Quinta-feira, 26 de Maio de 2005
Boavista 1 – Benfica 1: "AXDREZADOS" FECHAM A ÉPOCA COM DIGNIDADE; BENFICA SOFRE MAS GARANTE O TÍTULO

Boavista – Carlos; Lucas, Cadú, Éder e Carlos Fernandes; Hélder Rosário e André Barreto; Zé Manel (Nélson, aos 85min), Toñito e Guga (Diogo Valente, aos 63min); Cafú (Hugo Almeida, aos 58min)


Treinador: Pedro Barny


Benfica – Quim; Miguel, Luisão, Ricardo Rocha e Manuel dos Santos; Petit, Manuel Fernandes e Nuno Assis (Mantorras, aos 77min); Geovanni (João Pereira, aos 69min), Nuno Gomes (Bruno Aguiar, aos 91min) e Simão


Treinador: Giovanni Trapattoni


Num Estádio do Bessa Século XXI que registava uma clara maioria benfiquista (nem parecia que o BFC jogava em casa...), o Boavista não se atemorizou e soube ser uma equipa serena e digna num ambiente adverso. Quanto ao Benfica, por sua vez, apresentando a sua equipa habitual, jogava a última cartada para a conquista de um título que lhe fugia há 11 anos. Pedro Barny decidiu apostar numa equipa que procurava fechar todos os espaços ao sector ofensivo adversário e tentava surpreender a defensiva "encarnada" com ataques rápidos, apostando na velocidade de jogadores como Toñito, Zé Manel, Guga e Cafú. André Barreto ficava encarregue de fazer a marcação à zona no seu raio de acção (ligeiramente descaído para a esquerda) e de distribuir o jogo para o ataque. Lucas fazia a marcação a Simão (esta foi, com efeito, uma decisão reveladora de uma grande inteligência táctica por parte de Barny, uma vez que o extremo benfiquista reflecte frequentemente para o meio) e Hélder Rosário fazia o mesmo com Nuno Assis, quando este descaía para o flanco esquerdo do Benfica. E o treinador “axadrezado”, no seu último jogo nestas funções (vai ser o “número 2” da equipa técnica liderada por Carlos Brito), acertou nestas duas opções, pois Nuno Assis e Simão raramente tiveram espaços à sua disposição, obrigando o Benfica, devido, também, ao à fraca prestação Manuel Fernandes (muitos passes errados) durante todo o encontro, a apostar num estilo de jogo mais directo, aproveitando a rapidez de Geovanni (que, na primeira parte, ganhou o “duelo” com Carlos Fernandes) e os espaços que Nuno Gomes, por vezes, conseguia (face a uma actuação ligeiramente inferior ao que é habitual de Cadú). Além disso, Lucas, além de anular Simão, iniciava alguns ataques, subindo pelo flanco direito ou procurando, através do passe, solicitar companheiros mais adiantados. Neste cenário, após o ímpeto inicial do Benfica, o Boavista estabilizou o seu jogo e conseguiu, durante alguns minutos, trocar a bola com relativa tranquilidade a meio-campo. Faltava, contudo, a profundidade ofensiva necessária para capitalizar o bom jogo “axadrezado”, muito por culpa do sub-rendimento de Zé Manel (a época termina em boa altura para o ex-pacense) e do facto de Toñito, ao invés de procurar organizar o jogo ofensivo do BFC, surgindo no centro do terreno no apoio ao tridente de ataque, perdia-se em individualismos algo exacerbados, descaindo em demasia para o flanco esquerdo, onde já “morava” Guga. Este último, aliás, era o jogador mais perigoso do Boavista, conseguindo, em algumas ocasiões, causar grandes dificuldades a Miguel, através dos seus “rasgos” pela ala canhota, recorrendo à sua velocidade e poder de finta. Relativamente a Cafú, o avançado cabo-verdiano não conseguia encontrar posição, mas a abnegação que o caracteriza mantinha-se. No entanto, a primeira situação de (relativo) perigo foi protagonizada pelo 17 boavisteiro: livre de Lucas na direita, com o avançado “axadrezado” a cabecear para as mãos de Quim. Pouco depois, o Benfica respondia com uma excelente combinação entre Nuno Gomes e Assis, com este último a fugir à marcação de Hélder Rosário (algo que foi raríssimo nos 77 minutos em que o ex-vimaranense esteve em campo) e, perto da marca de grande penalidade, a rematar para Khadim, revelando grande segurança, agarrar. Praticamente de seguida, incursão de Guga pela esquerda, passe para Cafú, que, algo desenquadrado com a baliza, tenta um remate em jeito que acaba por sair muito ao lado. O jogo mantinha a mesma toada com um Boavista mais sereno, procurando circular a bola junto ao relvado, na tentativa de, sem colocar em causa a segurança do seu sector mais recuado, encontrar aberturas no último reduto lisboeta, enquanto que o Benfica era uma equipa mais pressionante e cuja transição para o ataque recorria menos ao meio-campo. O equilíbrio era nota dominante. Todavia, aos 38min, após um alívio algo defeituoso de Éder, que cabeceou a bola na direcção de Petit. A bola acaba por sobrar para Geovanni, que tenta ultrapassar Cadú, com o central a efectuar uma intercepção com o pé direito que faz o esférico embater-lhe nas duas mãos. Pedro Henriques assinala “penalty” num lance em que a mão de Cadú parece ser acidental (será que o árbitro da partida tomaria a mesma decisão caso tivesse ocorrido um lance similar na outra grande área?). Simão, chamado a converter o castigo máximo, remata para o seu lado direito, batendo Khadim, que se lançarara para o lado oposto. O Benfica chegava injustamente à vantagem e, certamente, os benfiquistas presentes no estádio (ou, pelo menos, a sua maioria) julgava que o seu clube não enfrentaria mais dificuldades para garantir um resultado que lhe assegurasse o título. Puro engano. O Boavista não acusava o tento sofrido e reagia de imediato. Desta forma, aos 43min, Guga marca, na esquerda, um canto que ele “conquistara”, centrando, com “conta, peso e medida” para o “coração” da grande área, onde surgiu Éder, que, com um cabeceamento cruzado, não deu hipóteses a Quim. Os boavisteiros que se deslocaram ao Estádio do Bessa Século XXI (nos quais eu me incluo) puderam, finalmente, silenciar a “falange” encarnada durante alguns minutos. O intervalo chegava pouco depois. A luta pelo primeiro lugar continuava em aberto, face aos empate a uma bola (no outro lado da cidade Invicta, todavia, o “nulo” verificado no final do primeiro tempo dava alguma tranquilidade ao Benfica). O Benfica entrava melhor na segunda metade, com Simão, praticamente no reatar do encontro, a surgir no centro da grande área, aproveitando o espaço concedido por Cadú, e rematava. Quanto muitos benfiquistas já comemoravam o 1-2, Khadim, com uma estirada verdadeiramente espectacular, desviava para canto. Porém, após o “susto” inicial, o Boavista pegava no jogo, contribuindo, para isso, a alteração táctica que Barny realizara ao intervalo: Zé Manel trocava com Toñito, passando o espanhol para o flanco direito do ataque e o 7 do BFC para o meio-campo (concedendo, assim, maior liberdade a André Barreto). Deste modo, Toñito conseguia, de certa forma, colocar o seu poder de finta ao serviço da equipa (ao contrário do que sucedera na primeira parte), trazendo grandes dificuldades a Manuel dos Santos. Apercebendo-se do domínio “axadrezado”, Pedro Barny assumia a intenção de colocar a equipa a jogar num ataque mais continuado, trocando Cafú por Hugo Almeida (menos móvel, mas dotado de uma maior poderio em termos físicos). Apesar de o avançado emprestado pelo FC Porto não ter acrescentado nada de especial ao ataque boavisteiro, o BFC pressionava cada vez mais, com André Barreto a protagonizar incursões que, fruto da capacidade técnica do médio brasileiro, geravam o “caos” na defensiva benfiquista. Para agravar ainda mais o cenário do Benfica, o FC Porto inaugurava o marcador frente à Académica, o que significava que o clube da Luz tinha, provisoriamente, o campeonato”seguro” por um ponto (qualquer golo do Boavista colocava o seu vizinho da cidade do Porto na primeiro posto do campeonato). O Boavista aproveitava a intranquilidade encarnada para subir as suas linhas ofensiva e do meio-campo. Na tentativa de dar maior frescura ao ataque e de, simultaneamente, impedir as subidas de Miguel pelo seu flanco, Barny fazia entrar Diogo Valente para o lugar do exausto Guga. Trapattoni reagia e retirava um dos seus homens mais perigosos, Geovanni, para colocar João Pereira a lateral-direito, adiantando Miguel. Como resultado destas duas alterações, o Boavista conseguia explorar com maior eficácia o flanco esquerdo do ataque, com Carlos Fernandes (que poucas vezes subira pelo lado canhoto no primeiro tempo) a apoiar Diogo Valente e conseguir ganhar algumas faltas, que davam origem a livres dos quais poderiam surgir cruzamentos perigosos. Aliás, foi neste flanco que aconteceu mais um lance polémico: lançado por Carlos Fernandes, Diogo Valente consegue passar por Miguel e é claramente derrubado pelo 23 do Benfica (dentro ou fora da grande área, fica a dúvida). Surpreendentemente, o árbitro nada assinalou, sendo, assim, retirada ao Boavista uma oportunidade de poder completar a reviravolta no marcador. Quanto ao Benfica, a equipa da Luz só conseguia importunar a defensiva “axadrezada” através dos livres cobrados por Petit (e que tinham como destino a cabeça de Luisão), alguns dos quais na sequência de faltas que não existiram. O Boavista ganhava superioridade no meio-campo e praticava um futebol mais atraente do que aquele que pautou a maior parte da época (durante a “era Pacheco”), quase nunca recorrendo a passes longos desde a defesa. Entretanto, Trapattoni substituía o apagado Nuno Assis por Mantorras, mas o avançado angolano não conseguiu trazer perigo às redes guardadas por Khadim. Pedro Barny, minutos após, esgotava as alterações, trocando Zé Manel por Nelson, numa tentativa de fornecer maior frescura ao ataque, passando Toñito para o meio-campo. Todavia, quase imediatamente a seguir à terceira substituição “axadrezada”, verificava-se uma enorme explosão de alegria por parte dos adeptos do Benfica: a Académica acabava de fazer o empate, em pleno Estádio do Dragão, mesmo no “cair do pano”. Apoiantes e responsáveis encarnados suspiravam de alívio e começavam a fazer a festa. Assim, até ao final do encontro, nada mais de relevante acontecia. O Boavista trocava serenamente a bola, enquanto que o Benfica ansiava pelo desfecho da partida. O jogo acabava por terminar com o 1-1 no marcador, resultado que assegurava a conquista da Superliga ao Benfica. Com muito menos razões para sorrir está o Boavista, mas, após estes últimos dois jogos, fica, claramente, a ideia de que as potencialidades do plantel não foram, ao longo da época, devidamente rentabilizadas. Ficam os agradecimentos para Pedro Barny, que, apesar de só ter conquistado um ponto nos três jogos em que dirigiu a equipa, fez um trabalho bastante meritório, colocando, com apenas três semanas de trabalho, o Boavista a praticar um futebol muito mais agradável. Quanto à equipa, resta realçar a sua enorme dignidade (a jogar num ambiente bastante adverso), o que, certamente, deixou os boavisteiros muito orgulhosos. Esperemos que o plantel não sofra muitas alterações para a próxima temporada e que o novo treinador, Carlos Brito, e restante equipa técnica coloquem o BFC a jogar o (bom) futebol para o qual o plantel tem capacidades.



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Sábado, 21 de Maio de 2005
Dignificar a camisola e ganhar
No culminar de uma época que acaba por ter um epílogo surpreendentemente (pelo menos, olhando para a situação na Superliga há algumas semanas) decepcionante, muito por culpa das más opções de um treinador que irá orientar a equipa que aproveitou a crise "axadrezada" para, sem saber muito bem como, "roubar" o apuramento da Taça UEFA ao BFC. Após uma exibição bastante agradável em Guimarães (mérito para Pedro Barny, futuro treinador-adjunto da equipa técnica liderada por Carlos Brito em 2005/2006), em que o árbitro Pedro Proença, com a sua actuação absolutamente desastrosa, impediu o Boavista de chegar à última jornada com hipóteses de se qualificar para as competições europeias, resta ao BFC repetir o que de bom foi feito no último sábado e procurar derrotar um Benfica que tem, no encontro de amanhã, o momento mais importante dos últimos 11 anos. Num Estádio do Bessa Século XXI que deverá estar completamente repleto, provavelmente com uma ligeira maioria de adeptos benfiquistas, é verdade que basta ao Benfica um empate para conquistar o tão ansiado título e que, ao Boavista, a partida não decide absolutamente nada. Todavia, exige-se à equipa orientada por Pedro Barny (e eu estou certo de que isso irá acontecer) que jogue nos limites, que seja ambiciosa e, acima de tudo, digna, de modo a tentar evitar a festa benfiquista no nosso estádio. Face às ausências de Carlos e João Pinto, ambos (mal) expulsos no duelo frente ao Guimarães, Barny será forçado a alterar o "onze", não se aguardando, todavia, muitas mais mudanças. Assim, William regressá à titularidade, enquanto que o quarteto defensivo deverá ser o mesmo (Hélder Rosário, Cadú, Ambassa, Nélson), embora, face ao acidente de viação que Nélson sofreu na noite de domingo, Carlos Fernandes seja uma possibilidade a ter em conta. No meio-campo, se Tiago (que fará a marcação a Nuno Assis) e Lucas são presenças quase certas, já o terceiro elemento, que terá a função de organizar o jogo ofensivo "axadrezado", poderá ser André Barreto (jogando o Boavista num típico 4-3-3) ou Toñito (aí, o BFC apresentar-se-ia num 4-2-3-1 com maior pendor ofensivo que o 4-3-3, mas, possivelmente, com menor consistência defensiva no "miolo"). No ataque, Hugo Almeida deve voltar a ocupar o seu posto no "coração" da grande área adversária, apoiado por Zé Manel (de regresso às boas exibições em Guimarães) e Guga ou Diogo Valente (o brasileiro protagonizou uma actuação bastante postiva no sábado, ma a inclusão de Diogo Valente dificultará a acção de Miguel, além de conceder maior liberdade a Nélson para subir pelo flanco esquerdo). Quanto ao Benfica, a única dúvida está em Ricardo Rocha, que continua a treinar-se condicionado. Se o central ex-Sp. Braga não conseguir recuperar, Alcides ou André Luís, um deles fará dupla com Luisão. É essencial que, nesta partida, o Boavista não seja, novamente, vítima de erros defensivos graves (como aconteceu no jogo da primeira volta, na Luz). O meio-campo será, previsivelmente, a zona nevrálgica na decisão do encontro. Deste modo, o duelo Lucas e Tiago vs. Petit e Manuel Fernandes poderá ser determinante. É importante que o Boavista seja uma equipa pressionante e aproveite, de certa forma, o facto de jogar sem pressão para circular a bola de forma segura (tal como fez em Guimarães), procurando explorar os espaços que o Benfica venha a conceder. O sector defensivo não pode deixar-se ludibriar pelas movimentações de Simão. Além disso, as dificuldades que Manuel dos Santos, lateral-esquerdo "encarnado", e Miguel (debilitado fisicamente) apresentam a defender podem e devem ser exploradas pelo ataque "axadrezado". Penso que o Boavista tem todas as condições (caso a arbitragem de Pedro Henriques não se assemelhe à de Pedro Proença em Guimarães ou à de João Ferreira no Benfica X Boavista desta temporada) para vencer o encontro e fechar, em grande, uma época em que tinha condições para fazer melhor, pois o plantel tinha qualidade para isso. FORÇA BOAVISTA!!!


publicado por pjmcs às 11:09
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Sexta-feira, 13 de Maio de 2005
UM DUELO DECISIVO
Poucos imaginariam, há algumas semanas, que o Boavista viria correr sérios de não se apurar para a Taça UEFA. Apesar de o futebol praticado nunca ter convencido verdadeiramente, os pontos surgiam e parecia que este ano constituiria o "virar de página" relativamente às duas épocas anteriores. Mas verdade é que os maus resultados começaram a suceder-se, ainda para mias frente a adversários perfeitamente acessíveis. Jaime Pacheco, entretanto, face à contestação que se intensificara, saía, justamente (parece que, na próxima época, vai treinar o Vit. Guimarães, adversário para quem o técnico lordelense perdeu o 5. lugar; curioso, no mínimo...), entrando Pedro Barny, que, tudo indica, será uma solução interina, de transição. O jogo de amanhã marcará o encontro com o grande e único rival nesta luta pelos lugares europeus. A equipa vimaranense dispõe de um ponto de vantagem, pelo que o empate, apesar de o Boavista jogar fora, ser, à partida, um resultado muito mais interessante para a formação minhota. Não exijo uma vitória, mas tenho o direito, como boavisteiro, de pedir mais ambição, mais garra, em suma, mais atitude a uma equipa que, nas últimas partidas, tem-se deixado abater com facilidade (isso foi particularmente visível após o primeiro golo do Sp. Braga, após o BFC até ter começado melhor a partida). Para o importantíssimo encontro de amanhã, Carlos será o guarda-redes, Nélson, Ambassa e Cadú manter-se-ão no sector defensivo. Fica a dúvida entre Carlos Fernandes (protagonista de uma exibição muito fraca frente ao Sp. Braga) e Milhazes (afastado das últimas convocatórias) para o lado esquerdo da defesa, embora o primeiro seja a hipótese mais provável. E as grandes questões colocam-se a partir do meio-campo. Barny vai voltar a apostar no 4-4-2 da última partida ou vai regressar ao 4-3-3 que tem sido "regra" nesta época? Neste momento, as certezas parecem ser as inclusões de Tiago e Lucas no meio-campo. Mais à frente, André Barreto (que fez uma exibição agradável contra oa arsenalistas), João Pinto ou Toñito, um ou dois dos três serão titulares. No ataque, Hugo Almeida, se estiver em condições de poder actuar, será titularm sendo apoiado por Guga ou Zé Manel ou os dois. Cafú é uma hipótese se Hugo Almeida não conseguir recuperar, sendo que, neste caso, o sistema táctico seria, quase de certeza, o 4-4-2. Quanto ao Vit. Guimarães, a base da equipa será a mesma das últimas jornadas. Assim, o "onze" provável será: Palatsi, Alex, Paulo Turra, Medeiros e Cléber (ou Rogério Matias, passando Cléber para o centro, com Medeiros a ser relegado para o "banco"); Marco Ferreira, Alexandre (ou Moreno), Flávio Meireles e César Peixoto (ou Djurdjevic); Luiz Mário (ou Romeu) e Silva. Neste encontro, apesar de o Boavista precisar de uma vitória (embora o empate seja um mal menor, uma vez que permite acalentar algumas esperanças para a última jornada relativamente ao 5.º lugar), os "axadrezados" têm de fazer uma partida inteligente (não se deixando perturbar pelo ambiente previsivelmente muito difícil que vão encontrar), ocupando racionalmente os espaços (jogadores como Silva, Marco Ferreira, Luiz Mário ou Marco Ferreira não podem ter grande liberdade de acção) e procurando ganhar superioridade a meio-campo. Além disso, não podem ser cometidos os erros defensivos que têm sido um constante esta época e, no meio-campo adversário, as trocas de bola têm de ser mais rápidas e com progressão, evitando afunilar demasiado o futebol ofensivo da equipa. Mas, acima de tudo, os jogadores devem ter a consciência do carácter decisivo desta partida e de que estão a representar uma instituição centenária que tem grandes ambições. É necessário que a entrega seja total. FORÇA BOAVISTA!!!


publicado por pjmcs às 20:07
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Sexta-feira, 6 de Maio de 2005
A estreia de Pedro Barny
O Boavista recebe amanhã o Sp. Braga, num jogo fulcral para as ambições europeias do nosso clube, que marcará a estreia de Pedro Barny nas suas novas funções no BFC. Frente à grande sensação da Superliga nesta época, adivinham algumas alterações na equipa "axadrezada". É, pelo menos, o que os boavisteiros esperam, uma vez que o futebol praticado nos últimos jogos com Pacheco foi desolador... Num Estádio do Bessa Século XXI que se preve que registe uma boa assistência, é provável que, no sector ofensivo, a surjam novidades. Assim, se João Pinto deverá manter a titularidade, nas costas do ponta-de-lança (Cafú é a hipótese mais consistente, até porque Hugo Almeida está em dúvida, embora Flores, que teve poucas oportunidades com Pacheco, também possa ser titular), já Diogo Valente e André Barreto deverão ser relegados para o banco, regressando a equipa ao 4-2-3-1, com Zé Manel e Toñito a ocupar as alas do ataque. No meio-campo, o trio do confronto de Coimbra será reduzido ao duo Tiago e Lucas. No sector mais recuado, Carlos continuará a ser o "dono" da baliza "axadrezada", Cadú e Ambassa (boa actuação frente à Académica) e Nélson manterá, também, a titularidade. É mais provável que o cabo-verdiano jogue no flanco direito (com Carlos Fernandes a lateral-esquerdo), embora Hélder Rosário (à semelhança do que aconteceu na recepção ao Moreirense) possa ocupar o posto de defesa-direito, passando Nélson para o lado oposto. Este 4-2-3-1 pode desdobrar-se num 4-4-2 quando a equipa não tiver a posse da bola (funcionando Toñito e Cafú como elementos mais avançados, encarregues de fazer a pressão alta, com João Pinto nas costas e Zé Manel a recuar para o meio-campo, na tentativa de ajudar a fechar as linhas de passe aos médios bracarenses). Nas situações ofensivas, face à propensão ofensiva de Nélson, poderá, em algumas ocasiões, Toñito flectir para o centro (com Nélson a ocupar o flanco do espanhol) e João Pinto a funcionar como segundo ponta-de-lança. Quanto ao Sp. Braga, apesar dos dois últimos resultados, que retiraram as esperanças dos minhotos em chegar a um título que seria histórico, vem ao Bessa com muito menos pressão que o Boavista (devido ao 4.º lugar que ocupa), almejando, ainda, atingir o terceiro lugar, que permite o acesso à 3.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Por força das ausências de Jaime, Vandinho, João Alves e Castanheira e pelo facto de a utilização de Barroso estar em dúvida, Jesualdo Ferreira terá de fazer algumas mudanças no meio-campo, sector importantíssimo na manobra da formação minhota. O central Paulo Jorge ou Filipe (médio da equipa B) são as duas soluções para o vértice mais recuado do Braga. Mais à frente, Madrid e Cândido Costa (Leonardo também é hipótese) deverão ser os restantes elementos do meio-campo. No ataque, se Wender e João Tomás são indiscutíveis, já o outro lugar do sector ofensivo será ocupado por Cesinha ou Leonardo. Na defesa, Jorge Luiz, Nem, Nunes e Abel serão os escolhidos, bem como Paulo Santos, o guarda-redes bracarense. Diante de um Sp. Braga que tem como base a organização defesa e ofensiva, podendo surpreender em contra-ataque (como, aliás, fez no Estádio do Dragão), o Boavista tem de apresentar mais garra, mais ambição, mais agressividade ofensiva e uma circulação de bola mais eficaz, com rápidas transições defesa-ataque, procurando impor um ritmo bastante vivo à partida e, ao contrário do que mostrou na primeira volta, coesão no sector defensivo (na vitória com o FC Porto, em casa, isso foi conseguido), tentando anular as movimentações de futebolistas como Wender e João Tomás. Além disso, a superioridade no meio-campo é condição quase indispensável para conseguir o domínio do encontro. Para terminar, espero que os sócios do BFC compareçam em excelente número para apoiar a equipa e o novo treinador neste importante e difícil encontro. FORÇA BOAVISTA!!!


publicado por pjmcs às 17:15
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