época

 

O próximo teste do Boavista tem lugar no próximo sábado, pelas 17:30, no jogo de apresentação da equipa local (que milita na 2.ª Divisão Nacional).



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Quinta-feira, 12 de Julho de 2007
Sorteio da BwinLiga: Boavista abre campeonato em Leiria

Realizou-se hoje à tarde os sorteios da primeira eliminatória da Taça da Liga (apenas com equipas da Liga de Honra) e dos dois campeonatos profissionais: a BwinLiga e Liga Vitalis.

O sorteio ditou que o Boavista irá começar a época fora de casa, na sempre difícil deslocação ao Estádio Municipal Magalhães Pessoa, para defrontar uma equipa que terá a vantagem de ter maior ritmo competitivo (em face da participação na Taça Intertoto), com a curiosidade de este encontro marcar o reencontro com o capitão do BFC na temporada transacta, Tiago.

Olhando para o resto de calendário, merece especial destaque a última jornada, em que os "axadrezados" se deslocam a Alvalade, num duelo que poderá, naturalmente, vir a ser decisivo. De resto, os restantes confrontos com os chamados "grandes" são, no Estádio do Bessa Século XXI, nos fins-de-semana de 6 de Janeiro (15.ª jornada), 2 de Março (21.ª jornada) e 6 de Abril (25.ª jornada), contra, respectivamente, Sporting, FC Porto e Benfica. A visita ao Estádio do Dragão está aprazada para o fim-de-semana de 30 de Outubro (6.ª jornada), enquanto que a deslocação ao Estádio da Luz está marcada para o fim-de-semana de 11 de Novembro (10.ª jornada). Destaque, também, para o segundo jogo em casa, no regresso de um antigo "derby" do Grande Porto: a recepção ao Leixões.

Eis o calendário completo do Boavista:

Fim-de-semana de 19 de Agosto: U. Leiria X Boavista 1.ª Jornada


Fim-de-semana de 26 de Agosto:  Boavista X Marítimo 2.ª Jornada


Fim-de-semana de 2 de Setembro: Paços de Ferreira X Boavista 3.ª Jornada


Fim-de-semana de 16 de Setembro: Boavista X Leixões 4.ª Jornada


Fim-de-semana de 23 de Setembro: Boavista X Académica 5.ª Jornada


Fim-de-semana de 30 de Setembro: FC Porto X Boavista 6.ª Jornada


Fim-de-semana de 7 de Outubro: Boavista X  Belenenses 7.ª Jornada


Fim-de-semana de 28 de Outubro: Estrela da Amadora X Boavista 8.ª Jornada


Fim-de-semana de 4 de Novembro: Boavista X V. Setúbal 9.ª Jornada


Fim-de-semana de 11 de Novembro: Benfica X Boavista 10.ª Jornada


Fim-de-semana de 25 de Novembro: Boavista X V. Guimarães 11.ª Jornada


Fim-de-semana de 2 de Dezembro: Nacional X Boavista 12.ª Jornada


Fim-de-semana de 16 de Dezembro: Boavista X Naval 13.ª Jornada


Fim-de-semana de 23 de Dezembro: Sp. Braga X Boavista 14.ª Jornada


Fim-de-semana de 6 de Janeiro: Boavista X Sporting 15.ª Jornada


Fim-de-semana de 13 de Janeiro: Boavista X U. Leiria 16.ª Jornada


Fim-de-semana de 27 de Janeiro: Marítimo X Boavista 17.ª Jornada


Fim-de-semana de 3 de Fevereiro: Boavista X Paços de Ferreira 18.ª Jornada


Fim-de-semana de 17 de Fevereiro: Leixões X Boavista 19.ª Jornada


Fim-de-semana de 24 de Fevereiro: Académica X Boavista 20.ª Jornada


Fim-de-semana de 2 de Março: Boavista X FC Porto 21.ª Jornada


Fim-de-semana de 9 de Março: Belenenses X Boavista 22.ª Jornada


Fim-de-semana de 16 de Março: Boavista X Estrela da Amadora 23.ª Jornada


Fim-de-semana de 30 de Março: V. Setúbal  X Boavista 24.ª Jornada


Fim-de-semana de 6 de Abril: Boavista X Benfica  25.ª Jornada


Fim-de-semana de 13 de Abril: V. Guimarães X Boavista 26.ª Jornada


Fim-de-semana de 20 de Abril: Boavista  X Nacional 27.ª Jornada


Fim-de-semana de 27 de Abril: Naval X Boavista 28.ª Jornada


Fim-de-semana de 4 de Maio: Boavista X Sp. Braga 29.ª Jornada


Fim-de-semana de 11 de Maio: Sporting X Boavista 30.ª Jornada

 



publicado por pjmcs às 22:40
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Quarta-feira, 11 de Julho de 2007
Diakité e Rissut apresentados

O Boavista apresentou, hoje à tarde, em Melgaço, mais dois reforços, faltando apenas um defesa-central para completar, para já, o leque de aquisições. Desta feita, trata-se de dois jogadores mais experientes (em oposição aos casos de Gajic, Bosancic, Liendo, Kifuta e Laionel), uma vez que Mourtala Diakité tem 26 anos, enquanto que Luciano Rissut tem 30.

Diakité, internacional maliano, chegou a Portugal na época 2005/2006, para representar o Beira-Mar. Imediatamente acabou por se destacar no conjunto aveirense, tendo sido considerado um dos melhores jogadores da Liga de Honra dessa temporada e suscitado abordagens por parte de alguns clubes franceses, como o "todo-poderoso" Lyon. Com 1,88 metros de altura e 80 kg de peso, Diakité faz da sua poderosa compleição física um argumento importante no meio-campo, podendo, no 4-3-3 de Pacheco, integrar-se bem quer nas funções de médio mais defensivo, quer nas de médio de transição, visto que é um futebolista que consegue ser eficaz no transporte de bola. O internacional maliano (que é presença assídua no "onze" da selecção do seu país, apesar de ter, como "concorrentes", Sissoko, do Liverpool, e Diarra, do Real Madrid) vai representar o BFC nesta temporada ao abrigo de um acordo de empréstimo com a InverFútbol (que adquiriu o passe do futebolista ao Beira-Mar).

Rissut também é conhecido dos adeptos portugueses, apesar de ter jogado num escalão secundário, uma vez que, na segunda metade da época passada, representou o Guimarães. O lateral-direito brasileiro assinou um contrato válido por duas épocas com o Boavista, depois de ter chegado a acordo com o emblema detentor do seu passe, o Fluminense, para a rescisão do vínculo que o ligava ao clube "carioca" até Dezembro de 2008. Na época passada, Rissut esteve no centro de uma disputa legal entre o Ponte Preta (clube do qual se transferiu para o Fluminense) e o Fluminense. Trata-se de um reforço importante para uma das posições em que o plantel do BFC se encontrava mais carenciado (Marquinho era o único lateral-direito de raiz) desde a época passada.

Com estas duas aquisições, falta, como já foi referido, um defesa-central para fechar o lote de quatro contratações que o Dr. João Loureiro havia prometido aquando da apresentaçãp do plantel. No entanto, ainda segundo o presidente do Boavista, há a possibilidade de uma ou duas "cerejas" no topo do "bolo". Riveros e Dante Lopéz, internacionais paraguaios presentes nesta Copa América, são dois "sonhos" que se mantêm vivos entre os adeptos boavisteiros. No entanto, o interesse de clubes italianos nos dois jogadores pode ser um entrave à sua vinda para o Boavista. Sendo Riveros um médio de transição (o Boavista, neste momento, conta com Liendo e Gilberto, embora Diakité e Essame também possam fazer essa posição) e Dante Lopéz um ponta-de-lança, a sua possível vinda aplicaria a dispensa de jogadores do actual plantel (ou, no caso de Dante, poderia ser uma forma de colmatar uma - cada vez mais improvável - eventual saída de Linz).

 



publicado por pjmcs às 19:45
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Terça-feira, 10 de Julho de 2007
Milan Gajic apresentado

Tal como era previsível, o médio-ofensivo sérvio Milan Gajic assinou pelo Boavista, tendo sido apresentado ontem à tarde em Melgaço (onde a equipa se encontra em estágio). Esquerdino de 20 anos, Gajic foi uma das principais figuras do FK Napredak Krusevac na época passada, contribuindo com 7 golos e a organização do jogo da equipa para a subida ao primeiro escalão do futebol do maior país dos Balcãs. Gajic chega ao BFC no âmbito da parceira com os espanhóis da InverFútbol. Fica, assim, "fechada" a posição de "playmaker" no plantel do BFC, com dois jovens futebolistas sérvios, Bosancic e Gajic, a lutarem pela titularidade. Faltam, deste modo, 3 reforços (numa primeira fase, uma vez que, dependendo da avaliação que for feita do plantel após o estágio e os primeiros jogos de preparação, mais um ou dois jogadores podem vir a ser contratados) - Riveros é um dos nomes muito prováveis, assim como o lateral-direito Rissut.

Noutro âmbito, o guarda-redes Ricardo deverá assinar hoje pelo Bétis. É uma notícia que interessa ao Boavista, visto que, caso a transferência do Sporting para o clube sevilhano se venha a confirmar, a SAD "axadrezada" recebe 20% do valor do negócio. Tem sido apontada como provável a verba de 3 milhões de euros, o que significaria um encaixe financeiro de 600 mil euros para o BFC.



publicado por pjmcs às 12:48
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Domingo, 8 de Julho de 2007
4 REFORÇOS PARA ESTA SEMANA - QUEM SERÃO?

Segundo o que o Dr. João Loureiro anunciou na apresentação do plantel, o Boavista já terá acordo com 4 jogadores para o reforço do plantel, a serem apresentados durante esta semana. Um desses futebolistas será, muito provavelmente, o médio de transição Cristian Riveros. Riveros terá como concorrente no plantel do BFC outro sul-americano, o argentino Javier Liendo, ou poderá jogar como unidade mais criativa do meio-campo. Num plantel, para já, recheado de jogadores muito jovens, a possível aquisição de Riveros permitirá acrescentar alguma experiência ao sector intermediário, visto que as presenças no último Mundial, em várias edições da Taça dos Libertadores e no Copa América que está a decorrer, sempre como titular da selecção do Paraguai e do clube campeão daquele país (o Libertad), serão importantes no sentido de dar maior experiência ao meio-campo "axadrezado" (que, neste momento, conta apenas com um jogador acima dos 22 anos: Fleurival). A SAD boavisteira estará, neste momento, a aguardar que a participação do Paraguai (que hoje defronta o México nos quartos-de-final) na Copa América termine (poderá ser hoje, na próxima quinta-feira - caso passe às meias-finais - ou no domingo - se disputar a final da prova).

Quanto aos outros três reforços, dado quase certo é que dois deles serão defesas: um central e um lateral-direito. Rissut, que representou na época passada o Guimarães, tem sido o mais falado para ser o "rival" de Marquinho na luta pela titularidade no lado direito da defesa.

Relativamente ao 4.º reforço, é possível que seja mais um organizador de jogo (o que implicaria a cedência por empréstimo de Ivan Santos). Marinkovic, o "playmaker" do Partizan, chegou a ser apontado como possível contratação do BFC, no entanto, o elevado valor do passe do sérvio é um claro entrave à sua aquisição, algo que nem a parceria com os espanhóis da InverFútbol deverá ultrapassar nem um possível empréstimo (visto que será pouco provável que os actuais vice-campeões sérvios aceitem ceder um dos mais importantes peças da equipa). Além disso, o facto de Bosancic (habitual suplente de Marinkovic, embora, por vezes, ambos jogassem em simultâneio) ter sido cedido ao Boavista torna pouco provável que o BFC venha a contar, no seu plantel, com aquele que era o principal responsável por Bosancic não disputar mais minutos de jogo ao serviço do Partizan. Milan Gajic, também sérvio, é, assim, um reforço muito mais provável, até porque, pelo facto de o seu passe pertencer a um clube mais modesto que o Partizan (o Napredak, que na época passada subiu à 1.ª Divisão), é um alvo, claramente, mais acessível.

Todavia, o Boavista poderá, devido ao facto de já contar com Bosancic e Ivan Santos, sendo que o próprio Riveros também pode jogar como unidade mais criativa do meio-campo, optar por reforçar outros sectores que não o de médio organizador de jogo. Assim, o 4.º reforço poderá ser um médio-defensivo (Pawel Strak, por exemplo, embora, pelo facto de ter características semelhantes às de Fleurival, possa estar mais longe do Estádio do Bessa Século XXI do que, por exemplo, há um mês) ou, mesmo, mais um ponta-de-lança (Dante Lopéz seria, nessa perspectiva, o nome mais provável, precavendo, desta forma, a eventual saída de Linz ou implicando a saída de um ou dois dos actuais pontas-de-lança do plantel - Fary, Marcos António e Kifuta teriam, assim, de disputar uma ou duas vagas no plantel).



publicado por pjmcs às 16:39
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