Sábado, 31 de Dezembro de 2005
2005 em revista

             No início, 2005 "prometeu" ser um ano de sucesso para o Boavista. Todavia, o balanço acaba por ser negativo. O BFC falhou a possibilidade, pela terceira época consecutiva, de forma surpreendente, de se apurar para as competições europeias, numa época em que chegou a "sonhar" com o título. Na segunda metade do ano, as 16 primeiras jornadas da Liga significaram um princípio de temporada algo modesto para o "Xadrez". A mudança no comando técnico dos "axadrezados" (saiu Jaime Pacheco, entrou Carlos Brito) foi, talvez, um dos factos mais marcantes para o Boavista no ano que hoje termina.  


            Todavia, há aspectos positivos a reter. A excelente carreira na Taça de Portugal em 2004/2005 (em que o BFC conseguiu chegar às meias-finais), o regresso de Fary à competição (tendo, inclusive, apontado 5 golos na época em curso, assumindo-se como um dos jogadores mais importantes equipa) e o "renascimento" de João Pinto, depois de cinco meses - de Janeiro até Maio - em que não foi, claramente feliz (a sua saída chegou a ser dada como certa por duas ocasiões) são os marcos mais "risonhos" para os boavisteiros em 2005. Além disso, porque o BFC não se resume ao futebol, seria injusto não enaltecer os feitos da equipa de futsal. Foi finalista vencida da Taça de Portugal, apurando-se para a Taça das Taças, competição em que foi a grande supresa, visto que conseguiu chegar à final, e venceu a Supertaça de Portugal frente ao Benfica.


            Esperemos, pois, que o ano de 2006 traga um Boavista forte, capaz de dar muitas alegrias aos seus adeptos. O Notícias do Bessa aproveita para desejar a toda a família boavisteira um Próspero Ano Novo.



publicado por pjmcs às 14:57
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Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2005
Paulo Sousa confirmado; plantel poderá ser reforçado com mais 1 ou 2 jogadores

No discurso que realizou durante o habitual jantar poucos dias antes do final do ano, no encerramento das comemorações do 102.º aniversário do BFC, o Dr. João Loureiro confirmou a contratação do médio-defensivo Paulo Sousa, numa aquisição que vem aumentar o lote de opções ao dispor de Carlos Brito no sector intermediário, que, nos últimos jogos, denotou fragilidade.


Todavia, segundo o presidente do Boavista, a SAD "axadrezada" poderá contratar mais um ou dois futebolistas, com a condicionante de tais aquisições serem a custo zero (cedências por empréstimo ou jogadores sem clube). De acordo com o jornal O JOGO, os reforços na agenda boavisteira deverão ser um avançado e um médio-ofensivo (organizador de jogo). Nessa perspectiva, o regresso de Silva (que, nos próximos dias, deverá rescindir com o Sporting) é uma hipótese provável. No entanto,  a aquisição de um defesa-central também poderá ser, ao invés da contratação de um avançado ou de um "playmaker", um possibilidade. Desta forma, Éder (que pretende rescindir com o Terek Grozny e voltar a Portugal) e Paulo Turra (sem clube desde Junho) poderão figurar na "lista" de prioridades "axadrezada".


Noutro âmbito, ainda no capítulo "transferências", não obstante o passe de Diogo Valente poder ser negociado, já no mês de Janeiro, com o FC Porto (algo que o presidente do BFC não confirmou), o Dr. João Loureiro afirmou que a probabilidade de o esquerdino continuar no Bessa até ao final da temporada é de mais de 90%.


 



publicado por pjmcs às 13:59
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Sábado, 24 de Dezembro de 2005
FELIZ NATAL!!!
O Notícias do Bessa aproveita para desejar a toda a família boavisteira, em especial, a todos os visitantes deste blog um Feliz Natal!


publicado por pjmcs às 13:09
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Paulo Sousa muito provável

paulo-sousa.jpg O médio-defensivo Paulo Sousa, actualmente ao serviço do Estoril, poderá reforçar o Boavista no próximo mês de Janeiro. O jogador de 25 anos foi, precisamente, formado nos "axadrezados", sendo que metade do seu passe ainda pertence à SAD boavisteira. Recorde-se que o ingresso do número 6 "canarinho" no BFC é foi uma possibilidade aventada no último defeso, mas que apenas a meio da temporada deverá ser confirmada.


A Estoril-Praia, Futebol, SAD atravessa, como é do conhecimento público, grandes dificuldades financeiras, comprovadas, aliás, pela rescisão de alguns jogadores. Desta forma, a SAD "axadrezada" poderá adquirir, por uma verba bastante acessível (enquadrada, portanto, no rigor económico imposto pelo Dr. João Loureiro), um reforço para o meio-campo, sector onde o plantel do BFC apresenta, neste momento, poucas opções. O Estoril, por sua vez, além de "encaixar" um determinado montante pela venda dos 50% do passe de Paulo Sousa que lhe pertencem, deixará de ter, desta forma, encargos com o salário do jogador. 



publicado por pjmcs às 12:52
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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2005
Boavista 0 - Nacional 3: FALTA DE SORTE NO ATAQUE NÃO EXPLICA TUDO. . .

bfc1 - cdn 1.jpg


Boavista – Carlos; Rui Duarte (Cafú, aos 36min), Hélder Rosário, Cadú e Areias; Tiago e Lucas; Manuel José, João Pinto (Paulo Jorge, aos 69min) e Diogo Valente (Guga, ao intervalo); Fary 


Treinador: Carlos Brito


Nacional – Diego Benaglio; Ávalos, Fernando Cardozo e Ricardo Fernandes; Patacas, Bruno (Dario Anic, aos 79min), Chainho e Alonso; Alexandre Goulart; Nuno Viveiros (André Pinto, aos 54min) e Miguelito


Treinador: Manuel Machado


            O Boavista sofreu, ontem à noite, em pleno Estádio do Bessa Século XXI, uma derrota, a todos os níveis, humilhante, perante um adversário mais inteligente, mais organizado e, também, embora isso esteja longe de explicar o que se passou, com mais sorte (não obstante a eficácia no ataque, por contraponto ao desperdício “axadrezado”, não se dever, somente, ao factor sorte/azar: a qualidade/classe/categoria de quem finaliza também conta...).


 


            Curiosamente, o BFC soube reagir ao golo sofrido e às adversidades que se seguiram (o remate de Diogo Valente ao poste, que, depois, bateu no pé de Diego Benaglio, e o “penalty” falhado por Fary são os exemplos mais flagrantes), mostrando alguns momentos de futebol bastante razoável no sector ofensivo. Jogadores como João Pinto, Fary (apesar da grande penalidade desperdiçada) e Cafú (que entrou perto do final da primeira parte) tudo fizeram para inverter o rumo dos acontecimentos.


 


            Todavia, uma equipa de futebol não pode mostrar, apenas, qualidade quando dispõe da posse de bola nas imediações da grande área adversária. Por outras palavras, o Boavista foi uma formação demasiado desorganizada nas situações em que o Nacional conseguia circular o esférico no meio-campo defensivo dos “axadrezados”. Os dois médios (Lucas e Tiago) revelaram-se excessivamente “curtos” para o maior poderio madeirense no sector intermediário, não sabendo, autenticamente, o que fazer quando tinham por missão fazer a transposição do jogo boavisteiro para o ataque. Um problema que se arrasta dos últimos encontros (mas que já se havia verificado em algumas partidas fora de casa, no início da temporada), sem que sejam operadas mudanças pela equipa técnica... Quanto à defesa, podemos afirmar que Carlos acabou por ser vítima da falta de rigor nas marcações e de tempo de entrada à bola (o primeiro golo do Nacional, em que Hélder Rosário, sabendo que não tinha qualquer companheiro em condições de fazer a dobra nas seus “costas”, entrou, precipitadamente, à bola, é um exemplo disso mesmo) dos seus colegas. Os futebolistas como Miguelito, Goulart e Bruno faziam, verdadeiramente, o que queriam, passando facilimente pelos defesas “axadrezados”.


 


            É evidente, todavia, que o Nacional foi extremamente feliz. Inaugurou o marcador quando o encontro se encontrava numa fase precoce, de completa indefinição, e fez o 0-2 num período em que o Boavista dominava claramente e estava pertíssimo do empate. No entanto, uma equipa que perde 0-3 no seu próprio estádio não pode queixar-se, somente, da infelicidade na hora de marcar...


 


            Além disso, as entradas de Cafú, Guga e Paulo Jorge, jogadores que até trouxeram maior acutilância ao sector ofensivo “axadrezados”, revelaram-se algo tardias. Cafú deveria ter sido lançado logo após o primeiro golo, Guga deveria ter rendido o, uma vez mais, desinspirado Diogo Valente (que, fora o remate ao poste, pouco mais produziu) antes do intervalo e Paulo Jorge até poderia ter sido titular e, entrando no jogo, nunca deveria ter sido para o lugar de JVP, que, como já foi referido, foi um dos poucos “axadrezados” que tudo fez para “remar contra a maré”.


 


            Para finalizar esta análise resta dizer o seguinte: sem colocar, minimamente, em causa o lugar de Carlos Brito enquanto treinador do BFC (até porque a sua chegada ao Estádio do Bessa Século XXI trouxe maior “alegria” ao futebol ofensivo da “Pantera”, com jogadores como João Pinto a renderem, incomparavelmente, mais do que na época passada), existem aspectos importantíssimos relativamente aos quais urge operar mudanças significativas. Com o BFC a utilizar, no “onze”, um futebolista como João Pinto (que gosta de jogar nas “costas” do ponta-de-lança, sem grandes preocupações defensivas), é necessário um meio-campo extremamente forte e consistente, mas, igualmente, com capacidade para sair a jogar e distribuir jogo com grande qualidade. Das duas uma: ou ocorre a substituição de um ou dois médios por outro(s) mais rigorosos tacticamente e com maior visão de jogo e segurança no passe ou é realizada uma mudança de sistema táctico, com um reforço (acrescentando mais um homem) do meio-campo, talvez com um futebolista capaz de organizar jogo, “retirando”, assim, tantas responsabilidades a Lucas (que tem, actualmente, de “desdobrar-se” entre as sempre árduas tarefas de recuperar bolas e fazer compensações no sector defensivo e a distribuição de jogo em zonas mais adiantadas no terreno). Além disso, como é óbvio, a defesa precisa de uma “remodelação”. A dupla de centrais, que se mantém praticamente inalterada durante toda a primeira volta, voltou, ontem, a mostrar, apesar de, nos encontros anteriores (contra Benfica e Guimarães), até se ter exibido em bom plano, tudo o que de negativo protagonizou nas primeiras jornadas desta Liga, o que já valeu a perda, desnecessária, de alguns pontos preciosos. O Boavista é uma equipa que sofre demasiados tentos, falhando, por vezes de forma incompreensível, nas marcações. E centrais como Ricardo Silva (muito experiente e fortíssimo no jogo aéreo) e Cissé (que mostrou muita qualidade durante a pré-época) pouquíssimas oportunidades tiveram.


            Em suma, tratam-se de problemas e questões sobre os quais a equipa técnica liderada por Carlos Brito tem de se debruçar, aproveitando a paragem do campeonato face à quadra natalícia, a fim de que, nas 18 jornadas que faltam disputar, o Boavista recupere os pontos que tem de desvantagem em relação às equipas que ocupam os lugares europeus, saindo do desagradável 7.º lugar em que, actualmente, se encontra.  



publicado por pjmcs às 13:19
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Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2005
Boavista X Nacional - Antevisão

BOAVISTAFC-nacional.jpg


Cartaz elaborado, uma vez mais, por Nuno Porto, a quem o Notícias do Bessa agradece.


Equipas prováveis:


Boavista – Carlos; Rui Duarte, Hélder Rosário, Cadú e Areias; Tiago e Lucas; Manuel José, João Pinto e Diogo Valente; Fary 


Treinador: Carlos Brito


Nacional – Diego Benaglio; Ávalos, Fernando Cardozo e Ricardo Fernandes; Patacas, Bruno, Chainho e Alonso; Alexandre Goulart; Miguelito e André Pinto


Treinador: Manuel Machado


            O Boavista recebe, amanhã, o Nacional, actual segundo classificado da Liga. Trata-se de um encontro bastante importante para os “axadrezados”, numa perspectiva de procurar consolidar as suas ambições no que respeita ao grande objectivo para esta temporada: a qualificação para uma prova europeia.


            Apesar do decepcionante empate do último domingo frente ao Guimarães, também no Estádio do Bessa Século XXI, não é provável que Carlos Brito opere alterações muito significativas no “onze”. A “vaga” deixada pela ausência de Zé Manel (castigado por um encontro) deverá ser ocupada por Manuel José (adiantando-se, assim, no terreno), permitindo a Rui Duarte recuperar a titularidade. Todavia, Paulo Jorge e Cafú também são possibilidades para alinhar no flanco direito do ataque (mantendo-se Manuel José a lateral), embora seja mais provável a colocação de Manuel José nessa posição, até para, em algumas situações de jogo, conferir maior força e consistência ao meio-campo “axadrezado” (sector muito bem organizado na formação adversária) e, noutras situações, dar maior segurança defensiva ao flanco direito (recorde-se que o Nacional irá, em princípio, apresentar, no lado esquerdo, Alonso como lateral com pendor ofensivo e, por vezes, Miguelito e/ou Alexandre Goulart). Também é quase certo que Fary recupere a titularidade, relegando William Souza (que não esteve, claramente, bem no último enconro) para o “banco”. De resto, não deverá haver mais mudanças no 4-2-3-1 de Brito. Destaque para a “nuance” de João Pinto poder permutar com os dois extremos, em algumas fases da partida, passando para uma das alas (com Diogo Valente ou Manuel José a flectirem para zonas mais interiores).


            Relativamente ao Nacional, a formação madeirense é, seguramente, uma das melhores no capítulo táctico, em Portugal. Manuel Machado deverá apostar no mesmo esquema que utilizou na derrota no Estádio da Luz, um 3-5-2 desdobrável em 3-4-3. A equipa insular jogará, tudo indica, com três defesas-centrais (sendo que Ávalos, bem conhecido de todos os boavisteiros, visto que sabe sair a jogar com relativa facilidade, poderá funcionar, por vezes, como médio mais recuado), dois laterais com liberdade para atacar (Patacas e Alonso), dois centrocampistas com capacidade para recuperar e construir jogo, actuando com grande rigor táctico (Bruno e Chainho) e dois elementos móveis (Alexandre Goulart e Miguelito) no apoio ao ponta-de-lança André Pinto. Convém, no entanto, ressalvar que Nuno Viveiros (rendendo, por exemplo, Alonso, o que significaria o recuo de Miguelito para lateral-esquerdo), Dario Anic (no lugar de Alexandre Goulart) e Chilikov (como ponta-de-lança, em vez de André Pinto) também poderão ser hipóteses para o “onze”.


            Vai ser, obviamente, um teste extremamente complicado para este Boavista, não obstante jogar em casa. Defrontando um adversário que faz da organização, quando não tem a posse de bola, uma das suas maiores armas (sendo capaz de fazer as transições
defesa-ataque com rapidez, desdobrando-se, facilmente, para as iniciativas ofensivas), o BFC terá de ser uma equipa coesa no seu sector mais recuado (defesa + meio-campo defensivo), algo que até aconteceu durante a maior parte da partida diante do Guimarães. Além disso, os “axadrezados” terão de ser, comparando com o que aconteceu no empate frente aos vimaranenses, mais rápidos e eficazes na transposição do jogo para o ataque, contando com um meio-campo mais seguro e rigoroso no capítulo do passe, de modo a que o futebol ofensivo do Boavista, que já proporcionou, esta época, alguns momentos de enorme qualidade, possa fluir. Por outras palavras, será necessária uma conveniente entrega do esférico para os sectores mais adiantados, a fim de que estes consigam fazer uma circulação de bola com progressão, permitindo projectar homens como João Pinto para as imediações da grande área contrária. Para terminar, também convirá que o ponta-de-lança (Fary, em princípio) apresente mobilidade e seja inteligente nas desmarcações (algo que não sucedeu na última partida), para permitir abrir espaços e, consequentemente, linhas de passe no sector defensivo do Nacional. E, como é óbvio, exige-se, igualmente, acutilância nas alas.
FORÇA BOAVISTA!!!



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Terça-feira, 20 de Dezembro de 2005
Bruno Paixão no Boavista X Nacional

UPLOAD-bin2_imagem_0524209001095329540-846.jpgBruno Paixão, da AF Setúbal, foi o árbitro nomeado pela Comissão de Arbitragem da Liga para o encontro da próxima quinta-feira, no Estádio do Bessa Século XXI, que colocará frente-a-frente Boavista e Nacional. Recorde-se que Bruno Paixão já dirigiu, esta época, um encontro dos “axadrezados”: foi diante do Belenenses, no Estádio do Restelo, partida que terminou empatada a uma bola (golos de Meyong, de grande penalidade, e de João Pinto). O juiz setubalense será auxiliado pelos árbitros assistentes Venâncio Tomé (também da AF Setúbal) e Luís Marcelino (da AF Leiria).



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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005
Sandro no Boavista?

sandro5vq.jpg Numa altura em que falta apenas disputar uma jornada antes da reabertura do mercado de transferências (abre a 1 de Janeiro de 2006 e fecha no dia 31 do mesmo mês), muitos são os nomes aventados como possíveis reforços do clubes da Liga betandwin.com.


O Notícias do Bessa pode avançar, embora sem quaisquer certezas, Sandro como possível reforço do Boavista em Janeiro. Quando parece cada vez mais provável a transferência de Diogo Valente para o FC Porto, o médio-defensivo Sandro poderá surgir como contrapartida (além de uma determinada verba) para os "axadrezados" no referido negócio. Recorde-se que o médio cabo-verdiano, de 28 anos, esteve a um "passo" de ser "emprestado" do BFC no início da temporada. Todavia, acabou por ser "desviado" pelos turcos do Vastel Manisaspor, que apresentaram uma proposta financeiramente mais vantajosa aos "azuis-e-brancos". No entanto, Sandro não foi feliz na sua experiência no oriente europeu, tendo rescindido o seu contrato de cedência com o clube otomano. Segundo palavras do próprio jogador, este está interessado em representar um clube português (do primeiro escalão) ou estrangeiro (num país, porém, relativamente próximo de Portugal). Se a vinda do antigo "capitão" do Vitória de Setúbal se vier a confirmar, o plantel do Boavista passará a contar com um concorrente "de peso" para Tiago, no posto mais recuado do meio-campo.


Ainda no capítulo das transferências, foi apontada, na última 5.ª feira, a possibilidade de Manuel José representar o Sporting. Caso essa transacção seja concretizada (o que, para já, não parece muito provável, uma vez que ainda não houve qualquer abordagem por parte do clube de Alvadade e, também, devido ao facto de o BFC estar algo renitente em vender o futebolista de 24 anos, na medida em que é um dos "esteios" da equipa e foi um jogador contratado no último Verão), Wender (por empréstimo) e/ou Silva (por cedência temporária ou definitiva) poderão ser reforços dos "axadrezados", dada a sua fraca utilização do Sporting.


Para terminar, a aquisição de mais um central também poderá ser uma prioridade boavisteira, embora tal intenção possa ter esmorecido face à melhoria exibicional dos dois centrais habitualmente titulares (Cadú e Hélder Rosário). O ingresso do experiente Franco, actualmente sem clube, não é uma hipótese a descartar, ainda para mais tendo o defesa-central de 31 anos sido orientado por Carlos Brito, em Vila do Conde, durante cerca duas épocas e meia. Outra possibilidade é a contratação de um guarda-redes, mas apenas no caso de Carlos ser transferido.


 


 



publicado por pjmcs às 14:30
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Boavista 1 - Guimarães 1: DOIS PONTOS INJUSTAMENTE PERDIDOS. . .

bfc 1 - vsc 1.jpg


Boavista – Carlos; Manuel José, Hélder Rosário, Cadú e Areias; Tiago e Lucas; Zé Manel, João Pinto (Rui Duarte, aos 76min) e Diogo Valente (Cafú, aos 80min); William Souza (Fary, aos 64min) 


Treinador: Carlos Brito


Guimarães – Nilson; Mário Sérgio (Moreno, aos 74min), Dragoner, Cléber e Rogério Matias; Flávio Meireles, Svard e Benachour; Paulo Sérgio (Targino, aos 59min), Saganowski e Dário (Manoel, aos 86min)


Treinador: Vítor Pontes


ANÁLISE GLOBAL


            O Boavista cedeu, ontem, dois pontos no Estádio do Bessa Século XXI, frente a um Guimarães que raramente conseguiu produzir jogadas de cariz ofensivo que incomodassem verdadeiramente Carlos. Aliás, o golo minhoto, num remate feliz de Saganowski, surgiu na sequência de um alívio deficiente, de cabeça, por parte de Areias.


            A primeira meia-hora da partida foi fraca, com os “axadrezados” a respeitarem em demasia o seu opositor. Nesse período, nenhuma das equipas se superiorizou, sendo o encontro disputado, essencialmente, no “miolo”. O Boavista não conseguia abrir espaços na “muralha” que o Guimarães construiria no seu meio-campo. Não se soltava, não circulava a bola com progressão, não criava espaços de penetração, valendo-se das incursões dos seus extremos e de Manuel José (que jogou a maior parte da partida a lateral-direito).


            Todavia, no último quarto-de-hora da primeira parte, a equipa “desenvencilhou-se” da “teia” montada pela formação minhota e mostrou, finalmente, embora sem ser tão espectacular como em anteriores jogos em casa, autoridade e impôs o seu futebol. Manuel José, num livre à entrada da área, rematou colocado, fazendo o esférico embater nas malhas laterais da baliza de Nilson. Minutos depois, canto para o Boavista, marcado de forma curta, com Zé Manel, após um excelente trabalho, que retirou dois adversários do caminho, centrou ao segundo poste. Cadú antecipou-se a Nilson e, à segunda tentativa, acabou por, com o pé direito, inaugurar o marcador, dando-lhe justiça, face ao domínio “axadrezado” nessa fase do encontro.


 


            Quanto os adeptos do Boavista pensavam que o BFC, na segunda parte, iria gerir o resultado sem grandes percalços e, quem sabe, ampliá-lo para uma margem mais confortável. Puro engano... Como acima foi referido, Saganowski, aproveitando um erro de Areias, fez o empate, sem o Guimarães nada ter feito para o justificar.


            Apesar do golo sofrido, ainda para mais numa altura tão precoce da etapa complementar, o Boavista reagiu muito bem e partiu para aquele que foi, seguramente, o seu melhor período no encontro. Zé Manel (a concluir uma excelente jogada de envolvimento, com João Pinto a desmarcar Diogo Valente na esquerda e este a cruzar, com “conta, peso e medida”) cabeceou à barra. Pouco depois, Fary, que rendeu William Souza aos 64min, também de cabeça, rematou para uma defesa complicadíssima de Nilson, quando, na bancada, já se festejava o segundo tento do “Xadrez”.


            Mas foi, precisamente, na altura em que o Boavista “sufocava” o Guimarães que o árbitro, o sr. Nuno Almeida, exibiu dois cartões amarelos claramente “forçados” a Zé Manel (um dos melhores em campo, pela acutilância que trouxe à equipa, isto em comparação, por exemplo, com o encontro da Luz). Com menos uma unidade, o BFC sentiu muito mais dificuldades, naturalmente, perdeu fulgor e capacidade de pressão no ataque e no
meio-campo. No entanto, mesmo assim, continuou a ser a equipa que mais arriscava e mais tempo de posse de bola dispunha. Claro que, com dez, era impossível, a partir dos 72min, fazer muito mais...


ENQUADRAMENTO TÁCTICO


            Se Vítor Pontes apostou no “onze” que era mais provável, já Carlos Brito, não obstante manter o 4-2-3-1, surpreendeu, de certa forma, ao lançar William Souza (no lugar de Fary). Outra alteração na equipa titular foi a entrada de Zé Manel, que implicou a saída de Rui Duarte, recuando Manuel José para lateral. Carlos Brito procurava, assim, fornecer maior acutilância à ala direita.


            Como reacção ao golo do empate vimaranense, Brito decidiu trocar de ponta-de-lança, substituído William Souza por Fary. O treinador do BFC visava emprestar maior mobilidade ao sector ofensivo, já que William (em noite desinspirada) não conseguiu deslocar as marcações da defensiva adversária, possivelmente, uma das razões para o facto de o Boavista, durante grande parte do primeiro tempo, não ter conseguido, nos antípodas do que é costume nas partidas disputados no Estádio do Bessa Século XXI, abrir espaços, com triangulações e lances rápidos de envolvimento.


            Após a expulsão, o técnico da “Pantera”, em nossa opinião, não foi feliz nas duas alterações realizadas. Se é verdade que a entrada de Rui Duarte deu maior consistência ao lado direito da defesa, as saídas de JVP (muito esforçado, mas foi “penalizado” pela fraca actuação de Lucas, que não esteve, claramente, bem na missão de distribuir jogo) e Diogo Valente (não foi um extremo muito acutilante, é certo, porém, são de destacar as boas variações de flanco que, por vezes, conseguiu, bem como o facto de, após a saída de João Pinto, quando a equipa estava com menos uma jogador, ter sido o jovem esquerdino a assumir a responsabilidade de organizar o jogo ofensivo “axadrezado”) retiraram criatividade e clarividência à equipa. Além disso, Cafú, demasiado “trapalhão” não acrescentou absolutamente nada.


ÚLTIMAS NOTAS / COMENTÁRIO FINAL


            O empate de ontem (“simpático” para os vimaranenses e penalizador para o Boavista) confirmou a ideia de que o Boavista precisa de uma nova “frescura” no meio-campo, isto apesar de Tiago, completamente “transfigurado” para melhor relativamente ao encontro frente ao Benfica, ter protagonizado uma boa exibição, mostrando segurança, serenidade e um carácter prático no passe (em suma, cumpriu a sua tarefa e resolveu sempre os problemas que se lhe depararam durante a partida). Lucas esteve quase irreconhecível, não quanto à sua abnegação (inalterável), mas sim face ao desacerto e à lentidão surpreendentes (pela negativa) que denotou na distribuição de jogo. Em traços gerais, o meio-campo até foi mais consistente do que em encontros anteriores no que toca ao fecho das linhas de passe adversárias, no entanto, mostrou ineficácia na transposição do jogo para o ataque. Aliás, era, sobretudo, Cadú e, por vezes, Manuel José e Zé Manel (quando este descia no terreno para vir buscar jogo) os elementos que asseguraram, em bastantes situações na partida, a transição defesa-ataque. Por falar em Cadú, fica o elogio não só para o ex-pacense, como também para o seu companheiro no “eixo” da defesa, Hélder Rosário, e para o guarda-redes Carlos.


            Manuel José esteve em bom plano a defender, tentando auxiliar o ataque, mas baixou de rendimento quando entrou Rui Duarte, na medida em que teve de passar a actuar numa posição mais adiantada no terreno (mostrou, novamente, que produz mais a lateral do que a extremo). Zé Manel trouxe velocidade, espontaneidade, irreverência ao sector ofensivo, deambulando entre a direita, a esquerda (permutou, várias vezes, com Diogo Valente) e, até, posições mais interiores (passando JVP para uma das alas). Foi expulso por excesso de zelo do árbitro, o que se reflectiu na actuação da equipa nos minutos seguintes. Como acima já foi aflorado, William Souza não correspondeu àquilo que lhe seria exigível (nem sequer ganhou muitos lances no jogo aéreo, vertente em que poderia acrescentar algo relativamente a Fary). João Pinto e Diogo Valente foram dois jogadores esforçados e que procuraram ser os organizadores de jogo da equipa. Aliás, a subida de produção do BFC no final da primeira parte em muito se deveu à melhoria no rendimento do número 11 do Boavista.


            Para concluir, resta dizer que, a despeito de uma meia-hora inicial pouco conseguida, o Boavista acabou por justificar, mesmo quando estava com apenas 10 elementos, os três pontos. No entanto, urge rever aspectos como a transição defesa – meio-campo – ataque, de modo a que o BFC possa voltar a ser uma equipa, como se viu em muitos encontros disputados no Bessa, claramente projectada para o ataque, capaz de uma circulação de bola rápida e com progressão no último reduto adversário. Além disso, não foi muito acentuada a exploração das alas, onde o BFC apresentou, sobretudo no flanco direito, homens com a capacidade de criar desequilíbrios, frente a um adversário pouco consistente, defensivamente, nas faixas.


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Domingo, 18 de Dezembro de 2005
Boavista X Vitória de Guimarães - Antevisão

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Equipas prováveis:


Boavista – Carlos; Rui Duarte, Hélder Rosário, Cadú e Areias; Tiago e Lucas; Manuel José, João Pinto e Diogo Valente; Fary 


Treinador: Carlos Brito


Vitória de Guimarães – Nilson; Mário Sérgio, Dragoner, Cléber e Rogério Matias; Flávio Meireles, Svard e Benachour; Paulo Sérgio, Saganowski e Dário


Treinador: Vítor Pontes


            Em plena época natalícia, o Estádio do Bessa Século XXI deverá registar uma boa assistência para o primeiro de dois jogos que os “axadrezados” disputam em casa, em menos de uma semana. Frente-a-frente estarão Boavista e Guimarães, naquele que é, quiçá, o jogo “grande” desta jornada 15 da Liga. 


            Para a partida de hoje, Carlos Brito deverá manter-se “fiel” ao 4-2-3-1 e, também, à mesma equipa que alinhou de início nos dois últimos encontros, não obstante a exibição menos conseguida diante do Benfica. Todavia, não será, de todo, surpreendente se Zé Manel (regressado após lesão) e/ou Paulo Jorge sejam titulares. Nesse caso Rui Duarte (apesar da boa actuação no Estádio da Luz), Diogo Valente ou, mesmo, ambos seriam relegados para o “banco”. Se a eventual troca de Diogo Valente por Paulo Jorge/Zé Manel não implicaria grandes “nuances”, já a saída de Rui Duarte significaria o recuo de Manuel José para lateral, dando à ala direita um maior pendor ofensivo. Tudo dependerá, pois, das intenções de Carlos Brito: apostar em dois médios-ala com tendência para flectirem para o centro, participando em jogadas de envolvimento, combinações e triangulações (Diogo Valente e Manuel José) ou jogar com dois extremos mais rápidos, dotados de maior poder de finta e capacidade de chegar perto da linha final para tirar cruzamentos. Outra hipótese poderá passar pela utilização, de início, em simultâneo, de William Souza e Fary, encarregando-se Manuel José de todo o flanco direito, podendo ser auxiliado por Fary, que passaria a dispor de (ainda) maior liberdade para vir buscar e movimentar-se por outros terrenos que não o “coração” da grande área. No entanto, tal possibilidade parece pouco provável. 


            Quanto ao Vitória de Guimarães, Vítor Pontes, na sua estreia enquanto treinador da formação minhota, deverá colocar a sua equipa a jogar num 4-3-3, com Benachour como organizador de jogo, Paulo Sérgio no flanco direito do ataque e Dário, como “falso”
extremo-esquerdo, no apoio a Saganowski. Aliás, as movimentações de Dário (flectindo para o centro do ataque, formando dupla com Saganowski) e de Benachour (descaindo para a esquerda) podem acarretar um desdobramento, quando o Guimarães tiver a bola em sua posse, para um esquema de 4-4-2. Para fazer face a tal variação, Areias, quando o BFC estiver em situação defensiva, poderá passar para o “eixo” do sector mais recuado (de modo a manter a superioridade numérica dos “axadrezados” no centro da defesa – 3 para 2), ficando Diogo Valente com a responsabilidade de fechar na esquerda. João Pinto e Fary, por sua vez, encarregar-se-ão de fazer a pressão mais alta da equipa.
 


            Num encontro que se prevê muito disputado e complicado, o Boavista, para fazer valer o factor casa (algo que tem acontecido, até agora, nesta temporada), terá de ser, nos antípodas do que aconteceu no derradeiro jogo (em Lisboa) uma equipa organizada e mais agressiva que o adversário (sem isto implicar, porém, “entradas” precipitadas à bola) no meio-campo, a fim de, a partir desse sector, organizar as suas iniciativas ofensivas. No ataque, à semelhança das últimas partidas em casa, o Boavista terá de ser uma formação rápida e segura na circulação do esférico, apostando na mobilidade de homens como Fary e JVP para abrir espaços. A transição da situação ofensiva para a defensiva, quando perder o controlo da bola, será essencial, tendo o sector mais recuado de preservar a consistência e o rigor nas marcações à zona (não deverá exagerar nas marcações individuais, apesar de o Guimarães possuir jogadores como Benachour, dotados de elevada qualidade técnica e grande visão de jogo). Além disso, outro aspecto fulcral: nos lances de bola parada dos quais o adversário venha a dispor, o BFC tem de ser uma equipa inteligente, evitando desmarcações rápidas dos seus opositores, de modo a que estes não surjam, isolados, na “cara” de Carlos.


             Para terminar, como já fizera ontem, o Notícias do Bessa volta a pedir o máximo apoio dos boavisteiros aos nossos jogadores. FORÇA BOAVISTA!!!


 



publicado por pjmcs às 12:55
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