Sábado, 26 de Novembro de 2005
Marítimo 1 - Boavista 1: JUSTO. . .

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Marítimo - Marcos; Briguel, Mitchell van der Gaag, Valnei e Evaldo; Wênio, Fahel (Nilson Sergipano, aos 70min) e Mancuso (Fernando, aos 69min); Marcinho (Júnior Bahia, aos 86min), Kanu e Manduca


Treinador: Paulo Bonamigo


Boavista - Carlos; Rui Duarte (William Souza, ao intervalo), Ricardo Silva, Cadú e Carlos Fernandes; Tiago e Lucas; Manuel José, João Pinto e Diogo Valente (Paulo Jorge, ao intervalo); Fary (Cafú, aos 87min)


Treinador: Carlos Brito


            O Boavista empatou esta noite no Estádio dos Barreiros, frente a uma sempre complicada formação do Marítimo. A igualdade final que se verificou no marcador acaba por constituir o desfecho mais justo para este encontro, no qual cada uma das equipas dominou o jogo em determinados períodos. A prestação dos “axadrezados” pode ser, globalmente, considerada positiva (é bem possível que tenha sido a melhor exibição fora de casa do Boavista 2005/2006), tendo em conta as dificuldades que a deslocação ao terreno dos insulares acarreta, ainda para mais quando a turma da casa vinha de duas vitórias consecutivas, além de não perder desde a 5.ª jornada.


 


ANÁLISE TÁCTICA


            Nenhum dos treinadores introduziu grandes surpresas nos “onzes” iniciais. Carlos Brito, “fiel” ao 4-2-3-1, manteve a titularidade de Fary e Diogo Valente, fazendo apenas duas alterações relativamente ao último jogo: Areias regressava ao posto de lateral-esquerdo (após cumprido o castigo de uma partida frente à U. Leiria) e Ricardo Silva rendia Hélder Rosário (que viu o quinto cartão amarelo no encontro anterior). No Marítimo, Paulo Bonamigo preservou a mesma equipa que, na segunda-feira, somara os três pontos no Restelo.


 


MARÍTIMO ENTRA MAIS PRESSIONANTE… BOAVISTA REAGE


            Fazendo valer a circunstância de estar a jogar em casa, o Marítimo entrou em campo extremamente pressionante, “encostando”, autenticamente, o Boavista ao seu último reduto. Os dois centrais “axadrezados”, Ricardo Silva e Cadú, conseguiam interceptar os lançamentos que centrocampistas “verde-rubros” faziam para o interior da grande área, mas acabavam por ser obrigados a aliviar, sem ter tempo para iniciar as saídas do BFC para o ataque de forma segura, sobrando a bola para novas “vagas” maritimistas.


            Todavia, pouco depois dos 10 minutos, o Boavista estabilizou, finalmente, o seu jogo. Por esta altura, o “Xadrez”, controlando as operações do encontro na zona intermediária, procurava fazer circular a bola, se possível em toda a largura do terreno, no meio-campo defensivo do Marítimo, tendo em Lucas e em João Pinto os responsáveis máximos pela organização e gestão da posse de bola. Faltava, no entanto, profundidade. Se Rui Duarte, aproveitando os espaços que as movimentações de Manuel José abriam, conseguia, em algumas ocasiões, tirar cruzamentos perto da linha final, já no flanco esquerdo Diogo Valente sentia dificuldades para ultrapassar Briguel e em romper para zonas mais adiantadas, algo a que o fraco pendor ofensivo de Areias (que, face às constantes subidas de Rui Duarte, tinha de se manter em terrenos mais recuados) não era alheio. Fary, por sua vez, tentava, com a sua grande mobilidade, criar espaços de penetração na defensiva adversária, falhando, contudo, quando tinha a bola nos pés: errava muitos passes. Quanto a Tiago, o “trinco” do BFC cumpria. Só muito raramente complicou, jogando quase sempre de forma simples, efectuando, também, por vezes, algumas variações de flanco com rigor e precisão.


            O Marítimo procurava responder com um futebol mais objectivo e vertical, solicitando a rapidez do seu tridente ofensivo, que realizava movimentos de ruptura, sem, no entanto, conseguir criar perigo. Nos lances de bola parada a favor dos insulares, Carlos respondeu sempre da melhor forma.


 


AS PRIMEIRAS OPORTUNIDADES SÃO “AXADREZADAS”, MAS É O MARÍTIMO QUEM INAUGURA O MARCADOR


            Foram, aliás, do Boavista as primeiras ocasiões de maior frissom no encontro. Aos 25 minutos, após uma boa jogada de envolvimento, João Pinto trabalha perante Fahel e desfere um remate em jeito, com grande colocação, que só uma excelente estirada de Marcos conseguiu travar. Poucos minutos depois, Tiago do “meio da rua”, com um remate forte e direccionado ao canto superior direito da baliza madeirense, obriga o guarda-redes “verde-rubro” a nova intervenção complicada.


            Porém, perto do “cair do pano” da primeira parte, o Marítimo chegou, injustamente, à vantagem: Evaldo aproveita o espaço concedido por Rui Duarte para cruzar rasteiro para a grande área, onde Kanu, muito por culpa da lentidão que os dois centrais do BFC apresentam (são dois defesas muito densos fisicamente, o que, simultaneamente, lhes confere vantagem nos duelos “corpo-a-corpo”, mas dificuldades na tentativa de fazer face a ataques rápidos dos adversários), recebe o esférico e bate um Carlos que não tinha quaisquer hipóteses. Quase de seguida, a etapa inicial da partida terminava, com um resultado no marcador que não reflectia as incidências do encontro.


CARLOS BRITO ARRISCA, FAZENDO DUAS SUBSTITUIÇÕES, E O BOAVISTA ENTRA PRATICAMENTE A MARCAR


            Apercebendo-se que a equipa não apresentava a profundidade ofensiva desejada, Carlos Brito decidiu “mexer”, operando duas alterações: William Souza substituía Rui Duarte, passando o Boavista a jogar numa esquema que lhe tem sido relativamente “familiar” nas últimas partidas (um 4-4-2 com Manuel José encarregue de fazer toda a ala direita, Fary móvel, descaindo preferencialmente para a direita, e William Souza como ponta-de-lança mais fixo), e Paulo Jorge entrava para o lugar de um Diogo Valente algo “apagado” e desinspirado. E a verdade é que os efeitos dessa dupla mudança fizeram, imediatamente, sentir-se. Desmarcado por JVP na esquerda, Paulo Jorge cruza, de pé esquerdo, com Briguel a “cortar”, cedendo canto. Na marcação do mesmo, novamente Paulo Jorge a centrar para o interior da grande área, onde Valnei, além de estar a agarrar William Souza, intercepta o “esférico”, intencionalmente, com a mão. Grande penalidade para o Boavista e Fary, “enganando” o guarda-redes (rematou para o lado oposto relativamente ao qual Marcos se atirou), repõe a igualdade (e justiça) no placard.


            Aguardava-se uma reacção do Marítimo, mas foi o Boavista a manter a toada. Dispondo de mais espaços no meio-campo adversário (muito por culpa de estar a jogar com dois pontas-de-lança, o que obrigava o lateral-esquerdo do Marítimo e o “trinco” Fahel a uma maior preocupação com as marcações individuais), os “axadrezados” trocavam a bola com maior rapidez e progressão, também face à maior acutilância que Paulo Jorge imprimia na ala canhota. Pouco antes, tinha sido William Souza, após passe do mesmo Paulo Jorge, a falhar o golo diante de Marcos. Quando estava decorrida cerca de metade da segunda parte, após uma triangulação, ao primeiro toque entre Tiago, Lucas e João Pinto, este último (em mais uma das aberturas de grande qualidade que o número 12 do BFC gizou) desmarca Fary na esquerda, que, colocando o esférico no seu pé direito, endossa a bola a Paulo Jorge, que, em posição privilegiadíssima, não consegue, surpreendentemente, o remate.


 


BOAVISTA PERDE FULGOR, MARÍTIMO APROVEITA


            Foi a partir dos 70 minutos de jogo que o Boavista deixou de ter o domínio da partida. O Marítimo, talvez fruto da entrada de Sergipano para o lugar de Mancuso, passou a actuar mais subido no terreno, encurtando os espaços ao BFC na transposição do seu jogo para o ataque. Aos 73min, os madeirenses chegaram, mesmo, a assustar, ao enviarem, na sequência de um livre do qual resultou um cabeceamento que, aparentemente, não augurava grande perigo, a bola a embater no poste.


            Apercebendo-se da nova conjuntura que o jogo assumia, o Boavista passou a ser uma equipa essencialmente virada para ataques rápidos e contra-ataques, valendo-se da liberdade de movimentos de JVP, que ganhou os duelos com os seus marcadores directos (primeiro Fahel, depois Fernando). E foi, precisamente, num desses contra-ataques que existiu um dos lances mais polémicos e duvidosos do encontro: William Souza, quando preparava para se isolar diante de Marcos, parece ser agarrado por Valnei. O árbitro da partida, o sr. Pedro Henriques, nada assinalou…


            Até ao final do encontro, o Marítimo teve sempre maior posse de bola, no entanto, limitava-se a efectuar lançamentos longos para o último reduto do BFC, talvez na expectativa de o irrequieto Kanu conseguir desmarcar-se entre Cadú e Ricardo Silva. Carlos Brito ainda apostou, perto do final, em Cafú (saía Fary), na tentativa de explorar o maior balanceamento ofensivo do Marítimo para surpreender a equipa da casa, recorrendo à velocidade do cabo-verdiano, mas o jogo, relativamente “morno” no seu último quarto-de-hora, não registou mais aspectos que mereçam destaque. O 1-1 foi, pois, o resultado final e, provavelmente, o epílogo mais ajustado.


 


COMENTÁRIO FINAL


            Não obstante não ter sido desta que o Boavista ganhou fora do Estádio do Bessa Século XXI, não pode considerar-se o empate um desfecho negativo. Frente a uma equipa que é sempre muito perigosa a actuar em casa, os “axadrezados” acabaram por mostrar maior consistência defensiva e segurança no controlo da posse de bola do que nos anteriores jogos disputados no reduto do adversário. Terá, talvez, “pecado” na falta de profundidade ofensiva que evidenciou no primeiro tempo e no facto de não ter materializado no segundo golo o maior domínio nos primeiros 20 minutos da etapa complementar. Todavia, a equipa continua a mostrar sinais de evolução jogo após jogo e parece, neste momento, estar no bom caminho para realizar uma época condizente com os “pergaminhos” do BFC. O trabalho de Carlos Brito está, pelo menos para já, um trabalho de qualidade, colocando o Boavista a praticar um futebol agradável e apoiado, apresentando maior rigor táctico quando não tem o esférico em seu poder do que na fase inicial da temporada.


            No capítulo individual, merecem destaque João Pinto, novamente (soube assumir-se como o “maestro” da equipa no relvado, passando pelos seus pés todo o jogo ofensivo do Boavista), Lucas (um importante auxílio a JVP, além de ter mostrado a abnegação habitual que lhe vale algumas importantes recuperações de bola), Tiago (formou com Lucas uma dupla no meio-campo com grande consistência), Manuel José (abriu muitos espaços para as subidas de Rui Duarte, ajudando, também, a anular Manduca; na segunda parte, não teve grandes problemas a defender, procurando, sempre que possível, funcionar como falso extremo-direito), Carlos (seguríssimo nos cruzamentos), Paulo Jorge (entrou, tal como frente à U. Leiria, bem, mostrando irreverência e acutilância, conseguindo penetrar em algumas ocasiões) e William Souza (desperdiçou uma oportunidade flagrante de golo, é certo, ao adiantar demasiado a bola perante Marcos, mas foi um jogador importante no “desgaste” efectuado sobre a defesa do Marítimo, criando imensas dificuldades ao centrais “verde-rubros”).


            Para terminar, resta realçar que Carlos Brito tem toda a razão nos protestos dirigidos a um dos árbitros-assistentes. Com efeito, este último levantou a “bandeira” em situações que não o justificavam, o que resultou na marcação de livres, na sequência de faltas que não existiram, a favor do Marítimo.


 



publicado por pjmcs às 23:56
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Sexta-feira, 25 de Novembro de 2005
Marítimo X Boavista - Antevisão

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Cartaz elaborado por Nuno Porto, a quem o Notícias do Bessa novamente agradece.


Equipas prováveis:


Marítimo - Marcos; Briguel, Valnei, Mitchell van der Gaag e Evaldo; Wênio, Fahel e Mancuso; Marcinho, Kanu e Manduca


Treinador: Paulo Bonamigo


Boavista - Carlos; Rui Duarte, Ricardo Silva, Cadú e Carlos Fernandes; Tiago e Lucas; Manuel José, João Pinto e Paulo Jorge; William Souza 


Treinador: Carlos Brito


            Após a vitória caseira frente à União de Leiria, o Boavista, alvo de algumas críticas duras e completamente desacabidas durante a semana por parte de alguma comunicação social e dos dirigentes do clube da cidade do Lis, desloca-se ao Estádio dos Barreiros para defrontar a também moralizada equipa do Marítimo (vem de duas vitórias), na expectativa de se estrear a ganhar fora de casa na Liga.


            Num terreno que deixa recordações agridoces da época passada (recorde-se que o BFC foi derrotado por 2-1 na 4.ª jornada da Superliga 2004/2005, mas derrotou os "verde-rubros" meses depois, no mesmo palco, por 2-0, em encontro dos quartos-de-final da Taça de Portugal), Carlos Brito deverá continuar a apostar no 4-2-3-1. No entanto, podem ocorrer algumas mudanças no "onze". A primeira das quais será no sector defensivo, onde Hélder Rosário, castigado, será rendido por Ricardo Silva ou Cissé (o primeiro é a hipótese mais provável, face à sua maior experiência e, também, devido ao facto de ser presença regular nas últimas convocatórias, nos antípodas do que tem acontecido com Cissé). Na esquerda, Carlos Fernandes, em bom nível frente à U. Leiria, poderá manter a titularidade, porém, Areias (suspenso na última partida) tem sido a opção de Carlos Brito para este posto. Mais à frente no terreno, se Tiago, Lucas, JVP e Manuel José são praticamente indiscutíveis, já a questão acerca de quem ocupará as posições de extremo-esquerdo e de ponta-de-lança constitui uma das dúvidas que só serão dissipadas perto do começo do jogo. Diogo Valente e Fary alinharam de início no último encontro, mas Paulo Jorge e William Souza, tendo saído do "banco" de suplentes, acabaram por se exibir bastantes "furos" acima (aliás, foram os dois grandes protagonistas do lance que deu origem ao segundo golo, da autoria do avançado brasileiro). Quanto ao Marítimo, não é previsível que Paulo Bonamigo opere alterações na equipa. Depois de um princípio de temporada surpreendentemente fraco e deficitário (no que aos pontos somados concerne), a contratação do técnico brasileiro teve o "condão" de fornecer um novo alento à formação insular, que, a partir desse momento, passou a coleccionar alguns resultados interessantes, como o empate frente ao FC Porto e os dois últimos triunfos (diante do líder Braga e do Belenenses). O 4-3-3 será o esquema táctico, alicerçado num meio-campo combativo e organizado (com Fahel, previsivelmente, a fazer a marcação individual a João Pinto, Wênio encarregue da transição do jogo para o ataque e Mancuso como elemento mais criativo - à atenção de Tiago), com a responsabilidade de municiar um tridente ofensivo bastante rápido e móvel (sendo que Manduca merece especial destaque).


            Para almejar os três pontos, o Boavista, além da qualidade que os "axadrezados" têm patenteado sempre dispõem da posse de bola, fazendo uma circulação de bola com progressão, abrindo o jogo em ambas as faixas, tem de ser uma equipa compacta defensivamente, procurando fechar os espaços no meio-campo e mantendo a coesão no último reduto. Nessa perspectiva, a utilização de Manuel José como extremo-direito poderá constituir um importante auxílio a Rui Duarte na sua tarefa de anular o perigoso Manduca. Além disso, será necessária velocidade e segurança nas transições ataque-defesa e defesa-ataque, bem como rigor nas marcações, principalmente nos lances de bola parada. Visto que os centrais da formação madeirense são fortes no jogo aéreo (sobretudo, o experiente van der Gaag), passes a rasgar (efectuados por Lucas e JVP, principalmente) e aberturas, solicitando Paulo Jorge/Diogo Valente e o ponta-de-lança William Souza/Fary, poderão ser uma solução para conseguir movimentos de ruptura nas imediações da baliza adversária. FORÇA BOAVISTA!!!


 



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Sábado, 19 de Novembro de 2005
Boavista X União de Leiria - Amanhã, no Estádio do Bessa Século XXI...

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Cartaz novamente elaborado pelo nosso colaborador Nuno Porto, a quem o Notícias do Bessa, naturalmente, volta a agradecer.


O Boavista regressa, amanhã, à competição na Liga, defrontando a sempre complicada formação da União de Leiria. Carlos Brito não deverá fazer alterações muito significativas numa equipa que vem de dois empates, em encontros nos quais, todavia, deixou muito boa imagem. FORÇA BOAVISTA!!!



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BOAVISTA NA FINAL DA TAÇA DOS VENCEDORES DAS TAÇAS EM FUTSAL!!!

Em menos de 24 horas, a equipa de Futsal do Boavista FC conseguiu, de forma notável, apurar-se para a final da Taça dos Vencedores das Taças. Estando inseridos no grupo B da competição, juntamente com os sérvios-montenegrinos do KMF Konjarnik e os italianos da AS Nepi, uma das grandes favoritas ao triunfo na prova. Ontem à noite, o Boavista derrotou o Konjarnik por 3-1 (com um "bis" de Guri, que marcou ambos os tentos na sequência de livres directos, e um golo de Guga). Hoje de manhã, contrariando todas as previsões, o BFC levou de vencida o Nepi por 4-3 (desta vez, foi Lipa a "facturar" por duas ocasiões, abrindo e fechado as contas do encontro, tendo sido os restantes golos apontados por Ramada e João Teixeira). A final está aprazada para amanhã, pelas 17 horas locais (16h em Portugal), com o Boavista a defrontar a formação anfitriã, o Azkar Lugo (clube espanhol da região da Galiza). Perante este fantástico feito, indepentemente do resultado do grande jogo de amanhã, a secção de futsal do Boavista FC merece os maiores parabéns, por contribuir para prestigiar o nome do nosso clube "além-fronteiras". VIVA O BOAVISTA!!!


Fotos do Boavista X Konjarnik:


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Fotos do Boavista X AS Nepi:


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Imagens retiradas do site Futsal Planet.



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Sexta-feira, 11 de Novembro de 2005
João Pinto: o regresso do génio

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             O Verão de 2004 trouxe ao Estádio do Bessa Século XXI uma notícia que tinha tanto de surpreende como de animadora para os indefectíveis da "Pantera": João Pinto, cujo destino mais provável parecia residir no estrangeiro, em clubes financeiramente mais poderosos, optava por regressar à sua "casa mãe", ou seja, voltar a vestir de xadrez. Uma onda de confiança invadia os adeptos do BFC, esperançosos em que a aquisição daquele que, no final dos anos 80/início dos anos 90, era apelidado de "puto maravilha". Agora, já com o estatuto de internacional português consagrado, pertencente ao núcleo de uma geração que deu bastantes alegrias aos portugueses (as maior das quais foram o terceiro lugar no Euro 2000 e a vitória no Campeonato do Mundo de Sub-20, em 1991), JVP reunia, aparentemente, todas as condições para se assumir como o "líder" de uma equipa que tinha no apuramento para as competições europeias o grande objectivo. No entanto, nada correu como o previsto.


            Apesar de ter começado a época como titular, cedo se manifestaram as dificuldades para João Pinto se inserir no estilo de jogo adoptado por Jaime Pacheco. Jogava demasiado recuado no terreno, funcionando como um "tradicional" distribuidor, algo a que não estava propriamente habituado. E os boavisteiros começaram a ficar decepcionados, talvez pelas expectativas elevadas que depositaram no número 12 "axadrezado".


            O Boavista, sem praticar um futebol, nem de longe nem de perto, vistoso, conseguia, não obstante alguns percalços (como a derrota em casa frente ao Rio Ave e, principalmente, a história goleada sofrida em Alvalade, por 6-1, e também a pesada derrota em Braga, por 3-0), intrometer-se entre Benfica, FC Porto e Sporting nos lugares cimeiros da Superliga. A qualificação para uma prova da UEFA afigurava-se, então, como um objectivo que acabaria por ser concretizado sem grandes sobressaltos. João Pinto, por sua vez, já com a titularidade perdida, parecia estar cada vez mais excluído das opções de Pacheco, limitando-se a, no máximo, ser suplente utilizado em algumas ocasiões. Marcou 3 golos em toda a temporada (dois na Superliga, um na Taça), um desidrato...escasso. O bom momento da equipa em termos pontuais, alternando entre o 3.º, 4.º e 5.º lugares, parecia conceder a razão ao treinador, em detrimento do "grande artista". Talvez por isso mesmo, JVP esteve muito de, em Feveireiro, emigrar para o milionário campeonato saudito, ao serviço do Al-Hilal. Mas decidiu ficar... até Junho.


            No entanto, a aparente solidez do BFC desvanecia-se. A nova goleada com o Sporting (0-4, com a agravante de ser, desta vez, em pleno Estádio do Bessa Século XXI) iniciava uma tendência negativa que nem a vitória caseira, na semana seguinte, no "derby" da Invicta, foi capaz de contrariar. Aliás, o triunfo frente ao FC Porto foi o último do Boavista em 2004/2005. Daí em diante, as desilusões viram a suceder-se. A eliminação nas meias-finais da Taça de Portugal, em Setúbal, e a perda do quinto lugar da Superliga para um Guimarães que, no final da primeira volta, era dado como arredado da "luta" pelos lugares europeus tornaram uma época que parecia bem encaminhada numa tremenda desilusão. Entretanto, Jaime Pacheco e a restante equipa técnica acabavam, face ao acumular de maus resultados, por sair.


            Chegou o final da temporada, obviamente com um balanço nada positivo para o avançado de 34 anos. Esse facto fez com que, no início do último mês de Junho, a SAD tivesse anunciado que a renovação do contrato com JVP (que dependia, somente, da vontade do futebolista) estava em "stand-by", uma vez que o jogador, segundo o comunicado do próprio BFC, procurava clube no estrangeiro. Pela segunda vez, a saída do internacional português do Bessa parecia iminente... pela segunda vez, o volteface ocorria. Recorrendo ao que, na altura, foi apelidado de "operação de charme", Carlos Brito conseguiu sensibilizar o JVP para o projecto boavisteiro e, na véspera da apresentação do plantel aos sócios, o Dr. João Loureiro confirmava que João Pinto iria... ficar.


            Tinha início uma nova época e as previsões sobre o rendimento de JVP eram as mais diversas. Por um lado, a carreira no ano anterior poderia supor um declínio exibicional e um final de carreira próximo. Por outro, a mudança de treinador e, consequentemente, de modelo de jogo, tanto mais que Carlos Brito tem a fama (justa) de ser um técnico que privilegia o bom futebol,  jogado de pé para pé, o que, claramente, se coaduna mais com as características de João Pinto.  E a verdade é que esta última "corrente" de opinião acabou por se revelar acertada.


            O 4-3-3 dava lugar a um 4-2-3-1 com um distribuidor simultaneamente com funções defensivas, permitindo a JVP jogar solto, como tanta gosta, livre de "constrangimentos" tácticos. Porém, a grande alteração não é de sistema, mas de estilo. João Pinto tem, finalmente, a oportunidade de ser interventivo, de mostrar todo o seu talento com a bola nos pés. Capacidade de finta, qualidade de passe no último terço do terreno e irreverência são predicados que se mantêm, bem como a apetência para participar em triangulações e "tabelinhas" que permitem criar espaços de penetração, por vezes, em "cerradas" defensivas adversárias. As duas últimas (grandes) exibições, frente a Sporting e Belenenses, jogos nos quais JVP fez o "gosto ao pé", são apenas a prova de que o "artista" é, claramente, uma mais-valia para o Boavista, justificando o estatuto de "capitão" que Carlos Brito lhe concedeu. Que o elevado rendimento de João Pinto, bem como o de jogadores como Manuel José, Fary e Lucas, seja para continuar...


 



publicado por pjmcs às 21:12
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Sábado, 5 de Novembro de 2005
É hoje que o Boavista entra em campo para a 10.ª jornada da Liga!

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Cartaz elaborado de novo por Nuno Porto, a quem o Notícias do Bessa presta os maiores agradecimentos.

 

O Boavista defronta, hoje à noite, o Belenenses no Estádio do Restelo, naquele que é um dos jogos mais "apetecíveis" desta 10.ª jornada da Liga. Prevê-se um duelo muito equilibrado, mas com a forte possibilidade de ser um bom espectáculo de futebol (à semelhança do Boavista X Sporting do último domingo), face à qualidade dos executantes de ambas as equipas. FORÇA BOAVISTA!!!  

 

 

 



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Sexta-feira, 4 de Novembro de 2005
Belenenses X Boavista - Antevisão

                                 


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Equipas prováveis:


Belenenses  – Marco Aurélio; Sousa, Gaspar, Pelé e Vasco Faísca; Sandro Gaúcho, Pinheiro e José Pedro; Paulo Sérgio, Fábio Januário e Meyong 


Treinador: José Couceiro


Boavista – Carlos; Rui Duarte, Hélder Rosário, Cadú e Areias; Tiago e Lucas; Manuel José, João Pinto e Zé Manel; Fary


Treinador: Carlos Brito



            Após a fantástica exibição frente ao Sporting, o Boavista joga, amanhã, no Estádio do Restelo, com o claro objectivo de repetir a actuação do último domingo e conseguir a primeira vitória fora de casa nesta Liga. O adversário é o Belenenses, equipa que encara o jogo diante do BFC como a ocasião ideal para “fugir” da crise que actualmente atravessa (vem de 6 derrotas consecutivas), na estreia de José Couceiro perante os associados do clube lisboeta. Ora, estas circunstâncias significam dificuldades acrescida para os “axadrezados”, até porque o plantel apresenta alguns futebolistas de grande valor.


            No entanto, face à qualidade exibicional que tem evidenciado, o Boavista tem todas as condições para sair vencedor do encontro com os “azuis”. O 4-2-3-1 será o esquema escolhido, uma vez mais, por Carlos Brito. Carlos deverá repetir a titularidade “ganha” a William Andem na recepção ao Sporting, o quarteto defensivo, salvo algum imprevisto ou surpresa de última hora, será constituído por Rui Duarte, Hélder Rosário, Cadú e Areias, Tiago e Lucas jogarão no meio-campo, fazendo, em princípio, uma marcação à zona (ao invés de Tiago “seguir” todas as movimentações do organizador de jogo belenense, que será José Pedro, não obstante este poder revezar-se com Fábio Januário), sendo que Lucas terá, também, a missão de distribuir jogo. Manuel José e Zé Manel (embora Diogo Valente, Paulo Jorge e Guga sejam hipóteses para o flanco esquerdo do ataque, relegando Zé Manel para o “banco”) serão dois extremos com a função de darem profundidade nas faixas, porém, em algumas fases da partida, podem fazer diagonais, participando em combinações e triangulações. Mais à frente, Fary será o ponta-de-lança, tendo o apoio directo de João Pinto.


            Quanto ao Belenenses, José Couceiro deverá apostar num 4-3-3, com a “nuance” de, como acima foi referido, o extremo-esquerdo (Fábio Januário) e o “playmaker” (José Pedro) poderem permutar, a fim de procurar “confundir” e desorganizar o sector mais recuado do Boavista. Sandro Gaúcho, o médio de características mais defensivas, deverá encarregar-se da marcação individual a JVP, enquanto que Pinheiro terá a responsabilidade de fazer a ligação entre a defesa e o sector ofensivo.


            Numa deslocação em que o Boavista não perde há cerca de 11 anos, mas é que é sempre muito complicada, os “axadrezados” têm de apresentar as mesmas ambição e personalidade do jogo contra o Sporting. Para vencer, não podem ter qualquer receio em impor o seu futebol nem em pressionar ofensivamente o Belenenses. A qualidade e a rapidez na circulação de bola (algo que foi uma nota dominante nas partidas em que os “axadrezados” se exibiram em bom plano), jogando por ambos os flancos, ou seja, no campo todo, têm de estar presentes. Profundidade e acutilância nas faixas, segurança no passe, algumas triangulações e jogadas de envolvimento poderão ser a fórmula para o Boavista bater o Belenenses. Além disso, é de importância capital que o BFC seja uma equipa compacta em todas as fases do encontro, ganhando a “batalha” do meio-campo, e que o seu sector defensivo mantenha os níveis de concentração sempre elevados, com nota de destaque para os lances de bola parada, em que a defensiva “axadrezada” claudicou nos golos sofridos nos encontros em Braga, Sintra (diante do Oeiras) e frente ao Sporting (no segundo golo). À atenção do Boavista ficam, também, jogadores como Meyong (avançado extremamente móvel e eficaz) e de Paulo Sérgio, que, com movimentos de ruptura, podem desequilibrar a favor do Belenenses. Por isso, a coesão da defesa do BFC e a eficácia nas transições defensivas serão essenciais. FORÇA BOAVISTA!!!


 



publicado por pjmcs às 19:43
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