Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2006
Próximo Jogo


Cartaz novamente elaborado por Nuno Porto, a quem o Notícias do Bessa aproveita, uma vez mais, para agradecer.


Jogo grande no Estádio do Bessa Século XXI no próximo sábado. O Boavista, motivadíssimo pelas sete vitórias consecutivas na Liga, ocupando, agora, um lugar europeu, recebe o Sp. Braga, terceiro classificado, que também tem tido razões para “sorrir”, face à excelente campanha e à vitória por 5-0 diante do Rio Ave. Naquele que poderá ser um dos mais importantes encontros dos “axadrezados” nesta temporada, todo o apoio por parte dos adeptos, tal como aconteceu, por exemplo, no último jogo, em Barcelos, será fundamental. Por isso, TODOS AO BESSA NO PRÓXIMO SÁBADO!


FORÇA BOAVISTA!!!



publicado por pjmcs às 22:53
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Sábado, 25 de Fevereiro de 2006
Gil Vicente 0 - Boavista 1: ESPÍRITO DE SACRIFÍCIO E INTELIGÊNCIA NA OCUPAÇÃO DOS ESPAÇOS VALEM A SÉTIMA VITÓRIA CONSECUTIVA. JOÃO PINTO VOLTA A MARCAR E. . . A BRILHAR


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Gil Vicente  – Paulo Jorge; João Pereira (Braima, aos 76min), Gregory, Rovérsio e João Pedro; Elias (Luís Coentão, aos 66min), Bruno Tiago e Gouveia; Nandinho (Carlos Carneiro, ao intervalo), Mateus e Carlitos


Treinador: Ulisses Morais


Boavista – William; Manuel José, Hélder Rosário, Cadú e Areias; Paulo Sousa, Tiago e Lucas; João Pinto (Tomas Oravec, aos 77min); Paulo Jorge (Cissé, aos 91min) e Zé Manel (Rui Duarte, aos 22min) 


Treinador: Carlos Brito


 


E já vão sete vitórias!!!


Na sempre difícil deslocação a Barcelos, o Boavista, mostrando grande inteligência e abnegação, bateu o Gil Vicente por uma bola a zero, valendo o golo de João Pinto, logo aos 9 minutos, através de um excelente golpe de cabeça (mais um...) na sequência de um livre bem marcado ao segundo poste por parte de Manuel José. O relvado ensopado foi um claro obstáculo ao estilo de jogo apoiado do BFC, acabando por, de certa forma, beneficiar um Gil Vicente que baseia quase todo o seu futebol em lançamentos longos, geralmente m direcção do único jogador barcelense que, ontem, conseguiu, verdadeiramente, criar perigo: Carlitos. Todavia, a total entrega e determinação dos “homens da Pantera” acabou por compensar esse factor, destacando-se JVP de entre um colectivo que foi isso mesmo, um colectivo. O “grande artista”, não obstante a bola, amiúde, prender em demasia no relvado, foi um elemento fulcral na acção ofensiva da equipa de Carlos Brito: tentou pressionar em terrenos mais adiantados (nunca deixando de “respeitar”, porém, o rigor táctico “axadrezado”), ganhou bastantes bolas, o que permitiu ao BFC iniciar uma boa parte dos seus ataques, e, com o esférico nos pés, soube gerir, com mestria, a posse de bola, sabendo alternar entre excelentes aberturas para as alas e tentativas de penetração, descaindo, sobretudo, para a esquerda e recorrendo ao seu poder de finta. O tento foi, pois, a “cereja” no topo do “bolo”. E João Pinto já leva nove golos marcados nesta Liga...


 


Em traços gerais, quando o encontro ainda estava numa fase de alguma indefinição, o Boavista inaugurou o marcador, com o tal golo do seu “capitão”. A partir desse momento, e, praticamente, até cerca da meia-hora da primeira parte, o Gil Vicente tomou conta das operações do encontro, tendo em Carlitos, como já foi referido, a peça-chave de toda a manobra ofensiva. O extremo gilista foi uma autêntico “quebra-cabeças” para a defensiva boavisteira. Todavia, o BFC acabou por conseguir estabilizar o seu jogo, graças ao domínio do meio-campo (Tiago esteve muito bem em termos posicionais, aparecendo sempre que era necessário para fechar as linhas de passe e cortar bolas, Paulo Sousa e Lucas foi dois “guerreiros”, lutando imenso e jogando a um ritmo elevado, além de o ex-estorilista ter lançado, principalmente na sua segunda parte, alguns ataques rápidas), aproveitando, também, a lentidão do distribuidor de jogo adversário (Gouveia), à exibição de JVP e ao reforço do lado direito da defesa, com a entrada de Rui Duarte para o lugar de Zé Manel (o número 7 saiu muito queixoso, ele que já havia sido substituído frente ao Rio Ave devido a lesão). Por isso, a primeira parte terminou de forma relativamente tranquila para o Boavista, sendo, porém, de destacar um livre perigosíssimo, em posição frontal, apontado por Manuel José e que fez passar a bola muito perto do poste esquerdo da baliza à guarda de Paulo Jorge. A segunda parte acabou por dar continuidade ao final da primeira, com um Boavista seguro, consistente, capaz de travar, com maior ou menor dificuldade, as iniciativas ofensivas dos da casa, que nem com a entrada de um ponta-de-lança fixo (Carlos Carneiro) conseguiram criar grandes situações de perigo. Foi, aliás, o Boavista que, na etapa complementar, com aberturas feitas por Paulo Sousa (na direita) e Areias (na esquerda), solicitando jogadores como Manuel José, João Pinto ou Paulo Jorge, conseguiu gizar contra-ataques que se poderiam ter traduzido em oportunidades claras de golo, não fossem as falhas no último passe. Entretanto, Carlitos, agora no flanco direito, significava imensas dificuldades para Areias, mas a irreverência do número 7 do Gil Vicente não foi devidamente acompanhada pelos colegas de equipa.


 


ANÁLISE TÁCTICA


 


Em mais um duelo fora de casa, Carlos Brito voltou a apostar num 4-3-1-2 baseado na mobilidade e rapidez dos homens da frente, na criatividade e na capacidade de aparecer com perigo na área por parte de JVP e na solidez de um meio-campo em que Tiago, Paulo Sousa e Lucas mostraram rigor táctico e eficiência. Quando estava decorrida cerca de metade da primeira parte, o timoneiro “axadrezado” viu-se obrigado a substituir Zé Manel (que, mais uma vez, parece ter saído “tocado”), optando por lançar Rui Duarte. Manuel José passou a desempenhar funções mais ofensivas, descaindo para a direita do ataque (Paulo Jorge mudou de flanco, passando a actuar na esquerda). Contudo, o polivalente futebolista oriundo do Setúbal nunca descurou o apoio ao lateral-direito bem como o auxílio ao meio-campo. Perto do final do encontro, Oravec rendou o exausto João Pinto. O BFC passou a jogar em 4-3-3, com o eslovaco, que mostrou muita vontade nos cerca de 15min que esteve campo, a ser encarregue da função de importunar os centrais gilistas, dando, desta forma, pouco espaço e tempo para a equipa da casa, em desvantagem no marcador, poder organizar as suas iniciativas ofensivas a partir de sectores mais recuado. Praticamente no “cair do pano”, Brito dediciu reforçar o seu sector mais recuado, com a entrada de Cissé para o lugar de Paulo Jorge. Cissé, numa fase em que o Gil Vicente jogava com dois avançados (Mateus no apoio a Carlos Carneiro), funcionou como terceiro central nos três minutos que faltavam até ao apito final, sendo bem sucedido na tarefa de interceptar o “chuveirinho” realizado pela equipa minhota.


Quanto ao Gil Vicente, ao contrário do que o Notícias do Bessa antevira, Ulisses Morais, ao invés de apostar, desde o início, numa fase de ataque alargada, dediciu prescindir de Carlos Carneiro, para jogar com um ataque móvel (Nandinho, pela direita, Mateus, pelo meio, e Carlitos, pela esquerda) e, simultaneamente, colocar mais um elemento no meio-campo (Elias). Todavia, essa opção acabou por não ser acertada, visto que, mesmo com três homens, o meio-campo gilista foi quase sempre inferior ao sector intermediário “axadrezado”. Todavia, à entrada para o segundo tempo, Carlos Carneiro regressou à equipa, saindo o desinspirado Nandinho. Carlitos passou para a direita, Mateus descaiu para a ala “canhota” e Carlos Carneiro assumiu-se como referência ofensiva. Todavia, o ponta-de-lança ex-Paços de Ferreira pouco mais fez do que tentar abrir espaços, algo que não conseguiu.


 


DESTAQUES INDIVIDUAIS E COMENTÁRIOS FINAIS


 


João Pinto continua, sem dúvida, a espalhar todo o seu talento pelos relvados nacionais durante esta época. Depois de uma temporada decepcionante, fruto de um estilo de jogo que em nada o beneficiava, o internacional português encontrou, com Carlos Brito “ao leme”, a liberdade e o espaço para fazer uso de toda a sua qualidade técnica, criatividade e, também, capacidade finalizadora. É, actualmente, o quinto melhor marcador da Liga e um dos jogadores mais valiosos da competição. No entanto, não foi apenas JVP que se destacou, até porque, para o número 12 do BFC jogar “solto” (nas funções em que se sente, realmente, à vontade), tem sido fundamental a acção, nos últimos jogos, do centrocampistas. E, ontem, isso também se verificou. Paulo Sousa, depois de uma actuação infeliz diante do Rio Ave, regressou às boas exibições. Lutou imenso, recuperou muitas bolas, fechou os espaços na zona interior direita e, sobretudo na segunda parte, lançou, com passes bem medidos, Manuel José e João Pinto, pelo flanco direito, iniciando-se, deste modo, ataques rápidos dos “axadrezados”. Lucas, não obstante, no primeiro tempo, ter falhado alguns passes, o que significou perdas de bola que poderiam ter sido comprometedoras, também foi decisivo pela (habitual) abnegação demonstrada, melhorando a sua produção (à semelhança da maioria dos campanheiros) na segunda parte. Tiago, por sua vez, denota, claramente, mais facilidades a jogar neste esquema de 4-3-1-2 (relativamente ao 4-2-3-1 apresentado na primeira volta, em que, juntamente com Lucas, tinha de assumir as despesas do meio-campo), tendo sido um importante ponto de equilíbrio da equipa. Apenas no capítulo do passe a 20, 30 metros é que não revelou a mesma segurança. Mesmo assim, uma actuação muito positiva do 66 “axadrezado”.


Outro destaque é o quase incontornável Manuel José. Se, na fase inicial, da partida, sentiu algumas dificuldades para travar Carlitos, o ex-setubalense foi, aos poucos, estabilizando a sua exibição, colocando-a ao nível de encontros anteriores. Quando passou a ter funções mais ofensivas, fruto da entrada de Rui Duarte, cumpriu, na perfeição, as tarefas que lhe foram incumbidas: tentou abrir espaços com penetrações pelo flanco direito do ataque, combinando bem com JVP, e, no aspecto defensivo, foi um precioso auxílio quer a Rui Duarte, quer a Paulo Sousa. Além disso, foi do seu pé direito que surgiu o cruzamento para o golo de JVP, tendo, também, apontado um livre com grande perigo. Uma vez mais, Manuel José foi fulcral, pela sua garra e pelo ritmo elevado que apresenta durante a totalidade da partida, na estratégia engendrada por Carlos Brito.


No sector defensivo, Cadú esteve imperial, minorando os efeitos da importante ausência de Hélder Rosário, ganhando todos os duelos. William mostrou segurança e foi decisivo ao arriscar duas saídas: na primeira, conseguiu evitar que um atraso demasiado curto de Hélder Rosário fosse recolhido por Mateus; na segunda parte, perante o mesmo Mateus, interceptou, por duas vezes, o esférico, acabando por ceder lançamento. Nos cruzamentos, o guarda-redes não denotou hesitações (ao contrário do que aconteceu, por exemplo, nos primeiros minutos da recepção ao Rio Ave), blocando a bola, na maior parte das ocasiões, sem grande dificuldades). Areias, por sua vez, esteve nos aspectos mais positivos do BFC, mas, também, nos aspectos menos positivos. Por um lado, à semelhança de Paulo Sousa no lado oposto, conseguiu fazer, com eficácia, a transição para o ataque, através de passes seguros e com precisão. Por outro lado, Carlitos, no segundo tempo, foi sempre um foco de problemas, sendo o lateral-esquerdo, em algumas situações, batido pela rapidez do gilista. Todavia, o jogo terminou com relativa tranqulidade para o esquerdino. Rui Duarte, apesar de não ter sido titular, foi importante no segurar do triunfo. Deu grande consistência defensiva ao flanco direito e raramente errou.


 


Falando, agora, da arbitragem, o trio liderado pelo sr. Duarte Gomes teve uma actuação relativamente positiva na primeira parte, ajuizando bem a maioria dos lances. No entanto, no segundo tempo, a bitola não se manteve. Os dois lances em que os adeptos da casa pediram grande penalidade não parecem ser merecedores de sanção de falta, uma vez que, no primeiro, o contacto entre Areias e o jogador gilista não parece suficiente para ser assinalado o castigo máximo (aliás, se essa jogada tivesse sido punida com falta, então situações em que jogadores do BFC, sobretudo JVP e Cadú, foram agarrados na grande área adversária, na sequência de lances de bola parada, também seriam passíveis de grande penalidade), enquanto que, no segundo lance, Tiago intercepta a bola com o peito e não com o braço. Todavia, a actuação do trio de arbitragem, na etapa complementar, fica negativamente marcada pela dualidade de critérios na marcação de faltas, em claro prejuízo do BFC. Por exemplo, João Pereira, depois de ter visto o cartão amarelo, cometeu três faltas nítidas, possivelmente puníveis com a amostragem da segunda cartolina amarela, que passaram em claro. Além disso, Carlos Carneiro, na grande área do BFC, agrediu Cadú com uma cotovelada, gesto que apenas mereceu, por parte do árbitro, a exibição do cartão amarelo.


 


Para terminar esta crónica, resta afirmar que o resultado final se pode considerar justo, em muito devido à capacidade de luta e de sacrifício do Boavista, que soube fazer face às adversárias colocadas por um Gil Vicente que necessita desesperadamente de pontos e por um relvado inadequado à realização de um jogo de futebol. Carlos Brito, uma vez mais, é merecedor dos maiores elogios, por ter implementado um sistema táctico que confere muito mais consistência à equipa na ocupação dos espaços quando não tem a bola em seu poder, sem descurar a qualidade na gestão da posse do esférico (que, ontem, não foi tão evidente como em jogos anteriores, devido ao facto de o campo do Gil Vicente se encontrar completamente ensopado).


 


Ficam aqui algumas fotos de um jogo em que o apoio dos adeptos boavisteiros (que compareceram em Barcelos em muito bom número), com especial ênfase para os Panteras Negras, foi praticamente incessante.


 


No exterior do estádio...


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O "aquecimento" do Boavista...



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O jogo prestes a começar...



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VIVA O BOAVISTA!!!



publicado por pjmcs às 16:13
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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2006
Gil Vicente X Boavista - Antevisão

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Equipas prováveis:


Gil Vicente  – Paulo Jorge; João Pereira, Gregory, Rovérsio e João Pedro; Nandinho, Bruno Tiago, Gouveia e Carlitos; Carlos Carneiro e Mateus


Treinador: Ulisses Morais


Outros convocados: Jorge Baptista, Braima, Luís Tinoco, Elias, Luís Coentão, João Vilela, Rivan e Rodolfo Lima 


Boavista – William; Manuel José, Hélder Rosário, Cadú e Areias; Paulo Sousa, Tiago e Lucas; João Pinto; Paulo Jorge e Zé Manel


Treinador: Carlos Brito


Outros convocados: Khadim, Cissé, Rui Duarte, Essame, Diego Figueredo, Diogo Valente, Fary e Tomas Oravec


             Dentro de algumas horas, o Boavista entra em campo, no Estádio Cidade de Barcelos, para defrontar o Gil Vicente, na tentativa de conseguir a sua sétima vitória consecutiva para a Liga. Recorde-se que, caso tal desidrato seja concretizado, o BFC iguala, embora provisoriamente, o Sp. Braga no terceiro lugar do campeonato (o qual dá acesso à 3.º pré-eliminatória da Liga dos Campeões) e ultrapassa Benfica e Nacional. Aliás, os bracarenses são, precisamente, os adversários dos “axadrezados” na próxima jornada.


            No entanto, não prevê tarefa fácil para a “Pantera”, visto que joga em casa de uma formação que, nos últimos dois encontros disputados no seu reduto, marcou nove golos, somando duas vitórias.


            Para o duelo de hoje à noite, Carlos Brito deverá manter a estrutura que tem apresentado nos recentes encontros jogados fora do Estádio do Bessa Século XXI. A ausência de Ricardo Silva marcará a única alteração significa que, em princípio, o timoneiro “axadrezado” fará, entrando Hélder Rosário para o centro da defesa. De resto, o 4-3-1-2 deverá ser a táctica utilizada, com um ataque móvel e rápido – a dupla Zé Manel – Paulo Jorge voltará a ser escolhida em mais uma partida fora de casa – e com João Pinto nas “costas”, tendo liberdade de acção e podendo, em algumas situações de jogo, aparecer, vindo de trás, no interior da grande área (quer na sequência de rápidas triangulações ou passes a “rasgar” que solicitem o internacional português, quer em lances de bola parada). No meio-campo, Paulo Sousa e Lucas serão os transportadores de jogo, funcionando como dois “box-to-box” (principalmente Lucas), e Tiago será o elemento mais recuado, podendo ter de assumir, quando o Gil Vicente tiver a iniciativa ofensiva, o papel de terceiro central ou de médio de marcação, visto que os gilistas deverão apresentar uma frente de ataque com dois avançados (Carlos Carneiro, mais fixo, e Mateus no apoio), auxiliados por dois extremos (Carlitos e Nandinho). Todavia, a função de terceiro central poderá ser desempenhada (na eventualidade de o Gil Vicente, em algumas fases da partida, conseguir encurtar os espaços ao Boavista e pressionar os “axadrezados” mesmo à saída da sua grande área) por Areias, ficando Lucas ou o próprio Zé Manel com a tarefa de fechar o flanco esquerdo.


 


            Quanto ao Gil Vicente, Ulisses Morais deverá apostar num 4-4-2, com, como já foi referido, dois extremos e um avançado bastante móvel (Mateus) no apoio ao ponta-de-lança. Toda essa estrutura, no sector ofensivo, deverá ser “suportada” por um duo no meio-campo (Bruno Tiago e Gouveia), dois médios com capacidade para recuperar bolas e de as distribuir, com qualidade, para zonas mais adiantadas no terreno. De destacar, também, a “nuance” de, no flanco direito, Nandinho e João Pereira (que aparece escalonado como lateral-direito) poderem, em algumas situações, revezar-se em termos posicionais.


            Todavia, não é de descurar a possibilidade de o Gil Vicente se apresentar num esquema de 4-3-3 (para procurar fazer face ao consistente meio-campo do Boavista), com a inclusão de mais um centrocampista (Elias), a passagem de Mateus para o lado canhoto do ataque e saída de Carlitos do “onze”.


 


            Num encontro que constituirá uma verdadeira “prova de fogo” à, até agora, fantástica carreira do Boavista na segunda volta, o domínio das operações a meio-campo será, obviamente, um factor de extrema importância. Será fulcral que os “axadrezados” mantenham a mesma consistência e coesão nas linhas defensiva e média (que têm sido características bem patentes no BFC mais recente, sobretudo nos jogos fora), apesar da ausência (“de peso”) de Ricardo Silva (um dos esteios do sector defensivo boavisteiro nesta série de sete triunfos seguidos) e da eficácia ofensiva barcelense (com especial ênfase, como Carlos Brito mencionou, para os lances de bola parada, um dos “calcanhares de Aquiles” do Boavista nos últimos dois anos). Além disso, quando tiver a posse de bola, o Boavista tem mostrar a mesma inteligência e segurança na sua gestão, recorrendo a triangulações rápidas, aberturas e diagonais por parte de jogadores como Zé Manel ou Paulo Jorge, de modo a criar ocasiões de perigo. Igualmente, os dois laterais serão duas peças-chave no jogo “axadrezado”: terão de saber fechar os respectivos flancos, evitando que o Gil Vicente (que possui extremos rápidos e evoluídos tecnicamente e um lateral-direito – João Pereira – com bastante propensão atacante) possa criar espaços de penetração pelas alas, e, também, deverão auxiliar, sempre que possível, a equipa nos seu processo ofensivo, permitindo, assim, que Zé Manel e Paulo Jorge possam flectir para zonas mais interiores, com diagonais.


 


            Para terminar, seria importante uma boa presença de boavisteiros no Estádio Cidade de Barcelos, a fim de apoiar a nossa equipa na sua difícil tarefa de manter a senda vitoriosa a Liga e, assim, ficar ainda mais próxima dos lugares cimeiros da tabela classificativa. FORÇA BOAVISTA!!!



publicado por pjmcs às 16:24
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Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2006
Próximo Jogo

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Imagem elaborada pelo nosso colaborador Nuno Porto, a quem o Notícias do Bessa, novamente, agradece. 


É já depois de amanhã que o Boavista se desloca a Barcelos, na tentativa de conseguir a marca notável de sete vitórias consecutivas para a Liga (nove, considerando todas as competições oficiais). Num terreno muito complicado, frente a uma equipa com alguns bons valores individuais, todo o apoio será essencial aos “axadrezados”, pelo que o Notícias do Bessa pede uma boa presença de boavisteiros no Estádio Cidade de Barcelos, para apoiar uma equipa que, neste momento, está em excelente forma. FORÇA BOAVISTA!!!



publicado por pjmcs às 20:52
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Sábado, 18 de Fevereiro de 2006
Boavista 2 - Rio Ave 1: JUSTIÇA CHEGOU NO FINAL. . . E CASTIGOU ANTI-JOGO VILA-CONDENSE

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Boavista – William Andem; Manuel José, Ricardo Silva, Cadú e Areias; Paulo Sousa (Paulo Jorge, aos 34min), Tiago e Lucas; João Pinto; Fary (Tomas Oravec, aos 66min) e Zé Manel (Diego Figueredo, aos 75min) 


Treinador: Carlos Brito


Rio Ave  – Mora; Zé Gomes, Danielson, Bruno Mendes e Milhazes; André Vilas Boas (Mozer, aos 77min), Niquinha e Marquinhos; Ricardo Jorge (Delson, aos 75min), Chidi (Idalécio, aos 88min) e Evandro


Treinador: António Sousa


O Boavista somou ontem o seu sexto triunfo consecutivo para a Liga, ascendendo, assim, embora provisoriamente, ao 4.º lugar, em igualdade pontual com o Sp. Braga.


O facto de a obtenção da vitória ter sido algo sofrida (com o saborosíssimo golo de Manuel José praticamente a fechar o encontro) acaba por “falsear” um pouco os acontecimentos de uma partida em que o BFC foi a única equipa que tentou ganhar e, mais do que isso, jogar futebol. Os “axadrezados” souberam reagir com tranquilidade ao tento madrugador do Rio Ave (apontado por Bruno Mendes, na sequência de um canto - escusadamente cedido por Paulo Sousa – em que William não esteve isento de culpas, pois hesitou na saída, acabando por permitir ao central vila-condense cabecear à vontade), partindo para um jogo no qual as oportunidades flagrantes de golo foram mais do que suficientes para a Pantera poder “reclamar” um resultado mais confortável. Muitas das ocasiões acabaram por “esbarrar” no guarda-redes Mora, que se destacou pela positiva... e pela negativa. Por um lado, o guardião espanhol foi o grande esteio da insegura defesa vila-condense, travando cabeceamentos perigosíssimos de Zé Manel e de Ricardo Silva e um livre superiormente marcado por Manuel José (que, assim, deu o “aviso” para o que viria a seguir, no tempo de “compensações”). Por outro lado, o anti-jogo de Mora (que foi uma constante no jogo do Rio Ave, mas especialmente acentuado pelo seu guarda-redes), que, durante a sua segunda parte, lançou algumas provocações aos adeptos do BFC, chegou, por vezes, a roçar o ridículo. O 2-1, apontado no “cair do pano” acabou por ser o castigo justo para uma equipa que, mesmo depois de ter sofrido o golo do empate, nada mais tentou fazer do que procurar “queimar” tempo... sempre com a complacência do árbitro, o sr. Artur Soares Dias (que, por exemplo, apenas mostrou o cartão amarelo a Mora quando o cronómetro marcava o nonagésimo-primeiro minuto da partida, concedendo, além disso, apenas um minuto de “descontos” no primeiro tempo e quatro no segundo).


 


ANÁLISE TÁCTICA


 


Carlos Brito, sem grande surpresa, decidiu manter o 4-4-2 (4-3-1-2) com que ganhou os anteriores cinco encontros do campeonato, apostando em Fary no lugar de Paulo Jorge (tal como fizera na recepção à Naval), de modo a que o Boavista pudesse jogar com um ponta-de-lança de raiz, apoiado por Zé Manel (que deambulou pelos dois flancos, causando imensos problemas quer a Zé Gomes, quer a Milhazes), João Pinto (com liberdade para fazer uso da sua criatividade) e Manuel José (mais uma vez, um lateral com grande pedor ofensivo, tirando alguns cruzamentos). No meio-campo, Tiago seguia Marquinhos e, simultaneamente, marcava a primeira fase de construção de jogo, Paulo Sousa e Lucas estavam encarregues da transição para o ataque.


Todavia, Brito, para fazer face à desvantagem no marcador, decidiu regressar ao 4-2-3-1, lançando Paulo Jorge (que, de facto, acabou por trazer outra acutilância ao sector ofensivo, permitindo, também, auxiliar Manuel José na tarefa de “desbravar” caminho pelo flanco direito) para o lugar de um Paulo Sousa muitos furos abaixo do habitual (falhou demasiados passes, o que acabou por resultar no desperdício de algumas boas ocasiões para o BFC fazer a transposição do jogo para o ataque). Tiago e Lucas acabaram por ser bem sucedidos na tarefa de ganhar a “batalha” a meio-campo.


Quanto ao Rio Ave, Evandro e Ricardo Jorge (os dois elementos das alas do ataque) foram os que mais se destacaram na tentativa de contrariar o domínio e o pressing “axadrezados”, mas não foram devidamente auxiliados pelos dois laterais nem pelo meio-campo, mais preocupados em defender. A estratégia montada por António Sousa, que se baseou num recuo demasiado precoce dos vila-condenses, acabou por, nos últimos instantes, falhar na concretização do único objectivo dos visitantes: o “pontinho”.


 


 


DESTAQUES INDIVIDUAIS E ÚLTIMAS NOTAS


 


Num encontro em que o Boavista foi sempre superior ao adversário, jogando a um ritmo elevado e com grande pressão (excepção apenas para os períodos dos 15 aos 25min, no qual a transição para o ataque, nomeadamente para as duas faixas, falhou, e dos 60 aos 70min), principalmente na fase final da partida (em que o Boavista, fruto da escassez de tempo para chegar à vitória, teve de apostar num estilo mais directo), Zé Manel assumiu-se como o melhor em campo nos 75 minutos que disputou. Mostrou irreverência e acutilância em ambos os flancos, apostando, em algumas situações, em diagonais seguidas de remates de meia-distância. Num desses “disparos”, o número 7 “axadrezado” enviou a bola à barra, ainda quando o resultado era 0-1. Num dos outros remates, Mora fez uma defesa incompleta e Paulo Jorge aproveitou para fazer a recarga, acabando o esférico por embater no braço de Danielson, dando a sensação, na bancada, que ficou uma grande penalidade por assinalar. Também poderia ter marcado de cabeça, a meio da primeira parte, mas Mora não o permitiu, desviando para canto, bem como num lance, aos 52, em que, desmarcado por JVP, isolado, não conseguiu ultrapassar o guarda-redes do Rio Ave e fazer o 2-1. Saiu exausto, rendido por Figueredo.


Outro dos destaques vai para Manuel José. Apontou, com um remate colocadíssimo, o livre que levou, finalmente, à já merecida “explosão” de alegria no Estádio do Bessa Século XXI, tendo, como já foi referido, estado próximo do golo, também de livre, na fase inicial da segunda parte. Além disso, lutou imenso, como é seu timbre, procurando ajudar a fazer a transição para o ataque, através das frequentes subidas pelo seu flanco (tirou alguns cruzamentos, tendo sido do pé direito que surgiu o centro para o golo, de cabeça, de Ricardo Silva). Além disso, conseguiu sair vencedor do duelo com Evandro, apesar de o vila-condense ter sido um dos poucos elementos do Rio Ave a sobressair em termos ofensivos. Manuel José parece ter encontrado, finalmente, após “passagens”, durante está época, pelas posições de extremo-direito e de médio-interior, o seu verdadeiro lugar na estratégia de Carlos Brito.


Ricardo Silva foi, como de costume, o “relógio” da defensiva “axadrezada” (Cadú, nesse aspecto, também esteve em bom nível), apontando o tento da igualdade. O central formado nas “escolas” do BFC poderia ter “bisado”, quando, aos 60min, novamente num excelente gesto técnico (num golpe de cabeça de cima para baixo, tal como no lance que culminou no 1-1).


João Pinto, apesar de não ter estado tão exuberante como nos duelos com a Naval e a Académica, foi o “maestro” da equipa na situação ofensiva, descaindo, sobretudo no segundo tempo, preferencialmente para o flanco “canhoto”, onde conseguiu efectuar algumas aberturas para as Areias e desmarcar companheiros em zonas mais interiores do terreno. Perto do intervalo, com um espectacular remate junto ao solo, obrigou Mora a uma defesa apertada. Paulo Jorge trouxe maior profundidade ao flanco direito, permitindo a Zé Manel “fixar-se” na esquerda e dando um auxílio a Manuel José (o que contribuiu, por conseguinte, para uma a subida de produção do ex-Setúbal, na etapa complementar do jogo). Tiago, por sua vez, mostrou, nos antípodas do que revelara nos últimos encontros de 2005, segurança e consistência, quer no passe, quer na recuperação do esférico, numa zona nevrálgica do terreno.


Pela negativa, na equipa do BFC, há a referir Paulo Sousa e Fary. O primeiro, elemento-chave nas cinco anteriores vitórias do Boavista para a Liga, esteve em noite não, uma vez que não denotou a simplicidade e a eficácia no passe, para zonas mais adiantadas, que o caracterizam. Contudo, o mais provável é que se tenha tratado, apenas, de um jogo menos feliz por parte do médio que reforçou os “axadrezados” em Janeiro e que se tem revelado fundamental na recuperação do Boavista no campeonato. Já o avançado senegalês, que começou a temporada em grande, parece atravessar um período muito pouco conseguido em termos exibicionais. Ontem, o segundo melhor marcador do BFC (atrás de JVP) raramente se assumiu como referência no ataque (um golpe de cabeça, aos 56min, em que a bola passou muito perto do poste esquerdo, foi o único apontamento positivo de Fary), revelando demasiadas hesitações quando tinha a bola nos pés. De salientar, igualmente, a entrada de Oravec, que, apesar de se ter movimentado bem, de ter ganho algumas bolas no jogo aéreo e de ter sofrido a falta que acabou por resultar no segundo golo, pouco acrescentou à equipa.


Para concluir, resta dizer que este Boavista “respira saúde”. Carlos Brito conseguiu, após uma primeira volta algo decepcionante, aliar ao bom futebol praticado pela equipa sempre que tem o esférico em seu poder (num estilo de jogo baseado numa rápida circulação de bola e na criatividade de jogadores como JVP) uma maior consistência nos sectores defensivo e intermediário. Deste modo, Boavista passou a dispor, nos últimos jogos, de maior tempo de posse de bola, concedendo aos adversários poucas oportunidades de importunar o guarda-redes “axadrezado”. A entrada de Ricardo Silva (que será uma ausência importante no próximo encontro, em Barcelos) para o “onze” titular também se tem revelado determinante (é por demais evidente que o BFC, no eixo defensivo, denota mais segurança e rigor posicional), bem como a forma mais estável de Zé Manel, que, finalmente, se assumiu como peça fundamental na estrutura montada por Brito. Além disso, garra, determinação e espírito de entreajuda têm sido epítetos de uma equipa que tem sabido, nos últimos tempos, fazer face às adversidades (como o facto de ter sido reduzida a 10 elementos, em Paços de Ferreira, e o acreditar até ao fim, no jogo de ontem). O BFC já vai no 6.º triunfo consecutivo (na oitavo, caso se considere, também, os jogos a contar para a Taça) e é notória uma muito maior confiança por parte dos adeptos, que, ontem, nunca desistiram de apoiar a equipa. Esperemos, pois, que esta dinâmica de vitória continue, de modo a guindar o Boavista para os lugares europeus, no final da época. VIVA O BOAVISTA!!!



publicado por pjmcs às 15:40
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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2006
Boavista X Rio Ave - Antevisão

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 O Notícias do Bessa volta a agradecer a Nuno Porto, autor de mais um cartaz.


Boavista – William Andem; Manuel José, Ricardo Silva, Cadú e Areias; Paulo Sousa e Lucas; João Pinto e Diego Figueredo; Zé Manel e Fary


Treinador: Carlos Brito


Outros convocados: Khadim, Cissé, Hélder Rosário, Rui Duarte, Tiago, Diogo Valente, Paulo Jorge e Tomas Oravec


Rio Ave  – Mora; Zé Gomes, Danielson, Bruno Mendes e Milhazes; Delson, Niquinha e Marquinhos; Ricardo Jorge, Chidi e Evandro


Treinador: António Sousa


Outros convocados: Candeias, Idalécio, André Vilas Boas, Mozer, Darko Anic, Keita, Agostinho e Gama


 


            O Boavista defronta, dentro de algumas horas, o Rio Ave, na tentativa de conseguir a 6.ª vitória consecutiva para a Liga. Recorde-se que, caso consigam os três pontos, os “axadrezados”, ainda que à condição, ultrapassam o Nacional e igualam o Sp. Braga no quarto lugar. Mas, primeiro, como é evidente, é preciso ganhar o encontro, o que não se prevê tarefa fácil, visto que o Rio Ave é uma equipa extremamente organizada e inteligente nas saídas para o contra-ataque quando joga fora de casa.


            Depois de uma excelente vitória em Coimbra, numa partida em que o BFC fez uma exibição consistente, pautada com alguns momentos de verdadeira classe, Carlos Brito deverá manter o 4-4-2 que tem dado óptimos resultados. Todavia, é possível que ocorrem mudanças no “onze”, começando pelo sector intermediário, em que Tiago poderá dar lugar a Figueredo, passando Paulo Sousa a jogar mais recuado (mais próximo dos dois centrais), retirando, quer a este último, quer a Lucas, responsabilidades na transposição do esférico para o ataque, visto que o paraguaio, descaindo ligeiramente para a esquerda, poderá assumir a organização do jogo boavisteiro, em apoio a JVP. Aliás, o elevado nível exibicional do internacional português com este sistema táctico (no qual tem, claramente, mais liberdade para explanar todo o seu talento, bem como para aparecer, por vezes, na grande área adversária, como aconteceu frente à Académica) constitui, muito provavelmente, uma das razões para o sucesso que os “axadrezados” têm tido nas últimas partidas. No ataque, Fary poderá render Paulo Jorge, passando o Boavista a jogar com um jogador com mais propensão para surgir no “coração” da área, repetindo-se, assim, a equipa titular com que a “Pantera” derrotou a Naval (por 3-0, há, precisamente, duas semanas). No entanto, não são de descartar as hipóteses de Brito apostar no mesmo “onze” de Coimbra (com Tiago como médio mais recuado e sem um ponta-de-lança de raiz, jogando Paulo Jorge e Zé Manel abertos na frente e JVP a aparecer, vindo de trás) ou de regressar, uma vez que o encontro terá lugar no Estádio do Bessa Século XXI, ao 4-2-3-1, saindo uma unidade do meio-campo para permitir ao BFC jogar com dois extremos e JVP no apoio a um ponta-de-lança fixo.


            Quanto ao Rio Ave, que, na primeira volta, impôs um empate “amargo” para o Boavista (visto que o golo que deu a igualdade aos vila-condenses foi apontado no “cair do pano”), António Sousa deverá apostar num 4-3-3, com um meio-campo apostado em fechar os espaços e as linhas de passe aos “construtores” de jogo “axadrezados”. O sector intermediário da formação de Vila do Conde também está encarregue de lançar os três homens do ataque do Rio Ave (Ricardo Jorge, pela direita, Evandro, no lado oposto, e Chidi, em zonas mais interiores), que tentarão, com a sua rapidez, surpreender a defesa boavisteira (Délson e Marquinhos serão os jogadores responsáveis pela transição ofensiva, enquanto que o experiente Niquinha deverá ter a função de marcar João Pinto). De notar que o esquema utilizado para António Sousa poderá, em algumas situações de jogo, passar para um 4-4-2, com o recuo de Ricardo Jorge para médio-interior direito.


            Para vencer e, consequentemente, continuar o seu percurso ganhador na Liga, o Boavista tem de manter a mesma organização e coesão dos últimos encontros, bem como a qualidade e a inteligência na gestão da posse de bola na construção de jogo e na situação ofensiva. O BFC tem de procurar assumir o domínio do encontro, pressionando, o mais perto possível da grande área adversária, o Rio Ave, mas não pode deixar-se “ludibriar” pelas tentativas, por parte dos vila-condenses, em sair para ataques rápidos. Além disso, como a grande lacuna do sector defensivo do Rio Ave parece ser as aberturas em profundidade (visto que a defesa, como foi possível constatar no jogo da primeira volta, concretamente os dois centrais, parece ser algo lenta), o Boavista pode, recorrendo à visão de jogo e à mobilidade de alguns dos seus jogadores mais adiantados, explorar essa situação.


            Para terminar, o Notícias do Bessa apela aos boavisteiros que compareçam em muito bom número (como aconteceu, por exemplo, na última partida em casa, frente à Naval, e na deslocação a Coimbra) para apoiar a equipa neste importantíssimo e difícil duelo. FORÇA BOAVISTA!!!



publicado por pjmcs às 17:01
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Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2006
FORÇA BOAVISTA!!!


Cartaz elaborado, novamente, por Nuno Porto. O Notícias do Bessa, uma vez mais, agradece.

O Notícias do Bessa aproveita para pedir uma excelente presença de boavisteiros, amanhã, no Estádio Cidade de Coimbra, para apoiar uma equipa que, em caso de vitória, dará mais um importantíssimo passo na reaproximação dos lugares cimeiros. FORÇA BOAVISTA!!!


publicado por pjmcs às 23:01
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Académica X Boavista - Antevisão

antevisao.jpg


Equipas prováveis:


Académica - Pedro Roma; Sarmento, Danilo, Hugo Alcântara e Ezequias; Dionattan, Roberto Brum e N'Doye; Filipe Teixeira; Joeano e Serjão


Treinador: Prof. Nelo Vingada


Outros convocados: Dani, Vítor Vinha, Andrade, Paulo Adriano, Nuno Piloto, Fernando e Luciano


 


Boavista - William; Manuel José, Ricardo Silva, Cadú e Areias; Paulo Sousa, Tiago e Lucas; João Pinto; Zé Manel e Paulo Jorge


Treinador: Carlos Brito


Outros convocados: Khadim, Cissé, Rui Duarte, Diego Figueredo, Hugo Monteiro, Diogo Valente, Fary e Tomas Oravec


 


Motivadíssimos pelos últimos triunfos (recorde-se que, em 2006, o Boavista apenas perdeu com o FC Porto, tendo ganho todos os encontros disputados no novo ano), entre os quais se inclui a excelente vitória na Amadora, a meio da semana (e que valeu o apuramento para os quartos-de-final da Taça), os “axadrezados” entram amanhã em campo, almejando ganhar a quinta partida consecutiva para a Liga (sétima, em termos de jogos oficiais). Pela frente, terão a Académica, num duelo que oporá dois clubes históricos no panorama nacional e que terá lugar no Estádio Cidade de Coimbra.           


Carlos Brito não deverá alterar o esquema de 4-3-1-2 desdobrável em 4-3-3, com três médios e João Pinto solto, no apoio aos dois homens do ataque, que tão bons resultados tem tido. Todavia, existe a dúvida sobre se o treinador do BFC continuará a optar por Diego Figueredo, a jogar descaído para a esquerda, ou, em alternativa, tendo em conta a circunstância de actuar fora de casa, se apostará na colocação de um médio mais recuado (Tiago, regressado após lesão, e Cissé são hipóteses), relegando o paraguaio para o “banco”. No ataque, Zé Manel e JVP manter-se-ão como titulares indiscutíveis, faltando saber quem completará o tridente ofensivo: poderá ser Paulo Jorge, como aliás, aconteceu em Paços de Ferreira (jogando o BFC com dois homens rápidos na frente, directamente apoiados por JVP, e, eventualmente, Figueredo, que, se alinhar de início, poderá, em algumas situações no encontro, aparecer no “coração” da grande área, em resposta a cruzamentos, visto que é um futebolista forte no jogo aéreo), Fary ou Oravec, um avançado mais fixo. Independentemente destas dúvidas no “onze”, Brito procurará, com toda a certeza, manter os princípios de jogo que o Boavista tem evidenciado nos últimos encontros: consistência e muita entreajuda e disponibilidade nos sectores defensivo e intermediário e capacidade de gerir a posse de bola e de circular o esférico, com segurança e rapidez, no meio-campo adversário. 


A Académica, por sua vez, deverá continuar a jogar no 4-3-1-2 que lhe valeu três vitórias (frente a Setúbal e Aves, fora, e Paços de Ferreira, em casa), com dois avançados móveis, Serjão e Joeano (embora um dos dois possa ser rendido por Luciano na equipa titular), apoiados por um criativo (Filipe Teixeira), que, à semelhança de João Pinto, disporá de liberdade de movimentos no sector ofensivo (podendo aparecer nas costas dos dois avançados ou descair para uma das alas), e um trio de centro-campistas, capaz não só de recuar bolas, como também de sair a jogar com grande qualidade. Nelo Vingada apostará, pois, num sistema táctico muito parecido com o que o BFC tem actuado. 


Num encontro em que se aguarda uma tarefa extremamente complicada para o Boavista, visto que a Académica, além de jogar no seu estádio, apresenta jogadores tecnicamente evoluídos no meio-campo e no ataque (como Roberto Brum, N’Doye ou Filipe Teixeira). Por isso, o BFC tem de ser organizado e ocupar racionalmente os espaços durante todas as fases da partida, mesmo quando o “sinal mais” for dos “estudantes”, procurando dominar territorialmente o encontro, através de uma eficaz gestão da posse do esférico, de preferência no meio-campo adversário. Além disso, será essencial que a eficácia nas transições defensivas e ofensivas revelada nos últimos jogos se mantenha, bem como o acerto dos dois centrais, Ricardo Silva e Cadú, que, frente a Paços de Ferreira, Naval e Estrela da Amadora, se mostraram intransponíveis. FORÇA BOAVISTA!!!



publicado por pjmcs às 22:54
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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2006
Boavista nos quartos-de-final da Taça!!!

O Boavista carimbou, ontem, o "passaporte" para os quartos-de-final da Taça de Portugal, época 2005/2006, com uma vitória por 0-1 no difícil terreno do Estrela da Amadora. Um golo de cabeça de Hélder Rosário, aos 35min, garantiu o triunfo para os "axadrezados", colocando o nosso clube a dois jogos do Jamor. VIVA O BOAVISTA!!!


Estrela da Amadora - Paulo Lopes, Santamaria (Anselmo, aos 71min), Maurício e Amoreirinha; Emerson (Manú, aos 43min), Paulo Machado, André Barreto e Rui Duarte (Rui Borges, ao intervalo); Zamorano, Maxi Bevacaqua e Semedo


Treinador: António Conceição (Toni)


Boavista - Khadim; Rui Duarte, Ricardo Silva, Cadú e Areias; Paulo Sousa, Hélder Rosário (Cissé, aos 64min) e Lucas; Diego Figueredo e Zé Manel (Paulo Jorge, aos 69min); Tomas Oravec (Manuel José, aos 78min)


Treinador: Carlos Brito



publicado por pjmcs às 13:20
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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2006
Próximo Jogo

BOAVISTAFCnaval.jpg


Cartaz novamente elaborado por Nuno Porto, cuja colaboração o Notícias do Bessa agradece.


Após três vitórias consecutivas para a Liga, que valeram uma reaproximação aos lugares europeus, o Boavista recebe, depois de amanhã, uma Naval também motivada na sequência da última jornada, em que derrotou o Estrela da Amadora por 2-0. Todo o apoio será fundamental para ajudar os “axadrezados” na sua tarefa de tentar somar o quarto triunfo em quatro partidas disputadas na segunda volta. FORÇA BOAVISTA!!!



publicado por pjmcs às 22:21
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