Terça-feira, 31 de Outubro de 2006
Paços de Ferreira 2 - Boavista 0: ERROS GRAVES DA DEFESA E DO TRIO DE ARBITRAGEM DITAM NOVA DERROTA

Paços de Ferreira – Peçanha; Mangualde, Geraldo, Luiz Carlos e Fredy; Dani, Paulo Sousa e Pedrinha; Edson (Cristiano, aos 85min), Ronny (João Paulo) e Didi (Emerson, aos 89min)

Treinador: José Mota

Boavista William; Lucas, Ricardo Silva, Cissé, e Fernando Diniz (Fary, aos 80min); Paulo Sousa, Tiago (Grzelak, aos 59min) e Kazmierczak; Ricardo Sousa (Hugo Monteiro, aos 68min); Zé Manel e Roland Linz

Treinador: Jaime Pacheco

O Boavista somou, ontem à noite, a sua terceira derrota consecutiva na BwinLiga, o que deixa a equipa numa posição bastante em termos pontuais e classificativos. Com apenas sete pontos em oito jornadas, este é o pior início de época do BFC desde que as vitórias passaram a valer três pontos. De qualquer forma, ontem, os "axadrezados", apesar de terem estado longe de serem brilhantes, deram uma imagem muito mais positiva da revelada nas duas anteriores partidas. O Boavista foi, até ao segundo golo do Paços de Ferreira (altura em que o jogo, praticamente, acabou, com o BFC a ir-se completamente abaixo, não obstante o remate à barra de Zé Manel no último minuto), superior, criou mais oportunidades de golo (que, no entanto, não soube aproveitar) e acabou por ser vítima de erros imperdoáveis em alta-competição do seu sector defensivo, em especial de Fernando Diniz (nunca conseguiu encontrar o equilíbrio em termos posicionais - entrou sempre de forma precipitada à bola, permitindo que Didi e Edson, mais experientes, penetrassem no último reduto "axadrezado" sem grande dificuldade) e de Cissé (irreconhecível nos últimos tempos - tem mostrado uma intranquilidade e uma insegurança pouco habituais, que lhe o têm levado a fazer intervenções precipitadas no decorrer das partidas). Além disso, William, no lance do primeiro golo, parece desorientado, algo que não pode acontecer num guarda-redes já com 37 anos e que tem por função ser a voz de comando de todo o sector defensivo.

Todavia, como atrás foi referido, a exibição do Boavista foi bastante razoável e, não fosse a falta de eficácia na hora de finalizar, teria, com toda a certeza, materializado no marcador o ascendente sobre o Paços de Ferreira nos primeiros 70 minutos do encontro. Apesar da inoperância de unidades como Tiago (demasiadas hesitações no momento de libertar a bola e alguns passes que poderiam ter sido extremamente comprometedores) e Ricardo Sousa (jogou descaído para o flanco direito - dada a circunstância de o Boavista apresentar três médios de contenção e apenas um extremo), que revelou sempre uma lentidão exasperante na execução do drible e do passe, não conseguindo, como compete a um criativo (para ser útil), pegar no jogo da equipa, o BFC efectuou algumas jogadas bastante interessantes de envolvimento, com alguns cruzamentos tirados perto da linha de fundo (sobretudo por banda de Zé Manel) e que resultaram em algumas situações de golo. Assim, pela positiva, há a destacar as exibições do referido Zé Manel (que procurou quer o flanco direito, quer o esquerdo para abrir zonas de penetração), Paulo Sousa (não sendo um prodígio em termos técnicos, cumpriu com as funções de que estava incumbido: dar consistência ao meio-campo, recuperar bolas e soltá-las rápida e eficazmente para um companheiro no ataque) e de Roland Linz (lutou imenso entre os dois centrais do Paços de Ferreira e esteve próximo de marcar em ocasiões: na primeira, depois de fintar Geraldo, foi impedido - claramente agarrado - pelo mesmo de progredir; na segunda, posicionou-se bem na grande área para responder ao cruzamento de Paulo Sousa, mas acabou por efectuar um cabeceamento torto; na terceira, já na segunda parte, após um centro de Zé Manel, com um acrobático e espectacular pontapé de "bicicleta", Peçanha conseguiu sustentar o remate do austríaco). Kazmierczak, por sua vez, não esteve bem no capítulo do passe (falhou alguns passes de forma algo inexplicável), porém, foi um pilar importante na luta a meio-campo, além de, inteligentemente solicitado por Jaime Pacheco, ter sido importante nos duelos individuais, no jogo aéreo, na grande área do Paços de Ferreira.

Falta, contudo, referir um pormenor importante, e provavelmente decisivo, no desfecho do desafio: a actuação da equipa de arbitragem. Ficaram duas grandes penalidades claríssimas e sem qualquer margem para discussão por marcar a favor do Boavista. No primeiro lance, logo a abrir o encontro, Roland Linz, como foi acima mencionado, foi impedido de progredir por Geraldo no interior da área pacense. No segundo, ainda mais nítido, Ronny, na sequência de um livre apontado por Ricardo Sousa, salta e coloca, deliberadamente, o braço direito na bola. Ou seja, dois lances que poderiam ter sentenciado o regresso do BFC às vitórias.

Para terminar, é importante salientar que Jaime Pacheco ainda tem muito trabalho pela frente, apesar das melhorias já constatadas no futebol praticado pelo Boavista. Nota-se que o Boavista necessita desesperadamente de uma vitória para recuperar algum terreno na tabela classifcativa e elevar os níveis anímicos de uma equipa cujos jogadores não estão a render aquilo que, realmente, podem.



publicado por pjmcs às 22:02
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2 comentários:
De Rui Amaral a 2 de Novembro de 2006 às 12:33
Peço desculpa, mas tenho que discordar. Não notei nenhuma diferença entre este jogo e os anteriores. O jogo do Boavista continua a ser pobre, trapalhão e sem ambição. E a cada jogo que passa, tenho cada vez mais a certeza de que, este ano, vamos lutar pela manutenção.
Entretanto, o Boavista tem ainda outro problema: William. É um grande símbolo do clube, uma excelente pessoa, mas deixou de ser um guarda-redes confiável. É um final de carreira péssimo. Precisamos urgentemente de testar outras alternativas.


De Julio a 2 de Novembro de 2006 às 12:46
O boavista fez mais um jogo péssimo. N era de esperar melhor mas para quem fez do J. Pacheco um salvador desiluda-se... A equipa n fez 4 passes seguidos... n há fio de jogo... n se remata á baliza... enfim. há muito a mudar e eu começava pelo presidente! Vendeu tudo e todos q faziam alguma coisa mais e agora agarra-se a q? E como é q jogadores q foram encostados pelo Pacheco vão agora reagir? exemplo? William! Com o Pacheco foi pro banco e no ultimo jogo já lhe deu a resposta. enfim, má escolha do presidente q devia ter pensado nisto tudo mas deve estar mais preocupado em esconder o buraco em q pos o clube....


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