Sábado, 29 de Abril de 2006
Nacional X Boavista - Antevisão

Nacional - Hilário; Patacas, Ávalos, Fernando Cardozo e Alonso; Cléber Oliveira; Bruno e Juliano Spadacio; Alexandre Goulart, André Pinto e Miguelito

Treinador - Prof. Manuel Machado

Outros Convocados: Diego Benaglio, Emerson, Ricardo Pateiro, Chainho, Luís Manuel, Nuno Viveiros, Miguel Fidalgo, Serginho Baiano e Chilikov

Boavista - William; Rui Duarte, Ricardo Silva, Cissé e Areias; Manuel José, Tiago e Paulo Sousa; João Pinto; Oravec e Paulo Jorge

Treinador - Carlos Brito

Outros Convocados: Khadim, Bruno Pinheiro, Diego Figueredo, Hugo Monteiro, Zé Manel, Diogo Valente, Manuel e Fary

É hoje, a partir das 19 horas, que Boavista e Nacional jogam, no Estádio Eng. Rui Alves (na Choupana - Funchal), uma cartada importantíssima (que pode vir a ser decisiva) na discussão do lugar que falta atribuir na próxima edição da Taça UEFA. Os "axadrezados" partem com um ponto de vantagem sobre o opositor madeirense, pelo que uma vitória coloca, automaticamente, o BFC na primeira eliminatória da Taça UEFA 2006/2007. Um empate, por sua vez, mantém o Boavista no 5.º lugar e com a necessidade de, na última jornada (BFC X FC Porto e Setúbal X Nacional), pelo menos, não fazer pior resultado que o Nacional (seria obrigado a vencer o "derby" da Invicta em caso de triunfo do Nacional em Setúbal e não poderia perder frente ao rival "azul-e-branco" na circustância de o Nacional empatar em Setúbal), uma vez que o BFC teria, nesse cenário, desvantagem no confronto directo (face à derrota por 0-3, no Bessa, no duelo da primeira volta). Já uma derrota na Choupana, apesar de não acabar com as pretensões "axadrezadas", complicaria imenso as "contas" pelo 5.º lugar, pois o Boavista teria, forçosamente, de derrotar o FC Porto e o Nacional teria de perder em Setúbal. Portanto, o jogo de mais logo assume contornos de uma final para Boavista e Nacional, embora a pressão esteja mais do lado da formação da casa (porque, se perder, "diz adeus", irreversivelmente, ao objectivo europeu). Assim, tal como na época passada, a "Pantera" tem, na penúltima jornada da Liga, um encontro crucial no terreno do concorrente directo pelo 5.º lugar (no ano passado, esse opositor era o Guimarães), com a diferença de que, em 2005/2006, é o Boavista a equipa que começa a 33.ª jornada nesse lugar (em 2004/2005, o BFC iniciou o seu 33.º jogo no campeonato dessa temporada no 6.º posto da tabela classificativa).

Para o Nacional X Boavista, Carlos Brito deverá manter o esquema táctico habitual na segunda volta (4-3-1-2 desdobrável em 4-3-3), ficando a dúvida sobre se João Pinto jogará como organizador de jogo da equipa, nas "costas" de Paulo Jorge e de um ponta-de-lança de raiz (Oravec), ou, como tem acontecido em algumas partidas fora do Estádio do Bessa Século XXI, se actuará como unidade mais adiantada da equipa, numa frente de ataque que, além de Paulo Jorge, contaria com Zé Manel. Todavia, a utilidade que Oravec mostrou no empate em Guimarães (encontro em que o Boavista protagonizou uma boa exibição) poderá levar Carlos Brito a optar pela manutenção do eslovaco ex-Panionios no "onze". Outra dúvida reside no centro da defesa: se Ricardo Silva é titular indiscutível, já, a seu lado, tanto poderá jogar Cissé (muito seguro no jogo disputado na "Cidade Berço") como Cadú. Esta questão também poderá depender da disponibilidade ou não de Paulo Sousa (treino condicionado durante a semana), uma vez que, caso o médio contratado ao Estoril não se apresente nas melhores condições, Cissé jogará como "vértice" mais recuado do meio-campo, o que implicará um ligeiro adiantamento de Tiago no terreno. Por falar no sector intermediário, o terceiro elemento deste sector deverá ser, à semelhança do que aconteceu na fase inicial (até à lesão de Essame) do último jogo, Manuel José, na posição de médio-interior direito. Aliás, o sucesso do jogo "axadrezado"
, no cenário apresentado, em muito dependerá da dinâmica de movimentos de Manuel José: na recuperação de bolas e fecho de espaços no meio-campo, no transporte de jogo para o ataque (bem como nos passes para companheiros de equipa que descaiam para a direita - Oravec, JVP e Paulo Jorge), no auxílio a Rui Duarte (de modo a evitar que ala esquerda do Nacional - constituída por Alonso e Miguelito/Alexandre Goulart - crie problemas) e no aumento da largura do sector ofensivo do BFC, passando o BFC, em algumas situações do jogo, a poder actuar em 4-2-3-1 (passando Manuel José para médio-ala direito - de recordar que uma boa parte dos golos do BFC surge na sequência de cruzamentos efectuados por Manuel José - e tendo um papel decisivo quer a efectuar cruzamentos, quer a abrir espaços para as subidas de Rui Duarte). Todavia, em termos tácticos, não é de descurar a hipótese de Carlos Brito arriscar um pouco mais e colocar a equipa a jogar sempre em 4-2-3-1 (se bem que retirando alguma liberdade de movimentos a João Pinto), com Zé Manel e Paulo Jorge nas alas, Oravec no centro do ataque, João Pinto como "playmaker", Manuel José a lateral-direito e apenas dois médios-defensivos: Tiago e Paulo Sousa ou Cissé. Neste caso, Rui Duarte seria o "sacrificado".

Quanto ao Nacional, Manuel Machado escalonará a equipa no habitual 4-3-3 (embora, frente ao Benfica, tenha jogado 4-4-2, com dois homens abertos na frente e ambos os pontas-de-lança do plantel - André Pinto e Chilikov - no "banco"), com Fernando Cardozo a suprir a ausência de Ricardo Fernandes (castigado) e um tridente de centrocampistas composto por Cléber Oliveira, mais recuado (deverá ser o marcador individual de João Pinto e terá a missão de ser o "ponto de equilíbrio" da equipa a meio-campo), Bruno e Juliano Spadacio (estes com maior vocação ofensiva, sendo responsáveis pela organização e transporte de jogo). Na frente, no apoio ao ponta-de-lança André Pinto, jogarão, nas faixas, Miguelito e Alexandre Goulart, respectivamente, pela esquerda e pela direita, não obstante poderem, por vezes, trocar de flanco. Além disso, Miguelito, face às frequentes subidas do lateral-esquerdo Alonso, poderá, em algumas situações, "dobrar" o seu colega de equipa na acção defensiva. Também as movimentações de Goulart merecem especial atenção, visto que, tal como fazia ao serviço do Boavista, na sua primeira época no Bessa (nos jogos, sobretudo na Liga dos Campeões, em que também jogava a extremo, mas do lado esquerdo), flectir, frequentemente, para zonas interiores (aparecendo o lateral Patacas a ocupar o espaços vazio no lado direito do ataque), para surgir nas "costas" de André Pinto e, assim, assisti-lo ou aproveitar os espaços que este último consegue abrir para surgir em boa posição para marcar.

Num encontro que poderá, muito bem, decidir o sucesso (ou insucesso) desta época "axadrezada", o Boavista terá de ser, acima de tudo uma equipa sem quaisquer receios (apesar de o empate poder vir a ser um bom resultado) e, ao contrário do que sucedeu no jogo da primeira volta (principalmente após o segundo golo - apontado por André Pinto), compacta quer no meio-campo, quer no sector defensivo. Aliás, será da máxima importância que o quarteto defensivo do Boavista não se deixe iludir pelas movimentações de André Pinto, Miguelito, Goulart e Alonso, entre outros, e que o tridente de centrocampistas consiga cortar as linhas de passe, fechar os espaços e, se possível, neutralizar as acções de Bruno e Juliano Spadacio (ou Chainho, que poderá ser titular), sem, no entanto, cair no erro de apostar em muitas marcações individuais. Em termos ofensivos, o Boavista, tal como Carlos Brito afirmou, terá de ser mais eficaz no aproveitamento das oportunidades de golo criadas (terá sido esse, aliás, o principal factor que impediu o Boavista de sair vencedor do último jogo). Se for titular, Oravec terá a importante missão de, além de ser a principal referência ofensiva da equipa, arrastar as marcações e ajudar a abrir zonas de penetração, de modo a que jogadores como Paulo Jorge e João Pinto surjam, livres de marcação, em posição privilegiada para visar a baliza adversária. Tudo isto para que o Boavista ganhe e garanta a presença na Taça UEFA, grande objectivo para esta época!

FORÇA BOAVISTA!!!



publicado por pjmcs às 12:19
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