Domingo, 30 de Abril de 2006
Nacional 1 - Boavista 0: UEFA MUITO MAIS COMPLICADA...
Nacional - Hilário; Patacas, Ávalos, Fernando Cardozo e Miguelito (Ricardo Pateira, aos 74min); Cléber Oliveira; Bruno e Chainho (Alonso, aos 56min); Alexandre Goulart (Emerson, aos 82min), André Pinto e Spadacio

Treinador - Prof. Manuel Machado

Boavista - William; Rui Duarte, Ricardo Silva, Cissé e Areias; Paulo Sousa e Tiago; Manuel José (Zé Manel, aos 54min), João Pinto (Fary, aos 68min) e Paulo Jorge (Hugo Monteiro, aos 78min); Tomas Oravec

Treinador - Carlos Brito

O Boavista sofreu, ontem ao final da tarde, uma derrota comprometedora no seu objectivo europeu, diante, precisamente, do seu opositor directo, o Nacional. Desta forma, os "axadrezados" desceram para o 6.º  lugar, por troca com o Nacional, o que significa que na última jornada, para o BFC se apurar para Taça UEFA, terá, obrigatoriamente, de vencer ao FC Porto no Estádio do Bessa Século XXI e "esperar" por uma derrota (qualquer outro resultado não interessa) do Nacional em Setúbal. O Boavista está, portanto, em muito "maus lençóis".

De facto, foi incompreensível como é que uma equipa que podia, ganhando ontem, garantir, de imediato, o acesso às competições europeias jogou de forma tão desgarrada, concedendo o domínio da partida ao adversário e deixando que este ganhasse confiança e "crescesse" no jogo. Acabou por ganhar a única equipa que mostrou coerência e organização nos seus processos de jogo e, acima de tudo, alguma ambição.

Carlos Brito regressou ao 4-2-3-1, um esquema que apenas funciona da melhor maneira se o BFC jogar claramente projectado para o ataque, com as linhas média e ofensiva adiantadas. Ora, o Boavista fez, exactamente, o contrário: jogou demasiado recuado, denotado excessivo receio face ao adversário. As consequências foram as que seriam de prever: o Boavista perdeu, completamente, a "batalha" a meio-campo, concedeu muitos espaços à manobra ofensiva do Nacional (aliás, no lance do golo, apesar de se tratar de um momento de inspiração individual de Juliano Spadacio, a verdade é que o esquerdino da formação madeirense teve demasiado tempo e espaço para preparar o remate) e foi, até cerca dos 70 minutos, totalmente inofensiva nas poucas ocasiões em que tinha o esférico em sua posse no meio-campo defensivo adversário. Aliás, a propósito do sector ofensivo do Boavista, João Pinto, tal como aconteceu em muitos encontros da primeira volta (Setúbal e Guimarães, em casa, Rio Ave, Benfica e FC Porto, fora), foi obrigado, fruto da inoperância e do pouco "peso" do meio-campo, a recuar, praticamente, para médio-interior esquerdo, sendo-lhe, assim, coarctada liberdade para fazer uso de toda a sua criatividade, de todo o seu talento. Manuel José, por sua vez, estava completamente perdido (mostrando, uma vez mais, que rende menos quando colocado a extremo-direito), não conseguindo travar as iniciativas do lateral-esquerdo Miguelito nem dando a profundidade que se lhe pedia ao flanco direito. Paulo Jorge, no flanco oposto, era o único que conseguia criar um ou outro desequilíbrio (foi, aliás, do seu pé direito que surgiu a primeira oportunidade de golo da partida), mas nunca foi devidamente auxiliado por Areias (muito preso a tarefas defensivas) e raramente lhe foi endossada a bola nas melhores condições (devido à incapacidade do meio-campo, que JVP, só em algumas situações, conseguiu disfarçar). Quanto a Oravec, o eslovaco foi, quase sempre, um elemento solitário no meio dos centrais nacionalistas.
Ganhou, por conseguinte, Manuel Machado no duelo táctico, não só porque soube montar uma estrutura que permitiu ao Nacional controlar as operações no sector intermediário e, também, pelo recuo de Miguelito para lateral-esquerdo (Alonso ficou no "banco", só entrando na segunda parte), concedendo a Juliano Spadacio liberdade de movimentos (fazendo, frequentemente, diagonais de apoio ao ponta-de-lança André Pinto), o que trouxe grande dinâmica ao sector ofensivo do Nacional. No entanto, convém dizer, em abono da verdade, que o Nacional, não obstante ter merecido, inteiramente, a vitória, nunca mostrou ser, mesmo perante a completa desorganização "axadrezada", uma equipa suficientemente forte para suscitar tantos receios no Boavista. Uma "Pantera" personalizada, compacta e bem estruturada tacticamente (reforçando o meio-campo e apostando num JVP mais "solto" para tarefas ofensivas ou, em alternativa, jogando em 4-2-3-1, com uma postura ofensiva e pressionante) seria, provavelmente, o suficiente para conseguir trazer do Funchal um bom resultado, inclusivamente, uma vitória, que asseguraria o regresso às Eurotaças.

O Boavista apenas entrou, verdadeiramente, no jogo após o golo do Nacional, mas nunca esboçou uma reacção realmente forte e intensa. Num encontro de crucial importância, a falta de garra e de dinâmica da equipa na situação de desvantagem no marcador é incompreensível. É certo que, também, as substituições operadas por Carlos Brito não transmitiram, para dentro de campo, a dose de risco suficiente para lançar o Boavista num "pressing" final que permitisse "empurrar" o Nacional para o seu último reduto. Depois de ter trocado Manuel José por Zé Manel (ainda antes do golo), Carlos Brito, apesar de ter lançado dois homens de características ofensivas, Fary (que esteve em destaque através de um cabeceamento que Hilário acabou por defender sem dificuldade) e Hugo Monteiro (entrou muito bem no jogo e podia ter feito o empate ao "cair do pano" na sequência de um canto - caso para perguntar: por que razão teve tão poucas oportunidades ao longo da época), mas retirou João Pinto (que, mesmo estando a jogar num lugar que não é, claramente, o seu preferido, era o único elemento, a par de Paulo Jorge, que trazia alguma qualidade técnica ao sector ofensivo e podia surgir nas "costas" dos homens mais adiantados, aproveitando, por exemplo, as segundas bolas) e Paulo Jorge (estava exausto, é certo, até porque auxiliou Areias, por diversas ocasiões, a travar Alexandre Goulart, mas seria, com toda a certeza, um homem capaz de causar desequilíbrios e ajudar a inverter o rumo dos acontecimentos), mantendo, por exemplo, quando o tempo para chegar ao empate escasseava, o quarteto defensivo (poderia, muito bem, ter retirado um dos laterais, arriscando e jogando com apenas três defesas) e a dupla de médios-defensivos, que nem era capaz de ser eficiente no fecho de espaços e de linhas de passe e na recuperação da bola nem conseguia fazer a transição defesa-ataque em boas condições.
Contudo, o Boavista, nos minutos finais, apostando num futebol directo (com as bolas a serem bombeadas para a cabeça de Oravec, na tentativa de que este conseguisse desmarcar Fary, Zé Manel ou Hugo Monteiro), conseguiu, finalmente, assumir as depesas do encontro, mas sem grande clarividência.  Além disso, os cruzamentos (maior parte por banda dos dois laterais) eram feitos demasiado longe da linha final (Hugo Monteiro, num par de vezes, foi o único que conseguiu ir à linha para centrar), o que denuncia falta de profundidade ofensiva e de alguém que, com visão de jogo, conseguisse encontrar linhas de passe para as faixas laterais. O encontro terminou com a vitória do Nacional, justa, naquele que foi um jogo de futebol que não parecia, pela qualidade do (mau) futebol praticado, ser disputados entre dois candidatos às competições europeias. De positivo, fica a actuação do trio de arbitragem (que passou quase sempre despercebido, o que é bom) e as exibições dos dois centrais do Boavista (a dupla Cissé - Ricardo Silva evidenciou, novamente, que é a mais adequada para o centro da defensiva "axadrezada"), de William (muito seguro, sem culpas no golo sofrido e irrepreensível no um-para-um), Paulo Jorge, João Pinto (porque fez o que pôde, num jogo de grande sacrifício) e Hugo Monteiro.

Em suma, o Boavista complicou imenso as "contas" para o acesso à Taça UEFA, arriscando-se a ficar, pelo quarto ano consecutivo, de fora do panorama europeu. No entanto, porque ainda é pontualmente possível, resta-nos acreditar numa vitória frente ao FC Porto (desde já, o Notícias do Bessa aproveitar para pedir o máximo apoio à equipa no próximo domingo, no Estádio do Bessa Século XXI) e numa derrota do Nacional no terreno do tranquilo Vitória de Setúbal. Porém, para o volteface acontecer e o BFC, na última jornada, recuperar o 5.º lugar, exige-se outra atitude à equipa, outra organização e coerência técnico-táctico e, acima de tudo, mais ambição quer aos jogadores, quer à equipa técnica.
Mas... nós (ainda) acreditamos.



publicado por pjmcs às 20:36
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Sábado, 29 de Abril de 2006
FORÇA BOAVISTA!!!


Cartaz elaborado, uma vez mais, por Nuno Porto, a quem o Notícias do Bessa volta a agradccer.

O Boavista, dentro de algumas horas, tem, frente ao Nacional, um jogo importantíssimo para as suas aspirações europeias. Toda a família boavisteira acredita nesta equipa.
Esperemos, pois, que o encontro da Choupana confirme o regresso do BFC às provas da UEFA ou, se tal não for possível já hoje, coloque o Boavista em posição favorável para, na última jornada, assegurar o quinto lugar na classificação final da Liga.


publicado por pjmcs às 16:05
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Nacional X Boavista - Antevisão

Nacional - Hilário; Patacas, Ávalos, Fernando Cardozo e Alonso; Cléber Oliveira; Bruno e Juliano Spadacio; Alexandre Goulart, André Pinto e Miguelito

Treinador - Prof. Manuel Machado

Outros Convocados: Diego Benaglio, Emerson, Ricardo Pateiro, Chainho, Luís Manuel, Nuno Viveiros, Miguel Fidalgo, Serginho Baiano e Chilikov

Boavista - William; Rui Duarte, Ricardo Silva, Cissé e Areias; Manuel José, Tiago e Paulo Sousa; João Pinto; Oravec e Paulo Jorge

Treinador - Carlos Brito

Outros Convocados: Khadim, Bruno Pinheiro, Diego Figueredo, Hugo Monteiro, Zé Manel, Diogo Valente, Manuel e Fary

É hoje, a partir das 19 horas, que Boavista e Nacional jogam, no Estádio Eng. Rui Alves (na Choupana - Funchal), uma cartada importantíssima (que pode vir a ser decisiva) na discussão do lugar que falta atribuir na próxima edição da Taça UEFA. Os "axadrezados" partem com um ponto de vantagem sobre o opositor madeirense, pelo que uma vitória coloca, automaticamente, o BFC na primeira eliminatória da Taça UEFA 2006/2007. Um empate, por sua vez, mantém o Boavista no 5.º lugar e com a necessidade de, na última jornada (BFC X FC Porto e Setúbal X Nacional), pelo menos, não fazer pior resultado que o Nacional (seria obrigado a vencer o "derby" da Invicta em caso de triunfo do Nacional em Setúbal e não poderia perder frente ao rival "azul-e-branco" na circustância de o Nacional empatar em Setúbal), uma vez que o BFC teria, nesse cenário, desvantagem no confronto directo (face à derrota por 0-3, no Bessa, no duelo da primeira volta). Já uma derrota na Choupana, apesar de não acabar com as pretensões "axadrezadas", complicaria imenso as "contas" pelo 5.º lugar, pois o Boavista teria, forçosamente, de derrotar o FC Porto e o Nacional teria de perder em Setúbal. Portanto, o jogo de mais logo assume contornos de uma final para Boavista e Nacional, embora a pressão esteja mais do lado da formação da casa (porque, se perder, "diz adeus", irreversivelmente, ao objectivo europeu). Assim, tal como na época passada, a "Pantera" tem, na penúltima jornada da Liga, um encontro crucial no terreno do concorrente directo pelo 5.º lugar (no ano passado, esse opositor era o Guimarães), com a diferença de que, em 2005/2006, é o Boavista a equipa que começa a 33.ª jornada nesse lugar (em 2004/2005, o BFC iniciou o seu 33.º jogo no campeonato dessa temporada no 6.º posto da tabela classificativa).

Para o Nacional X Boavista, Carlos Brito deverá manter o esquema táctico habitual na segunda volta (4-3-1-2 desdobrável em 4-3-3), ficando a dúvida sobre se João Pinto jogará como organizador de jogo da equipa, nas "costas" de Paulo Jorge e de um ponta-de-lança de raiz (Oravec), ou, como tem acontecido em algumas partidas fora do Estádio do Bessa Século XXI, se actuará como unidade mais adiantada da equipa, numa frente de ataque que, além de Paulo Jorge, contaria com Zé Manel. Todavia, a utilidade que Oravec mostrou no empate em Guimarães (encontro em que o Boavista protagonizou uma boa exibição) poderá levar Carlos Brito a optar pela manutenção do eslovaco ex-Panionios no "onze". Outra dúvida reside no centro da defesa: se Ricardo Silva é titular indiscutível, já, a seu lado, tanto poderá jogar Cissé (muito seguro no jogo disputado na "Cidade Berço") como Cadú. Esta questão também poderá depender da disponibilidade ou não de Paulo Sousa (treino condicionado durante a semana), uma vez que, caso o médio contratado ao Estoril não se apresente nas melhores condições, Cissé jogará como "vértice" mais recuado do meio-campo, o que implicará um ligeiro adiantamento de Tiago no terreno. Por falar no sector intermediário, o terceiro elemento deste sector deverá ser, à semelhança do que aconteceu na fase inicial (até à lesão de Essame) do último jogo, Manuel José, na posição de médio-interior direito. Aliás, o sucesso do jogo "axadrezado"
, no cenário apresentado, em muito dependerá da dinâmica de movimentos de Manuel José: na recuperação de bolas e fecho de espaços no meio-campo, no transporte de jogo para o ataque (bem como nos passes para companheiros de equipa que descaiam para a direita - Oravec, JVP e Paulo Jorge), no auxílio a Rui Duarte (de modo a evitar que ala esquerda do Nacional - constituída por Alonso e Miguelito/Alexandre Goulart - crie problemas) e no aumento da largura do sector ofensivo do BFC, passando o BFC, em algumas situações do jogo, a poder actuar em 4-2-3-1 (passando Manuel José para médio-ala direito - de recordar que uma boa parte dos golos do BFC surge na sequência de cruzamentos efectuados por Manuel José - e tendo um papel decisivo quer a efectuar cruzamentos, quer a abrir espaços para as subidas de Rui Duarte). Todavia, em termos tácticos, não é de descurar a hipótese de Carlos Brito arriscar um pouco mais e colocar a equipa a jogar sempre em 4-2-3-1 (se bem que retirando alguma liberdade de movimentos a João Pinto), com Zé Manel e Paulo Jorge nas alas, Oravec no centro do ataque, João Pinto como "playmaker", Manuel José a lateral-direito e apenas dois médios-defensivos: Tiago e Paulo Sousa ou Cissé. Neste caso, Rui Duarte seria o "sacrificado".

Quanto ao Nacional, Manuel Machado escalonará a equipa no habitual 4-3-3 (embora, frente ao Benfica, tenha jogado 4-4-2, com dois homens abertos na frente e ambos os pontas-de-lança do plantel - André Pinto e Chilikov - no "banco"), com Fernando Cardozo a suprir a ausência de Ricardo Fernandes (castigado) e um tridente de centrocampistas composto por Cléber Oliveira, mais recuado (deverá ser o marcador individual de João Pinto e terá a missão de ser o "ponto de equilíbrio" da equipa a meio-campo), Bruno e Juliano Spadacio (estes com maior vocação ofensiva, sendo responsáveis pela organização e transporte de jogo). Na frente, no apoio ao ponta-de-lança André Pinto, jogarão, nas faixas, Miguelito e Alexandre Goulart, respectivamente, pela esquerda e pela direita, não obstante poderem, por vezes, trocar de flanco. Além disso, Miguelito, face às frequentes subidas do lateral-esquerdo Alonso, poderá, em algumas situações, "dobrar" o seu colega de equipa na acção defensiva. Também as movimentações de Goulart merecem especial atenção, visto que, tal como fazia ao serviço do Boavista, na sua primeira época no Bessa (nos jogos, sobretudo na Liga dos Campeões, em que também jogava a extremo, mas do lado esquerdo), flectir, frequentemente, para zonas interiores (aparecendo o lateral Patacas a ocupar o espaços vazio no lado direito do ataque), para surgir nas "costas" de André Pinto e, assim, assisti-lo ou aproveitar os espaços que este último consegue abrir para surgir em boa posição para marcar.

Num encontro que poderá, muito bem, decidir o sucesso (ou insucesso) desta época "axadrezada", o Boavista terá de ser, acima de tudo uma equipa sem quaisquer receios (apesar de o empate poder vir a ser um bom resultado) e, ao contrário do que sucedeu no jogo da primeira volta (principalmente após o segundo golo - apontado por André Pinto), compacta quer no meio-campo, quer no sector defensivo. Aliás, será da máxima importância que o quarteto defensivo do Boavista não se deixe iludir pelas movimentações de André Pinto, Miguelito, Goulart e Alonso, entre outros, e que o tridente de centrocampistas consiga cortar as linhas de passe, fechar os espaços e, se possível, neutralizar as acções de Bruno e Juliano Spadacio (ou Chainho, que poderá ser titular), sem, no entanto, cair no erro de apostar em muitas marcações individuais. Em termos ofensivos, o Boavista, tal como Carlos Brito afirmou, terá de ser mais eficaz no aproveitamento das oportunidades de golo criadas (terá sido esse, aliás, o principal factor que impediu o Boavista de sair vencedor do último jogo). Se for titular, Oravec terá a importante missão de, além de ser a principal referência ofensiva da equipa, arrastar as marcações e ajudar a abrir zonas de penetração, de modo a que jogadores como Paulo Jorge e João Pinto surjam, livres de marcação, em posição privilegiada para visar a baliza adversária. Tudo isto para que o Boavista ganhe e garanta a presença na Taça UEFA, grande objectivo para esta época!

FORÇA BOAVISTA!!!



publicado por pjmcs às 12:19
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Sexta-feira, 21 de Abril de 2006
FORÇA BOAVISTA!!!

vsc-BOAVISTA FC.jpg

Cartaz novamente elaborado por Nuno Porto, a quem o Notícias do Bessa agradece.

Equipas prováveis:

Guimarães - Nilson; Vítor Moreno, Geromel, Cléber e Paíto; Svard, Otacílio e Benachour; Manoel, Saganowski e Dário

Treinador: Vítor Pontes

Outros convocados: Paiva, Dragóner, Rogério Matias, Flávio Meireles, Rivas, Paulo Sérgio, Wesley, Targino e Antchouet

Boavista - William Andem; Manuel José, Ricardo Silva, Kalifa Cissé e Lucas; Paulo Sousa, Tiago e Essame; Paulo Jorge, João Pinto e Diogo Valente 

Treinador: Carlos Brito

Outros convocados: Khadim, Bruno Pinheiro, Igor, Rui Duarte, Hugo Monteiro, Zé Manel, Fary e Tomas Oravec

 

O Boavista e o Guimarães têm, hoje, um encontro importantíssimo para a concretização dos seus objectivos para esta época. O BFC precisa de ganhar para, sem depender do resultado do Nacional nesta jornada, partir para o decisivo jogo da Choupana no 5.º lugar. Quanto ao Guimarães, a vitória é o resultado que interessa aos minhotos na luta pela permanência na Liga Bet and Win. Tratar-se-á, pois, de uma partida "escaldante", em que, por via disso mesmo, a pressão sobre o trio de arbitragem será enorme. Espera-se, por conseguinte, que os juízes do encontro estejam à altura dos acontecimentos e rubriquem uma actuação tranquila e sem grandes "sobressaltos".

 

Para o duelo de logo à noite, Carlos Brito continuará a eleger o esquema de 4-3-1-2 desdobrável em 4-3-3 nas acções ofensivas que tem sido uma constante nesta segunda volta. Todavia, existem, ainda, muitas dúvidas (excepto para a equipa técnica do BFC, obviamente) acerca do "onze" que subirá ao relvado do Estádio Municipal D. Afonso Henriques. E as incertezas começam no guarda-redes. William tem sido, desde a saída de Carlos, titular indescutível, mas, frente ao Benfica, acabou por sair, devido a tonturas e dificuldades de visão (por causa da infecção por Herpes Simplex contraída durante a semana passada), entrando Khadim, que, nos cerca de 50 minutos que esteve em campo, rubricou uma actuação segura, sem quaisquer responsabilidades nos dois golos sofridos. Relativamente ao quarteto defensivo, a grande dúvida reside no lateral-esquerdo. Areias viu o 10.º cartão amarelo no último jogo, e tanto Igor (jovem lateral-esquerdo), como Lucas (que, na vitória em Paços de Ferreira, após a expulsão de Areias, ocupou o lado canhoto da defesa) são hipóteses para a posição de defesa-esquerdo. No entanto, Lucas, face à inexperiência de Igor (o que poderá ser uma grande desvantagem num desafio tão intenso como o que se prevê hoje à noite), é a opção mais provável, apesar de se tratar de uma adaptação e de Lucas não ser, sequer, esquerdino. Mais à frente, no meio-campo, o tridente deverá ser formado por Paulo Sousa, Tiago e Essame (que desempenhará as funções habitualmente executadas por Lucas. Porém, se Igor for titular, Lucas manter-se-á como médio-interior esquerdo, permanecendo Essame no "banco". Além disso, não é certo que Tiago esteja nas melhores condições físicas para jogar. Nesse caso, Essame seria o médio mais recuado (fazendo a marcação individual a Benachour, organizador de jogo da formação vimaranense) e, jogando Lucas a lateral-esquerdo, Manuel José poderia subir para o meio-campo, descaindo para a direita (Paulo Sousa passaria para médio-interior esquerdo), o que acarretaria a entrada de Rui Duarte para a equipa titular. Outra solução poderia passar pela aposta num sistema táctico de 4-2-3-1 (com Essame e Paulo Sousa como únicos médios de cariz defensivo e um ponta-de-lança de raiz apoiado por João Pinto e dois extremos), mas tal cenário, ainda para mais tratando-se de um jogo disputado fora do Estádio do Bessa Século XXI, parece pouco equacionável. Na frente, João Pinto e Paulo Jorge serão titulares, ficando a questão sobre se Carlos Brito apostará num ponta-de-lança de raiz (Fary ou Oravec) ou, pelo contrário, como tem acontecido nos últimos encontros fora, em mais um homem com grande mobilidade (Diogo Valente ou Zé Manel), aparecendo, em algumas situações de jogo, João Pinto como (falso) ponta-de-lança.

 

No que concerne ao "onze" apresentado pelo Guimarães, o treinador Vítor Pontes deverá manter a equipa titular do último jogo (vitória por 3-1 contra o Penafiel), que consiste num esquema táctico de 4-3-3 em que Benachour, os dois laterais (sobretudo Paíto) e, por vezes, o médio-defensivo Otacílio são os homens responsável pela transposição do jogo para o ataque, sector onde alinharão de início três avançados: Sagonowski (em posição mais central), Manoel (descaído para a direita) e Dário (descaído para a esquerda). Contudo, também é possível que Pontes conceda a titularidade a Wesley, rendendo Dário. Nesse caso, a turma minhota apresentaria maior flexibilidade em termos tácticos, uma vez que Wesley tanto pode jogar no flanco esquerdo, como aparecer em posições mais interiores, no apoio ao(s) ponta(s)-de-lança. Outra hipótese passa pela titularidade de Antchouet, também para o lugar de Dário, mas, nesse cenário, o Guimarães manteria o 4-3-3.

 

Num encontro de grau de dificuldade elevadíssimo, não só pela qualidade do adversário (que, não obstante o 16.º lugar na classificação, possui um plantel que apresenta alguns jogadores de grande valia), mas também por todo o ambiente em redor deste jogo, o Boavista terá de ser, para conquistar os três pontos, uma equipa compacta, sólida, que não conceda grandes espaços ao adversário. Além disso, terá de procurar impor o seu futebol, jogando de forma personalizada e controlando as operações do encontro e fazendo uma gestão adequada da posse de bola, de modo a encontrar o momento certo para abrir zonas de penetração no último reduto vimaranense. Compete ao Boavista, como afirmou Carlos Brito, provocar o erro ao adversário.

Será essencial que o sector defensivo do Boavista não se descompacte perante as movimentações dos avançados da equipa minhota (principalmente, de Saganowski, ponta-de-lança tecnicamente evoluído, que gosta de vir atrás buscar jogo e de arrastar marcações, de forma a abrir espaços que sejam aproveitados pelos colegas do sector ofensivo) e que as acções do principal criativo vimaranense, o marroquino Benachour sejam neutralizadas. Em termos ofensivos, será importante que Carlos Brito, dentro da estrutura que montará para o jogo de hoje, conceda liberdade de acção a João Pinto, de forma a que este jogue suficientemente solto para fazer uso de toda a sua criatividade, qualidade técnica e, também, experiência no sentido de criar desequilíbrios no último terço do terreno. Jogando o Guimarães, em princípio, sem um extremo-esquerdo de raiz, pelo que todo o corredor esquerdo deverá ser entregue a Paíto, o Boavista, tendo Paulo Jorge, Manuel José e o próprio João Pinto (que, em algumas situações, poderá descair para o flanco direito como, noutras situações, poderá fazer o mesmo para a faixa esquerda), poderá, muito bem, explorar os espaços que Paíto vai ceder, face às suas frequentes subidas, no lado esquerdo da defesa.

 

FORÇA BOAVISTA!!!

 

 

 


publicado por pjmcs às 17:24
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Sábado, 15 de Abril de 2006
Boavista FC X SL Benfica - Antevisão

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Equipas prováveis:

Boavista - William; Manuel José, Hélder Rosário, Cadú e Areias; Paulo Sousa, Tiago e Lucas; João Pinto; Fary e Paulo Jorge 

Treinador: Carlos Brito

Outros convocados: Khadim, Cissé, Rui Duarte, Essame, Hugo Monteiro, Diogo Valente, Zé Manel e Tomas Oravec

Benfica - Moretto; Ricardo Rocha, Luisão, Anderson e Léo; Petit e Manuel Fernandes; Geovanni, Karagounis e Simão; Miccoli

Treinador: Ronald Koeman

Outros convocados: Moreira, Nélson, Beto, João Coimbra, Laurent Robert, Manduca, Mantorras e Marcel

Dentro de algumas horas, o Estádio do Bessa Século XXI deverá registar a melhor assistência, até agora, nesta temporada, para presenciar o segundo clássico da época no anfiteatro "axadrezado": o sempre emocionante duelo entre Boavista e Benfica. Ambas as equipas necessitam de ganhar para darem passos importantes na prossecução dos seus objectivos. O Boavista para manter o 5.º lugar (possui, neste momento, um ponto de vantagem sobre o 6.º, o Nacional, sendo que, na prenúltima jornada, os "axadrezados" têm de se deslocar ao terreno da formação madeirense) e o Benfica para ainda acalentar esperanças de chegar ao 2.º posto, que permite o acesso directo à fase de grupos da Liga dos Campeões.

Para o importante encontro de hoje, Carlos Brito vai utilizar, sem grande surpresa, o habitual esquema de 4-3-3 desdobrável em 4-3-1-2, com o regresso à dupla de centrais da primeira volta (Cadú - Hélder Rosário), por causa da ausência de Ricardo Silva, expulso por acumulação de cartões amarelos frente ao Penafiel. A única dúvida na estratégia boavisteira reside na frente da ataque, mais concretamente, na utilização ou não de um ponta-de-lança. Por um lado, Brito, devido à inoperância ofensiva do BFC na primeira parte em Penafiel, pode optar por recorrer a uma referência no ataque. Fary seria a hipótese mais provável, embora Oravec, titular na última partida em casa, também possa ser titular. Por outro lado, face à capacidade do adversário e devido ao facto de a principal lacuna da defensiva benfiquista ser a falta de velocidade dos dois centrais (Anderson e Luisão), claramente mais fortes no jogo aéreo, é possível que o treinador do BFC mantenha a aposta num frente de ataque móvel, com João Pinto a assumir dupla função: ajudar a fazer a ligação entre o meio-campo e o ataque, fazendo uso de toda a sua criatividade, qualidade técnica e capacidade no último passe, e, igualmente, surgir como referência na área contrária, quer na resposta a cruzamentos, quer através de combinações e jogadas de envolvimento. Todavia, a utilização de um ponta-de-lança mais fixo permitiria dar maior liberdade de acção a JVP, que poderia, assim, ser o "playmaker" da equipa e, em algumas situações, descair para uma das faixas, na procura de espaços. De resto, o Boavista vai tentar não só fazer um gestão racional e equilibrada da posse de bola, visando aproveitar as zonas de penetração que eventualmente surjam para penetrar no último reduto lisboeta, como também anular a manobra ofensiva do Benfica, que em muito se baseia nos seus extremos (Simão e Geovanni, embora Manduca possa ser titular, relegando Geovanni para o "banco"), na mobilidade e rapidez de Miccoli e na criatividade de Karagounis e de Manuel Fernandes. Por isso, o trio de meio-campo do Boavista (Paulo Sousa, Tiago e Lucas, este mais descaído para a esquerda) terá um papel fundamental. Tiago, vértice mais recuado do sector intermediário, terá a missão de seguir Karagounis e de, sempre que necessário, fazer as compensações no sector defensivo, já Paulo Sousa e Lucas, médios como maior prepoderância no transporte de jogo para o ataque, terão de, na sua tarefa de recuperar bolas, auxiliar a fechar, respectivamente, os flancos direito e esquerdo, de modo a neutralizar a acção de Simão e de Geovanni/Manduca e permitir as subidas dos dois laterais, principalmente Manuel José (ajudando, assim, a abrir a frente de ataque).

Relativamente ao Benfica, para além do que já foi referido, destaque para a saída de Nélson do "onze", passando Ricardo Rocha para o lado direito da defesa e regressando Anderson para o eixo, formando dupla com Lusisão, e, também, para a mobilidade e a flexibilidade táctica do sector mais ofensivo. De facto, os quatro jogadores mais ofensivos do Benfica podem, em algumas situações, trocar de posições entre si: Miccoli será a unidade mais adiantada, mas pode descair para um dos flancos, Simão, extremo-esquerdo, pode revezar-se com o outro médio-ala (Geovanni/Manduca) e, também, aparecer em zonas mais interiores, na organização de jogo, Karagounis, o "playmaker", pode flectir para a ala direita e quer Geovanni, quer Manduca podem jogar em ambos os flancos e aparecer no "coração" da grande área do Boavista. À atenção, por conseguinte, dos "axadrezados", que, assim, não deverão apostar em marcações individuais (à excepção de Tiago - Karagounis). Além disso, o ataque benfiquista é apoiado por Léo (lateral muito ofensivo, à semelhança de Manuel José) e pelo duo de centrocampistas (Petit e Manuel Fernandes).

Numa partida extremamente exigente e complicada, o Boavista terá de ser, acima de tudo, uma equipa personalizada, respeitando o Benfica mas nunca receando, capaz de impor o seu jogo e assumir o domínio do encontro e, também, concentrada em todas as situações do jogo, não cometendo erros em termos defensivos (como o que, por exemplo, permitiu o golo do empate do Marítimo no Bessa) e sendo inteligente no aproveitamento das falhas do adversário. O controlo do meio-campo (algo que o BFC não conseguiu no encontro da primeira volta, no Estádio da Luz, com evidentes consequências no jogo ofensivo da equipa) será fundamental, bem como uma ocupação eficientes dos espaços, numa marcação, essencialmente, à zona, de modo a não permitir que a turma lisboeta consiga fazer uma circulação de bola com progressão. Em termos ofensivos, quando tiver o esférico em sua posse, o Boavista terá de saber explorar a lentidão dos dois centrais do Benfica, assim como o facto de o ainda campeão nacional jogar com apenas dois médios mais defensivos, para, com triangulações e jogadas de envolvimento, abrir espaços de penetração na grande área contrária. Os "axadrezados" também deverão, em algumas fases da partida, flanquear o jogo e efectuar cruzamentos, embora o Boavista não deva insistir somente nesta solução, dado o poderio dos dois centrais benfiquistas e do seu lateral-direito (Ricardo Rocha), no jogo aéreo.

Além disso, para terminar, o Notícias do Bessa volta a apelar aos boavisteiros um grande apoio à equipa e uma presença em elevado número no Estádio do Bessa Século XXI, para que o público possa ser, de certa forma, o 12.º jogador no importantíssimo desafio de hoje à noite.


FORÇA

BOAVISTA!!!



publicado por pjmcs às 15:37
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Sexta-feira, 14 de Abril de 2006
AMANHÃ, NO ESTÁDIO DO BESSA SÉCULO XXI...

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Cartaz elaborado por Nuno Porto, cuja colaboração o Notícias do Bessa, uma vez mais, agradece.

No segundo clássico disputado, esta época, no Estádio do Bessa Século XXI, o Boavista, que vem de uma série de 6 encontros para a Liga sem ganhar mantendo, todavia, o 5.º lugar, posição que dará acesso à Taça UEFA), recebe um Benfica que também necessita de vencer, de modo a ainda acalentar esperanças de subir ao 2.º posto, que garantirá o apuramento directo para a Liga dos Campeões.

Neste dificílimo duelo, em que a conquista dos três pontos significa um importantíssimo passo rumo à Taça UEFA, o Notícias do Bessa pede uma grande presença de boavisteiros no Bessa e o máximo apoio à equipa "axadrezada".

FORÇA

BOAVISTA!!!



publicado por pjmcs às 12:21
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Quinta-feira, 6 de Abril de 2006
FORÇA BOAVISTA!!!

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Cartaz elaborado por Nuno Porto, cuja colaboração o Notícias do Bessa volta a agradecer.


Depois de cinco jogos sem ganhar na Liga (mantendo, no entanto, o quinto lugar na tabela classificativa), o Boavista vai procurar, no terreno do já despromovido Penafiel, regressar às vitórias e, assim, dar um importantíssimo passo rumo à Taça UEFA. Não obstante a temporada modesta que os penafidelenses estão a protagonizar, a formação duriense não pode ser, de forma alguma, desprezada, uma vez que não perdeu os últimos quatro encontros disputados no Estádio 25 de Abril. Todavia, o favoritismo recai, obviamente, para os "axadrezados", pelo que se pede ambição aos comandados de Carlos Brito, de modo a conquistarem os três pontos.


FORÇA


BOAVISTA!!!



publicado por pjmcs às 17:55
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Terça-feira, 4 de Abril de 2006
Boavista confirma Airness

Depois de o Notícias do Bessa, ontem, em primeira mão, ter noticiado que a Airness seria a marca oficial do BFC nas próximas épocas desportivas, hoje, o Boavista FC, na sua página oficial na Internet, confirmou a assinatura do contrato com a empresa francesa. O vínculo terá a duração de quatro temporadas (termina, pois, no final da época 2009/2010).



publicado por pjmcs às 13:02
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Segunda-feira, 3 de Abril de 2006
Airness sucede à Puma nos equipamentos do BFC

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Está confirmado, o plantel sénior de futebol do BFC (desconhece-se se, já na próxima época, serão utilizados novos equipamentos também nos escalões de formação de futebol e nas equipas de futsal) será equipado, nas próximas temporadas desportivas (o Notícias do Bessa ainda não conhece a duração do novo contrato), pela marca francesa Airness, cujo logotipo é, curiosamente, uma pantera (aliás, esse terá sido um dos motivos pelos quais a Airness apostou em equipar o Boavista). Recorde-se que o vínculo entre o BFC e a Puma termina no final da presente época.



 



publicado por pjmcs às 23:00
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Boavista 1 - Marítimo 1: EMPATE COM SABOR A DERROTA. . .

Boavista - Khadim; Manuel José, Ricardo Silva, Cadú e Areias; Paulo Sousa (Diogo Valente, aos 87min), Tiago e Lucas; João Pinto (Zé Manel, aos 79min); Oravec e Paulo Jorge 

Treinador: Carlos Brito

Marítimo - Marcos; Briguel, Mitchell van der Gaag, Valnei (Filipe Oliveira, ao intervalo) e Evaldo; Wênio, Olberdam e Fernando; Marcinho, Kanu (Nuno Morais, aos 91min) e Ali (Zé Carlos, ao intervalo)

Treinador: Ulisses Morais

O Boavista desperdiçou, ontem, num Estádio do Bessa Século XXI bem composto de público, a possibilidade de ampliar para cinco pontos a vantagem sobre o Nacional e, desse modo, dar um importantíssimo passo rumo à Taça UEFA. O marcador acabou por se cifrar numa frustrante igualdade a uma bola, que é, de certa forma, um resultado algo comprometedor para as ambições europeias do BFC, face ao calendário "axadrezado" até ao final da Liga.

Até ao minuto 75, dava a clara sensação de que a "Pantera" iria regressar às vitórias. Depois de ter marcado cedo (num golpe de cabeça de Paulo Jorge, a responder a um cruzamento perfeito de Manuel José) e de o futebol praticado no restante do primeiro tempo ter sido relativamente fraco (de parte a parte), o Boavista, na etapa complementar, dominava o jogo, era uma equipa pressionante, circulava a bola com rapidez e criava oportunidades para fazer o 2-0 e resolver o encontro. No entanto, na sequência de um livre, na esquerda, a favor dos "axadrezados", o Marítimo consegue sair em contra-ataque e, perante a passividade da defensiva boavisteira (principalmente por parte de Cadú e Areias, que concederam demasiado tempo e espaço, respectivamente, a Zé Carlos - autor do golo - e a Filipe Oliveira), faz o 1-1.

ANÁLISE TÁCTICA

Carlos Brito, face à circunstância de o BFC jogar diante dos seus adeptos, decidiu apostar num ponta-de-lança de raiz, que, desta feita, foi o eslovaco Tomas Oravec. A entrada do ex-Panionios no onze garantia à equipa, assim, uma referência na grande área adversária, bem como maior competência no jogo aéreo. Mantendo-se o 4-3-1-2, o sacrificado foi, tal como o Notícias do Bessa, na antevisão, previra, Zé Manel. O esquema apresentado pelo BFC apresentava as "nuances" de JVP, ao contrário do que aconteceu em Leiria, dispor de total liberdade de acção nas "costas" de Paulo Jorge e Oravec, e de Lucas, nas movimentações ofensivas do Boavista, funcionar, praticamente, como extremo-esquerdo e, nas transições defensivas, fechar o flanco "canhoto", procurando, deste modo, compensar as subidas de Areias. Na ala oposta, Manuel José, sem grandes problemas a defender (nem Ali nem Kanu lhe criaram dificuldades de maior), era um lateral, como é seu tímbre, extremamente ofensivo, permitindo a Paulo Jorge jogar em zonas mais interiores, próximo de Oravec.

Após o golo maritimista, Carlos Brito acabou por não arriscar muito, fazendo, ainda assim, duas substituições. Na primeira, Zé Manel rendeu JVP, passando o BFC a jogar em 4-3-3, com os dois extremos (Zé Manel e Paulo Jorge) a estarem encarregues, sobretudo Zé Manel, de fazerem diagonais de apoio ao ponta-de-lança, uma vez que os dois laterais apresentavam grande pendor atacante. Na segunda, Brito foi um pouco mais arrojado, trocando Paulo Sousa por Diogo Valente, que foi colocado nas funções de João Pinto, nas "costas" de Oravec. Todavia, esta alteração foi demasiado tardia para dar frutos.

Quanto ao Marítimo, Ulisses Morais apostou num sistema de 4-3-3, baseado num meio-campo essencialmente de combate (e, por vezes, juntamente com o sector defensivo, excessivamente duro e quezilento), em que Olberdam era o homem encarregue de lançar o rápido tridente ofensivo, constituído por Ali (muito apagado), Kanu (extremamente irrequieto, conseguido, em algumas situações, durante a primeira parte, abrir espaços) e Marcinho (a sua maior "arma" foi o poder de drible, no entanto, acabou por se "eclipsar" durante o segundo tempo).

Ao intervalo, devido à desvantagem no marcador, o técnico dos insulares lançou o ponta-de-lança Zé Carlos e o extremo-direito Filipe Oliveira para os lugares de Ali e Valnei. O Marítimo passou a apresentar-se num 4-2-3-1, com Kanu a descair para a faixa esquerda, Filipe Oliveira no flanco oposto, Marcinho em zonas mais interiores, como "playmaker", Zé Carlos no centro do ataque e o médio Fernando a recuar para defesa-central. Apesar de a formação madeirense ter, na segunda parte, conseguido os seus objectivos (que passavam por repor a igualdade no marcador, resultado que, claramente, agradava à turma visitante) e de o golo do empate ter sido apontado por um dos jogadores que entrou ao intervalo (Zé Carlos), a verdade é que as ocasiões desperdiçadas pelo BFC (não só por demérito próprio, como também, é justo dizê-lo, por mérito do guarda-redes Marcos, um dos melhores futebolistas em campo) não materializaram no resultado final o maior domínio boavisteiro na segunda parte. De facto, na etapa complementar do encontro, a menor consistência e povoamento do meio-campo dos "verde-rubros" concedeu mais espaços ao Boavista, que "cresceu" em campo e jogou projectado para o ataque durante os segundos 45 minutos. A sorte (ou azar do Boavista) e o guarda-redes acabaram por proteger Ulisses Morais.

DESTAQUES INDIVIDUAIS E NOTAS FINAIS

Num duelo no qual o Boavista acabou por ser injustamente penalizado com a perda de dois pontos, os "axadrezados" protagonizaram, durante os 20 minutos iniciais da partida e ao longo de toda a segunda parte, alguns momentos de bom futebol ofensivo. Paulo Jorge e Manuel José, os dois elementos da ala direita, foram os melhores homens do "Xadrez", pela garra que demonstraram e pela profundidade em termos atacantes que deram à equipa. Aliás, o golo do BFC foi construído por estes dois jogadores: Manuel José pelo excelente centro que efectuou e Paulo Jorge pela boa desmarcação e pelo sentido de oportunidade, conseguindo cabecear com sucesso para o interior das redes adversárias. O trio do meio-campo, apesar de não estar complementamente isento de responsabilidades no tento sofrido (uma vez que não realizou de forma eficiente, nesse lance, a transição defensiva), também esteve em bom plano, particularmente Lucas, que fez de tudo um pouco. Ajudou a fechar o lado esquerdo nas acções defensivas, descaiu para esse mesmo flanco em algumas jogadas do ataque boavisteiro, recuperou algumas bolas e esteve seguro no capítulo do passe. Tiago e Paulo Sousa foram determinantes no corte de linhas de passe e no fechar de espaços ao sector ofensivo adversário, sendo que o primeiro mostrou maior eficácia no passe (embora Paulo Sousa, nesse capítulo, tenha melhorado no segundo tempo). Pode afirmar-se que o tridente do sector intermediário "axadrezado" melhorou "da noite para o dia" relativamente à prestação no encontro anterior, em Leiria. Outro dos destaques vai para Oravec. Não obstante não ter feito uma exibição brilhante, a verdade é que o eslovaco trabalhou imenso e, melhorando de rendimento no segundo tempo (a partir do intervalo, passou a descair ligeiramente para a direita, sendo marcado por Fernando, quando, no primeiro tempo, as sua movimentações foram seguidas por van der Gaag, fortíssimo no jogo aéreo), ganhou algumas bolas importantes e ajudou a abrir espaços de penetração para companheiros como Paulo Jorge ou Manuel José. Podia ter-se estreado a marcar em duas ocasiões: na primeira, em resposta a um bom cruzamento de Areias, na segunda, ao receber um passe de Paulo Sousa (efectuado na sequência de um "tackle"), acabando por rematar para defesa complicada de Marcos. Uma actuação que permite a Oravec reclamar mais oportunidades a titular, uma vez que o seu "concorrente" para o posto de ponta-de-lança, Fary, não atravessa um bom momento de forma. Para terminar, a exibição de Ricardo Silva também é merecedora de elogios, visto que o experiente central foi, sem dúvida alguma, o "patrão" do sector defensivo (não tendo culpas no golo sofrido), fez alguns lançamentos longos de qualidade para o ataque e podia, também ele, ter feito o golo, com um bom golpe de cabeça que foi travado por uma excelente intervenção de Marcos. Aliás, Ricardo Silva foi um dos protagonistas do lance mais polémico do encontro: já depois do 1-1, na grande área do Marítimo, o defesa-central internacional "B" foi, claramente, agarrado e impedido de disputar a bola por Fernando. Grande penalidade, pois, por marcar. Por falar no trio de arbitragem (a pior equipa em campo na tarde de ontem), é, igualmente, importante salientar que cometeu demasiados erros técnicos (ficaram algumas faltas por assinalar aos defesas do Marítimo, a maioria dos quais sobre Paulo Jorge) e falhou em termos disciplinares (por exemplo, a meio da primeira parte, Kanu, autor de uma entrada duríssima sobre Tiago, nem sequer foi admoestado com o cartão amarelo). Mas, mesmo assim, foi, essencialmente, por culpa da falta de eficácia do BFC e do conjunto de desconcentrações defensivas no lance do golo madeirense que o Boavista perdeu dois pontos.

A última nota vai para Carlos Brito. Não é, de maneira alguma, condenável que não tenha efectuado qualquer substituição quando o resultado era de 1-0. O Boavista dominava, jogava bem e, por isso, não havia mudanças a fazer. Todavia, imediatamente após o 1-1, impunha-se, obviamente, uma reacção não só mais rápida como mais arrojada por parte do treinador "axadrezado". A primeira substituição demorou cerca de 5 minutos após o tento do empate, com a saída de João Pinto (que, apesar de não ter feito um grande jogo, não deixava de ser mais um homem que, na grande área adversária, podia aparecer a aproveitar as segundas bolas) e a entrada de Zé Manel. A saída de um dos três médios (não obstante estarem a protagonizar actuações positivas) ou, mesmo, de Areias (passando Lucas para lateral-esquerdo) seria muito mais ajustada aos intentos de uma equipa que tinha pouco tempo e espaço para se recolocar em vantagem. A segunda alteração (Diogo Valente por Paulo Sousa) pecou por tardia. Em suma, faltou uma maior dose de risco por parte do seu treinador para que o Boavista pudesse realizar um "pressing" forte na tentativa de repor a justiça no marcador. Porém, tendo em conta o futebol praticado pelo Boavista na fase inicial do jogo (o BFC entrou, finalmente, num encontro em casa, da forma que se exige) e durante a segunda parte, fica a ideia de que os "axadrezados" têm todas as condições para se apurarem para a Taça UEFA, apesar do empate de ontem, dos difíceis confrontos que tem pela frente, da falta de eficácia na finalização e dos erros defensivos, que, em certas partidas (incluindo a de ontem), custaram pontos preciosos.

 



publicado por pjmcs às 22:49
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