Domingo, 10 de Setembro de 2006
Boavista 3 - Benfica 0: BOAVISTA SUPERIOR EM TODA A LINHA GOLEIA EM NOITE "MÁGICA" NO BESSA

Boavista - William; Hélder Rosário, Ricardo Silva, Cissé e Mário Silva; Lucas, Tiago e Kazmierczak; Zé Manel (Zairi, aos 90min) e Rafal Grzelak (Bessa, aos 84min); Roland Linz (Fary, aos 76min)

Treinador: Zeljko Petrovic

Benfica - Quim; Nélson, Luisão, Anderson e Léo; Petit e Katsouranis (Mantorras, aos 82min); Rui Costa (Nuno Assis, aos 65min); Manú, Nuno Gomes e Miguelito (Kikin Fonseca, ao intervalo)

Treinador: Fernando Santos

Fantástico!!! Serão sempre poucos todos os adjectivos que utilizemos para definir a prestação do Boavista ontem. Numa noite verdadeiramente espectacular (o Estádio do Bessa Século XXI não conhecia uma noite destas há bastante tempo), a equipa "axadrezada" não se deixou atemorizar pela polémica nos dias que antecederam o jogo nem pelo facto de o adversário ser um candidato ao título e, mesclando garra, querer, disciplina táctica, rapidez, capacidade física e classe, muita classe, superiorizou-se, em todos os capítulos da partida, ao Benfica, construindo um resultado que, em boa verdade, até poderia ter sido ainda mais volumoso, visto que o BFC teve algumas oportunidades flagrantes, para além dos três golos marcados.

Os primeiros minutos de jogo foram de "estudo" mútuo das duas equipas, sem Boavista nem Benfica arriscarem, de modo a não cederem a bola ao adversário em situação comprometedora e, assim, sofrerem um golo cedo. Mas, já nessa fase inicial da partida, notava-se que o Benfica teria imensas dificuldades para construir jogo em boas condições. É certo que se pode apontar a falta de imaginação do seu meio-campo (Katsouranis é, claramente, um médio de marcação e Rui Costa apresentou-se muito lento), no entanto, o mérito principal vai para a excelente organização táctica do Boavista, que conseguiu, principalmente no meio-campo, bloquear todas as linhas de passe ao adversário. Destaque, em termos tácticos (o Boavista jogava no já habitual 4-3-3), para as constantes trocas entre os médios-interiores e os extremos (ou seja, as frequentes diagonais de Zé Manel eram compensadas pelas deslocações de Lucas para o flanco direito e o recuo de Grzelak para o meio-campo, a fim de seguir as subidas de Nélson permitia soltar Kazmierczak para, quando o BFC recuperava a bola, surgir em apoio ao ponta-de-lança Roland Linz), que permitiam ao Boavista manter sempre uma excelente ocupação dos espaços e, assim, eficácia na transição defensiva. No entanto, faltava à equipa maior profundidade pelo flanco esquerdo, recorrendo, em algumas ocasiões, a passes mais longos por parte de Tiago, Ricardo Silva e Lucas para o ponta-de-lança Linz.

BENFICA INOFENSIVO: GRZELAK SOLTA-SE, BOAVISTA CRESCE

Com o passar dos minutos, principalmente a partir dos 20 minutos, o Boavista começava a "crescer" em campo, a sair com muito perigo para o ataque, sem, no entanto, colocar em causa os equilíbrios na sua bem gizada estrutura. Para a maior capacidade ofensiva do "Xadrez" em muito contribuiu o facto de Grzelak se ter "soltado", fazendo uso da sua inteligência e capacidade para, através da finta, sair a jogar em espaços muito fechados. Além disso, Zé Manel, na direita, mostrava uma acutilância e uma velocidade que não se lhe viram durante a pré-época e que faziam lembrar o jogador que, em 2004/2005, foi o melhor do Boavista. Diagonais rápidas, penetrações na grande área (Léo, apesar de ter saído algumas vezes para o ataque, sentia imensas dificuldades perante a rapidez de Zé Manel, bem apoiado por Lucas e, também, por Hélder Rosário, embora este, por vezes, tenha exagerado nas fintas) e espírito de sacrifício e luta que faziam "tremer" o sector mais recuado do Benfica. Roland Linz lutou muito, recebeu muitas bolas e conseguiu segurá-las (mesmo estando perante dois centrais fortes fisicamente), abrindo espaços e encontrando colegas em boa posição. Kazmierczak era um apoio precioso, fazendo valer a sua capacidade física para ganhar algumas vezes o esférico ao meio-campo "encarnado" e mostrando boa leitura de jogo na forma como conseguia ver os espaços vazios para ser solicitado pelos companheiros no ataque. O Boavista foi, desta forma, conquistando uma superioridade cada vez mais acentuada.

Não foi, por isso, uma surpresa que o Boavista tenha inaugurado o marcador pouco depois da meia-hora. E a forma como o fez foi, simplesmente, espectacular. Ricardo Silva fez o passe longo para Linz e este, depois de ter recebido o esférico com o peito, rematou de primeira com o pé direito sem quaisquer hipóteses para Quim. Um golo de belo efeito, "à ponta-de-lança".

Não obstante, no quarto-de-hora que restou da primeira parte, o Benfica ter subido ligeiramente no terreno e ter mostrado a intenção de pressionar mais o BFC, a verdade é que, até ao intervalo, foi o Boavista a equipa mais próxima de voltar a marcar. Primeiro, Kazmierczak, que se isolou perante Quim mas não conseguiu desfeitear o guarda-redes internacional português (num lance que originou alguns protestos, que chegaram a roçar a violência, por banda dos jogadores do Benfica, visto que Léo estava caído no relvado, mas foram protestos sem qualquer fundamento, pois os jogadores da formação lisboeta ainda tentaram um ataque quando Léo já estava deitado no campo). Na segunda ocasião flagrante, Zé Manel, com uma excelente iniciativa, passa por Miguelito e Léo, já dentro da grande área, perto da linha final, passa atrasado a Lucas, que, com o pé esquerdo, rematou forte, mas demasiado à "figura" de Quim, que conseguiu desviar para canto. O público afecto ao Boavista (muito bem no apoio à equipa, diga-se de passagem) vibrava na expectativa de ver o 2-0 no marcador.

APÓS O INTERVALO, O BENFICA CRIA ALGUM PERIGO, MAS RAPIDAMENTE O BOAVISTA VOLTA AO COMANDO DO JOGO

Ao intervalo, na tentativa de dar maior agressividade ao ataque, Fernando Santos substituiu o nofensivo Miguelito pelo ponta-de-lança Kikin Fonseca. O treinador do Benfica pedia, assim, maior capacidade ofensiva a Léo (que teria de fazer todo o corredor esquerdo), jogando com Nuno Gomes ligeiramente descaído para a esquerda, no apoio a Fonseca. E a verdade é que o avançado mexicano conseguiu, a dada altura, pressionar a defesa do Boavista, o que permitiu que o Benfica ganhasse alguns cantos e estivesse próximo de marcar por intermédio Luisão (que apareceu livre de marcação perante William) e, logo a seguir, por Anderson, na sequência de um canto.

Todavia, foi "sol de pouca dura" para o Benfica. O Boavista rapidamente voltou a estabilizar-se, com o sector defensivo (que teve em Cissé, intransponível no jogo aéreo, tal como Ricardo Silva, e veloz e inteligente nas dobras, um verdadeiro patrão) a conseguir interceptar todos os cruzamentos efectuados pelos laterais do Benfica (já que, jogando de forma apoiada, a turma visitante não conseguia penetrar, graças à consistência do Boavista a meio-campo), contando, para isso, com o auxílio de Kazmierczak, que, nesse período, desceu muitas vezes para auxiliar os dois centrais. Assim, perante o bloqueio do processo ofensivo benfiquista, o Boavista voltava a crescer e, com transições rápidas e totalmente eficazes, envolvendo os laterais, os médios-interiores, os extremos e, por vezes, o próprio Linz, aproximava-se perigosamente da baliza de Quim. É certo que para isso também contou com a insegurança e falta de velocidade dos dois centrais (Anderson e Luisão), que permitiram recuperações de bola, seguidas de penetrações, de Zé Manel, Grzelak e Kazmierczak. Aliás, os dois centrais "encarnados" recorram várias vezes à falta, se bem que nem todas as infracções tivessem sido assinaladas por João Ferreira nem, mesmo quando era marcada a falta, seguidas da correspondente penalização disciplinar (comparando, também, com o critério que presidiu às admoestações, em nossa opinião exageradas, de Ricardo Silva e de Hélder Rosário). Entretanto, Nuno Gomes, após uma entrada violenta, com o pé levantado a acertar em cheio na canela direita de Tiago. O número 21 do Benfica viu o segundo cartão amarelo, quando a exibição do cartão vermelho directo teria sido mais justa. 

Perante este cenário (já Fernando Santos trocara o desinspirado Rui Costa por Nuno Assis, que, porém, nada acrescentou, mostrando-se demasiado confuso e complicado nos processos), foi com naturalidade que o Boavista, a cerca de um quarto-de-hora do final, chegou ao segundo golo e praticamente resolveu a partida, novamente num momento de grande espectáculo. Após um canto marcado por Grzelak e interceptado por Luisão, Lucas, após aguardar que o polaco se colocasse em posição legal, desmarca o esquerdino na direita. Grzelak, com um excelente trabalho, finta Léo por duas vezes e centra para o "coração" da grande área, onde aparece Linz, para, num golpe de cabeça colocado, "bisar" e levar os boavisteiros ao delírio. Era o corolário perfeito para uma fantástica exibição do avançado austríaco, que fez tudo (e mais alguma coisa...) que se pedia a um ponta-de-lança: além de marcar golos, soube receber as bolas endossadas pelos colegas do meio-campo, abrir espaços e desmarcar companheiros no sector ofensivo. Linz esteve, verdadeiramente, em grande, com dois belos golos e mostrando que, além de um bom finalizador, é um ponta-de-lança inteligente na forma como joga com a equipa e evoluído tecnicamente. Pouco depois do segundo tento, o número 29 do BFC foi substituído por Fary, ouvindo a merecida ovação por parte dos adeptos da "Pantera".

MINUTOS FINAIS: O DOMÍNIO MANTÉM-SE

O segundo golo de Linz teve o "condão" de retirar toda a réstia de serenidade ao Benfica, que se revelou uma equipa demasiado confusa, nos minutos finais, para, sequer, marcar um golo. Fernando Santos ainda lançou Mantorras, saindo Katsouranis, para tentar trazer algo de novo à sua equipa, mas foi o Boavista que, cada vez mais confiante e rápido nas saídas para o ataque, ameaçava marcar. Zeljko Petrovic, lendo bem o jogo, retirou o exausto Grzelak e fez entrar o lateral-direito Bessa, de modo a assegurar que o BFC, jogando agora com três centrais (Hélder Rosário, Ricardo Silva e Cissé) para os dois avançados do Benfica, não corresse o risco de conceder o mínimo de espaço para o ataque visitante.

O terceiro golo foi o prémio justo a confirmar a goleada. Numa altura em que o Boavista conseguia efectuar bonitas triangulações com uma aparente facilidade, Kazmierczak fechou a "contagem" com uma execução, simplesmente, genial. Mário Silva, numa das suas frequentes "aventuras" ofensivas pelo flanco esquerdo, vê o médio polaco desmarcado em posição frontal e endossa-lhe o esférico. Kazmierczak recebe com o pé direito e, de imediato, vê o posicionamento de Quim e, com um toque de classe com o pé canhoto, coloca a bola fora do alcance do guarda-redes do Benfica.

DESESPERO BENFIQUISTA CULMINA EM VIOLÊNCIA...

O terceiro golo do Boavista era a "estocada" final no Benfica. Com mais um jogador e uma vantagem folgada no marcador, perante a euforia dos seus adeptos, o Boavista procurava, nos três minutos de compensação, brindar o público com triangulações e saídas rápidas para o ataque, na esperança de fazer o quarto golo (que talvez desse uma dimensão mais justa ao resultado), aproveitando, também, a entrada do fantasista Zairi (que rendeu Zé Manel, também muito ovacionado), que se estreava em jogos oficiais com a camisola do Boavista. No entanto, os jogadores "axadrezados" acabaram por ser vítimas da falta de "fair-play" dos futebolistas do Benfica, já que Lucas, quando se preparava para solicitar Zairi, na esquerda, sofreu uma entrada duríssima de Manú, que se projectou apenas com o intuito de derrubar o jogador do Boavista. É certo que Manú parece não tocar em Lucas, mas a violência do lance é mais do que suficiente para justificar algo mais que o cartão amarelo que o extremo-direito do Benfica viu (que acabou, porém, por ter o mesmo efeito de um cartão vermelho, pois era o segundo cartão visto por Manú). Petit, também de "cabeça perdida", tem uma atitude inqualificável: encosta a cabeça à do árbitro, com a intervenção de Luisão a evitar ocorrências mais graves. Petit, tal como Manú, foi penalizado com a exibição do segundo cartão amarelo e consequente expulsão. Pouco depois, em mais uma iniciativa ofensiva do Boavista, Nélson, quando Mário Silva tinha a bola nos pés, projecta-se, também, a destempo sobre o jogador do Boavista, valendo o facto de Mário Silva ter sido rápido a sair da finta e a soltar a bola, evitando o contacto com Nélson.

O encontro terminava instantes depois com a explosão de alegria e a entrondosa (e totalmente merecida) ovação por parte dos adeptos do Boavista, que viram os "axadrezados" regressar Às grandes noites no seu estádio, com uma exibição plena de personalidade, vontade, organização e esforço.

DESTAQUES INDIVIDUAIS

Após uma actuação como a de ontem, em que a equipa funcionou como um verdadeiro bloco quer a defender, quer a atacar, todos os jogadores do Boavista se destacaram pela positiva. No entanto, há alguns pormenores e aspectos que consideramos importante realçar. Depois de termos salientado a fantástica actuação de Linz, pelos dois golos que marcou e por todo o importante trabalho realizado, é importante destacar que Kazmierczak foi, provavelmente, o melhor em campo, a par, obviamente, com o avançado austríaco. De facto, o médio polaco fez de quase tudo: soube dar consistência ao meio-campo (recuperando imensas bolas), combinar com Grzelak, lançar o ataque e aparecer no apoio a Linz, o que lhe valeu aparecer, em diversas ocasiões, para além da que deu o terceiro golo, em situação privilegiada para alvejar a baliza de Quim. Além disso, Kaz foi um importante auxílio aos dois centrais no período em que o Benfica mais atacava (ou esboçava atacar). Foi, aliás, do seu pé esquerdo que surgiu a primeira oportunidade do encontro: após um lançamento lateral na esquerda, Linz consegue segurar a boa e, de calcanhar, solicitar Kazmierczak, que, de primeira, rematou para Quim afastar com dificuldade. Também criou muito perigo num cruzamento-remate à passagem dos vinte minutos, em mais uma ocasião na qual mostrou inteligência para procurar os espaços vazios nas desmarcações pela esquerda do ataque do BFC.

Grzelak também participou em diversas tarefas, mostrando, jogo após jogo, que parece ser um extremo completo. Ajudou Mário Silva e Kazmieczak a fechar, definitivamente, os caminhos para a baliza do Boavista pelo flanco esquerdo, recuperou muitas bolas quer no "miolo", quer no flanco esquerdo (daí que algumas saídas para o ataque se tenham iniciado nos seus pés), e. com o desenrolar do jogo, foi-se "soltando" e mostrou que dispõe de um conjunto de recursos em termos técnicos que lhe permitem abrir espaços. O lance do segundo golo, em que faz o que quer de Léo, é elucidativo.

Zé Manel está, como atrás referimos, transfigurado para melhor relativamente à pré-época. Tal como fazia em 2004/2005, o ex-pacense correu quilómetros, penetrou algumas vezes no último reduto adversário, fez diagonais importantes no auxílio ao ponta-de-lança e trabalhou imenso, o que lhe valeu algumas recuperações de bola importantes e um efectivo apoio ao meio-campo e ao lateral Hélder Rosário quando a equipa não tinha a bola. Além disso, a qualidade técnica que lhe permite participar nas transições rápidas e em triangulações mantém-se.

Lucas, apesar de nem sempre ser preciso no passe, foi, também, um jogador importante. Não obstante a sua acção não ser tão "vistosa" como a de jogadores como Kaz, Linz, Zé Manel e Grzelak, mostrou grande disciplina táctica e espírito de sacrifício na forma como "basculou" entre o centro do terreno e o flanco direito, interpretando de maneira perfeita os movimentos dos seus companheiros, o que permitiu à equipa manter sempre a solidez e o equilíbrio.

Tiago, tal como Lucas, também foi um "batalhador", revelando-se a sua acção de crucial importância para o sucesso da equipa no encontro de ontem. Anulou completamente Rui Costa e Nuno Assis e, graças a isso e a uma grande estabilidade na forma como ocupou os espaços no seu raio de acção, impediu o Benfica de explorar o corredor central e foi um ponto de equilíbrio da equipa.

Cissé foi um verdadeiro "pilar" no sector defensivo. Esteve fortíssimo no jogo aéreo, como é seu tímbre, e não cometeu as falhas de marcação do encontro de Alvalade. A sua acção teve, também, crucial importância nas dobras a Ricardo Silva (que, por vezes, é "traído" por alguma falta de velocidade, que ontem foi compensada pela actuação de Cissé).

Mário Silva não teve grandes problemas perante Manú e Nélson (contando com o auxílio de Grzelak), efectuando alguns desarmes importantes e detendo alguns cruzamentos. Aproveitou, também, sobretudo a partir da segunda parte, para subir pelo seu flanco, protagonizando dois lances de relevo: o primeiro numa combinação com Kaz que culminou num perigoso remate cruzado de Mário Silva e, no segundo, fez o passe para o terceiro golo do BFC. Uma boa exibição do lateral formado no Boavista.

É igualmente justo salientar a segurança evidenciada por William. Apesar de não ter tido muito trabalho, a verdade é que o William cumpriu sempre que teve de intervir, concretamente ao defender um remate de Luisão (que estava em boa posição) e ao blocar sempre a bola quando o Benfica cruzava para a grande área.

Para terminar, ficam os parabéns a todos os jogadores do Boavista e à equipa técnica liderada or Zeljko Petrovic (não poderia ter tido melhor estreia... a ambição que revelou no seu discurso durante a semana foi colocada em campo pela equipa) pelo fantástico jogo de ontem, uma noite de sonho para todos os boavisteiros!

VIVA O BOAVISTA!!! 



publicado por pjmcs às 20:56
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4 comentários:
De ma a 11 de Setembro de 2006 às 00:12
Parabéns pela excelente vitória. Têm aí uma equipa com uns jogadores estrangeiros de qualidade. Continuação de boa caminhada e parabéns pela dedicação a este bem elaborado blog.


De Julio Gonçalo a 12 de Setembro de 2006 às 00:25
Excelente analise. Força Boavista


De gUI a 12 de Setembro de 2006 às 22:18
a analise do jogo esta fantastica (quase como a exbição das nossas panteras) ams queria pedir ao sr. pjmcs, que sabe muito mais de tatica que a maioria dos leitores como e que se vai encaixar aqui aquele que para mim e a contratação mais significativa da epoca - RICARDO SOUSA - ele n tem caracteristicas para jogar no meio como o kazu..


De pjmcs a 13 de Setembro de 2006 às 13:19
A pergunta do Gui é muito pertinente. Apesar de não termos jogado com um "número 10" frente ao Benfica, conseguimos aliar à maior consistência no meio-campo conferida pelo facto de jogarmos com três centrocampistas "de trabalho" a uma capacidade de rápido desdobramento ofensivo dada, principalmente, pelos movimentos de aproximação à grande área feitos pelo Kaz. Além disso, o Zé Manel fez bastantes diagonais de apoio ao ponta-de-lança e o próprio Grzelak flectiu algumas vezes para zonas mais interiores para acrescentar criatividade ao meio-campo. Por isso, o Ricardo Sousa, neste momento, talvez não tenha lugar no "onze".
Agora, também é evidente que a maioria das equipas que vão jogar ao Bessa esta época (e o mesmo pode acontecer em alguns jogos fora) vai jogar muito mais fechada e com as linhas mais recuadas do que o Benfica no último sábado. Nessa perspectiva, é provável que seja necessário acrescentar maior capacidade criadora à equipa e maior "rasgo" individual com a entrada do Ricardo Sousa e/ou do Zairi. Penso que poderá haver duas formas de o encaixar. Na primeira, sai o Lucas e entra o Ricardo para médio-interior direito (o até poderá ser interessante para ele explorar o seu pé esquerdo para passes a rasgar e remates em jeito), tendo que apresentar maior capacidade de esforço, trabalho e recuperação de bola e maior disciplina táctica quando a equipa não tiver a bola. Com a bola na posse do Boavista, o Ricardo Sousa pode subir para jogar em zonas mais adiantadas. Foi mais ou menos isto que aconteceu nos 20 minutos iniciais da segunda parte com o Celta e, a meu ver, com relativo sucesso. A segunda hipótese (apenas equacionável, na minha opinião, quando jogarmos em casa com equipas com a linha do meio-campo muito recuada) será prescindir do médio mais defensivo (Tiago) e jogarmos com o Ricardo Sousa nas "costas" do trio ofensivo, com o Kaz e o Lucas a jogarem em "linha". Ou seja, seria um esquema de 4-2-3-1. Sairia o Tiago e não o Lucas, pois, para jogarmos nesse sistema, precisamos de dois médios que sejam "box-to-box", isto é, capazes de recuperar a bola, de pressionar o adversário e de lançar o ataque com rapidez. Recordo que, no ano passado, jogámos muitas vezes em 4-2-3-1 (de modo a que o João Pinto tivesse acção livre em campo), mas com o Lucas e o Tiago na linha média, o que era um erro, já que o Tiago é um médio vocacionado, claramente, para jogar à frente da defesa, sem ter a missão de distribuir jogo para o ataque.

Mas, acima de tudo, o importante é ter um meio-campo consistente, com a "força" e a disciplina táctica suficientes para dominarmos o jogo nesse sector do terreno, o que foi o que faltou à equipa no ano passado, sobretudo nos jogos com as equipas melhor classificadas (como o Nacional, o Benfica, o FC Porto). Agora, também reparei que, no sábado, os dois extremos deram um importante auxílio, quando a equipa não tinha a bola, aos dois médios-interiores, o que poderá viabilizar a utilização de um jogador que não gosta de ter grandes preocupações defensivas como é o Ricardo Sousa.

De qualquer forma, isto só mostra a variedade de soluções do nosso plantel esta época.

Saudações axadrezadas,

PJMCS


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